Notas iniciais
Olá fofuras! Sim, eu sobrevivi! E obrigada por não me jurarem de morte! haha Queria ter conseguido postar esse capítulo ontem, como haviam me pedido, mas infelizmente não deu! :( Porém, como sempre, espero que gostem! :)

Draco Malfoy

Eu acordei cedo, como sempre iria tomar café com a Mione na cozinha e depois iríamos para a câmara. Eu estava com raiva nesses últimos dias, já que no começo da semana meu pai havia me enviado uma carta me obrigando a entrar para a Brigada da Umbridge e ajudá-la no que ela precisasse, disse que seria importante me manter perto de alguém tão próxima do nosso ministro. Eu não queria fazer aquilo, mas havia me apresentado para ajudá-la e hoje saberia sobre uma missão que ela estava preparando para mim. Aquilo provavelmente não seria boa coisa.

Antes que eu pudesse sair do salão comunal sem ser visto, Snape veio me avisar que a professora Umbridge já me esperava na sua sala. O que ela precisaria falar comigo tão cedo?

Segui-o pelas escadas e corredores, todos estavam vazios, nenhum sinal de Hermione, ou ela já estava na cozinha ou ainda estava no dormitório, isso era bom, ela não precisava ser pega pelo Snape fora da cama tão cedo. Chegando à sala da Umbridge, o mestre de poções bateu na porta e esperou até que ela se abriu. Ele entrou na minha frente, esperou eu entrar e fechou a porta. Eu preferia sentar em uma cadeira de estudante, mas vi que na frente da escrivaninha dela estavam duas poltronas floridas.

Me sentei na do lado esquerdo e esperei o professor Snape, que estava fechando a porta, se sentar, para então levantar minha cabeça e encará-la. Ela parecia radiante de uma forma demoníaca, isso e o fato de eu ter sido chamado tão cedo, não eram bons sinais.

— Que ótimo que o senhor já estava acordado, Draco. Achei que teria que esperar um pouco mais para vê-lo. – Apenas a encarei com uma expressão neutra.

Como não obteve nenhuma resposta, continuou:

— Faz um certo tempo, que observo que o senhor e a senhorita Granger tomam café na cozinha bem cedo. Não sei o que ela tem aprontado para acordar tão cedo, mas me preocupo que ela o esteja tentando levar pelo mesmo caminho. – Eu não podia demonstrar, mas estava chocado com o fato de que havíamos sido vistos.

— Noite passada, recebi uma carta anônima, dizendo que o senhor Potter havia criado um grupo ilegal para ensinar feitiços aos demais alunos. Grupo formado por alunos de todas as casas menos a Sonserina, o que me deixou realmente desconfortável por ele estar novamente desobedecendo às ordens, e feliz por pelo menos uma casa estar tendo o bom senso de não se deixar levar pelos devaneios do senhor Potter. – Eu sabia da existência daquele grupo, mas não sabia o suficiente para ter uma opinião formada.

— Naturalmente, como melhor amiga do senhor Potter, a senhorita Granger, deve possuir algum envolvimento com este grupo. O senhor sabe de alguma coisa, senhor Malfoy? – Ela estava com uma voz ainda mais falsa do que anteriormente.

— Não senhora. – Meu tom era firme e cordial. Eu realmente teria que agradecer a Mione mais tarde, por não ter me inteirado com detalhes.

— Isso realmente é uma pena, ficamos sabendo também que nesta noite haverá uma reunião deste grupo. Então sua missão será esperar no local onde a pessoa nos disse que as reuniões acontecem, e pegar o máximo de fugitivos possíveis. – Eu não poderia fazer isso, Mione estaria em imenso perigo. Mas eu não tinha como recusar.

Então apenas assenti brevemente.

— Também soube pela senhorita Parkinson, que o senhor possui uma espécie de pergaminho pela qual se comunica com a senhorita Granger. Eu poderia ver? – A Pansy havia me entregado? Ela iria pagar por isso.

