Fortemente Ligados
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Harry, após toda a cerimônia de seleção das casas e do jantar, repousando em seus aposentos teve um pesadelo muito estranho. Ele estava usando o turbante do prof. Quirrell que não parava de dizer a ele que devia se mudar para a sonserina nesse exato momento por que era o destino de Harry, o menino disse ao turbante que não queria ir para a sonserina, o turbante em sua cabeça começou a pesar, Harry tentou tira-lo, mas o turbante começou a apertar sua cabeça até ela doer, Malfoy aparecera rindo de seu esforço para tirar o turbante em seguida Snape tomou o lugar de Malfoy, Snape dá uma gargalhada fria e alta, um clarão verde apareceu e Harry acordou suado e tremendo.
Ele virou-se para o outro lado e voltou a dormir. Dessa vez Harry acabara indo para o misterioso e belo lugar, seu e do vulto vermelho.
Ele sorriu, estava ansioso para contar sua viajem de trem, a seleção e o jantar que tivera para o vulto vermelho, que ele suspeitava que fosse Gina, irmã de Rony. Ele a viu de costas para ele no campo florido do lugar sentada por entre as flores de todos os tipos e cheiros que tinham ali, ela olhava e cheirava as flores, apreciando seu aroma. Harry se aproximou dela devagar, pretendendo lhe fazer uma surpresa, quando ele estava perto o bastante, porém, Gina sorriu e virou-se para trás e riu de um Harry desapontado por não a ter surpreendido.
Ela pode ter não se surpreendido com Harry, mas se surpreendeu que sua risada pôde ser ouvida por ela mesma e provavelmente por Harry. Os dois paralisaram e se olharam de olhos arregalados. Gina se levantou e os dois se analisaram melhor. Agora Harry e Gina não eram vultos disformes que eles não conseguiam distinguir… bom, não completamente, eles ainda eram vultos, porém muito mais nítidos do que antes.
Harry via mais claramente o rosto e o corpo de Gina, via seus cabelos ruivos, sua boca rosada e seus belos e arregalados olhos castanhos olhando para ele. Harry não estava muito diferente para Gina, ela via os lábios, os tão lindos olhos verdes como esmeraldas e também arregalados olhando para ela. Gina levantou o olhar apenas mais um pouco e viu a cicatriz em forma de raio que era tão famosa. Era ele, era Harry Potter.
Harry viu para onde ela olhava.
— Você é… – Gina falou, estranhando que agora ela podia falar naquele lugar.
— Sim… então…, qual é o seu nome? – Harry perguntou, ele queria ter certeza de que era ela.
Gina abriu a boca para falar seu nome, porém, algo a impediu.
— Eu… não consigo. – Gina o avisou. Harry estranhou isso e tentou falar o dele, mas não conseguiu.
— Eu também não consigo falar o meu. – Harry falou. Ele se aproximou mais um passo e, não sabia se foi coisa da sua cabeça, o cheiro floral que sempre sentia quando estava naquele lugar aumentou consideravelmente. – Deve ser porque não nos conhecemos devidamente, tipo, falar os nomes e dizer que é um prazer lhe conhecer… fora daqui.
— Entendi, deve ser isso. – Gina respondeu.
— Então… você estragou minha surpresa, ruiva. – Harry conversou sorrindo de lado, sorriso o qual dessa vez Gina conseguiu ver mais nitidamente do que das outras vezes.
— Desculpe… – Gina disse, nada arrependida, com um sorriso malandro no rosto, muito parecido com o dos gêmeos.
— Como você…? – Harry indagou, querendo entender como ela sabia que ele estava lá.
— Na verdade, nem eu sei. Apenas senti sua presença e vi você atrás de mim.
— Ah… – Os olhos de Harry direcionaram para o chão onde ela estava sentada. Ele abaixou e sentou-se ali. Gina seguiu seu exemplo e sentou-se ao seu lado e ela lhe olhou empolgada.
— Como foi em Hogwarts? – Ela questionou, mexendo-se ansiosa.
— A viajem de trem foi ótima! Eu fiz um amigo, Rony Weasley. – Harry falou abrindo um grande sorriso.
— Você é amigo de meu irmão? – Gina perguntou arregalando os olhos.
— Rony Weasley é seu irmão? – Harry perguntou sorrindo. Ele sabia que estava certo, aquela a sua frente era Gina.
— Sim!
— Então eu sei o seu nome, Rony me falou.
— Rony falou de mim? – Gina questionou desconfiada.
— Sim. – Harry nunca admitiria que foi ele quem perguntara a Rony.
— Sobre o que mais vocês conversaram? – Gina indagou.
