Fortemente Ligados
30 Capitulo 30
Notas iniciais
Gina estava explorando a última atração do dia junto com sua família quando de repente sente raiva. Muita raiva.
Harry.
Oh, não ele perdeu o controle! Gina começa hiperventilar enquanto procurava um lugar privado, ela consegue avistar um banheiro e corre para lá avisando rapidamente a mãe, sua visão agora começava a oscilar com a de Harry, ela via uma mulher inchar sem parar.
Ao se encarar no espelho, ela ver seus olhos oscilando para o verde de Harry, ele estava tão se controle que a ligação estava instável, ela não conseguia ver muita coisa ou tentar acalmá-lo, logo a raiva começa a diminuir e a última coisa que Gina consegue ver de Harry é uma rua escura e vazia.
O que pelo nome de Merlin aconteceu?
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Harry fez uma grande burrada, o que iria lhe acontecer agora? Seria preso ou simplesmente banido do mundo dos bruxos? Ele pensa em Rony, Hermione e Gina, essa última ele tinha certeza de que ela tinha uma vaga noção do que lhe acontece, ele sente a ligação oscilar entre eles, Harry suspira.
Ele tinha certeza de que fosse criminoso ou não os três ajudariam agora, mas todos estavam no exterior, e Edwiges ainda estava ausente ele não tinha outra forma agora de se comunicar com eles teria que encontrar algum lugar para dormir e esperar por Gina no lugar deles.
Mas como? Ele não tinha dinheiro trouxa, e não tinha muito ouro dentro do malão para que pudesse se virar sozinho, teria que ir ao Gringotes em Londres para pegar mais, mas como.... ao não ser....
Seus olhos batem em sua varinha segura em sua mão, se já ia ser expulso, não iria fazer mal um pouco mais de magia, um plano começa a se formar em sua mente ele não demora a começar a executá-lo.
Até que um formigamento estranho na nuca o fez sentir que estava sendo observado, era totalmente diferente do formigamento que sentia quando Gina estava por perto ou quando estava acordando do cantinho deles.
Olhando ao redor ele consegue ver apenas a rua vazia, mas quando volta ao que estava fazendo o formigamento continua, alguém ou alguma coisa estava parado no estreito vão entre a garagem e a grade atrás dele, Harry não conseguia enxergar direito com a pouca iluminação.
— Lumus – murmurou sem pensar muito, ele levanta a varinha acima da cabeça e as paredes incrustadas de seixos do número dois de repente faiscaram, a porta da garagem reluziu e ali Harry viu.
Algo grande com olhos enormes e brilhantes.
Harry recua, suas pernas batem no malão fazendo-o tropeçar e a varinha voar de sua mão, ele aterrissa com toda a força na sarjeta.
Ouvir-se um estampido muito alto fazendo com que Harry erguar as mãos para proteger os olhos da luz repentina que apareceu de repente, ele se assusta e se arrasta bem a tempo antes que dois faróis altos e dois gigantes pneus passassem por ele.
Era um ônibus de três andares roxo berrante, que apareceu do nada!
Harry consegue ler a plaquinha pendurada nele.
Noitibus andante.
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Enquanto isso no Egito...
Os Weasley já tinham voltado para o apartamento de Gui, ele chama os irmãos para uma partida de Snap explosivo antes do jantar, apenas Percy recusa dizendo que queria estudar um pouco.
Molly planejava arrumar o quarto que dormiam enquanto a comida estava no fogo, mas ela paralisa quando ver o que encontra na gaveta de Arthur.
— Querida, o que... — Arthur se interrompe ao ver os ombros tensos de Molly, ela vira-se para ele o rosto sério, Arthur suspira frustrado ao ver o que ela segurava.
Um exemplar do profeta diário, mas não era qualquer exemplar.
Era um com uma enorme foto de Sirius estampada.
— Quando iria me contar isso? — Molly não parecia irritada, parecia muito chateada, o que era pior na opinião de Arthur.
