Fotografias
15 Feitas Uma Para Outra
Notas iniciais
O mês de março se foi mais rápido do que de comum e, felizmente – ou infelizmente – nem um sinal do Júnior. Sarah não sabia se sentia-se aliviada ou não. Ele não ligava nem mandava mensagens, mas também não sabia se isso era de fato bom ou ruim. Estava morrendo de medo de ele voltar e fazer alguma coisa com a Manu ou com qualquer outra pessoa. Seus amigos, sua família, ele poderia fazer de tudo e temia por isso.
Quando seus amigos ficaram sabendo do ocorrido, todos apareceram no outro dia para saber como as duas estavam. Manu estava só com algumas marcas pelo corpo, mas Mari fez questão de examiná-la mesmo assim. Fez o mesmo com a ruiva. Gugu corria pela casa, enquanto todos conversavam, e Sarah teve a certeza que havia feito a escolha certa ao trocar o Júnior pela mulher mais linda do mundo e também por seus maravilhosos amigos.
Nanda não freou a língua ao dizer que as duas tinham se beijado descaradamente, sem ao menos deixá-los, Victor e ela, irem embora. O grito de glória Deus e aleluia seguiu por longos e chatos segundos. Sarah e Manu estavam muito vermelhas e sem jeito. O fato de elas estarem machucadas não foi o suficiente para que as meninas tacassem almofadas e travesseiros nelas. Fora as insinuações de que elas passaram a noite juntinhas. A ruiva até brigou com Lia, que disse que elas deveriam ter feito sexo selvagem até de manhã.
Haviam apenas passado a noite abraçadas na cama e dormiram depois de uma longa conversa sobre coisas triviais. De manhã, Manu a acordou com café da manhã na cama e uma distribuição deliciosa de beijos. Pela primeira vez em muito tempo Sarah acordou com um enorme sorriso no rosto, totalmente feliz com o rumo que sua vida tinha dado da noite pra o dia. Na noite anterior estava desejando imensamente que ela a beijasse e hoje ela estava ali na sua frente como se fosse o melhor dos sonhos. E era.
No dia de folga da Manu, Sarah quase a arrastou para uma concessionária. A loira negou e fez birra até a morte, dizendo que não queria comprar um carro, mas Sarah constantemente a lembrava que tinham feito um acordo. Que iria fugir com ela em troca do carro. E toda vez que dizia isso, ela ficava calada e com um bico maior que uma tromba de elefante. Bico esse, agora podia admitir sem medo algum, mais lindo do mundo. Ela ficava tão fofa emburrada que tinha que se controlar para não abraçá-la. Enquanto conversava com o revendedor, ela mantinha a cara feia e os braços cruzados. Ela só abria a boca para falar que não queria o carro que Sarah escolhia, mas depois de quase uma hora ela acabou dando-se por vencida.
Escolheram um Sedan azul marinho e fizeram o teste drive para ver se era mesmo o que Manu queria. Foi difícil convencê-la de que o preço do carro não significava nada para a ruiva. Mas a fotógrafa sempre dizia que 80 mil era dinheiro demais e que se contentava com um fusquinha velho de 10 mil reais. Só que, sabendo que não daria em nada aquilo, finalmente deixou-a comprar o carro. Sarah sabia ser irritante muita das vezes. Tinha se arrependido de propor seus planos pelo carro. Era até injusto, já que não era algo tão esplêndido assim o que tinha em mente para o próximo feriadão. Mas não poderia negar que havia gostado do veículo. Era tão chique que sua mãe ficaria de queixo caído se a visse dirigindo-o. Ainda assim não achava justo Sarah gastar tanto dinheiro assim só por causa da sua segurança. Mesmo ela alegando que recebia bem, não significava que tinha que gastar isso.
Só foi depois que ela repetiu pela milésima vez que não importava o dinheiro já que estivesse realmente segura que finalmente aceitou o que ela estava lhe oferecendo. Só não queria parecer como se estivesse por perto apenas por causa do dinheiro dela. Mal tinha condições para pagar seu próprio apartamento, ainda mais ter um carro tão luxuoso como aquele. Sarah tinha cada ideia irritante.
