Fotografia

1 Love Is War


Notas iniciais
Pois é, pois é, pois é -QQQQ
Eu nunca vi o anime, mas presente é presente, então... Espero que todos gostem e quem sabe isso não é um catalisador para eu assistir realmente? ♥
Boa leitura.

Uma das mangas em frangalhos de tanto que fora rasgada, uma das pernas do óculos torta. Normalmente ele sempre escapava, mas desta vez, mesmo tendo lhe distraído Orihara resolveu chegar mais perto, lhe atacar, e deixar aquelas marcas. Fitou o filete de sangue que escorria pelo braço que fora atingido e suspirou antes de entrar em casa, jogando o final do cigarro por cima de um dos ombros.

O lugar simples e silencioso era mais do que Shizuo precisava; os botões do colete desprendendo-se de suas casas, aquela peça específica deslizando pelos braços e caindo num canto qualquer. Os óculos, que desta vez se tornaram vítimas foram depositados numa mesinha redonda e quase esquecida num ponto da sala, a camisa se tornando o alvo em seguida.

Essa peça, no entanto, fora colocada sobre a cama, não que ainda tivesse alguma utilidade depois que Orihara Izaya decidiu que esfaqueá-la seria uma opção válida. Não entendia o porquê dessa mudança, talvez fosse apenas um dia diferente de todos aqueles, não que o moreno devesse tomar mais espaço na mente do outro do que o necessário.

Mas, era sempre assim, não? Brigas, distrações, fugas, solidão, suspiros e cigarros e aquele maldito sorriso sacana que só aquele baixinho descarado tinha; tão mau-caráter quanto possível. Os olhos naquele tom tão vermelho e único, sempre direcionados com intenções provocativas para si, irritando aquela fera contida que se escondia em Shizuo.

Os sapatos e meias foram parar em lugares sem importância e as mãos se dirigiram para as calças, uma delas para o bolso, prendendo a atenção do dono para o polaroid que veio consigo, a parte da foto para baixo. Não se lembrava de onde surgiu, mas a surpresa fora grande ao ver a imagem do outro eternizada naquele papel especial de formato retangular.

Não se lembrava de onde aquele item saiu muito menos quem colocou em sua calça, e quando ocorrera. Ainda assim não queria dar mais importância que o necessário e jogou o leve objeto sem muito interesse em saber aonde este cairia.

Tirou de uma vez o que faltava de sua vestimenta, deixando tudo caído e se dirigindo para o banheiro, fitando sua face no espelho. Os cabelos bagunçados, o rosto ainda brilhoso pelas gotas de suor conseqüentes da perseguição. Ainda tivera de dar um jeito nos malditos ratos intrometidos que resolveram se intrometer em sua briga.

Sorriu fechado ao imaginar os hematomas e ossos quebrados que deixou pelo caminho, aqueles curiosos e metidos a valentes realmente mereciam. Ainda assim foi envolvido pela aura relaxante de seu banho, fechando os olhos e deixando cada detalhe de seu corpo ser lavado. Claro que não se esqueceu da ardência de seu braço, vendo a região vermelha, um corte vertical e fino.

Os olhos acabaram se perdendo no momento em que o local fora maculado, o sorriso, a respiração, o ser, tudo perto de si bem mais do que deveria. Limites que não deveriam ser ultrapassados, aquela postura tão atípica de Izaya quase não lhe entrava na cabeça.

Maldita pulga de casaco felpudo, olhos vermelhos e sorriso sacana. Sacana e marcante, se Shizuo se permitia ver daquela forma. Tinha de acalmar certas feras em si, não apenas as que lhe faziam permanecer são para não sair desferindo socos por aí.

Quer dizer, não era nenhum insano, mas era um insulto dizer que usava tudo que tinha no dia a dia. Heiwajima Shizuo era mais do que olhos comuns podiam ver, mas, muito provavelmente mais inocente do que parecia perceber. Não era bobo, mas havia alguém mais esperto.

Alguém que fazia seus pêlos se eriçarem ao encontrar por aí. Alguém que sua máquina de refrigerantes e sua amada placa de trânsito faziam questão de beijar a face tão delicadamente quanto um elefante. Alguém que adoravelmente era chamado de pulga e era tão sorrateiro quanto uma. Difícil de pegar, mas que Shizuo esmagaria com uma adorável vontade.