— Molly...
— Quando iria me contar que Sirius fugiu? Aliás como ele conseguiu essa proeza? — Molly o encara desacreditada com o que leu.
— Aconteceu um pouco depois que chegamos ao Egito – Arthur explica – Eu não queria desestabilizá-la na frente das crianças, quando voltássemos para Londres eu pretendia contar.
Molly suspira frustrada e volta a olhar o jornal.
"Black ainda foragido"
Sirius Black, provavelmente o condenado da pior fama já preso na fortaleza de Azkaban, continua a escapar da polícia confirma o ministério da magia.
"Estamos fazendo todo o possível para recapturar Black" disse o ministro da magia Cornélio Fudge, ouvido essa manhã "E pedimos que toda a comunidade magica que se mantenha calma."
Calma? Molly estava a um passo de pirar.
Arthur percebe isso e a faz se sentar na cama.
— Estão dizendo que Sirius é um assassino louco – Ela encara a foto mais atual de Sirius e estremece ao quase não o reconhecer mais — Estão relembrando o que aconteceu no passado, enfatizando isso, mas Sirius não teve nenhum julgamento.
— Molly, ele foi pego....
— Eu sei! Mas nós o conhecíamos, Arthur, acha mesmo que ele mataria Peter? E todas aqueles trouxas inocentes?
— Molly você mesma me disse como ele estava naquele dia, ele pode ter perdido a cabeça — Arthur relembra, e Molly passa as mãos pelos cabelos em puro nervosismo — Não acredito que ele em sã consciência faria isso, acredito mais que pode ter sido um horrível acidente, ele tinha acabado de perder James.
Imagens daquele dia surgem na cabeça de Molly antes que ela pudesse evitar, a dor no peito vem forte, o vazio também.
Assim como todas as vezes que Lilian é mencionada ou lembrada.
— Respire, querida, respire.
A dor diminui, mas nada poderia fazer com o vazio em seu peito.
— Arthur... e se Sirius for inocente? — Molly não olha o marido nos olhos, Arthur suspira sem dizer nada, ele não sabia mais o que dizer e o no que acreditar.
E Molly também, por mais que lhe desagradasse ela não tinha plena certeza de que Sirius é inocente.
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Mais tarde, cantinho de Harry e Gina....
Ele estava esperando a avalanche ruivo que lhe acometeria assim que chegasse ali, Gina o encarava muito preocupada e impaciente.
— O que pelo nome de Merlin, você fez?
Harry suspira, o cansaço lhe batendo, o que era estranho pois nunca se sente cansado ali.
— Inflei tia Guida como um balão e fugi da casa dos meus tios – Gina o encara de olhos arregalados em surpresa, senta-se rapidamente ao seu lado.
Harry então começa a lhe contar tudo em detalhes do que lhe acontece aquela noite.
— Você já ouviu falar em Sirius Black? — Harry a pergunta, Gina nega.
— Na verdade apenas por alto, ele matou um punhado de trouxas não é mesmo?
— Em plena luz do dia – Harry completa.
— Odeio comensais da morte – suspira Gina.
— Quem? — Por um momento Gina o encara surpresa com sua pergunta, mas logo a ficha cai, Harry não sabia muita coisa sobre a guerra bruxa.
— É o nome dos seguidores de Voldemort.
— Oh...
Um silencio se instala entre eles, tanto o nome Voldemort tanto quanto o nome Tom, sempre deixaria os dois em silencio por algum tempo.
— Antes que pergunte ainda estou tendo pesadelos – Gina lhe informa, Harry a olha com cautela e acena a cabeça.
O formigamento não demora muito mais a chegar.
— Não se preocupe, está bem? Eles faram de tudo para pegá-lo – Gina lhe conforta com suas palavras e seu lindo sorriso antes dela acordar e os dois saírem do esconderijo deles.
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Dias depois, caldeirão furado....
