Força e Vida - Tomione

20 Capítulo 20 - Sempre presente


Notas iniciais
Oi, gente bonita! Gente primeiro desculpa pela demora com o último capítulo, saí ontem o dia todo, cheguei podre, tanto que ainda estou! haha Mas estou trazendo mais um capítulo, e espero que vocês gostem! u.u

Os dias haviam passado rapidamente. Amanhã eu, o Draco e o Tom iríamos ao Beco Diagonal comprar as coisas para o nosso quinto ano. Eu estava ansiosa, já havia ido ao Beco depois dos acontecimentos, mas acho que voltar lá nunca seria normal. Não tinha tanto medo, por saber que quem havia me atacado não podia estar vivo nessa época. Eles eram mais jovens do que isso. Saber que eu sempre me lembraria dos meus agressores me feria profundamente, mas era a verdade.

Durante todo o dia me fechei mais do que o normal. Ultimamente havia me aproximado um pouco do Tom, já que o Draco vivia com a Elisa. Não éramos tão amigos quanto ele era do loiro, mas nos entendíamos, e no fundo eu sabia que não conseguiríamos ser amigos. Se nos aproximássemos mais, eu sabia que algo mais aconteceria. Toda vez que ficávamos muito próximos, a atmosfera mudava ao nosso redor, e parecia que a proximidade era inevitável.

Mas hoje eu não estava perto do Tom nem do Draco, havia acordado cedo para tomar café sozinha e me escondido em um canto dentro do orfanato, para ninguém me incomodar. No almoço fui cedo e comi rápido, saí assim que os rapazes entraram no refeitório. Tom me encarou com um olhar confuso, normalmente eu tomava café, almoçava e jantava com ele, mesmo que sumisse durante o dia. Apenas o cumprimentei com a cabeça, dizendo com os lábios que estava tudo bem. Ele pareceu pensar por um momento e assentiu.

Passei a tarde toda escondida, lendo e falando com a Esme. Isso me acalmava, e eu precisaria de calma esta noite. Porque a chance dos pesadelos acontecerem hoje era enorme. E amanhã precisaria estar emocionalmente estável, se não quisesse levantar suspeitas.

Um pouco antes da hora do jantar, fui para o meu quarto e tomei um banho morno e bem demorado. Depois de relaxar o máximo possível finalmente desci. Peguei minha comida e me sentei ao lado do Tom, de frente para o Draco que, como sempre, estava ao lado da Elisa.

— Draco não vai dormir no nosso quarto hoje, pelo jeito o namoro com a Elisa vai bem. – Disse Tom bem baixo no meu ouvido.

Tive que rir da informação. Pelo jeito finalmente Draco ia conseguir passar a noite com a garota que gostava. Estava feliz por ele, provavelmente era a primeira vez que ele dormiria com uma garota pela qual ele realmente tinha sentimentos.

— Pelo menos ele não vai levá-la para o nosso quarto. – Disse no ouvido do Tom. Ele riu.

— Nisso nós tivemos sorte mesmo. – Agora estávamos os dois rindo, com Draco nos reprimindo com o olhar e Elisa olhando entre eu e o Tom com um leve sorriso.

Os dois provavelmente sabiam do que estávamos falando, mas era melhor não comentar sobre isso, não hoje pelo menos. Já que amanhã eu e o Tom poderíamos provocar o Draco.

Depois do jantar me despedi do casal, e junto com o Tom fui rindo para o nosso dormitório.

— Amanhã teremos muito do que falar. – Tom ria abertamente, era um riso bonito, e era ainda mais belo por ser tão raro nele.

— Definitivamente. – Eu ria como a muito não fazia.

Chegando ao dormitório, Tom foi tomar banho e eu troquei de roupa e fui para a minha cama. Eu estava com um pijama de shorts e camiseta, normalmente mesmo no calor eu dormia de calças e camisetas longas, mas hoje parecia quente demais para isso, e eu não sentia tanta vergonha das minhas cicatrizes na frente do Tom. Enquanto eu estava deitada de bruços em direção à porta, com as pernas para cima balançando e lendo um livro distraidamente, ouvi quando o moreno saiu do banheiro. Levantei meus olhos e paralisei. Nunca havia notado que o sonserino dormia sem camisa, normalmente eu já estava dormindo quando ele vinha para o quarto e estava no sétimo sono quando o Draco vinha. Ele era bonito, magro na medida certa, mas seus braços pareciam fortes, afinal haviam aguentado o meu peso outro dia.