Realmente não havia apelido melhor.

Fechou o chuveiro algum tempo depois não se importando muito em se enxugar. Apenas enrolou a toalha na cintura e voltou para seu quarto, fitando a foto caída no chão. Acabou por pega-la, uma leve brisa beijando sua face e balançando os fios loiros.

Arfou de frio ao se sentar e a brisa lhe acertar as costas, ainda hipnotizado pela foto em suas mãos. Deixou-se cair para trás, gemendo de alívio ao sentir a maciez nas costas nua, os olhos mel se fechando lentamente e aos poucos, o levando para uma leve soneca.

A mente ainda agitada pelos acontecimentos anteriores o guiavam para um sonho estranho e confuso, imagens passando rapidamente por si e o sentido se afastando cada vez mais. Visualizava Izaya na maioria das cenas, o foco principalmente nos olhos vermelhos intensos. Era como se boa parte de seu sangue tivesse sido retido no globo ocular e ele, e apenas ele, tivesse aquela marca registrada tão intensa.

Intensa, mas que perdia para um detalhe em especial: O cheiro.

Cheiro esse que começou a ficar mais forte conforme Shizuo o sentia, inebriando seus pensamentos e o trazendo de volta a realidade. Ainda de olhos fechados, todavia, aspirou levemente e como se tivesse ido de zero a cem em segundos abriu os olhos, arregalando-os com a figura de sorriso fechado e de sentido duplo sentado por sobre seu baixo vente, numa das mãos um adorável polaroid ostentando sua face.

- Izaya... – Retomou a postura, deixando apenas uma das sobrancelhas erguidas.

- Oh sim Shizuo-chan esse é o meu nome. – Disse simplesmente. – Obrigado por me lembrar.

- Não. Precisa. Agradecer. – Argüiu pausadamente cerrando os punhos. – Agora. Pode. Me. Dizer. O. que. Veio. Fazer. Aqui?

- Shizuo-chan está tão nervoso. – Mexeu-se lascivamente sobre o outro, provocando. – E está molhado.

- E o que isso tem a ver? – Aumentou o tom de voz, já devidamente sem paciência, surpreso ao ver o corpo menor deitado sobre si, os lábios em seu ouvido.

- E daí que Shizuo-chan parece um cachorro molhado. – Praticamente sussurrou, assoprando em seguida. – E cachorros molhados – Beijou-lhe o lóbulo. – Atraem pulgas.

A paciência quase escassa fora ao limite com aquele ato provocativo do outro, que agora estava por baixo do corpo do loiro que lhe encarava trincando os dentes. A respiração já estava pesada novamente e um calor fora subindo pelo corpo quase nu dado a raiva que estava sentindo. Maldito, porque tinha que mexer tanto com sua sanidade?

- Não fique nervoso, Shizuo-chan, eu só quero conversar. – Abraçou-lhe os quadris com as pernas, puxando-o para si e afrouxando a toalha. Passou os braços pelo pescoço, prendendo-o mais a si. – Conversar com o corpo.

Shizuo baixou a cabeça, afundando o rosto em seu próprio colchão. Respirava fundo sobre o mesmo tentando se acalmar ou ao menos não explodir tanto. Se conter perto do outro não era normal, mas naquela situação nada mais era realmente.

Ainda assim se surpreendeu com a velocidade em que suas costas se chocaram com o colchão, os braços sendo erguidos e os pulsos presos na cabeceira com uma algema. Encheu-se de uma ira que não conseguia mais controlar, emanando ódio por cada poro de seus um metro e oitenta e oito.

- QUE ESTÁ FAZENDO?! – Batia os pés com violência tentando acertar Izaya que já estava sentado sobre si novamente, mas fazendo mais pressão em seu sexo, o que era fácil já que a toalha se perdeu quando fora deitado com brusquidão.

- Está distraído Shizuo-chan. É por causa da foto que eu coloquei na sua calça? – Mordeu o lábio inferior mexendo-se novamente.

Shizuo já devia imaginar que fora ele quem colocou aquela foto em seu bolso. Tendo Izaya na mesma não conseguia entender como cogitou achar que tivesse sido outra pessoa. Não, tendo Orihara Izaya no meio, muito provavelmente era ele quem fazia as coisas.

