Formas de dizer eu te amo
1 Segurando suas mãos quando elas tremem
Notas iniciais
Hoje a presenteio com essa história, desse casal hétero que até eu shippo auhusahushaushuahs
And-chan, é pra vc!!!
Sobre a história: serão 13 capítulo, curtos e que não seguem uma ordem cronológica! Eu pretendo fazer uma coleção com mais 4 histórias, mas que não necessáriamente têm ligação uma com a outra!
É isso, boa leitura!
— Boa defesa, Chucky! — Nao gritou a todo pulmão, as mãos curvadas ao lado da boca como se isso fosse garantir que os garotos a ouvissem entre as inúmeras vozes que enchiam a quadra.
Era a segunda partida deles no intercolegial e estavam no terceiro quarto, com o placar acirrado em 70 a 88 para o time adversário. Nao sentia o coração pulsando forte em seu peito e se perguntava se todos os jogos deles seriam assim: uma nova montanha a ser escala, um novo desafio a ser vencido. Ela não se lembrava de uma única partida onde eles ganharam com leveza. Seu pequeno coração aguentaria mais um ano assim?
— Defesa, defesa! — O coro do time adversário e sua torcida ecoou enquanto o camisa 5 da Kuzuryuu avançava para o lado deles da quadra. Yasuhara havia evoluído tanto como jogador, que ninguém diria que a primeira vez que ele pegou em uma bola de basquete com intenção de jogar foi há um ano.
— Muito bom, Yasuhara, Momoharu! — Ela gritou de volta quando os dois conseguiram mais dois pontos para a equipe.
Se eles conseguissem mais três pontos antes do final do tempo, eles poderiam começar o último quarto abrindo mais vantagem. Ela conseguia ver que alguns membros do outro time já estavam cansados e que a lesão do camisa 4 o estava atrapalhando, talvez se usasse o Chiaki ou o Momoharu para fazer mais pressão sobre ele no próximo quarto…
— Ei, baixinha, pense um pouco mais baixo. — A voz arrastada de Tobi soou ao seu lado. — Vai atrapalhar a concentração de todos.
— Desculpa… — Ela pediu em um murmuro pouco audível, seu olhar caindo sobre o punho enfaixado do colega.
Tobi havia se machucado na última partida, ao ser jogado no chão por um pivô mal encarado do primeiro time que enfrentaram no campeonato. A lesão não foi séria, segundo o médico que consultaram ao final do jogo, mas Nao o deixou de banco nessa partida por precaução. Claro que ele protestou muito contra essa decisão, mas a garota se manteve firme. Agora, com essa diferença no placar que não aumentava a favor deles, se ela permitisse a entrada dele no próximo quarto, talvez…
— Ei, você não confia na nossa equipe? — Ele tornou a falar, o cenho franzindo na direção dela, como se soubesse exatamente o que ela estava pensando. — Ou só não confia nas suas habilidades como técnica?
— É claro que eu confio! — respondeu, apesar de não especificar em qual. Nao confiava cegamente nas habilidades de todos da equipe, nenhum deles dava menos do que 100% de seus esforços nos treinamentos e nos jogos. Mas ela confessava para si mesma, que ainda tinha dúvidas se ela conseguiria levá-los até as finais. Contudo, não podia se apegar a esse pensamento, não era justo com os rapazes se sentir dessa maneira enquanto eles acreditavam nela.
Soltando um suspiro longo, Nao se sentou ao lado do rapaz e assistiu, trêmula, os últimos dois minutos do terceiro quarto. Quando o contador começou a rodar de maneira regressiva os 50 segundos restantes, ela sentiu a mão quente e úmida de suor de Tobi sobre as dela. Seus olhos imediatamente se dirigiram a ele, que continuava olhando para quadra como se nada estivesse acontecendo.
Com o rosto quente e o corpo firme, Nao viu seu time pontuar mais uma vez antes o apito tocar. Tobi sempre foi de mostrar o que sentia ou pensava através de suas ações e jogadas em quadra, e naquele momento ele deu a ela tudo o que estava a alcance dele e tudo o ela mais precisava.
Apoio.
Notas finais
Bye~
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