Fortemente Ligados
2 Capitulo 2
Notas iniciais
31 de julho de 1981, Grodric’s Hollow
Estava atrasada e ansiosa para ver sua amiga e o marido e o filho deles novamente. Havia acabado de viajar via pó de flú para a casa dos Potter junto ao filho mais novo. Ela havia ganhado esse privilégio por conta das repentinas vezes em que ficou gravida, que aliás era como estava agora, e apenas ela poderia viajar via flú no feitiço que Dumbledore fez que conectava a toca com a casa dos Potter.
— Está atrasada, mocinha. – Lilian observou parada bem em frente a ela com as mãos na cintura e batendo um dos pés.
— Me desculpe, mamãe. – Molly respondeu fazendo um movimento com sua varinha e limpando a si e ao filho. – Tenho seis filhos e todos eles estavam querendo vir visitar a tia Lilian e o pequeno Harry... sem contar que também queriam ver James, então acalmei a todos e disse que só levaria Rony por ter a mesma idade do aniversariante, mas cá entre nós, Rony é o mais calmo e fácil de cuidar de meus filhos.
Lilian riu e se aproximou mais dela e pegou Rony, que estava um pouco inquieto querendo descer dos braços da mãe e começar a procurar por Harry, e as duas foram para o jardim de trás da casa, onde se encontrava James, Harry e uma mulher idosa que ela conhecia como Batilda bagshot.
Assim que viu Rony nos braços da mãe, Harry se desvencilhou de Batilda e correu em direção ao amigo. Rony fez o mesmo e se desvencilhou de Lilian e os dois pequenos não demoraram nada para logo começarem a brincar juntos com o gato dos Potter, que se divertia com a brincadeira das crianças.
— Fui trocada. – Batilda lamentou olhando Harry brincar junto a Rony.
— Não se preocupe, Batilda. Logo, logo Harry voltará. – Lilian a consolou.
— Olá, James. – Molly se fez ouvir, sentando-se em uma das cadeiras que estavam ali ao redor da mesa do jardim.
— Olá, Molly! – James a respondeu com um sorriso e ele sentou-se ao seu lado. – Como vai a nossa garotinha?
Molly olhou-o, arqueou as sobrancelhas e revirou os olhos.
— Por que você e Lilian insistem que estou gravida de uma menina? Já tive seis filhos homens! Não duvido que este bebê aqui dentro seja outro menino. – Molly resmungou.
— Já perdeu as esperanças da tão sonhada Ginevra? – Lilian questionou sentando-se do outro lado de Molly.
— Ginevra? Mas que tipo de nome é esse? Que ridículo! – James opinou.
— James! – Lilian o repreendeu.
— Fique sabendo, Potter, que é um nome italiano. Tenho certeza de que se tivesse uma filha combinaria muito com ela. – Molly veio em defesa do nome.
— O que quer dizer com isso? – James mostrou confusão.
— Quando estava grávida, Molly e eu procuramos nomes de menino e menina e seus significados. – Lilian esclareceu.
— Formos disfarçadas em uma biblioteca próxima. – Molly completou comendo um dos bolinhos que estava na mesa.
— Certo..., mas a chamarei de Gina. – James declarou.
— Gina? – Lilian repetiu, avaliando o apelido. — Até que não ruim.
— Verdade... – Molly concordou. — Mas vocês não chamarão ninguém assim, eu duvido que algum dia terei uma menina.
— Por que diz isso? – Lilian perguntou preocupando-se.
— Arthur e eu decidimos que esse será o nosso último bebê. Não temos mais condições de criar tantos filhos... principalmente com a guerra. – Molly explicou.
— O que vocês irão fazer? – Lilian indagou um pouco curiosa.
— Irei começar a tomar aquela poção que impossibilita a gravidez que criaram. – Molly respondeu.
— Essa poção ainda é muito recente, Molly. – Lilian fez a observação, mas ela viu a cara de Molly e completou. – Está bem, você decide, minha amiga.
— Mas não se preocupe, Molly. Esse bebê aí dentro é, com certeza, a nossa Gina. – James voltou a falar.
