Força e Vida - Tomione
40 Capítulo 40 - Vou com carinho
Notas iniciais
Eu havia sentido saudades do Tom, mais do que eu havia percebido antes. Era bom rir com ele, conversar sobre bobagens que aconteceram no salão comunal ou nas aulas nos últimos dias, ouvir comentários ácidos dele. Não havia quem eu conseguisse enganar, era bom simplesmente estar com ele.
Depois de comer muito, mesmo com o aviso do moreno que eu poderia passar mal, ficamos apenas conversando, olhando um para o outro, como um casal bobo, e depois olhando para a janela, enquanto eu mais uma vez me acomodava no seu colo, um lugar que eu havia descoberto ser muito confortável.
— Eu estou te fazendo perder aula. – Olhei para ele um pouco assustada, quando notei que provavelmente já se passavam das quatro horas da tarde, e que eu nem havia pensado no fato de que hoje ainda era sexta-feira.
— Está tudo bem, Draco estará lá para anotar tudo, e eu não conseguiria prestar atenção na matéria mesmo. – Tom deu de ombros.
— Por que não prestaria atenção na aula? – Estava perplexa, Tom normalmente prestava atenção em todas as aulas, assim como eu.
O moreno hesitou por um momento, olhando no fundo dos meus olhos e então para um ponto distante na sala, antes de responder.
— Desde que você se afastou, eu comecei a prestar menos atenção nas aulas, gradativamente. Não era como se eu controlasse, do nada eu estava aéreo ou então olhando para você. E então nessa semana, me peguei ainda mais distante e olhando sempre para o seu lugar vazio, acho que eu tinha esperanças de que você fosse chegar. – Devagar o seu tom de voz foi diminuindo, sendo quase um sussurro no fim.
— Achei que tinha acontecido apenas comigo. – Falei baixinho, mas sabendo que ele poderia ouvir. – Também me desligava totalmente de tudo. Era natural, e estranho. – Suspirei. – Me desculpe por ter me afastado. – Falei olhando para os seus olhos, ao notar que antes olhava para o chão.
— Por que você se afastou? – Ele parecia ferido e magoado naquele ponto. Havia sentido verdadeiramente a minha falta.
Sabendo que eu não poderia respondê-lo com nenhuma desculpa convincente, e que me doeria mais ainda mentir, deitei sobre ele de lado, não saindo de perto, e escondi o meu rosto no seu pescoço. Sentir seu cheiro me acalma, me dá segurança. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto, me sentindo frustrada por não poder contar a ele, me doía saber que ele não poderia saber sobre tanta coisa.
— Hei. Não precisa chorar. Eu apenas senti sua falta, muita, no tempo em que você ficou longe. Sei que deve ter tido seus motivos, mas mesmo que eu não os entenda ou os saiba, eu te desculpo desde que você não me afaste de novo. – Mais lágrimas escorreram pelo meu rosto, ao vê-lo sendo tão carinhoso, e perceber que mesmo que eu não pudesse contar tanta coisa, e que minha existência naquele tempo fosse uma mentira, nossos sentimentos não eram.
Meu mundo estava separado por anos do dele, um dia eu teria que ir embora, uma data que cada vez mais se aproximava, e eu sabia que para sempre eu ia sentir a falta dele. Também dos amigos que tinha feito, mas o moreno sempre estaria nos meus pensamentos.
E no meu coração. Eu queria poder não admitir isso nem ao menos para mim, já que sempre parecia tão errado, sendo quem ele seria um dia, e como sua existência influenciava o futuro de vários dos meus amigos, mas naquele momento, depois de ele ter me confortado e admitido que sentia a minha falta, eu não consiga ver o monstro que havia dentro dele.
Devagar, aproveitando o momento, aproximei o meu rosto do dele. O moreno parecia preocupado com o meu choro, mas esperou para ver o que eu iria fazer. Com cuidado e carinho selei os nossos lábios. Eu queria colocar naquele beijo tudo o que eu sentia por ele.
Era a primeira vez que nos beijávamos desde que me afastei, então mesmo que o beijo tivesse continuado doce e delicado por um tempo, começou a se tornar um pouco mais urgente, estávamos matando a saudades de uma vez só.
Com a mesma delicadeza que eu o havia beijado, e também lentamente, comecei a me inclinar sobre ele, fazendo com que o moreno acabasse deitado na cama, comigo por cima. Tom parecia estar aproveitando e acompanhando o meu ritmo, não me apressando em nada, e deixando que eu lhe mostrasse o que eu queria.
