A pequena e frágil garota acorda e repara que já é dia ao olhar os raios de Sol que entram pelas pequenas frestas da janela do seu quarto, então ela estica o braço e alcança o seu celular que estava sobre o criado-mudo (que tem esse nome por ser um objeto auxiliador, como se fosse um mordomo, ou seja, um criado mudo) e então confirmou que já era dia.

Levantou-se e então decidiu ir ao banheiro para lavar o rosto e escovar os dentes, passou por uma porta e olhou para dentro do comodo de relance, voltou parte do corpo para confirmar e viu que a cama dentro do comodo estava arrumada e o lugar completamente vazio.

"Mas ele já acordou?" — Pensou ela.

Foi até a cozinha e encheu uma xícara com o café que já estava feito e a esperava em uma garrafa térmica posta em cima da mesa junto a um pote cheio de bolachas, procurou algo com os olhos e então encontrou sobre o armário de cozinha o pote de açúcar, foi até a pia e pegou uma colher de doce.

"Uma, duas, três... oito! Acho que oito colheres são o suficiente para um café não muito amargo."

Abriu o pote de bolachas, pegou o pote e o segurou como um bebê com seu braço direito, com a mão esquerda segurava a xícara de café que transbordava, foi em direção a sacada do prédio e chegando lá viu um jovem magro, de altura mediana e cabelos pretos arrepiados, ele fumava um cigarro, então ela disse:

-Fa Hun temnhum hu hunm dado? — Perguntou a garota com a boca cheia.

-Mastigue primeiro, engula e depois fale. — Respondeu o jovem que não se virou e continuava fumando.

-Eu perguntei se faz tempo que você está acordado!

-Sim... — Fez uma pausa para jogar o cigarro fora e acender outro em seguida. -Sonhei com o dia em que fui iniciado e acabei dormindo só metade do que durmo normalmente.

-Então só dormiu uma hora? Eu cheguei lá pelas quatro e vi que você estava no computador, mas como estava um pouco alterada decidi não te dar a oportunidade de...

-Nem pensar que eu faria isso com você doci... BARBIE ! — Respondeu de imediato

-Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! — Gritou a garota. -Você sabe que odeio o meu nome, você ia falando docinho e mudou, saiba que isso me chateia, se for pra me chamar de algo que não seja docinho que me chame de sete de copas entendido fumacinha? — Ela então pega mais bolachas do pote e enche a boca fazendo beiço no final do ato.

-Tudo bem 'sete de copas', mas vamos ao que interessa, conseguiu passar de nível ontem? — O jovem acendeu outro cigarro. -E não ligo de ser chamado pelo meu nome, você já devia saber disso.

-Sim Ravi! E Sim também sobre o nível, alcancei o décimo segundo, quer que eu transfira algum nível pra você? -Perguntou Barbie de maneira radiante.

-Se não for incomodo...

-De maneira alguma! Vamos lá, que mentira eu conto agora? — Fez cara de pensativa e uma pausa de meio minuto. -Já sei! Eu quero casar com você agora Ravizinho meu amor!

Nesse instante a garota se viu em um beco escuro, aonde um velho latão de lixo estava em chamas e um homem que fumava um cigarro e se vestia totalmente de preto.

-Mas você novamente garota? — Disse o homem.

-Sim papai fumaça, estou aqui novamente! — Sorriu a garota.

-Você já sabe de tudo mas é sempre meu dever repetir, então vamos lá, está preparada?

-Sim!

-Você acabou de mentir para outro "player", a penalidade é um nível no projeto Forseti, você será rebaixada do nível doze para o nível onze...

-Tudo bem tio! Agora que vem a parte chata, mas eu estou preparada! — Disse ela com firmeza.

O homem estalou os dedos e então uma brasa acendeu no ombro da garota, a brasa iluminada na escuridão desenhava uma carta de baralho, era o sete de copas. O corpo da garota entrou completamente em chamas até virar cinzas. O homem olha para o canto do beco e diz:

-Acho que você já sabe, você acaba de ganhar uma transferência de experiência no jogo meu querido Ás de espadas! — O homem exibiu os seus já conhecidos dentes amarelos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.