E no momento o excitava com aqueles movimentos precisos, estava difícil se controlar. Izaya era um maldito gelatinoso que simplesmente saiu de baixo de si e lhe prendeu à própria cama e agora fazia o que bem entendia com seu corpo. Aquilo era mais do que força e Shizuo sabia bem. Ninguém mais tinha aquele poder sobre si. Apenas Izaya e somente ele o tinham, mas não era um detalhe que gostaria de vocalizar.

Principalmente ao sentir as mãos passeando livremente sobre seu corpo, toques gelados sobre a cútis que estava em ponto de ebulição. Ainda assim o alvo não eram as partes de cima de Shizuo e a adorável ‘pulguinha’ baixou o corpo até o ventre, lambendo o local.

Shizuo arfou com o ato tentando livrar as pernas de baixo do corpo menor sentindo uma fisgada lhe tomar ao que os toques alheios foram baixando ainda mais.

- Izaya... Sai! – Falou entre dentes, mais baixo do que gostaria; indiferente para o outro. Orihara estava mais interessado naquela parte tão quente do outro e que deveria machucar tanto quanto seus socos e chutes, mas de uma forma bem mais interessante.

Não se demorou em levar uma das mãos geladas ao membro pulsante, causando um choque em seu dono. Os dedos esguios apertavam a região com firmeza, não para causar dor, apenas para ver Shizuo estremecer abaixo de si.

Pouco se importava com as frases que lhe eram dirigidas, o importante nem ao menos falava. Mas, ainda assim preferia manter uma conversa com ‘ele’, dirigindo um pequeno e rápido beijo na glande, passando a língua rapidamente antes de erguer o tronco novamente, finalmente fitando o outro com as bochechas vermelhas e os olhos cheios de ira que não paravam de lhe encarar.

- Que vai fazer? – Shizuo sentia que explodiria a qualquer instante, enquanto que seu adorável companheiro apenas brincava com sua intimidade como se fosse um brinquedo.

- Vou brincar Shizuo-chan. Mas, você vai me ajudar com o seu brinquedo.

Mal dera tempo para o outro raciocinar, engolindo o membro de uma vez, levando Shizuo a arfar realmente alto. O calor vindo de Izaya inebriava seus sentidos e centelhas explodiam por dentro dos olhos, desarmando-o. Nunca se imaginou passando por algo como aquilo, não com o menor. Ele parecia lhe conhecer mais do que desejava e o simples roçar dos lábios em sua pele estava lhe enlouquecendo.

Izaya sugava com vontade, atento a cada gesto alheio. Podia sentir Shizuo se conter para não gemer, imaginando por quanto tempo ele ainda agüentaria depois que estivesse todo apertado dentro de si. Ah sim, Izaya queria ver aquele loiro gemendo nem que tivesse de permanecer ali por horas a fio.

Passava a língua lascivamente por toda a extensão do membro, os dedos se encaminhando para a glande, massageando aquela parte tão absurdamente excitante. Shizuo estremeceu.

- Seu... Maldito... — Apertou os olhos, mordendo o lábio inferior. Não queria se entregar, mas toda aquela atenção excessiva estava lhe matando. Izaya conseguia lhe tirar do sério em qualquer situação que fosse e agora não era diferente.

Apesar disso não era como se fosse se agüentar por tempo demais. Independente do orgasmo, não expor a sensação prazerosa que lhe atingia por meio de gemidos era de enlouquecer. Não queria se permitir fazer algo do tipo perto de Izaya, mas já estava em suas mãos desde que fora algemado e sabia bem que ele não pararia enquanto não estivesse satisfeito.

- Ahm... I-... Iza-... — Baixo, tão baixo quanto um sussurro, mas uma expressão do quanto estava gostando daquilo.

- Tão fácil Shizuo-chan. — Riu sobre o membro rijo e quente, a língua mais uma vez direcionada apenas para a ponta, massageando-a e sentindo o gosto do líquido que ia sendo expelido. Não era como se fosse realmente se conter, não era com se Shizuo conseguisse agüentar.

