Forrest Gump - O inspirador de historias
1 Capítulo 1 e 2
Notas iniciais
Capitulo 1
“Pela quarta vez pela sua jornada pela américa, Forrest Gump uma jardineiro de Greenbow Alabama, deve cruzar hoje novamente o rio Mississippi”
Então Forrest aparece ao fundo, o reporte logo olha, como se tivesse sentido sua presença
“senhor porque está correndo?” pergunta ele
Então outros brotam ao seu redor, e a chuva de perguntas começa:
“Porque está correndo?”, “Esta fazendo isso pela paz mundial?”, “Esta fazendo isso pelos desabrigados?”, “Esta correndo pelos direitos da mulher?!”, “Ou pelo meio ambiente?!”, “Ou pelos animais?!”
E numa única frase, Forrest Gump, que já corria pelo país a mais de um ano, explica sua motivação
“Eu tive vontade de correr”, todos param de acompanha-lo, perplexos com sua explicação, dada com dificuldade, como se ele não falasse a muito tempo, apenas corresse.
Talvez eu precise disso
A reportagem acaba, o alarme toca, e meu turno começa. Assistente do observatório estadual MJG do texas, 26 anos, frustrado ( Ou talvez, prestes a desistir ). Sento em minha cadeira e começo a contemplar o universo, a primeira estrela a brilhar a Vênus, a deusa da beleza, já foi mais bela. Então elas começam a aparecer como gotas na janela, Rigel, Beteguelse, Bellatrix, Meissa... e logo vejo Orion por completo. Orion, o caçador, que persegue seus objetivos pela eternidade, enquanto os meus já estão quase sumindo no horizonte.
Parece que toda minha vida foi definida em uma noite, não a noite da lua de mel de meus pais, Mais uma noite em que olhei para o céu. Aquele dia foi terrível, um raio havia destruído ( ou como eu pensava na época, “explodido” ) o sistema elétrico da cidade, então para passar o tempo, fiquei observando as formigas como costumava fazer, a brincadeira não era lá muito legal, mas para um futuro biólogo, como pretendia ser na época, pensava que isso seria essencial.
As formigas eram interessantes, aquelas tinham trilha que cruzavam todo o quintal, que não era lá tão grande. No ninho no lado direito começava a trilha, que cruzava até as pequenas floreiras da minha mãe, mas não sem antes passar pelas pimenteiras do meu pai. O caminho eram impressionante para o tamanho daquelas formigas, que provavelmente nem viam o fim da trilha, mas seguiam em frente para descobrir.
Quando anoiteceu as formigas já não eram visíveis, os outros garotos já tinham entrado para dentro de casa e meu pai começou a me pedir constantemente para ver se os técnicos estavam ajeitando os postes na rua, então na primeira oportunidade fugi para um lugar em que pudesse ficar em paz, fui para o telhado armado com as primeiras geniais edições do Monstro do pântano escritas pelo senhor Moore e uma lanterna caso a luz das estrelas não fossem o suficiente, mas foram.
O céu foi um choque para mim, a falta de luz na cidade deixou o céu escuro o suficiente para contemplar tudo aquilo que se vê apenas em livros, coloquei a revista cuidadosamente no telhado e as lanterna escorregou da minha mão e caiu do telhado, fiquei preocupado em ter quebrado a lanterna do meu pai, mas a beleza do céu logo me acalmou.
Pude ver uma mancha branca chamada via láctea e finalmente entender seu nome, e com meu pouco conhecimento em astronomia na época, consegui identificar apenas algumas constelações como capricórnio, Orion e câncer. Era tão belo, como se pontos aleatórios formassem a mais organizada formação, e para onde quer que olhasse se via mais e mais estrelas.
Aquela noite foi o necessário para jogar uma futura carreira em biologia ou qualquer coisa do tipo fora e perseguir um futuro na astronomia, porem, aquela noite foi o necessário para minha frustação, em toda minha carreira, nunca mais vi um céu como aquele. Sei que toda profissão tem seus altos e baixos, como posso sobreviver só com os baixos e viver na monotonia de um assistente de um observatório qualquer jogado no meio do deserto.
Me afoguei nos meus pensamentos, tentei me concentrar novamente, dar uma volta para relaxar e até ouvir musica para tentar expulsa-lo, mas não adiantou, percebi que não conseguia conviver com meus pensamentos, eles me esmagavam, me faziam querer fugir daquela vida.
Capitulo 2
“Forrest Gump, o jardineiro de Greenbow e seu companheiros de viagem acabam entrar oficialmente na cidade de South Ozz, e seguem pela rota 66!” anuncia o jornal local.
O que leva tantas pessoas simplesmente correrem?, será que eles fogem de suas vidas ou correm em direção a ela?.
O alarme toca, desligo a televisão e sento em posto de observação. A entrada da cidade é tão perto... logo eles passarão aqui na frente.
O que leva tantas pessoas simplesmente correrem?, será que eles fogem de suas vidas ou correm em direção a ela?
Não posso me dispersar novamente, não posso prejudicar mais um dia de observação. Será que estou prejudicando os meus sonhos? E me dispersando da minha vontade?
O que leva tantas pessoas simplesmente correrem?, será que eles fogem de suas vidas ou correm em direção a ela?
Despenco da cadeira, ou ela me joga. Corro para o quarto e começo a me arrumar, como se tivesse acordado atrasada para o trabalho, acho que acordei atrasado para vida. Tênis, roupas, saco de dormir, comida e outras tantas coisa, logo tenho duas bolsas cheias.
O que leva tantas pessoas simplesmente correrem?, será que eles fogem de suas vidas ou correm em direção a ela?
Corredor, salão, entrada, quase derrubo a porta com meu chute, mas logo estou fora, a brisa fria me faz tremer, mas não desisto. Vejo Forrest e seu grupo fazendo a curva na montanha aparecendo aos poucos. Por alguma motivo começo a correr até eles no sentido contrario do nosso caminho, acho que já estou entrando no clima.
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