Depois de tanta coisa, tanta dificuldade, eu estava certa do que eu queria. Havia sido uma longa semana, cheia de traumas revividos, mas naquele momento nenhum deles passava pela minha cabeça, apenas Tom passava e se implantava nela.
Eu queria demonstrar a ele o que eu sentia, não com palavras, mas com ações. Eu queria explicitar que eu gostava dele, que confiava nele, queria o fazer entender. Tentando explicar isso a ele, tirei minhas mãos do seu pescoço, que nem eu sabia como haviam ido parar lá, e comecei a descê-las timidamente pelo seu corpo.
As passei pelos seus ombros e braços descendo até suas mãos, e então subi pelo lado de dentro, pela sua cintura e pelo seu peito. Meu toque era leve e tímido, mas era curioso, e era incentivado pelo beijo mais profundo que a cada instante ele me dava. Tomando coragem, desci novamente e então dessa vez coloquei minhas mãos dentro da sua camisa, sua reação imediata foi um longo suspiro, e suas mãos que estavam na minha cintura, foram para as minhas costas por dentro da camiseta que eu estava usando.
Eu não esperava me sentir tão bem, quanto me sentia naquele momento, com o toque dele direto na minha pele. Suas mãos eram tão curiosas quanto as minhas, mas eram mais seguras mesmo que suaves. Era um toque morno, que fazia com que o meu corpo pedisse por mais.
Inesperadamente, Tom parou de me beijar, abri os meus olhos para perguntar o que estava acontecendo, e encontrei com um par de olhos verdes, quase totalmente pretos, com as pupilas dilatadas.
— Hermione. – O sonserino estava rouco e ofegante, o que o deixava ainda mais bonito. – O que estamos fazendo? – Não era uma repreensão, era apenas curiosidade e preocupação. Provavelmente ele havia entendido onde eu queria chegar.
— Hm. Provavelmente exatamente o que você acha que estamos fazendo. – Apesar de eu não estar rouca como ele, estava ofegante, deixando tudo ainda mais difícil para falar, isso junto com a vermelhidão eterna que tingiu o meu rosto, quando um flash de entendimento passou pelos olhos dele.
Baixei os meus olhos envergonhada, não por querer o que eu queria, mas por ter alguém, mesmo que fosse ele, sabendo disso. A vermelhidão parecia que não iria embora nunca.
— Hermione, olhe para mim. – Tom falou pausadamente. Devagar levantei os meus olhos, com a cabeça pesada com a vergonha. – Não é que eu não queira isso também, mas você tem certeza? Não quero te machucar de nenhuma forma. – O moreno estava sério, porém seus olhos continuavam escuros, quentes, sólidos e seguros.
Respirei fundo, controlando a cor do meu rosto, e também a vontade de fugir do contato visual.
— Eu tenho certeza, Tom. – Sussurrei. – Eu quero isso, e eu quero com você. – Disse mais firme, deixando que ele visse a certeza nas minhas palavras e no meu olhar.
— Não tenha vergonha. – Ele sorriu levemente quando percebeu que o meu rosto ia voltar a esquentar. – Não sabe o quanto eu quero isso com você também, só quero ter certeza, de que se eu passar de algum limite, você vai me parar. – Mesmo ele estando sério, e eu sabendo que ele estava nervoso, ainda sim, Tom me passava confiança.
— Você não vai passar. Não há um limite. – Não sei como conseguia continuar olhando nos seus olhos, mas agora me sentia mais segura. – Só peço que vá com calma comigo. – Tom sorriu, um sorriso enorme e satisfeito.
— Eu vou com todo o carinho do mundo, Hermione. – Sussurrou ele, antes de me beijar novamente.
Com ele no comando, tudo parecia ainda melhor. Seu beijo não era tão lento quanto o meu, mas demonstrava sentimentos nas mesmas proporções. O toque dele começava a subir um pouco pelas minhas costas, mas devagar. Nada do que ele fazia me trazia lembranças ou sentimentos ruins, não havia lembranças, havia apenas o Tom.
Lentamente o sonserino nos rolou na cama, até que ele estava por cima de mim. Seu corpo não tocava o meu, apenas suas mãos continuavam dentro da minha camiseta, agora perto do fecho do sutiã. Seus joelhos estavam dobrados, mantendo seu corpo longe do meu, e me deixando um pouco incomodada, já que eu queria a proximidade, eu queria senti-lo.
Seguindo os meus desejos, comecei a abrir a sua camisa, botão por botão, até que eu pudesse passar minhas mãos livremente pelo seu tronco, já que a camisa branca estava totalmente aberta. Então passei minhas mãos pelas suas costas, o puxando para baixo devagar, pedindo pela proximidade que eu queria.