(...)
Já passava das sete horas da noite quando Lia abriu a porta de seu apartamento como se estivesse prestes a entrar no céu. Seu corpo inteiro estava pedindo por pelo menos dez horas de sono, mas saber que precisava outra vez acordar cedo no dia seguinte fazia com que sentisse cada vez mais vontade de se livrar daquele trabalho. Ultimamente tinha trabalhado mais do que o normal, já que a empresa estava indo as alturas. Constantemente precisava fazer entrevistas para receberem novos funcionários, pois os muitos que já tinham não estavam dando conta. Estavam fazendo no mínimo oito viagens para fora do Rio por dia, fora o passeio turístico pela cidade que estava cada vez mais disputado. Nunca pensou que trabalhar em uma empresa de turismo seria tão cansativo um dia. Antes tivesse escolhido dar aulas de japonês.
A japonesa percorreu os olhos pela enorme sala e suspirou ao perceber que Juliana não estava ali. O cômodo em formato de L estava arrumado como sempre, contrastando sua personalidade difícil. Ela sempre esperava na sala, por que diabos não estava ali hoje? Se tivesse acontecido algo, Juliana arrumaria um jeito de avisar, mas desde que almoçaram juntas não havia tido mais noticias dela. Suspirando, desabotoou o blazer do conjunto de duas peças cinza que vestia e o jogou sobre o sofá. Tudo que queria agora, além da sua cama, era um banho super demorado.
Apesar de estar realmente preocupada com a sua mulata, apenas caminhou para o corredor. Desabotoou os botões laterais da saia e deixou-a escorrer pelo corpo, largando-a pelo caminho.
– Confesso que eu não esperava por uma cena tão sexy – ouviu Juliana dizer quando passou em frente à porta da cozinha.
– Então você está aqui – sorriu e entrou no cômodo, só agora sentindo o cheiro delicioso de harukami. – Que cheiro bom.
Ju tentou inutilmente não baixar seus olhos para o corpo de sua namorada. Ela estava com uma camisa social rosa claro toda desabotoada, deixando a mostra a lingerie roxa e a barriga definida. Mas a perdição estava ainda mais embaixo. Em cima do salto agulha preto e com aquela meia 7/8 acompanhada de sinta liga, Lia estava pedindo para ser agarrada.
– Estou cozinhando pra você, sei que está cansada – virou para o fogão e sacudiu a frigideira.
– Sabia que você é a melhor namorada do mundo? – Lia a abraçou por trás, estando quase do tamanho dela por causa do salto.
Conseguiu ouvir o suspiro dela e sorriu, sabia muito bem que ela estava se segurando desde que havia entrado na cozinha. Era tão bom sair do trabalho e saber que ela estava ali, esperando sempre com uma surpresa nova. Aquela era a primeira vez que Ju fazia harumaki e o cheiro estava dando água na boca já. Não perguntou qual o recheio que ela escolheu, pois queria que também fosse surpresa. Quando ela reclamou que precisava terminar, sorriu e mordeu de leve o ombro dela, alegando que iria tomar um banho e logo voltava para jantarem. E saiu da cozinha depois de dar um selinho nos lábios carnudos.
Era como se tudo aquilo não fosse real. Anos atrás pensava em casar com um cara legal, que cozinhasse e trouxesse flores todos os dias. Depois do beijo de Claudia, nunca pensou que suas fantasias infantis não se tornariam reais. Apenas fugiu e, quando voltou, até pensou que ficariam juntas. Era o que queria no inicio. Claudia sempre foi tão linda e inteligente, sempre se saindo bem em todas as matérias do ensino médio. Sendo a melhor jogadora de vôlei do colégio e assim sendo a garota mais disputada entre o restante dos alunos.
Aí conheceu Juliana. Quem diria que aquela mulata passaria ser sua melhor amiga depois de Clara e Claudia? Haviam se apegado tanto e tão repentinamente.
