Fotografias de um amor
14 Capítulo 14 parte 1
Notas iniciais
Pov Bella
– Isabella! – Ouvi meu nome ser chamado, enquanto eu corria, com Edward, pelo hospital.
– Oi. – Disse, parando de supetão, fazendo com que Edward parasse também.
– Isabella. – Disse novamente a voz, e eu me virei procurando de onde vinha.
– Ah, oi. – Eu disse, reconhecendo o amigo do casal que havia morrido no acidente com Jasper. – Christian? – Perguntei, para ver se era esse o nome mesmo.
– Sim, eu mesmo. – Disse ele, já perto de mim. – Queria conversar contigo.
– Ah sim, precisa ser agora? É que estou num dia, meio complicado. – Eu disse, me referindo a todo o acontecido com Jasper.
– Tudo bem, amanhã te ligo. – Disse ele, sorrindo meio de lado. – Ou eu te vejo pelo o hospital. – Franzi a testa em confusão.
– O Tyler, to cuidando dele. – Então me lembrei, que tinha o menino, que tinha sobrevivido ao acidente.
– Em que quarto ele está? – Perguntei.
– 310. – Disse ele.
– Mais tarde eu passo por la, tudo bem? – Eu disse.
– Claro, até mais. – Então ele se foi.
– Até. – Eu disse, e me virei para Edward, que não parecia muito feliz. – Vamos voltar para Jasper.
– Agora você se lembrou que a gente existe, e que eu estava aqui parado o tempo todo. – Disse ele, com tom de ironia na voz.
– Bella! – Ouvi meu nome novamente, e em seguidas braços ao meu redor. – Fiquei sabendo do que aconteceu!
Me afastei para ver quem estava me abraçando, e dei de cara com Jacob, apesar de eu já ter reconhecido a voz.
– Mais um?! – Disse Edward colocando a mão no rosto, em total desaprovação.
– Como soube? – Perguntei.
– Fui ao seu apartamento ver minha bermuda, ai o porteiro disse que você não tava, e me contou o que aconteceu. – Explicou ele.
– E como diabos, ele soube? – Disse me referindo ao porteiro.
– Não sei, mas que ele sabia, sabia. – Disse ele.
– Vamos Bella, temos que ir. – Disse Edward.
– Posso ir junto? – Perguntou Jacob.
– Não. – Disse Edward, ao mesmo tempo, em que eu disse sim.
Eu sabia que não ia conseguir me livrar de Jacob, assim, tão fácil, então como diz o ditado, mantenha um amigo perto, e o inimigo mais perto ainda.
– Vamos. – Eu disse, e sai na direção do quarto de Jasper.
Jacob e Edward vieram calados atrás de mim. O que com certeza ia ser uma benção se assim se mantivessem por mais tempo.
Chegamos no quarto de Jasper, onde se encontrava Emmett e Alice, ao lado de Jasper que estava deitado na cama, conversando com eles.
Quando eles me viram, deram um sorriso, mas quando Jacob apareceu, o sorriso desmanchou.
– O que você faz aqui? – Perguntou Emmett, se virando para Jacob.
Digamos que Emmett, não é muito a favor de Jacob, depois de tudo que aconteceu antigamente.
– Vim em paz. – Disse Jacob, erguendo os braços, em forma de rendição.
– Se acalme Emmett, sem brigas, por favor. – Pedi, e o mesmo se virou para Jasper, deixando Jacob de lado.
– Como vai amigo, pronto para sair correndo desse hospital?! – Disse Jacob, entusiasmado, porém, todo mundo ficou calado.
Pois sabíamos, que Jasper não poderia sair correndo.
– Eu não vou poder sair correndo. – Disse Jasper. – Não posso mais andar. – Aquela hora que Jasper tinha feito os exames, a médica deveria ter dado um choque de realidade nele, mas eu tinha que mudar as coisas.
– Ainda. – Eu disse, para não acabar com as esperanças dele. – Eu falei com o médico, e ele disse, que com algumas fisioterapias, você tem chance de voltar a andar.
– Sério? – Perguntou Alice.
– Sim, pode perguntar para o médico.- Eu disse sorrindo, apesar de não ter contado, o tempo que ele deveria ficar na fisioterapia, ou a porcentagem de chance que ele tem se voltar a andar.
– Obrigado Bella. – Disse Jasper, com lágrimas nos olhos. Ele não deveria ter contado para os outros, o que o médico tinha dito pelo jeito.
– Não agradeça. – Eu disse. – Quando você melhorar, vamos para Las Vegas, para os casinos, como a gente sempre quis, se lembra?
– Como assim? – Perguntou Edward.
– Eu e Bella temos o sonho de ir para Las Vegas, e ficar nos casinos, igual aos filmes. Porém nunca fomos. – Disse Jasper.
– Sim, e agora a gente vai. – Eu disse. – Você vai melhorar, e a gente vai ir. Só nós dois.
– Claro que não. – Disse Emmett, fazendo todos olharem para ele.
– Deixa de ser ciumento. – Disse Alice.
– O que? – Perguntou ele, confuso. – Eu falei claro que não, porque eu também vou. Deve ser muito massa, ficar apostando, até o dinheiro que não tem.
– E eu também vou. – Disse Edward.
– E não se esqueçam de mim. – Disse Alice.
– E eu. – Concluiu Jacob, que por sinal, nem faz parte da nossa turma.
– Acho que nosso plano, não vai dar pra ser só nosso, vai ter que ser de todo mundo. – Disse Jasper, para mim, e eu tive que concordar.
– Com licença. – Disse a médica, batendo na porta. – Amanhã, meu amigo Jasper, poderá ir para casa.
– Mentira? – Eu disse, sem acreditar.
– Com certeza é verdade, porém Jasper vai ter que vir ao hospital, três vezes na semana. – Disse ela.
– Para a fisioterapia? – Perguntou Jasper.
– Sim. – Respondeu a médica.
– Tudo bem. – Disse Jasper, meio cabisbaixo.
Com certeza toda essa história de não andar, deve ter mexido com ele.
– Então amanhã, o relâmpago, vai poder conhecer novos horizontes. – Disse Emmett, se referindo a cadeira de rodas do Jasper.
– Sei que vocês não estão muito felizes comigo aqui, mas eu posso ajudar, com o que for necessário. – Disse Jacob.
– Não. – Disse todo mundo ao mesmo tempo.
– Essa doeu. – Disse ele.
– Pessoal, vocês podem ficar aqui com Jasper, só por mais um hora, ai você vão ter que sair. – Disse a médica. – Isabella, se quiser fazer alguma coisa, enquanto tem gente aqui, para tomar conta de Jasper, esse é o momento. E ao meio dia, o almoço de vocês será servido.
– Obrigada, eu preciso mesmo, fazer uma coisinha antes. – Eu disse. – Pessoal, daqui a pouco eu volto. – Disse, e sai do quarto.
Fui direto para o quarto de Tyler, 310, se eu não me engano, ia conhecer o menino, e falar com Christian, para saber o que aconteceu aquele dia, que tive que sair para ver Jasper.
Andei pelos corredores, até que enfim encontrei o quarto, e vi uma cena muito bonita, Christian, estava deitado na cama, junto de um menininho, enquanto contava um história, para o mesmo, que estava observando tudo bem atento.
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