Antes que ele percebesse que eu o admirava voltei para a leitura do meu livro. Ouvi quando ele pegou um livro na escrivaninha e se sentou em sua cama. Estava tentada a virar para trás, mas isso me entregaria, então me segurei e continuei lendo. Quando o cansaço começou a fazer com que eu precisasse ler três vezes a mesma frase para entendê-la, decidi que era hora de deitar. Fechei o livro e levantei para me acomodar na cama, quando me virei para deitar, vi que Tom olhava fixamente para mim. Percebi que não era para as minhas cicatrizes que ele olhava e sim para o meu corpo. Parecia gostar, mas quando viu que eu vi, virou rapidamente para o seu livro e continuou sua leitura.

Aquilo alimentou meu ego morto, não que eu quisesse que Tom Riddle olhasse para mim, mas estranhamente eu estava gostando muito disso.

— Boa noite, Tom. – Disse assim que me acomodei para dormir.

— Boa noite, Hermione. – Ele parecia não querer olhar para mim, como se não fosse seguro. A ideia me fez sorrir.

Ajeitei-me melhor na cama e ao contrário do que esperava logo adormeci.

Eu estava amarrada em uma superfície macia, provavelmente uma cama. Meus braços e minhas pernas estavam bem presos em uma posição separada. Em meus olhos havia uma venda e minha boca estava fechada por algo que parecia grudento, provavelmente uma fita adesiva. Enquanto percebia isso, ouvi passos que vinham em minha direção. O chão pelo jeito era de madeira, já que ele rangia com os passos, que percebi ser de mais de uma pessoa.

— Sentimos sua falta, querida. – Meu corpo gelou. Aquela voz jamais sairia da minha mente. Era do loiro que me atacou na biblioteca.

Comecei a me mexer e tentar soltar meus braços e pernas, tentava gritar, mas era impossível. Senti mãos começarem a passar pelo meu corpo, eu estava nua. Isso me assustou ainda mais, estava acontecendo de novo. As mãos começaram a me alisar nos seios em movimentos para enrijecê-los. Eu sabia o que eles estavam tentando fazer. Precisava controlar o meu corpo.

— Tentar se segurar vai ser inútil, querida. – Logo que ele falou isso uma mão começou a me tocar . Os movimentos eram em círculos, e os dedos estavam molhados com alguma substância para deslizar mais. Havia duas mãos em meus seios e uma lá embaixo. Eles queriam que eu chegasse ao meu pico para que então abusassem de mim. Mais uma vez eu sentia a agonia daquilo crescendo dentro de mim e eu não podendo fazer nada. Era angustiante demais. Eles continuaram com aquilo por mais alguns minutos quando eu senti que eu estava cada vez mais perto.

— Dessa vez não vamos te dar uma poção, torça para que o seu corpinho não tenha um novo integrante amanhã. – Eu me desesperei ainda mais, isso não podia estar acontecendo, eu acabaria com a minha vida se isso acontecesse.

Eles aumentaram o ritmo e eu sabia que eu estava perto.

— Vamos lá, querida. Sabemos que você quer ser tomada, é normal e queremos te dar isso. – Sua voz me dava nojo, eu poderia vomitar se não estivesse nessa situação.

Mais alguns instantes, e eu não conseguiria mais segurar meu corpo. Ouvi o barulho de um zíper se abrindo. Aquilo me desesperou ainda mais, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Então meu corpo não aguentou mais e cedeu. Na primeira convulsão eu senti um membro duro me rasgando. Eu chorava, mesmo querendo mais do que tudo que isso não estivesse acontecendo, meu corpo prendia e sugava aquele membro para mais fundo dentro de mim, e o homem se movimentava para cada vez ir mais fundo. Eu estava desesperada. Não porque aquilo doesse, pelo contrário, porque eu sabia que aquilo seria muito bom se fosse com a pessoa certa, e que eles faziam aquilo para que o prazer que eu tentasse sentir com outra pessoa, me lembrasse daquilo ali. Ele se movimentou mais ainda, e então senti o líquido quente dentro de mim, comecei a chorar ainda mais.

No momento em que eu não tinha mais esperanças, senti leves sacudidas no meu corpo com alguém tentando me acordar.

— Hermione. Hermione. Pode me ouvir? – Era Tom.

Eu tremia terrivelmente. Meu corpo estava suado, e meu rosto totalmente úmido. Eu chorava sem conseguir parar, mas silenciosamente.

— Foi só um pesadelo, Hermione. Abra os olhos e olhe para mim. – Obedeci.

Eu estava na minha cama, com o Tom olhando preocupado para mim. Eu estava bem, havia sido um pesadelo. Estava nervosa com amanhã e já esperava que tivesse pesadelos hoje, só fazia tempo que eu não lembrava daquilo tão nitidamente, muito menos tinha um pesadelo tão pesado. Quando vi que estava bem, comecei a chorar ainda mais, levantei da cama e pulei para o colo do Tom.