- Izaya... — Arfou mais alto, sentindo a necessidade do orgasmo. Izaya lhe tocava intensamente e sem chance para que sua sanidade conseguisse lhe acompanhar. O suor já se fazia presente por todo o corpo, as costas colando na colcha branca, a respiração descompassada. Não tinha chances de escapar e bastava apenas que o ápice de seu prazer chegasse o que não parecia demorar.

Orihara sabia como fazer, como lhe tocar, lhe enlouquecer e fazer perder os sentidos. Sabia fazer centelhas explodirem cadenciadamente sobre os olhos e se mostrava absurdamente satisfeito ao fitar a expressão entregue do loiro, algo que mesmo não sendo de seu agrado, como podia imaginar, ainda assim era inevitável.

Os olhos estavam fechados e a respiração se dava inteiramente pela boca, pesada e quente, gemidos escapando em diferentes tonalidades, a cabeça afundando no travesseiro e uma vontade imensa de se soltar.

Balançava os braços com força mesmo sabendo que a liberdade não viria. Izaya lhe estimulava com vontade e havia perdido o chão, não sabendo exatamente o que fazer. Estava perdido naquela imensidão provocativa e lasciva do menor, tão vulnerável quanto uma criancinha naquelas mãos tão diabólicas. Naquela boca tão quente que lhe sugava com força e vontade, sem lhe dar chance de pensar com a razão. Era apenas Izaya e suas provocações ainda que todas as letras e todos os números fossem usados como opções, todos levavam ao moreno pervertido e provocador que passava seus dias, tardes e noites sendo seguido por um loiro esquentadinho.

E Shizuo não podia fazer mais nada, entregando tudo nas mãos de seu torturador quando o orgasmo finalmente lhe atingiu, gemendo alto finalmente, despejando cada gotinha de prazer naquela boca fervente.

- Huuum, Shizuo-chan é uma delícia. — Lambeu os lábios encarando Heiwajima, o casaco preto começando a ser retirado lentamente. — Mas, ainda falta dar uma ajudinha aqui para mim. — Fez um falso bico, deixando agora a camiseta escorregar para o chão.

- Me solta, Orihara. Agora é a minha vez de brincar.

Como se não tivesse ouvido Izaya continuou a se despir, a calça, a boxer, tudo indo para o chão. Quando resolveu finalmente voltar a atenção para o loiro caminhou a passos lentos até ele, não se esquecendo do objeto metálico e pequeno em suas mãos.

- Shizuo-chan quer brincar? — Baixou-se sobre o peito maior, enfiando a cabeça na curva do pescoço, depositando uma mordida no local. — Boa brincadeira Shizuo-chan. — Assoprou no local maculado, inebriando os ouvidos de Shizuo com o barulho que ele mais queria ouvir.

A primeira coisa que sentiu foi ser jogado com tudo sobre o colchão, obrigado a deitar de bruços. As mãos, tão perto da cabeceira agora eram presas, os braços ficando apoiados num travesseiro.

- Você gosta de provocar, não é, Orihara? — Apertou uma das coxas com vontade, ouvindo um arfar baixo. — Eu sou mais direto.

Sussurrou perto do ouvido, encaixando o rosto na curva do rosto e marcando com vontade, chupando primeiro para depois morder, arrancando um gemido do moreno.

As mãos trabalhavam mais embaixo, apertando as coxas com firmeza e batendo com a mesma intensidade, arrancando facilmente barulhos excitantes dos lábios provocativos, excitando-o a cada choque mais forte das mãos do loiro sobre si. Seu membro era prensado na cama e começava a pedir por atenção, esta que muito provavelmente viria com muita sorte. Shizuo estava mais interessado em marcar a costa alva com mordidas e chupadas e as coxas e nádegas com apertos e tapas, deixando as regiões vermelhas. Começava a se excitar novamente, desta vez os gemidos de Izaya lhe servindo como estímulo, assim como a posição desfavorecida em que se encontrava. Se queria tanto se divertir com aquele brinquedo Shizuo o ajudaria com vontade.

- Quer brincar, não é? — Ajeitou-o melhor, fazendo-o se apoiar com o rosto no travesseiro, erguendo seus quadris, deixando-o absolutamente entregue. — Prometo não ser nada bonzinho.