— Mas como você é insistente! – Molly replicou.
— Só descobriu isso agora?! Esqueceu que ele nunca desistiu de me chamar para sair quando estávamos na escola? – Lilian comentou rindo.
— De jeito nenhum me esqueceria daqueles momentos, são muito bons. – Molly a respondeu também rindo.
— Ei! Impressão minha ou a conversa se virou contra mim? – James questioniou e elas apenas continuaram a rir.
As risadas cessaram e eles começaram uma conversa animada, até que Lilian disse que estava na hora de cantar os parabéns para Harry e do pequeno abrir os presentes que haviam sido mandados mais cedo.
Todos se juntaram na mesa em que havia um bolo em formato de pomo de ouro no centro da mesa com apenas uma velinha no centro e cantaram os parabéns, mas não antes de tirarem uma foto todos juntos em volta do bolo para que aquele momento ficasse marcado. Depois dos parabéns, eles cortaram o bolo antes que Harry e Rony, que não estavam mais permitindo serem controlados, atacassem o bolo.
Molly e Lilian não conseguiram se controlar e tiraram fotos dos pequenos se sujando com o bolo e sujando a James e a coitada da Batilda com o bolo.
No momento de abrir os presentes, Harry não deixava, de maneira nenhuma, seus pais o ajudar a rasgar os embrulhos e toda vez que algo que ele gostasse aparecia dentro do embrulho, ele se animava ainda mais com a tarefa, ou seja, todas as vezes. Porém, quando o menino abriu o presente de Molly, não apenas ele gostou do presente, como Lilian também ficou encantada.
— Pensei que só fizesse eles no natal... – Lilian falou, olhando encantada para o pequenino suéter azul-marinho com um cervo no peito.
— Quando vi essa cor, decidi abrir uma exceção e dar de presente para Harry. – Molly respondeu com uma piscadela e sorriu quando Harry pediu eufórico para mãe vesti-lo com o suéter novo. Lilian alegremente o colocou no filho, deixando Harry muito fofo e Lilian não resistiu e tirou outra foto do filho.
A euforia de abrir os presentes de Harry foi maior quando, no ultimo presente, Harry desembrulhou uma vassoura de brinquedo mandada por Sirius.
— Ah, eu não acredito! – Lilian exclamou.
— Voar, voar, voar! – Harry repetia correndo em círculos em volta do pai, que ria.
James amansou o filho e o posicionou direito na vassoura. Harry deu altas gargalhadas quando a vassoura voou alguns centímetros do chão, e com um pequeno movimento fez ela avançar e começou a voar pelo jardim com Rony o seguindo. Os dois revezavam na vez de andar no brinquedo, e em uma das vezes de Harry, ele, com toda a sua alegria, quase matara o gato quando trombara com o bichano, fazendo-o correr para dentro de casa.
— Harry! Cuidado, querido. – Lilian exclamou correndo em direção ao filho.
— Molly, você está bem? – James perguntou quando a viu colocar a mão no ventre de repente.
— Estou. É apenas o bebê que está chutando. – Molly o respondeu sorrindo. – Ele parece bastante agitado...
— Ela deve estar querendo esticar as pernas. Logo, logo ela irá querer sair daí. – James conversou também sorrindo.
— Creio que sim, só faltam poucas semanas. – Molly disse ainda sorrindo, só que agora, estava ansiosa.
Tempos depois, quando já havia escurecido a um tempo e Batilda já havia ido e as crianças já haviam se esgotado de tanto brincar, Molly decidiu que já estava em sua hora e que ela e Rony teriam que voltar para toca.
— Tudo bem, obrigada por ter vindo, Molly. – Lilian agradeceu abraçando-a fortemente.
— Eu adorei ter vindo. Rony e Harry precisam socializar com crianças de sua idade, e nada melhor do que eles socializarem um com o outro. – Molly respondeu retribuindo o abraço da mesma maneira. – Além disso, deu para matar um pouco da saudade que senti de você.