Harry, Rony e Hermione havia acabado de voltar do Beco Diagonal e encontram o Sr.Weasley sentado no bar lendo o profeta diário, Arthur o cumprimenta e os três se aproximam dele, com Harry lhe cumprimentando de volta, o Sr. Weasley colocar de lado o jornal que lia, o olhar de Harry para a capa não passa despercebido por Arthur.
Oh Merlin!
— Então ainda não pegaram o homem? — Harry o questiona.
Diabos, ele havia prometido a Molly que tentaria evitar falar de Sirius com as crianças, metade delas nem lembravam o suficiente para associar o tio Almofadinhas ao louco retratado na foto, e Molly e ele preferiam deixar assim.
— Não, o ministério nos tirou de nosso trabalho normal para tentar pegá-lo, mas até agora nada – Isso também lhe faz prometer outra coisa a Molly, se fosse Arthur a encontrá-lo, ela seria a primeira a saber antes mesmo que o ministério.
Seus pensamentos são interrompidos com Rony lhe perguntando se havia alguma recompensa por Sirius.
— Não seja ridículo, Rony! — Arthur estremece só de pensar no que Molly faria se Rony ousasse ir atrás de Sirius – Black não vai ser pego por um bruxo de treze anos, os guardas de Azkaban é quem vai pegá-lo.
Arthur não queria que aquilo fosse uma verdade, não sobraria nada de Sirius se ele fosse pego pelos dementadores, felizmente aquela conversa se encerra quando Molly chega com o resto das crianças.
Gina avista Harry no mesmo momento em que sente seu corpo formigar, Harry olha para ela e sorri.
Merlin, aquilo era totalmente diferente do "sonho" deles.
— Olá – Ela diz corando e desviando o olhar rapidamente dele.
Gina ver seus irmãos fazendo graça e cumprimentando a Harry também, sua mãe parecia estranhamente aliviada ao vê-lo e o cumprimenta feliz.
-.... é o segundo monitor-chefe da família – Dizia Molly cheia de orgulho pela conquista de Percy.
— E o último – resmunga Fred, sua mãe ouve e o olha zangada.
— Não duvido nada, estou reparando que até hoje vocês dois não foram promovidos a monitores.
— E para que, que nós queremos ser monitores? — Pergunta George indignado – Isso tiraria toda a graça da vida.
Gina mal consegue segurar a risada ao ouvir aquilo, Molly ralha com eles para que dessem um melhor exemplo para ela, o que é argumentado por Percy que Gina tinha outros irmãos para lhe dar bons exemplos.
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Mais tarde, no jantar....
Tom, o dono do bar-hospedaria junta algumas mesas para que todos eles pudessem comer juntos.
Enquanto comiam, Arthur desejava que o assunto "Sirius" não fosse citado a mesa com Molly por perto.
— Papai, como vamos para King's Cross amanhã? — Fred pergunta, e Arthur quase esbraveja, aquilo não era uma pergunta sobre Sirius, mas era quase a mesma coisa.
Ele pigarreia antes de responder.
— O ministério vai mandar dois carros.
Ele sente todos os olhares na mesa em direção a ele, principalmente o de Molly ao seu lado.
— Por quê? — Percy pergunta curioso, e Arthur se pergunta se poderia ser um algum tipo de castigo ter filhos tão curiosos.
Os gêmeos brincam com a pergunta de Percy, todos riem inclusive Arthur, mas Percy não desiste e pergunta outra vez, Arthur quase bufa, e pensa em uma maneira de enrolá-los.
— Bom, já que não temos mais nenhum... e como eu trabalho lá eles vão me fazer esse favor....
Arthur torcia para que as crianças acreditassem naquilo e não fizessem mais perguntas, o nervosismo já estava começando a lhe consumir.
Molly comemora ao seu lado pois teriam uma maneira de levar todas as muitas bagagens que as crianças tinham; e muda rapidamente de assunto (para seu alívio) ao perguntar se todos já fizeram as malas.
