Formando Uma Família
13 Nova vida - Parte II
Notas iniciais
Gintoki e Shinpachi andavam de um lado pro outro na sala de espera quando Otae chegou correndo.
“O que aconteceu, me ligaram no trabalho dizendo que era urgente.”
“A Kagura-chan está em trabalho de parto Aneue.”
“Mas isso é maravilhoso, então porque vocês dois estão com essas caras?”
“Nós não sabemos muito bem o que aconteceu, mas ela estava sozinha em casa enquanto o Okita-san estava numa missão. Conhecendo a Kagura-chan ela deve ter insistido para ele ir por não querer parecer dependente de ninguém.”
“E onde ele está?”
“Eu vou descobrir isso agora.” Gintoki pegou o celular de Otae e começou a discar um numero.
“Gin-san, mas a Kagura-chan pediu para não ligarmos.”
“Como se eu fosse ouvir ordens de uma pirralha que mal aguentava ficar acordada. Além do mais, eu não sou burro o suficiente para ligar pro celular de alguém que está no meio de uma luta. Ah, alo gorila?”
“YOROZUYA PORQUE VOCÊ ESTÁ COM O TELEFONE DA OTAE-SAN?” Kondo gritou do outro lado da linha.
“Sem tempo pra essas merdas, droga. Onde está o Souchirou-kun, tire ele de seja lá onde for e o mande pro hospital, a não ser que aquele pirralho queira perder o nascimento da própria filha. Avise que se ele não chegar aqui rápido eu mesmo vou arrancar as bolas dele.” O samurai de cabelos prateados desligou o telefone.
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Sougo estava no meio de um prédio abandonado, numa missão que estava razoavelmente fácil. Só faltava o líder dos terroristas colocar a cabeça pra fora e eles terminariam. Ele só estava derrubando um ou outro peixe pequeno que passava no lugar onde ele estava parado, quando o walkie talkie tocou.
“Kondo-san, algum problema? câmbio.”
“Sougo, você está dispensado da missão. Está tudo sob controle, então porque não vem aqui pra fora.” Tinha alguma coisa errada. Por mais que Kondo tentasse parecer calmo, dava para perceber que ele estava escondendo alguma coisa.
“Mas ainda não terminamos por aqui. É melhor eu cumprir meu trabalho direito senão o Hijikata-san não vai querer me dar minha folga amanhã.”
“VOCÊ PODE TER SUA FOLGA! A DE AMANHÃ E QUANTAS QUISER! PODE ESCONDER A MAIONESE DO TOUSHI! PODE ATÉ SER COMANDANTE DO SHINSENGUMI POR UM ANO SÓ SAIA DAÍ AGORA!”
“Kondo-san, o que merda está acontecendo? A Chefa te deu um fora de novo e dessa vez bateu na sua cabeça com um taco de baseball?”
“NÃO A-A-ACONTECEU NADA, ESTÁ TUDO BEM SÓ SAIA DAÍ PORQUE... ESTÁ TENDO UMA CHUVA DE JUSTAWAYS! ESPERA TOUSHI, NÃO...” Houveram alguns instantes de silencio do outro lado da linha até Hijikata assumir.
“Sougo, o que o Kondo-san está tentando te contar é que aquele bastardo Yorozuya ligou para avisar que...” Antes que o Vice-Comandante terminasse, o líder dos terroristas e mais 10 caras cercaram Sougo.
“O que você ai fazer agora, capitão da primeira divisão?”
“Um minutinho só. Termine a frase logo Hijibaka-san, finalmente chegou alguma diversão.”
“É... Não entre em pânico mas a china girl está no hospital, parece que a filha de vocês está nascendo.” O walkie talkie atingiu o chão e Okita começou a andar pra saída, ainda em estado de choque.
“Onde você pensa que vai?” O lider dos terroristas falou e todos atacaram o rapaz ao mesmo tempo, mas atingiram o chão ensanguentados em dois segundos, enquanto Sougo finalmente absorveu o que tinha ouvido e saiu correndo e derrubando todos os que tentavam impedi-lo de sair do prédio.
“Kondo-san, Hijikata-san, uma carona agora!” O sádico sentou num dos bancos de passageiro de uma viatura, não estava com cabeça para dirigir.
“Kondo-san, eu levo o pirralho, alguém tem de vigiar a missão...”
“Comandante, o Capitão Okita matou todos os terroristas!” Um dos membros da primeira divisão saiu do prédio gritando.
“Esquece o que eu disse...” O Comandante e o Vice-Comandante entraram na viatura e dirigiram a toda velocidade pro hospital, que por sorte não era muito longe dali. Em menos de 5 minutos, Sougo acabou dando de cara com a parte masculina do Yorozuya e Otae na sala de espera.
“Danna... Onde... Ela... Está?” Ele falou tentando recuperar o fôlego.
“Na sala de cirurgia.”
“Aquela pirralha... Eu disse para não ficar sozinha, mas ela tinha de ser tão teimosa... Se acontecer alguma coisa com ela ou com a Emi eu nunca vou me perdoar.”
“O que está fazendo ai Okita-san?” O médico de Kagura apareceu na porta da sala de cirurgia e puxou Sougo para dentro.
“Doutor Haroda, o que aconteceu?”
“Como assim, você não quer ver sua filha nascer?”
“Quer dizer que...”
“A Kagura-san perdeu um pouco de sangue e desmaiou, mas conseguimos acordá-la. Ela já está desperta faz algum tempo, até parece que sua filha só queria nascer quando você estivesse aqui.” Eles finalmente chegaram a uma sala branca, com alguns enfermeiros e uma ruiva deitada com uma cara de dor.
“Será que essa é uma hora adequada pra um “eu te avisei” ou eu devo esperar até mais tarde? Droga china, se eu tivesse perdido isso juro que ia te matar. Mas não se preocupe, ainda vai receber uma punição por ter sido teimosa.”
“CALADO SEU... SÁDICO BASTARDO!”
“Tsc, demorou tanto para pensar num insulto, acho que seu ultimo neurônio está caindo.”
“TENTE ESTAR NA MESMA SITUAÇÃO QUE EU SEU RETARDADO, AI QUERIA VER TODA ESSA POSE!”
“Kagura-san, continue empurrando, eu já estou vendo a cabeça da sua filha.” O médico avisou.
“Ei Kagura... Nunca mais me assuste desse jeito está bem?” Sougo assumiu um tom sério e segurou a mão da ruiva.
“Desculpe... Eu não queria te dar trabalho...”
“Sério... Você é muito idiota...” Um choro infantil foi ouvido na sala.
“Parabéns, vocês dois tem uma filha linda agora.” Um dos enfermeiros enrolou o pequeno corpinho num lençol e colocou nos braços de Kagura, fazendo com que Sougo se ajoelhasse ao lado da cama. A garotinha que já tinha algum cabelo castanho claro abriu um par de belos olhos azuis lentamente, e deu um pequeno sorriso quando viu os rostos de seus pais.
“Parece que eu venci, ela parece mais comigo! Se ferra ai sádico!” Mesmo depois de todo o esforço, Kagura sempre tinha energia pra uma briga, mas acabou percebendo que seu noivo não estava prestando atenção em insultos naquele momento. Okita estava completamente abobado, e aproximou cautelosamente uma de suas mãos para o rosto da menininha, que riu e segurou um de seus dedos. A cena toda fez com que Kagura desse um sorriso molhado por algumas lagrimas.
“Bem vinda ao mundo... Okita Emi.” O príncipe dos sádicos falou num tom baixo de voz, que nem parecia pertencer a ele.
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