Fotos

1 Capítulo Único


Notas iniciais
É só mais uma escrita horrorrível postada aqui. Ignorem os erros. Ignorem tudo, inclusive a minha mentalidade meio insana pra fazer um texto tão "nada com nada". KSAÇLKSÇLSKÇALS

Capítulo Único

Fotos

–

Eu tenho azar em ter azar.

Não um pouco de azar, estou falando de muito azar. A sorte simplesmente olhou para o meu berço e gargalhou; me ignorou. O azar, inexplicavelmente, gosta de mim e eu não entendo o porquê.

O azar começou a querer chamar atenção quando levou a minha mãe de mim. Depois de um tempo, o meu pai. E a Aquarius. Uma diversão do destino que nunca me darei o trabalho de entender.

Não bastou para o meu "caro" azar levar quase tudo o que mais amo, não. Levou também a família que me restou, levou os meus companheiros, levou o meu parceiro. "Levou tudo e me deixou nada", por muito tempo eu tive esse pensamento. Eu estava enganada.

Ainda tinha fotos.

Parece ser tão medíocre, insignificante. Como se nada fosse mudar, pois fotos são apenas fotos. Porém, elas aos poucos me mostraram o motivo de ainda me manter naquele lugar. Me fizeram acreditar que ainda tinha esperança, mesmo que essa se mantivesse cálida e ausente.

Pode ser hipocrisia da minha parte — ignorância, talvez —, mas sempre demoro mais o olhar naquela fotografia em que certo menino de cabelos róseos está posicionado desengonçadamente, tentando uma pose engraçada. Um menino de ouro que esconde a ferocidade no olhar infantil. O garoto, que certamente, mudou a minha vida.

Sinto saudades do olhar piedoso dele quando sempre fazia um estrago. Me tortura ao lembrar que o seu cheiro não está mais presente no meu travesseiro, e o seu calor não estará mais ao meu lado, numa noite fria, onde a temperatura elevada do seu corpo substituiria qualquer coberta que eu poderia ter. Me desespero só de me recordar de que, caso esteja em perigo, não terá o mago das chamas para me socorrer.

Só me restou o seu sorriso em fotos. Tão poderoso quanto qualquer magia o seu sorriso era. Como se me desse forças, me erguesse. E aposto que nem você sabe desse poder que possui sobre mim, provavelmente nunca saberia — nunca saberá.

E percebi que eu não precisava de mais nada. Eu não queria saber de nada. Eu não queria ter nada. Não queria saber de cartas. Não queria saber de livros. Não queria poemas, nem pinturas.

Eu não tenho aqueles sorrisos. Não tenho mais calor nas noites frias. Não tenho nada deles. Não tenho nada dele.

Só tenho fotos. Nossos doces momentos grudados num mural desorganizado. Minhas queridas memórias embaraçadas em jornais, panfletos, fotografias. As únicas coisas que me deixaram com a esperança de que eles estavam em algum canto do mundo, esperando que alguém os recolha. E eu procurei, por um ano, saber o que faltava para ser esse "alguém". Como consequência, ou até, pasmem, sorte, eu encontrei.

— Quanto tempo, Lucy!

O menino de ouro.

Acho que as fotos não serão mais necessárias.

"Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia.

E nossas fotos se tornarão velhas fotografias.

E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém.

Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias.

Está acontecendo.

Eu posso ver.

E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos."

As Vantagens de ser invisível.

Notas finais
CHORO DE PENA DE MIM MESMA ME DESCULPE SE VOCÊ LEU ATÉ AQUI TCHAU
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!