Entreguei o pergaminho prateado à Umbridge. Eu o havia feito com perfeição, sabia que ela não conseguiria enfeitiçá-lo para ler o que eu escreveria, e que também não conseguiria mantê-lo com ela por muito tempo.

Ela o observou e finalmente disse:

— Poderia me emprestá-lo hoje à noite? – Ela não parecia feliz por perceber que não poderia ler qualquer coisa nele.

— Com toda certeza senhora. – Eu daria um jeito para que a Hermione não fosse pega.

Me retirei da sala e ao constatar o horário, corri para o salão principal para tomar o meu café. Logo Pansy se sentou ao meu lado, e sem pressentir o quanto eu estava com raiva dela, começou a falar com aquela voz irritante.

— Draquinho, você dormiu bem a noite passada? – Eu odiava esse apelido e pelo jeito, para ela tentar grudar em mim, havia brigado com o Blásio, que estava sentado na minha frente e parecia mais preocupado com o meu olhar de fúria, do que com o fato da Pansy estar tentando fazer ciúmes.

— Estava tudo ótimo até agora. – Eu estava frio e seco, a tirei de perto de mim e me levantei. Ela era minha melhor amiga, mas neste momento eu só sentia raiva dela. Peguei uma maça e me dirigi para o caminho da minha primeira aula.

Na hora do almoço, escrevi para Hermione pelo pergaminho, disse apenas para ficar segura, eu esperava que ela entendesse isso como um aviso para não ir à reunião com o Potter. As aulas da tarde passaram rapidamente, e de repente já estava na hora do jantar. Era hora de seguir o plano da Umbridge.

Depois do jantar, segui para a sala da professora. No caminho, em um corredor vazio, chamei o Dobby e pedi para ele avisar o Potter que a Umbridge ia invadir a reunião de hoje, pedi para que ele o avisasse assim que este estivesse saindo do salão principal. Também expliquei que a Dolores não podia ver, nem o Potter podia saber que eu que havia avisado. Pelo menos assim, de qualquer forma a Hermione não estaria lá. Fui até a porta da professora e esperei ela subir do jantar, junto com ela, estavam outros membros da Brigada.

Entramos na sala dela e ouvimos seu plano, todos foram saindo para ir vigiar pontos estratégicos do sétimo andar, pelo jeito as reuniões eram na sala precisa. Quando todos saíram ficamos apenas eu e ela, esperando por notícias da captura. Esperamos durante muito tempo, mas nenhuma notícia veio, até que Pansy veio dizendo que havia visto a Granger na porta da sala precisa, mas que ela havia sumido. Isso era impossível, Hermione não estaria lá, a essa hora provavelmente estava na câmara. Pansy queria ferrar a minha irmã, e mesmo ninguém podendo saber que éramos irmão, eu não poderia deixar de me vingar dela depois.

— Obrigada senhorita Parkinson, já pode ir para o seu dormitório. – Ela pareceu desanimar com a ideia de que não iria ver a captura da Granger, mas obedeceu.

Dolores foi até suas gavetas, pegou a ficha da Hermione, e começou a murmurar um feitiço em cima até que apareceu flutuando no ar:

Banheiro feminino do segundo andar.

Ela realmente estava na câmara, e apesar de Hogwarts saber disso, não contaria isso a ninguém.

— Poderia me emprestar seu pergaminho, Draco. – Ela parecia feliz.

Entreguei o pergaminho, e ela escreveu uma mensagem para Hermione. Logo em seguida, começou a sair rapidamente da sua sala em direção ao andar de baixo, e me pediu para segui-la.

Chegando a porta bateu e não recebeu nenhuma resposta. Esperou um pouco e então disse para ela sair, já que eu a havia visto no corredor da sala precisa. Aquilo me deixou com raiva, Dolores queria que a minha irmã pensasse que eu a havia traído. Esperei um pouco, até ter certeza de que a Hermione havia voltado e fechado a câmara para só então, abrir a porta. Não podia deixar a Umbridge saber que estava fechada com um feitiço, seria mais uma coisa para ela usar contra a morena.