Ele estava de pé do lado do beliche e conseguiu me segurar. Eu estava com meus braços em volta do seu pescoço e minhas pernas em volta da sua cintura. Chorava profundamente em seu pescoço. Ele por um momento não fez nada, mas em seguida, colocou suas mãos em minhas pernas e me puxou para mais perto me segurando.

— Calma você está segura. – Ele tinha um tom leve, tentava me acalmar.

Chorei assim pelo que pareceram horas, até que não havia mais lágrimas. Tom esperou até que eu parasse de tremer e me acalmasse.

— Quer dormir comigo hoje? Eu vou cuidar de você. – Sua voz era doce.

Apenas assenti com a cabeça ainda escondida no seu pescoço. Ele andou até sua cama, tirou uma de suas mãos das minhas pernas, e soltou meu aperto do seu pescoço, me colocando então na cama virada para o beliche e em seguida passando por mim para deitar atrás. Puxou-me para os seus braços, me segurando pela minha cintura, e puxou o edredom a nossa volta.

Eu respirava mais tranquilamente, mas estava bem consciente do peito quente dele nas minhas costas e da sua mão na minha cintura. Aquilo me acalmava, me movi para mais perto e me encaixei em seus braços, ele me abraçou forte e beijou meu cabelo.

— Obrigada, Tom. – Eu estava sendo sincera.

— Estarei sempre aqui quando precisar. – Seu tom também era sincero.

Depois das suas palavras relaxei meu corpo e dormi.

Foi uma noite sem pesadelos ou sonhos. Em minha inconsciência, tinha apenas plena consciência dos braços do Tom, me prendendo, e do seu cheiro. Isso me acalmava de tal forma, que dormir, mesmo depois daquele pesadelo, foi fácil.

Acordei com o sol brilhando lá fora, provavelmente já era mais de dez horas. Essa conclusão me assustou levemente, Tom acordou com a minha movimentação.

— Hei, tudo bem? – Sua voz estava sonolenta, meio rouca e profunda. Fofo.

Pare Hermione. Virei de frente para ele, ainda bem perto e dentro dos seus braços. Ele pareceu acordar um pouco mais com meus movimentos. Ele estava muito bonito, seu cabelo, sempre arrumado com gel e um topete, estava bagunçado, seus olhos verdes escuros estavam um pouco mais claros do que de costume, e seu cheiro ainda era perfeito. Pare de pensar nele dessa forma.

Estou bem, só fazia muito tempo que eu não acordava tão tarde. – Minha voz tinha um pouco de indignação, realmente isso não acontecia desde o acidente. Ele olhou para fora e pareceu confuso por um momento.

— Eu também não sou de acordar tão tarde. – Sua expressão era de confusão, estava com as sobrancelhas franzidas. Muito bonito.

Nenhum homem, nunca mais. Sua confusão começou a mudar para uma expressão de curiosidade. Talvez sem perceber, seus braços me abraçaram mais forte e ele perguntou:

— Hermione, seu pesadelo. — Ele hesitou por um momento. — Sobre o que era? – Nesse momento meu corpo inteiro ficou tenso, olhei para ele por mais um momento, fechei meus olhos e escondi meu rosto perto do seu peito, eu sentia seu perfume, estava com a cabeça logo abaixo da sua clavícula.

— É complicado, era sobre algo que aconteceu no meu passado. – Eu estava respirando com dificuldade, falar apenas essas palavras já me fazia sentir dor, por me lembrarem do que havia acontecido.

Ele não disse nada, apenas pareceu pensar por um instante e então me abraçou e me puxou para mais perto.

— Não quero te fazer sofrer mais, ao te pedir para falar sobre isso. Desculpe, só fiquei assustado. – Mais uma vez eu sentia a sinceridade fluir nas palavras dele.

— Tudo bem, acho que um dia estarei pronta para contar sobre isso a alguém.

— Estarei esperando. – Ele sussurrou bem baixinho. – Mas agora acho melhor levantarmos e nos arrumarmos. Porque logo seu primo estará aqui, já devia estar aqui na verdade, e precisamos ir comprar os materiais e os uniformes para Hogwarts.

Saí dos braços do Tom e fui em direção ao meu armário para pegar uma roupa para ir ao Beco Diagonal. Estava quase abrindo o armário quando senti os braços, agora já bem conhecidos, me abraçando pela cintura e me puxando para perto. Aquilo incomodava, mas não doía como antes.

— Estarei sempre ao seu lado. – Tom sussurrou, antes de beijar minha bochecha e ir pegar suas roupas.

Notas finais
E aí? E aí?