Harry contou-lhe tudo que acontecera no trem, cada conversa que teve com o irmão dela, o garoto que perdeu o sapo – do qual ela sentiu uma grande pena – a garota com cara de mandona que ajudava o garoto a procurar seu sapo e também o pequeno confronto que teve com Malfoy e seus amigos.
— Vocês já arranjaram encrenca antes mesmo de chegar a escola. – Gina comentou com um pequeno sorriso. – Acho que Rony não irá mencionar isso amanhã nas cartas anuais para a mamãe, continue.
Ela absorvia tudo que Harry falava. O garoto falou-lhe sobre a travessia do barco, mencionou detalhes de como era o castelo por onde ele já havia andado, falou sobre sua seleção sem mencionar que falara para o chapéu não o colocar na sonserina. Harry achou sensato falar que era uma cerimônia simples, que não doía e nem era vergonhosa e que ela não precisaria ficar nervosa quando fosse sua vez. Ele lhe contou seus pensamentos desesperados enquanto não era selecionado e não sabia como era a seleção, ela riu por alguns minutos diante de um Harry envergonhado por seus pensamentos.
Quando ela parou de rir ele lhe contou como era o salão comunal da grifinória e que torcia que ela fosse selecionada para tal casa. Gina sorriu, também desejando muito que fosse para a grifinória, ali ela tinha seus irmãos e Harry, quem sabe também faria amizade com alguma menina? … Precisava de amizades femininas para variar.
Gina sentiu um formigamento por todo o seu corpo, Harry também começou a sentir. Os dois estavam acordando.
— Te vejo mais tarde, Harry, quero saber tudo sobre o seu primeiro dia de aula. – Gina falou, já começando a desaparecer.
— Até mais, não se preocupe, lhe contarei tudo. – Harry respondeu começando a desaparecer também.
O sorriso de Gina foi a última coisa que Harry viu antes de se levantar em seu dormitório em Hogwarts, o pesadelo que tivera antes de encontrar com Gina a muito esquecido.
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Pela manhã, na toca…
Gina abriu os olhos, sentou-se na cama e escutou o silêncio que era comum a partir do momento que a quantidade de filhos diminuía quando estes iam para a escola. Dessa vez todos foram e só restara Gina. Nesse momento ela não ligou muito para isso, talvez mais tarde quando o êxtase de tudo que Harry lhe contara não estiver mais com ela. Ela mal podia esperar para que seus estudos começassem logo.
Ela esticou-se, saiu da cama e foi para o banheiro, fez sua higiene matinal e desceu para tomar café da manhã junto com os seus pais.
Sua mãe sorriu quando a viu, Gina sorriu de volta, sua mãe se aproximou deu um beijo de bom dia e mandou-a sentar pois já iria lhe servir o café. Gina se aproximou do pai antes disso, ele lia ao profeta diário, ela beijou-lhe o rosto, desejando-o bom dia, seu pai sorriu e beijou-lhe a testa, também lhe desejando bom dia. Em seguida, Gina foi para a cadeira em frente ao seu pai, sua mãe lhe serviu bacon com ovos, Gina começou a comê-los animada.
— Devagar, querida, assim você vai engasgar. – Arthur a alertou e Gina começou a comer mais devagar.
A coruja da família entrou na cozinha toda estabanada e quase derrubara o suco de laranja de Gina se ela não tivesse o tirado do caminho. A coruja carregava cartas, Molly pegou-a e a coruja bateu asas e voltou para seu lugar que ficava na casa.
Molly abriu a primeira carta que era de Rony e ao ler abriu um grande sorriso.
— Ah, Rony foi selecionado para a grifinória. – Molly disse sorridente e então mostrou a carta ao marido.
— Maravilha! – Arthur disse mostrando um sorriso orgulhoso.
Gina se aproximou deles e leu a carta por cima do ombro do pai, sorriu ao ver o nome Harry Potter.
— O que Rony está falando sobre Harry Potter? – Gina perguntou curiosa.
Seus pais se entreolharam.
— Rony disse que o conheceu e que virou amigo dele. – Arthur a respondeu.
— Legal, assim fica mais fácil conhece-lo de perto. – Gina comentou animada e ansiosa.
— Gina, não se esqueça que Harry Potter é uma pessoa, não um animal de zoológico para você ficar olhando quando quiser. – Molly disse com um leve tom de repreensão.
— Não se preocupe, mamãe. – Gina falou enquanto voltava para seu lugar e recomeçava a comer. – Sei muito bem que Harry é uma pessoa.
Gina falou aquilo com um sorriso misterioso e travesso. Molly e Arthur se entreolharam novamente. Será que ela sabia de alguma coisa? Não…, é claro que não.
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