Izaya sorriu fechado contra o travesseiro, sentindo seu corpo lutar contra o de Shizuo conforme ele se forçava contra si, uma dor aguda lhe atingindo conforme o tempo não era respeitado. Imaginou que Heiwajima o faria daquela maneira, o que era apenas mais excitante ainda. Por mais que seu canal estivesse queimando e seu traseiro pedindo para expulsar aquele corpo estranho, o que Orihara mais desejava era que a brincadeira começasse de uma vez, e independente de qualquer dor movimentou os quadris, se insinuando contra o maior.

- Me fode Shizuo-chan.

Aquela frase não teria saído melhor de nenhuma outra boca. Shizuo sentiu uma corrente atravessar seu corpo e estocou Izaya com vontade, gemendo e arrancando um gemido dele. Aquele canal apertado era absurdamente quente e fazia uma pressão intensa sobre seu membro, inebriando-o. Shizuo não podia imaginar que aquele moreno era tão gostoso e já que estava no comando, nada melhor que apreciar as sensações a visão que tinha de cima.

Não podia ver, mas o rosto de Orihara estava vermelho e ele respirava pela boca, arfando a cada estocada nova, a dor dando espaço para o prazer intenso cada vez que Shizuo lhe tocava a próstata. Desta vez as centelhas explodiam em si e o calor que o loiro passava para si era intenso, quase em ponto de ebulição. Seus sentidos já estavam embaralhados dado o prazer, e quando sentiu uma das mãos lhe segurando pela cintura e a outra se dirigindo para seu membro desesperado por atenção tudo se anuviou, um gemido alto escapou pelos lábios e sua sanidade junto com seus sentidos foram levados para uma festa ébria, provavelmente dada pelo próprio Dionísio. Heiwajima sabia lhe tocar e estocar, atingindo seu ponto avidamente.

Os dois estavam quentes e todo o ar daquele quarto estava rarefeito; o prazer lhe escapando pelos poros e boca, as respirações tão fortes e descompassadas, os corpos embargados por suor.

O prazer lhes tomava por completo e as correntes elétricas passeavam pelos quilômetros de veias tão rápido quando o sangue era bombeado, a cama rangendo a cada movimento mais forte. Os dois estavam beirando a loucura com a intensidade de sensações que lhes afligiam, gemendo independente de qualquer briga ou desentendimento, focados e interessados apenas no sexo e suas boas e prazerosas conseqüências.

Estavam chegando ao limite, Izaya segurando na cabeceira com força enquanto os dedos ávidos de Shizuo massageavam sua glande e seu membro lhe tocava fundo, atingindo a próstata com força e intensidade, levando-o a beira da insanidade. Shizuo não estava em situação diferente, seu membro cada vez mais apertado pelo corpo menor, os movimentos mais intensos e rápidos, os olhos anuviados, o ápice chegando finalmente e sendo despejado com vontade dentro de Orihara, enquanto que este também não tardou a gozar na mão alheia, respirando fundo ao término do ato.

Sentiu Shizuo sair de dentro de si e as pernas fraquejaram, deixando-se tombar contra o colchão macio, ainda de bruços. Podia notar os pulsos vermelhos, mas sua atenção estava toda no loiro que deitou a seu lado, fitando o teto.

- Nee Shizuo-chan. — A voz ainda rouca. — Me solte.

Heiwajima demorou alguns instantes para virar o rosto para Izaya levando uma das mãos aos cabelos negros, fazendo um 'carinho nada carinhoso'.

- Não. Um dia da caça outro do caçador, Orihara. Boa noite.

Virou-se de costas para ele, não demorando à dormir. Izaya apenas sorriu fechado aconchegando-se como podia.

Se amavam, mas não vocalizavam. Brigavam e era daquela forma que gostavam de demonstrar seu amor. Uma maneira peculiar e que apenas aos dois interessava. Eram como gato e rato, tão eternos quanto Tom e Jerry.

Porque independente de ser normal ou não, era verdadeiro. E sendo verdadeiro, era o que importava.

No dia você cruzou a linha

Eu descobri amor é guerra

Descobri amor é guerra

Scorpions — Love Is War

Escrever é brincar de Deus

Notas finais
Mereço algo? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!