— Também senti saudades. – Lilian falou e completou quando se soltaram do abraço. – Você tem razão, não gosto nada de deixar Harry trancado aqui sem contato com outras crianças. James também não gosta de ficar em casa o tempo todo.
— Ele nunca foi de ficar trancado mesmo. – Molly conversou. – James adora a liberdade.
— Eu sei... – Lilian falou e em seguida ficou pensativa.
— Não se preocupe, Lilian. No fim, tudo acabará bem. – Molly tentou conforta-la.
— Tomara que sim, Molly. – Lilian a respondeu esperançosa e elas se abraçaram novamente.
— O pequeno está ficando pesado. – James se fez ouvir aproximando-se com Rony dormindo nos braços e o entregou a Molly.
— Ele é um Weasley, Potter. O que esperava? – Molly o respondeu pegando o menino dos braços dele.
— Que fizesse exercícios. – James retrucou colocando as mãos nas costas, fazendo Lilian e Molly rirem.
Molly se aproximou da lareira, com um pouco de pó de flú e após as chamas verdes desapareceu junto de Rony. Molly voltara a toca.
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11 de agosto de 1981, A toca.
Molly estava balançando-se em uma cadeira de balanço em frente a toca, tricotava distraidamente enquanto observava seus filhos brincarem no jardim. Estava chateada pela recente morte de seus irmãos mais velhos, mais tentava ao menos não demostrar tamanha tristeza perto dos filhos, mas muitas vezes, infelizmente, ela não conseguia.
— Mãe...
Molly olhou para quem a chamava e viu Percy, seu terceiro filho mais velho, próximo de si.
— Sim, querido? – Molly o respondeu com um sorriso no canto dos lábios.
— Está na hora do banho. – Percy falou mostrando o relógio de pulso que ganhara em seu aniversário e Molly pôde ver que realmente já estava na hora do banho das crianças.
— Está bem, Percy. Vá na frente, deixarei você ir primeiro. Colocarei os outros para dentro.
— Certo, mamãe. – Percy concordou e saiu correndo para dentro da casa e indo em direção ao banheiro.
— Crianças! Para dentro, está na hora do banho. – Molly os chamou. – Vão se preparando, ou brinquem lá dentro enquanto Percy está no banho.
— Aquele pestinha dedo duro! – Reclamou um dos gêmeos enquanto todos entravam dentro de casa.
— Maldita hora que ele aprendeu a ver as horas! – O outro gêmeo reclamou.
— Fred, Jorge! – Molly repreendeu-os.
— Não dissemos nenhuma mentira, mamãe. – Fred disse em defesa deles.
— Vou deixar vocês menos tempo com James e Sirius. – Molly comentou.
— Eles são legais, mamãe. – Carlinhos se fez ouvir.
— Legais! – Repetiu o pequeno Rony, e Molly sorriu para mais uma palavra que Rony aprendera. Foram todos tomar banho.
Eles jantaram no mesmo momento em que Arthur chegara do trabalho quando viram o pai, a euforia das crianças foi grande, mas quando ele se juntou a família na mesa eles se acalmaram.
A todo momento, Molly sentia Lilian tentando lhe passar alegria, mesmo Molly sabendo que ela também estava abalada pela a morte dos irmãos Prewett, que Lilian considerava como seus irmãos já que eles a tratavam tão bem. Molly gostou do apoio, da amiga e sorriu.
Tempos depois, eles começaram a arrumar as crianças para dormir, ou seja, Arthur arrumava as crianças para dormir. Com seu enorme barrigão de nove meses, Molly ajudou como podia.
Arthur colocou o último filho para dormir e foi em encontro a esposa que estava no quarto do casal. Ao entrar no quarto, Arthur se deparou com Molly curvada em frente a cama com uma das mãos a apoiando na cama e a outra em seu ventre e seu rosto demostrava dor. Arthur rapidamente se aproximou da esposa.
— Molly, você está bem? – Perguntou preocupado.
— O bebê... o bebê está nascendo. – Molly respondeu sentindo outra contração e gemendo com a dor.
