Forgotten, but remembered

1 Capítulo 1: Andar 6 - Fukase


Notas iniciais
Oi oi!
Eu descobri recentemente esse maravilhoso Vocaloid chamado Fukase. Ele é incrível!
Fiz essa fic para homenagear os Vocaloids mais desconhecidos, e também para homenagear a "amizade" que eu acho perfeita entre Fukase e Oliver :333
Quem é Fukase? Hue:

https://www.youtube.com/watch?v=eLYoBIhf_V8

http://static.zerochan.net/Fukase.(Vocaloid).full.1987452.jpg

;333333
Boa leitura!

“E hoje, mais um show da Hatsune Miku, no andar 10! Como se sente, senhorita Miku, com esse começo?”

— Fuka-kun, Piko-kun, Biggy-kun! Vai começar! – a pequena Prima nos chamou, eufórica. Era mais um dia de show da tão famosa Hatsune Miku.

Sempre quis conhecê-la. Além de realmente bonita, ela era uma excelente Vocaloid, tanto que virou quase o símbolo do programa. Prima guardava uma admiração forte por ela.

— O show? – Big Al perguntou, sorrindo. Eu suspirei, acarinhando a cabeça de Prima.

— Hai hai! – ela sorriu, se sentando no enorme sofá de nossa casa. Morávamos numa casa normal, nem tão pobre nem tão rica. Vocaloids de andares inferiores moravam bem. Menos os que viviam no 1...

— Ok, Pri-chan. – Big Al sentou no sofa com ela. Piko olhou para mim, como se perguntasse se eu queria ver. Eu sorri triste.

— Fuka-kuun! Vamos! Eu sei que você vai gostar! – Prima me chamou, fazendo bico. Eu realmente não estava com cabeça.

— Desculpe, Pri-san, eu não tô muito bem. Bom show, boa noite. – eu beijei a testa dela, e acenei para os outros.

“Muuuuuuito beem! Agora, vamos a primeira apresentação da noite! Com vocês, o loirinho mais querido pelas garotas, Oliiiiveer!”

— E agora, Fuka-kun, você ve-...

— Onde ele está? – eu perguntei, já do lado de Piko, que riu. Por algum motivo, eu era meio...cismado com aquele loiro.

Pode parecer meio estranho, mas mesmo sem eu conhece-lo, eu sentia um imenso carinho por ele. Como se ele fosse...um parente meu, ou algo assim...

De todo nosso grupo, eu sempre fui o mais afetado pelos andares. Me relaciono rápido com as pessoas, crio laços muito rápido. Cortar os laços que criei nos andares anteriores era muito doloroso.

Isso vai fazer eu parecer mais estranho ainda, mas, eu sou monocromático. Iroha sempre me disse que seria passageiro, e que quando eu achasse “a pessoa certa”, isso iria parar. Tão ingênua...

Eu não acredito em amor verdadeiro. Todo tipo de amor que eu poderia criar por alguém foi apagado quando eu mudei de andar. Originalmente, sou do andar 4.

Nasci lá, e fui criado lá. E foi assim que conheci Merli. Ou, Lil’ indian, como eu a chamava.

Me “apaixonei”. Mas é claro. Se a vida te der limões, faça uma limonada. Mas tenha noção de que uma hora...ela acaba.

Me lembro bem do dia em que eu me mudei para o andar 6. Mas repetir é doloroso.

Oliver começou a cantar.

“Sipping my pumpkin spice with pumpkin pie
All the flavours warm and nice
Caramel cheesecake stuffed peanut dynamite
Tonight
I'm marching down this crooked street
Searching for you once again
All the cavities over my body
Will you fill them in for me, please?”

Eu ouvia atentamente. Não, eu não estou apaixonado por Oliver. É só...um carinho de irmão, sabe?

Fukase, você nem ao menos o conhece.

“All you want is for me to let you rest in peace
Isn't that easy?”

— Espera…eu conheço essa música! – eu comentei. Todos olharam para mim, incrédulos. De todo o grupo, eu era o que menos me interessava pelos do andar 10.

Me levantei do sofá, me ajoelhando perto da TV. Oliver começou a cantar de novo.

“I've tried to be more like you
Maybe you should so something too
Given up all my greed and desires
Not that you would care
My apologies are no trick or treat
And I bet you know it's true
When are we gonna stop this game and move on?”

Sem perceber, eu já estava cantando também. O pessoal me encarava, sorrindo. Ainda espantados.

Oliver deu um sorriso. Ele olhava para a câmera. Moveu os lábios, eu precisei lê-los.

“É você, Fu-kun?”

Só pode estar brincando.