Terminou de tirar as roupas e entrou no box de vidro verde, demorando-se um pouco para ligar o chuveiro. Assim que entrou debaixo d’água, fechou os olhos e sentiu seus músculos relaxarem devagar. Os cabelos negros e escorridos, que agora iam até quase a metade das costas, ficaram rapidamente encharcados.
Então voltou a pensar em tudo que havia acontecido desde que conheceu o amor de sua vida. Sua vida não poderia ser melhor. Tinha excelentes amigos e uma namorada perfeita. Não que havia sido fácil ficar com ela. Foi difícil, e muito. No inicio Ju a havia rejeitado e ignorado-a por vários dias. Aquele, depois do trauma em relação à Claudia, havia sido o pior momento de sua vida. Nunca imaginou o quanto difícil era ser apaixonado por alguém que simplesmente fugia do que sentia. E por diversos dias pensou em Claudia, pois agora sabia como ela deveria ter se sentido quando fugiu depois daquele tão polêmico beijo.
Mas estava feliz pelo rumo que a sua vida e a de seus amigos tomaram com o passar do tempo.
Clara e Claudia estavam finalmente casadas, depois de todo o sofrimento que passaram para chegarem até ali. Por mais que houvesse um passado entre ela e a morena, jamais permitiria que algo atrapalhasse a felicidade delas. E vê-las felizes era tudo o que precisava para seguir tranquila. Poderia ser chata, brincalhona e até, como todos diziam, metida a riquinha, mas sempre pensava primeiro na felicidade dos seus amigos para depois pensar na sua própria.
E era por isso que sempre tentava ajudá-los. Apesar de não ter feito muita coisa para juntar Nanda e Mari, já que elas estavam juntas por que havia rejeitado a médica por causa de Juliana. Ainda assim, elas eram o que estavam mais próximo de um casal completo. Moravam juntas há bastante tempo e era lindo ver o amor que Nanda sentia por Gustavo. Eles formavam uma família linda e torcia imensamente por elas.
Agora tinha Sarah e Manu, o que desde o começo havia sido complicado de lidar. Claudia sempre acertou seus tiros e, mesmo cheia de dúvidas, sabia que ela iria acertar de novo. Ela cismava em dizer que iria juntar as duas garotas, sendo que elas nem ao menos se conheciam. Manuela morava em Atenas e Sarah... Sarah era Sarah. Sempre extrovertida e, naquela altura do campeonato, sumida. Não sabiam o motivo até o mês passado. Quem diria que ela estava passando por aquela barra toda? Ela sempre estava com um sorriso lindo no rosto, apesar de tudo que estava acontecendo pro debaixo dos panos. Apesar de tudo o que pensavam sobre ela, tinha certeza que Sarah era a pessoa mais forte entre todos os que estavam ao seu redor. Não era qualquer pessoa que suportaria continuar vivendo com um cara psicopata para proteger seus amigos e, a partir de certo momento, a mulher que amava sem nem menos perceber.
Logo que terminou de se enxaguar, fechou a torneira e respirou fundo antes de sair do box e se enrolar numa toalha preta. Não sabia porque as vezes seu lado pensativo aflorava, mas mesmo assim resolveu apagar qualquer vestígio de pensamento que sequer ousasse passar por sua cabeça. Assim que colocasse uma roupa folgada, voltaria para a cozinha, beijaria a mulher mais linda do mundo e jantaria com ela como faziam todos os dias. Afinal, torcer pela felicidade dos outros não significava que não poderia aproveitar a sua.
(...)
O estúdio estava silencioso como de costume e Manu sinceramente preferia assim. Gostava de pensar em que posição colocaria o modelo e como seria o fundo da imagem se tivesse de fato um. Trabalhar com fotografia não era o que de fato queria quando era criança. Sempre quis ser médica, mas com o tempo percebeu que não seria mesmo se passasse com as notas mais altas nas melhores faculdades do país. Era algo pessoal. Não conseguia ver sangue e não sentir náusea. Simplesmente não conseguia ter sangue frio. Mas com aquele tipo de trabalho tudo era mais fácil.
