Força e Vida - Tomione

78 Capítulo 78 - Recomeçando


Notas iniciais
Essa história nasceu em uma tarde durante uma das minhas aulas na faculdade. Tive a ideia, virei meu caderno e comecei a escrever, fora das linhas, o primeiro capítulo. Nunca pensei no tamanho que ela teria, afinal de contas o primeiro capítulo já foi criado há alguns anos, e também não tinha coragem de começar a postar, mesmo quando a história começou a tomar forma. Me dói profundamente saber que chegamos aqui, porque eu sempre quis entregar ela inteira, mas queria que ela pudesse durar para sempre. Eu não sei como agradecer à todos que acompanharam, que leram, comentaram, sofreram junto com os personagens! Vocês são incríveis e extremamente carinhosos, galera dos comentários que o diga, por terem aceitado a ideia e entrado de cabeça, espero que gostem do fim e que esse não seja o fim de nossas amizades. Por fim, quero dedicar esse capítulo para a Isabella Petrova Malfoy Riddle pela recomendação tão linda em um momento tão fofo da fic! Muito obrigada *0*

Três anos. Há três anos Lorde Voldemort havia sido morto por Harry Potter em um confronto na Mansão dos Malfoy. O menino que sobreviveu ganhou ainda mais fama ao deixar para trás uma casa em chamas.

Com a ajuda de Alvo Dumbledore, eles haviam achado não somente uma forma de acabar com o maior bruxo das trevas de todos os tempos, mas também uma em que não precisavam se preocupar com as Horcruxes, porque no momento em que o Harry lançou o feitiço toda a alma do bruxo foi sugada novamente para si e ele explodiu em cinzas, de uma forma que ninguém nunca mais sofreria com os seus ataques, ou ao ver o seu rosto ofídico assustador.

Ninguém acreditou que o garoto conseguiria, e até hoje muitos duvidavam que alguém que sabia tão pouco sobre feitiços, em comparação com o seu rival, conseguiria executar um tão poderoso em um momento tão inesperado como durante um ataque de raiva em um passeio para Hogsmeade.

Logo depois do diretor lhe explicar sobre a ideia, e finalmente conseguir fazer com que ele aprendesse a executar o feitiço, o pequeno menino havia esperado a chegada do final de semana no vilarejo bruxo para sua fuga.

A raiva, que havia corroído todo o coração do Harry e também havia se apoderado da sua mente, fez com que ele enganasse os amigos e fugisse. Além de ter causado todo o fogo na casa junto com o ataque ao Lorde.

A obsessão estava em um nível tão absurdo que ele dizia que o Lorde estava na sua cabeça todos os dias, quando Voldemort havia desistido dele há bastante tempo. Tanto que o Potter havia passado dois anos no hospital St. Mungus em tratamento para finalmente aceitar que ele havia agido sozinho e que não, o Lorde não ia voltar.

Muitos acreditaram até mesmo que Harry Potter havia morrido e voltado a vida durante o ataque, mas nenhuma das teorias parecia ser boa ou normal o suficiente para que fosse realmente aceita. E o único que realmente poderia contar a verdade havia enlouquecido durante dois longos anos.

O que todos aceitavam e sabiam era que Voldemort estava morto, Harry o havia matado, e tudo começaria a se ajeitar com o tempo. Já que ele era de longe o melhor remédio.

— Você está linda. – Disse Narcisa com algumas lágrimas nos olhos ao finalmente terminar de arrumar o meu cabelo e fazer a minha maquiagem.

Era difícil deixar isso nas mãos dela quando a cada momento a minha mãe precisava lembrá-la de que eu queria estar natural, bonita, porém sem chamar tanta atenção. Afinal de contas eu era a noiva, não precisaria de mais atenção do que já tinha.

— Está mesmo. – Concordou minha mãe. Sorri tentando ser forte, para não derrubar nenhuma lágrima.

— Eu vou chorar. – Pansy falou já com algumas lágrimas escorrendo. A abracei rindo. Ultimamente chorar era uma das coisas que ela mais fazia, já que o os hormônios da gravidez a atacavam com frequência.

A loira estava grávida do meu primeiro sobrinho, o que havia causado o maior estardalhaço em casa, já que ela e o loiro ainda não eram casados, mas tinha sido um grande motivo de alegria, sendo a primeira criança a nascer no nosso novo lar.