— Agora? Está bem... deite-se, querida, irei chamar a parteira. – Ele disse e colocou a mulher deitada na cama e correu para fora do quarto indo chamar a parteira.
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Em Godric’s Hollow...
James colocava o filho, ou melhor, tentava colocar o filho para dormir, já que parecia que Harry não estava disposto a isso.
— James... – Ouviu Lilian o chamar.
James olhou para a porta onde a mulher estava o chamando e o que viu o assustou um pouco. Sua mulher se apoiava com dificuldade no batente da porta, e mesmo gemendo de dor, ela possuía um pequeno sorriso, que aumentou quando seus olhos se encontravam.
— O bebê de Molly está nascendo.
James sorriu e ajudou-a a ir para a poltrona do quarto onde ela amamentava Harry. O pequeno olhava a tudo atento, os olhinhos verdes olhavam os pais com curiosidade, até que James se aproximou dele sorrindo.
— Filho, a sua amiguinha Gina está nascendo!
Harry sem saber o que aquela frase significava, sorriu, mostrando seus poucos dentes e bateu palminhas enquanto gritava.
— Gina, Gina!
— Isso mesmo, querido! – James falou, não tirando o sorriso do rosto. A alegria de Harry o contagiando. – A princesinha Weasley está chegando.
Harry estava tão animado e distraído com o pai, que nem percebia Lilian na poltrona gemendo de dor.
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Na toca...
Molly gritava a plenos pulmões. Ainda bem que o quarto estava protegido de som, assim, seus filhos não acordariam e se assustariam com seus gritos, pensando em um ataque e que ela estava sendo torturada.
Arthur estava do seu lado e a incentivava a fazer força enquanto a deixava segurar sua mão com muita força, fazendo as pontas dos dedos de Arthur ficarem brancos.
Um tempo depois, ao mesmo tempo que Molly dava um último grito particularmente alto, eles ouviram um choro de bebê.
— Parabéns! É uma menina!
Molly e Arthur olharam rapidamente para a parteira de olhos arregalados, completamente surpresos e a parteira continuou a enrolar o bebê chorão em um manto e a entregou para Molly, que ainda estava abobalhada. Ela havia tido uma menina?
— Você tem certeza que é uma menina? – Molly perguntou incrédula.
— É claro que sim, Sra.Weasley! Eu ainda não estou caduca para não saber diferenciar uma menina de menino. – A parteira a respondeu com certo divertimento.
Molly e Arthur se entreolharam e sorriram. A tão sonhada Ginevra nascera... e como era linda.
Assim que olharam para filha, eles se encantaram com a menina, pelo que viam, ela era idêntica a Molly, tinha a mesma boca e nariz e uns poucos fios ruivos e, como os olhinhos ainda não haviam aberto, não sabiam de que cor eram.
— Bem-vinda a família Weasley, minha Ginevra. – Molly falou sorrindo para a filha.
Devagarinho, quando parou de chorar, Ginevra abriu os olhos e Molly e Arthur ficaram chocados quando viram os olhos da menina verdes como esmeraldas e, quando piscou, seus olhinhos ficaram castanhos iguais aos de Molly.
Uma coisa parecida acontecia em Godric’s Hollow. Quando Lilian parara de sentir dor, ela foi impedida de dizer que Gina havia nascido quando seu filho começou a chorar como se estivesse assustado. Lilian e James estranharam, Harry não era de chorar de repente, na verdade, o menino só chorava quando se machucava, e nada do que faziam agora fazia-o parar de chorar. Com um pouco de tempo, o choro do pequeno foi cessando, e Lilian e James ficaram boquiabertos quando olharam para os olhos do filho e não viram os olhos verdes como esmeraldas, viram olhos castanhos... como os de Molly. E em uma piscada do menino, viram os seus olhos voltarem a cor original.
— Lilian... os olhos dele...
— Eu sei... precisamos, urgentemente, falar com Dumbledore.
Eles se entreolharam novamente, ainda boquiabertos. Aquilo era mesmo possível?
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