As paredes brancas fariam muitas pessoas lembrar de um manicômio, mas a loira só conseguia se concentrar na mulher de cabelos castanho escuros a sua frente. O tom dos olhos dela era quase um café e, Manu tinha certeza, daria um belo charme as fotografias. Havia dado para ela vestir um vestido soltinho florido, que era a cara do verão. A modelo era famosíssima, apesar de Manu nunca ter ouvido falar nela até o dia em que sua gerente lhe passou o trabalho.
Na verdade, o tema da revista era a própria estação, que já tinha acabado. Não entendia a lógica das revistas, mas também deu para ela óculos escuros e sandálias brancas. Antes de parar para visualizar o que precisava ser mudado, Manu ajustou a iluminação dos refletores, deixando-a mais suave. Depois caminhou até ela e ajeitou a saia do vestido, para depois posicionar uma das mãos dela nos cabelos, como se os tivesse segurando-os por causa do vento. Quando notou que a modelo estava do jeitinho que queria, bateu a primeira foto.
E passou mais de uma hora com a garota no estúdio, mesmo que seu pensamento estivesse em um lugar completamente diferente. Tudo que conseguia realmente pensar era em Sarah. Seria hoje que faria a surpresa que tanto havia planejado. O feriadão estava próximo e aproveitaria que ela ainda estava de férias para poderem passar alguns dias a sós. Mesmo sendo amigas há mais de um ano, ainda não estavam acostumadas com esse lance de amor ou paixão, como quer que as pessoas queiram chamar o que estavam sentindo.
Saíam juntas sempre que podiam e Sarah sempre se mostrava atenciosa e preocupada, como se a qualquer momento Júnior fosse surgir de trás da moita e matá-la. Achava fofo aquela parte dela, mas teimava em dizer que era desnecessário e que nada de ruim iria acontecer, mesmo temendo que realmente acontecesse.
Quando saiu do prédio, já era tarde e estava quase deixando a surpresa para o dia seguinte. Estava tão cansada. A preguiça estava batendo firmemente em sua porta como se fosse amiga intima. E era. Com esse pensamento, soltou uma risadinha. Mas desfez a expressão assim que viu uma garota de cabelos ruivos encostada num poste bem em frente ao prédio em que trabalhava. Ela estava com uma calça skinny jeans e uma blusa azul clara colada, realçando os seios. Os olhos verdes brilhavam intensamente por causa da luz do sol. Sarah estava distraída e não pôde ver seu sorriso voltar ao rosto. Ela estava linda demais.
– Está esperando alguém, moça? – Indagou, se aproximando.
– Na verdade, estava esperando uma garota. O nome dela é Manuela, você conhece? Ela trabalha nesse prédio – franziu as sobrancelhas avermelhadas, fingindo que não conhecia a garota de cabelos loiros que estava bem na sua frente.
– Não conheço, mas eu posso te fazer companhia se quiser – beijou a bochecha dela e sorriu. – Eu estava pensando em você.
– Estava é? No que exatamente? – Colocou uma mecha dourada atrás da orelha dela.
– É segredo – sorriu amarelo. – Você veio de carro?
– Não, de taxi, pra podermos ir embora juntas.
Sarah desencostou do poste para ir junto com ela até onde o Sedan azul marinho estava estacionado. Não pôde deixar de prestar atenção em como ela estava vestida. Calça legging preta, que deixava suas curvas bem evidentes. Uma camiseta branca soltinha e um casaco leve, bege claro e solto aberto por cima. Nos pés, ela usava AllStar branco. Os cabelos da cor do sol estavam presos num coque alto, que deixava alguns fios soltos sobre os olhos. Com certeza não existia mulher mais linda do que aquela.
Assim que entrou no carro esperou ela fazer o mesmo, mas antes pegou um pequeno embrulho prateado na mochila e a jogou no banco de trás. Quando virou para ela, notou o olhar curioso, que evidentemente perguntava o que era aquilo que estava segurando.