Muitos comensais haviam ido embora da Inglaterra, e os mais próximos e leais mantinham contado de onde estavam e o que faziam em seus novos lares. Com os Malfoy, Lestrange e Parkinson, não havia sido diferente. Logo após a minha formatura com o Draco e a Pansy, todos havíamos decidido deixar o país em busca de uma nova vida.

E foi no Texas nos Estados Unidos, que nós achamos uma pequena cidade mista, com bruxos e trouxas vivendo em união. As casas eram grandes e bonitas e os jardins eram bons o suficiente para criar as futuras crianças.

— Todas estamos lindas. – Falei olhando para cada uma delas em seus vestidos verdes escuros, que haviam sido escolhidos para a família.

Não haviam muitas pessoas na cidade, mas graças a parte bruxa ela havia sido bem desenvolvida, com bons mercados, bibliotecas e escolas. Havíamos procurado muito antes de finalmente escolher para onde ir, e não poderíamos estar mais felizes com um lugar onde nos reuníamos quase todas as noites para jantar em uma das casas ou durante as tardes de folga.

Emprego não havia sido difícil, apesar de ter parecido no começo, todos havíamos achado algo para fazer, desde professores a aurores, passando por donos de restaurante, como Narcisa e Bela haviam escolhido.

Nunca pensei em ver a minha mãe trabalhando em uma cozinha, ou mesmo a tia Narcisa, mas elas se davam tão bem com isso, que logo já era um sucesso e até mesmo a Pansy e a mãe dela haviam ido participar. Eu já havia escolhido algo que combinava mais comigo, como professora tanto para crianças trouxas quanto para as bruxas.

Lúcio incrivelmente havia se interessado pelo banco local e havia se mostrado muito bom na área, subindo rapidamente de cargo. E Rodolfo e o pai da Pansy pela carreira de aurores. Já o Draco havia escolhido a área da saúde, como eu já esperava, e estava estudando para ser medibruxo, enquanto trabalhava no hospital local.

— Precisamos ir agora, querida. – Finalmente havia chegado a hora.

Me olhando no espelho, vi uma linda moça morena de olhos brilhantes, com uma bela maquiagem e um cabelo milagrosamente liso e bem preso, e um vestido de dar inveja a qualquer garota. Eu havia recomeçado a minha vida, e agora iria me casar com a pessoa que mais amava.

— Estou pronta. – Sorri tendo certeza de que essa era a hora.

Eu iria me casar na casa dos meus pais. Havia sido um choque quando a Bela pediu para me adotar legalmente junto com o Rodolfo, mesmo que o choque para mim era eles terem se entendido melhor do que nunca e agora estarem felizes juntos, mas também tinha sido um motivo de grande alegria, já que eu poderia a chamar de mãe em qualquer lugar e agora eu tinha um pai que não era complicado.

O lugar era bonito, espaçoso e simples, lembrando um pouco a antiga casa da Bela na decoração aconchegante. A cerimônia seria no jardim, que mesmo tão belo nos outros dias estaria ainda mais para esse grande dia. Não havíamos chamado muita gente, apenas os novos amigos mais próximos e alguns poucos antigos, como a Gina, a Minerva e o Alvo.

Sim, Alvo era um amigo das nossas famílias. Na realidade um muito próximo depois de ter nos ajudado de tantas formas. Porém você pode se questionar como isso era possível, quando ele havia entregado a peça chave para que o homem que eu amava fosse morto.

Mas o amor da minha vida não estava morto. Lorde Voldemort havia morrido, mas no altar, com uma bela gravata verde, que combinava com o meu buquê e com as gravatas e vestidos da família, estava um moreno pálido de lindos olhos verdes escuros, que dessa vez não estavam opacos, mas sim com um brilho que lhe dava ainda maior beleza.

Tom Malfoy, o irmão mais novo de Lúcio Malfoy. Era como ele agora era conhecido. O bibliotecário mais belo e dedicado do mundo estava ali, me esperando com um sorriso cheio de ansiedade, amor e admiração.

O feitiço era real. Eu havia descoberto algo que realmente podia sugar a alma da pessoa de volta para ela, mesmo que em pedaços. Mas eu havia apresentado ele ao Alvo para que fosse uma garantia de que nossa vítima não possuísse nenhuma Horcrux, já que no lado das trevas, tudo era possível.