Entendendo o recado, o moreno esticou suas pernas, com cuidado para que seu peso não viesse de uma vez só, mesmo sendo algo que eu teria gostado bastante. Seu corpo era quente, assim como o seu toque estava ficando, e senti-lo me fazia bem, tanto que suspirei durante o beijo.
Eu não queria mais ir devagar, com as mãos do Tom subindo pela lateral do meu corpo e me apertando tão bem. Abri as minhas pernas, deixando que o moreno ficasse no meio delas, em uma tentativa de que ele soubesse que podia, e tomasse mais iniciativas.
A atitude pareceu ter sido uma carta branca para ele, já que ele começou a subir lentamente a minha camiseta, e colou seu corpo ao meu, fazendo com que eu puxasse o ar com força ao notar que ele já estava estrategicamente posicionado e endurecendo.
Quando eu notei, minha camiseta já havia ido, e meu sutiã era o próximo. Me senti um pouco envergonhada, quando ele levantou um pouco o tronco para poder me ver. Eu tinha cicatrizes, feitas por mim mesma, e elas não eram bonitas. Tom pareceu notar meu desconforto, então sorriu e começou a beijar o meu pescoço, descendo pelo vale dos meus seios e chegando a minha barriga, beijando cada uma das minhas cicatrizes com carinho.
Também tirou lentamente a calça de moletom que eu estava usando, beijando as cicatrizes que eu tinha na coxa, e chegando até aos meus pés. Voltando pelo caminho com beijos, até que estava novamente em cima de mim, tirando o meu sutiã, restando apenas uma peça no meu corpo.
Quando os olhos do Tom estavam abertos, eu podia ver o quanto ele aprovava o meu corpo, e me aprovava. Ele mantinha um sorriso tímido no começo, mas foi tomando confiança, e parecia totalmente solto quando começou a beijar os meus seios, agora livres.
A carícia era quente e forte, fazendo com que eu gemesse pela primeira vez. Ele também havia começado a mexer seu quadril em direção ao meu, fazendo uma fricção perfeita que me mostrava o quanto ele queria aquilo também.
Tom podia ser doce, mas nesse momento ele era um amante e não um namorado. Seu quadril começou a se mover com mais força e mais preso ao meu, fazendo com que eu gemesse novamente, e continuasse assim.
Levantando e me fazendo abrir os olhos pela curiosidade, Tom lentamente, e olhando no fundo dos meus olhos, abriu o botão e baixou o zíper de sua calça, fazendo com que o movimento fizesse com que algo se apertasse dentro de mim.
Agora apenas nossas roupas íntimas nos separavam, se é que havia algo separado em nós já que cada parte do seu corpo me cobria, e suas mãos, assim como as minhas, passavam famintas pelo meu corpo enquanto ele me beijava profundamente com muito desejo.
Quando já parecia que ele não poderia ficar ainda mais duro, Tom desceu minha calcinha lentamente e depois a sua cueca, se livrando das duas peças. Eu me sentia um pouco apreensiva e nervosa, mesmo que banhada em desejo.
— Eu vou com carinho. – Repetiu ele quando estava em cima de mim, com os cotovelos apoiados de cada lado da minha cabeça, se preparando. Mesmo com a voz totalmente rouca e ofegante, devido ao desejo, eu ainda o podia sentir doce, e os seus olhos, mesmo que escuros, ainda tinham a mesma doçura.
— Eu sei. – Sussurrei olhando em seus olhos, e esperando para que ele tomasse o próximo passo.
Devagar Tom se aproximou ainda mais, e se posicionou, entrando com cuidado. Fechei os meus olhos aproveitando a sensação de tê-lo ali sabendo que era ele. Por um momento, ele não se moveu, me preenchendo totalmente e ficando ali.
Abri os meus olhos, e senti meu coração amolecer, vendo que ele estava de olhos fechados, com uma expressão de profunda satisfação. Percebendo que era observado, ele abriu os olhos, totalmente negros, e sorriu docemente para mim, antes de me beijar e começar a se mexer.
Ele era carinhoso, apesar de não ser totalmente lento, e eu continuei o sentindo comigo em cada movimento, quando ele começou a ir cada vez mais rápido, e mais fundo, e quando enrolei as minhas pernas na sua cintura.
Quando ele sentiu que estávamos próximos, me beijou profundamente, quase me impedindo de gemer o seu nome no momento em que nós dois chegamos juntos ao ápice, e que ele com força derramou o seu prazer dentro de mim enquanto eu passava minhas mãos pelas suas costas e o arranhava ali.
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