Ao abrir a porta dei de cara com a Hermione, ela estava de pijama e cabelo molhado, não teria como ter estado na porta da sala precisa. E Umbridge pareceu notar isso também, e ficar ainda mais raivosa. Meu olhar se encontrou com o da Hermione e ela baixou a cabeça, não antes de eu conseguir ver mais dor no fundo do seu olhar opaco. Ela realmente pensava que eu a havia traído.

Umbridge pediu para que a Hermione fosse para a sala dela, e eu segui com as duas em silêncio até a sala da professora. Tentei olhar para a minha irmã e tentar avisá-la de que eu não a havia entregado e que nunca faria isso, mas ela não olhava para mim, simplesmente não erguia seu olhar do chão.

Chegando à sala da Umbridge, ela disse que eu já podia me retirar para o meu dormitório, já que amanhã teríamos mais trabalho. Saí de perto apenas para assim que ela fechou a porta me sentar no chão, eu precisava falar com a Hermione o mais rápido possível.

Três horas se passaram, eu já estava me levantando para ir embora, quando a Hermione finalmente saiu da sala da Umbridge. Ela parecia fraca e com dor, não sua dor de sempre, mas parecia quase como se tivesse sido torturada. Ela não olhou para mim quando começou a se dirigir para as escadas que a levariam para a torre da Grifinória, e eu a segui, mas me mantive a certa distância, ela não parecia que iria explodir, mas eu não queria irritá-la ou machucá-la ainda mais. Ela escondia a mão direita nas vestes e parecia vir de lá a fonte da sua dor.

Quando estávamos quase chegando ao quadro da Mulher gorda, olhei para os lados para ver se realmente estava tudo deserto, e a puxei para uma parede. Eu precisava explicar o que havia acontecido, deveria ter contado durante o dia, mas teria sido muito arriscado, estava formulando o que iria dizer quando vi as marcas vermelhas nas costas da mão da Hermione, eram com sua própria caligrafia.

Eu já havia visto aquilo antes, nas costas da mão do Potter, mas havia levado dias para ficarem assim tão legíveis, e as palavras gravadas na mão dele não eram tão desprezíveis quanto essas. Então olhei para o rosto da Hermione, ela parecia cansada, tinha olheiras profundas que não estavam lá antes dela entrar na sala da Umbridge. Ela parecia indefesa e a qualquer momento parecia que iria desmaiar. A professora provavelmente a manteve com algum feitiço que aumentava as horas em que as duas passaram juntas, ou fazia o tempo passar bem devagar lá. Provavelmente a morena havia passado algo em torno de doze horas lá dentro, e não apenas as três horas que na realidade havia passado. Ela provavelmente estava com fome, sono e parecia que havia sido torturada porque aguentou algo em torno de três dias de detenção em poucas horas.

— Como ela pôde fazer isso com você? – Minha voz era baixa e fraca, eu estava torturado ao ver minha irmã em tal estado.

— Como se você se importasse. – A voz dela não escondia uma profunda dor, para ela eu a havia traído.

Ela soltou sua mão da minha e foi em direção à Mulher gorda, disse a senha e entrou.

— Ela vai te perdoar, jovem Malfoy. As notícias voam por esse castelo. – Realmente eu havia ficado confuso sobre como a Mulher gorda sabia do que havia acontecido.

Mas eu acho que ela estava errada. Hermione já havia sofrido demais, pensar que eu a traí provavelmente a estava machucando muito.

— Tomara. Boa noite. – Disse começando a me retirar para as masmorras.

—--—--

Notas finais
Pronto, agora não precisam mais me matar! hihi Nem tudo está no lugar ainda, mas quando está não é mesmo?