Não havíamos precisado armar quase nada, já que sozinho o Potter havia escolhido atacar, com toda a sua raiva fervendo, e ainda de quebra havia nos dado um bom motivo para recomeçar, com parte da destruição da mansão.

Eu só havia dado o feitiço e o Lorde. Grün havia ficado um pouco chateado de ter perdido seu possível brinquedo, mas Fenrir Greyback havia servido como uma luva com um pouco de tortura, maldição Imperius e poção polissuco. Ele merecia morrer, e o Harry tinha sede de matar. Eu apenas juntei o útil ao agradável.

Minha família havia se assustado um pouco com a frieza do meu plano, mas todos acabaram por perceber que era a forma mais lógica. Além do que a Horcrux que vivia no Harry, e que Tom apenas desconfiava da existência, também havia sido destruída quando o menino quase morreu no incêndio que causou.

Estávamos livres para continuar. De uma forma não muito dolorosa, e com um novo começo. Claro que a minha família jamais poderia saber que o Tom havia achado uma forma de usar a morte do Greyback para criar uma Horcrux minha em uma velha herança da família Malfoy, e que essa parte da minha alma havia sido escondida junto com algumas das partes da do moreno, em um lugar fortemente protegido e que jamais poderia ser puxado para nós com qualquer feitiço.

Era sombrio. E durante muito tempo eu havia pensado sobre, porém era a forma de estarmos juntos para sempre, não importando quanto tempo passasse ou o que acontecesse, nós ficaríamos juntos para sempre.

Olhando nos olhos da pessoa que eu amava logo depois do meu pai, Rodolfo, beijar a minha testa e entregar a minha mão para o moreno, eu soube que havia feito a coisa certa. Tudo que havíamos passado, desde o momento em que eu resolvi interferir no tempo, apenas havia nos trazido cada vez mais para aquele momento.

Quando o bruxo matrimonial pediu para que nós uníssemos nossas mãos sobre as nossas alianças e as nossas varinhas, que estavam em uma almofada, eu sorri deixando uma lágrima escorrer enquanto segurava a mão do moreno. A varinha ali tinha todo um significado de lutarmos juntos e nos defendermos juntos, mas para mim era mais do que isso. Minha primeira varinha havia sido quebrada pelo Greyback, porém poucos dias depois o Tom havia me dado outra. Mais bonita e tão parecida com a minha que eu havia me ligado a ela logo no primeiro feitiço.

Mas não era uma varinha qualquer a que ele havia me dado, ela havia pertencido a Mérope Gaunt, a mãe do Tom. Desde o momento que ele me contou isso, eu soube que ela não era apenas feita para mim, mas também era o sinal de que nós dois conseguiríamos passar a eternidade juntos, pois ele confiava em mim assim como eu confiava nele.

As lágrimas aumentaram ainda mais quando eu vi uma luz prata passar pelas nossas mãos as unindo como em um voto perpétuo. A sensação era ainda mais bela do que a luz e mesmo quando esta foi embora, eu ainda me sentia nas nuvens.

Após o meu sim eu parei de ouvir qualquer outra coisa que não fosse o meu coração acelerado transbordando amor e felicidade. Eu sorria e chorava enquanto recebia a minha aliança, não deixando de sorrir nem no momento em que a cerimônia acabou com um casto beijo trocado.

— Eu te amo, minha esposa. – Apenas naquele momento, nos braços do amor da minha vida eu voltei a ouvir a sua voz rouca e sussurrada seguida das comemorações e aplausos de todos que estavam presentes.

— Eu também te amo, meu esposo. – Ali, em uma pequena cidade, eu conseguia ver nosso futuro juntos em nossa nova casa, que ficava bem próxima da dos meus pais, com crianças correndo pelo quintal.

Eu era Hermione Black Lestrange Malfoy a partir daquele momento. E com grande alegria, eu podia finalmente dizer que a felicidade havia me alcançado.

Notas finais
Qualquer fanfic que escrevam, se quiserem opiniões, ajudas, correções, estamos aí. Não entrarei mais todos os dias, mas estarei por aqui. Espero encontrar com todos em alguma outra fic que eu escrever! Amo vocês.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!