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Um pouco mais tarde quando todos se recolhem para seus quartos....
— Os carros são por conta de Harry, não é? — Molly pergunta ao marido enquanto se preparava para dormir.
Arthur suspira, ele já estava esperando aquilo vir.
— Sim, querem vigiá-lo de perto caso...
— Caso Sirius apareça? O que eles acham que vai acontecer? Que ele vai aparecer no meio da estação e matar a todos nós?
Molly viu no rosto do marido que era aquilo mesmo que o ministério pensava.
— Dizem que ele está louco, Molly...
Molly fica em silencio enquanto termina de colocar seu pijama, Arthur também se arruma para dormir, Molly nota ele um pouco inquieto enquanto fazia essa tarefa.
— Quero contar a Harry sobre Sirius, que ele pode estar atrás dele.
Molly se assusta ao ouvir aquilo, ela o olha paralisada tamanha sua surpresa.
— Não faz sentido não contar a ele – Arthur aproveita isso para seguir com seu argumento – O garoto tem o direito de saber, tentei falar com Fudge, mas ele insiste em tratar Harry como uma criança pequena o menino já tem treze anos ele pode entender...
— Arthur, a verdade iria aterrorizar Harry – Molly volta finalmente de seu tombor — Você quer mesmo contar a Harry e fazê-lo pensar nisso em todo o período escolar? Ele está bem! Feliz sem saber de nada.
— Não quero fazê-lo infeliz! Quero deixá-lo avisado, Harry não sabe de nada e você sabe muito bem que ele e Rony se metem em várias encrencas, eles não podem fazer isso esse ano! Eu...não quero arriscar...se Sirius estiver realmente louco ele...
Molly estremece com a insinuação do marido.
Sirius poderia fazer mal a Harry e Rony?
— Molly, não estamos nem perto de encontrá-lo, eu não sei onde diabos Sirius se meteu, mas estar muito difícil de encontrá-lo, tenho que contar a Harry fazê-lo tomar cuidado.
Molly solta uma risada sem humor, era quase uma piada infame Sirius machucar Harry.
— Harry está seguro em Hogwarts, ele não vai...
— Azkaban também era, até Sirius escapar dela de alguma forma – Arthur não queria tirar as esperanças da esposa, mas ele tinha que fazê-lo.
— Ninguém tem certeza de que ele está atrás de Harry – Molly ainda era persistente, Arthur já não sabia o que fazer para fazê-la entender e desconta toda a sua frustração na mesa de cabeceira.
— Molly quantas vezes tenho que lhe dizer? Fudge testemunhou o último dia de Sirius lá, os guardas disseram que ele andava falando dormindo – Arthur esfrega a mão no rosto exasperado — "Ele está em Hogwarts" ele vivia repetindo a mesma frase, e quem estar em Hogwarts? Harry! Molly não vou arriscar a sobrevivência das crianças por um homem que pode não ser o mesmo que nós conhecemos.
Os dois ficam em um silencio pesado.
Arthur encara imóvel a esposa, Molly não o encara de volta, olhava para o vazio o rosto muito sério.
— Faça o que quiser, Arthur – Ela suspira parecendo muito cansada – Mas acho que está se esquecendo de Dumbledore, acho que nada acontecera as crianças com ele por perto.
Arthur concorda com aquilo, e a chama com carinho para irem dormir, precisavam descansar.
Eles não imaginavam, porém que Harry escuta toda a conversa do corredor desde que seu nome foi mencionado.
Black estava atrás dele para matá-lo! O Sr e a Sra. Weasley estavam preocupados com sua segurança, mas o que intrigou Harry foi o porquê eles chamavam aquele criminoso pelo primeiro nome como se fossem íntimos, e o que o Sr Weasley quis exatamente dizer com " Um homem que pode não ser o mesmo que conhecemos".
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