– Comprei pra você – ofereceu a ela, que franziu as sobrancelhas.
– O que é? – Indagou a loira, desatando o nó do laço e abrindo o embrulho com dedos curiosos.
– Eu sei que você gosta desse tipo de coisa, então comprei pra você – Sarah respondeu, jogando uma longa mecha vermelha por cima do ombro.
– Meu Deus!
Manu arregalou os olhos, não conseguindo esconder sua surpresa. Era uma caneta. Tudo bem que para algumas pessoas aquilo iria soar idiota. Quem daria uma caneta de presente pra outra? Mas a questão era que, Sarah sabia muito bem, era apaixonada por canetas. Não aquelas simplezinhas de um real, mas aquelas antigas e estilosas. Sem pensar duas vezes, abriu o pequeno estojo cor de café e tirou o objeto de dentro. Era um modelo tinteiro de corpo com acabamento cromado e pena com escrita média. Ela era toda prateada e, pelo que pôde perceber, a tinta era preta. Deveria ter custado no mínimo 400 reais.
– Onde você comprou? – Visualizou um pouco mais os detalhes, a logo tanto na caneta quanto no estojo quadricular, e depois a guardou. – É tão linda! Obrigada!
Ao dizer, inclinou o corpo para frente e deu um selinho nos lábios rosados. Ambos os rostos coraram com o gesto, mas nenhuma das duas reclamou.
Era como se ainda tivessem se descobrindo. Elas não estavam namorando, ambas sabiam disso. Ainda continuavam sendo melhores amigas. Apesar de ter que ouvir as meninas dizendo que já estava mais que na hora de alguém pedir por compromisso. Porém não estavam preparadas ainda. Em um momento ou outro se beijavam e dormiam sempre juntas, mas não era como se fossem comprometidas. Por Manu já estariam juntas há tempos, mas sabia que Sarah precisava de mais tempo. Por isso queria estar sozinha com ela por alguns dias, para poder mostrar pra ela que era com ela que queria passar o resto dos dias da sua vida.
A loira acariciou o rosto dela e sorriu, agradecendo novamente. Passou a ponta dos dedos pelas sardinhas que ela tinha no rosto e beijou o canto da boca dela, antes de se afastar outra vez.
– Eu também tenho algo pra você – abriu a bolsa e tirou um envelope branco, entregando a ela em seguida.
Também acabou ficando curiosa. Sarah, ainda sentindo o coração martelar contra o peito por causa do simples beijo, pegou o envelope e o abriu. Eram duas passagens de avião para... procurou com os olhos e achou. Fortaleza!
– Eu gostaria de levar você para o lugar onde eu nasci. Te mostrar como eu vivi e como minha família vive até hoje – a loira explicou, sentindo o rosto corar de leve. – Queria fazer você se sentir como se também fosse parte do meu mundo. Por que você faz parte dele.
A jogadora de vôlei colocou as passagens de volta no envelope e o colocou em cima do painel do carro. Ouvir aquelas palavras era tudo que precisava. Não era como se não sentisse sendo parte do mundo dela, mas saber que conheceria mais sobre ela a deixava imensamente feliz. Fora o fato que estariam sozinhas e poderiam passar os dias sem medo de ser abordada na rua por seu ex namorado.
– Eu vou com você para qualquer lugar – respondeu o que os olhos dela estavam perguntando.
Quando ela ia responder, colocou um dedo sobre os lábios dela para que ela ficasse quieta. Então aproximou-se e a beijou. Seu corpo imediatamente reagiu ao toque das mãos dela, formigando onde quer que ela a acariciasse. Por pouco seu coração não saiu pela boca. Era sempre a mesma coisa quando se beijavam. Parecia que uma rajada elétrica percorria seu corpo e o dela. Envolveu sua língua na dela e entrelaçou seus dedos. Antes de se afastar, deu dois selinhos nela e depois olhou diretamente para aqueles olhos azuis.
Não precisavam dizer nada, pois o momento já dizia tudo. Foram feitas uma para outra.
Continua...
Fale com o autor