Ele nunca falaria meu nome num show! Eu sou Fukase, o palhaço coração de pedra monocromático do andar 6! Como Oliver, o Oliver, iria me chamar pelo meu apelido de infância?!

“If I am a dummy
What does that make you?
Tell me please
I just don't know what to do”

Sinceramente, Oliver, eu também não sei. O que aquilo queria dizer? O que ele quis dizer com o sussurro? Eu li os lábios errado?

Corei um pouco, e olhei fundo nos olhos dele. Os outros não prestavam atenção em mim, estavam dançando ao ritmo da música.

Tomei coragem, e sussurrei:

“Sim, sou eu, Oliver.”

Estou louco.

Na verdade, eu acho que sou louco.

Baguncei meus próprios cabelos, suspirando. Prima pulou em minhas costas.

— Falando sozinho de novo, Fuka-kun? – ela perguntou, inocente. Eu ri baixinho.

— Não, só cantando. Olha Pri-san, a Mizki está te chamando! – eu apontei para a de cabelos pretos, e a pequenina foi correndo.

Eu fechei os olhos, me virando para a TV de novo.

“Rest in peace
How many pieces of lies are you going to bake?
Spitting maggots
Not so lovely are you, I'm afraid?
How many cakes
How many cherries of mine are you going to take?
With this moldy skin
Dislocated legs
And no sympathy thrown my way”

Eu abri os olhos, Oliver estava parado no palco. Havia parado de dançar e se mexer, como estava fazendo. Tinha um enorme sorriso na face.

“All you want is for me to lose my sanity
It is quite easy”

Posso dizer que o sotaque britânico dele é adorável? Posso. Porque, confesse, ele é.

Não pense errado, ok?

Eu ajeitei minha cartola, me sentando no carpete.

“I know you want me gone
But Heaven nor Hell would let me through
Sorry for wasting your oxygen
I will try again
Cut me up with your scissors
And my intestines go loose
When are we gonna start another game once more?”

Suspirei.

Kimyona Koe. – cantarolei baixinho. Meu cajado/cetro/bengala – apelidado por Prima – apareceu ao meu lado. – Ufa. Não quebrou. A música estava acabando.

“Muito bom, Oliver! Como é o nome dessa música?”

“Pumpkin Spice Dummy, Maika-chan!”

“Você parecia cantar para alguém…para quem era?”

“Ninguém em especial. Só um amigo de infância, sabe?”

“Nomes?”

“Não me lembro de seu nome inteiro, mas de um apelido. Fu-kun, ou Fuka-kun.”

Todos na sala pararam de fazer seja lá o que estavam fazendo, e me encararam. Eu estava com o coração descompassado.

Tentei ao máximo me lembrar de amigos do passado, mas a única coisa que me vinha em mente era a paixão por Merli. Olhei para os outros ao meu lado, e dei um sorriso fraco.

Disparei para meu quarto, me trancando, e pegando todos os álbuns de foto que eu tinha.

Trilhões de fotos com Merli, bilhões com Piko, milhões com Iroha. E tinha umas mil com... Um garoto de cabelos com cor não identificada. Maldita monocromia!

No meu caso, eu via tudo em tonalidades de branco. Cinza, branco, cinza, branco. Era como ver tudo em preto e branco...

Peguei uma foto, e virei-a. Havia alguma coisa escrita atrás...

“Oli-kun e Fuka-kun, inseparáveis

P.s.: menos quando o Oli-kun vai no banheiro, porque né?P.s.: é, exatamente. Mas o Fuka-kun tem que ir também!

P.s.: Sim, hahaha!”

Eu sorri, meio tímido. Diversas lembranças vieram a mente. Principalmente...

“Oliver Solace.

Sim, eu?

O senhor está sendo transferido para o andar 7.

O quê?

Os Vocaloids superiores aceitaram-no. Arrume suas malas.

Aaha, incrível! Ouviu isso, Fu-kun? Fu-kun?”

Algumas lágrimas escorreram de meu rosto. Eu sacudi rapidamente a cabeça.

Era este o motivo de meu vazio quando falavam dele, afinal? Pelo menos ele havia lembrado de mim. Isso era bom, não?

Provavelmente era só impressão, mas quase que pude ver uma coloração mais real na foto em que segurava. Como se alguém começasse a pintar das cores reais minha vista branca... ...Entendem?

Notas finais
E então?
Fukase monocromático e.e
Me ajudem, pois eu não tenho muita certeza se pus certo tudo da monocromia e talz.
De qualquer jeito, espero que tenham gostado!

Até maaaaaaaaaais!

(P.s.: MerliXFukase ou OliverXFukase? -u-)