Notas iniciais
Olá amigos Bem, eu sei que não é natal mais, mas feliz natal! Como foram suas festas? Ah, mas não tenho o que dizer antes desse capítulo então, como vão? Enjoy *-*

No caminho para a sala de conferência, Meredith se cruzou com Derek, quem ia também à mesma direção que ela. “Oh, hey. Eu não te vi o dia todo”

Ela não fez contato visual com ele, porém. “Hm, eu tive um dia cheio” respondeu.

“Yeah?” ele passou um braço ao seu redor, os dois caminhando lado a lado. “Como foi sua sessão com a dra. Wyatt?”

“Foi boa, eu acho” respondeu simplesmente, incerta se deveria contar ou não ao seu marido sobre seu diagnóstico.

Mas ele sabia que havia algo errado. “O que você não está me dizendo?”

Ela parou de andar e olhou para baixo. Derek era seu marido e merecia saber a verdade, mas ele estaria pronto para sabê-la?

“Você pode me dizer qualquer coisa, Meredith”

Meredith finalmente criou coragem para fazer contato visual. “Não é nada, apenas... Eu te amo e estou grata por tê-lo ao meu lado.

Ele pôs a mão em seu rosto. “Você sabe que eu estou aqui para você. Eu te amo tanto, Meredith”

Sem nenhum aviso, Meredith se pôs na ponta do pé, apoiando seu corpo no dele, até finalmente juntarem seus lábios. Este era o primeiro contato de alguma forma sexual que faziam desde que ele descobriu sobre seu ataque e por mais que estivesse parcialmente em choque, deixou-a conduzir o beijo.

“Hey, passarinhos, acabem com todo esse amor que a comissão já está toda aqui” Callie Torres disse, séria, porém um tom de brincadeira em sua voz.

Os dois finalmente se separaram, e sem dizer uma palavra, seguiram para a sala de conferência.

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Os sete membros da diretoria do hospital escutavam atentamente aos concorrentes disputarem pelo oitavo assento no comitê. Bailey foi a primeira, depois, Alex. Ela teve um excelente discurso e Alex estava indo no mesmo caminho.

Mas a atenção de Meredith não estava totalmente focada no discurso de seus colegas, mas sim, em seu celular que não parava de vibrar em seu bolso. Questionava-se sobre quem poderia ser, qual a emergência que ocorrera para a pessoa ligar-lhe incessantemente.

E quando ligaram pela quinta vez consecutiva, não se conteve mais. Discretamente, tirou seu celular do bolso, e seu coração começou a palpitar quando viu o identificador de chamadas na tela principal.

“Meredith? O que foi?” Derek sussurrou, incapaz de não notar a subida mudança no comportamento de sua mulher.

Ela abriu e fechou a boca várias vezes, antes de finalmente conseguir dizer: “É... É a polícia”

E todos voltaram suas atenções para ela quando tal sentença foi dita. “A polícia? Por que a polícia está te ligando?” Arizona perguntou confusa. As únicas pessoas que sabiam do que ocorrera no cômoro eram Derek, Owen e Alex.

Após uma respiração profunda, virou-se para Alex: “Eu sinto muito por interrompê-lo, Alex. Continue, por favor”

Ele lhe lançou um olhar. “Mer, atenda o telefone. Você sabe que estão te ligando porque provavelmente têm uma pista. Ou talvez ainda melhor, tenham um suspeito”

“Alguém por favor pode me dizer o que está acontecendo?” agora a voz de Jackson ecoou pelo cômodo.

Mas ninguém o respondeu. “Eu sinto muito, Alex” Meredith repetiu, desta vez, levantando-se e dirigindo-se para fora da sala.

Seu coração batia cada vez mais forte em seu peito, principalmente quando ela pôs o telefone em seu ouvido. “Alô?”

“Dra. Grey, olá. Aqui é o detetive Smith e nós temos um suspeito em seu caso. Precisamos que você venha à delegacia imediatamente para um reconhecimento”

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Derek olhava para a figura de sua mulher pela janela da sala. Sabia que algo grande tinha acontecido e queria mais que tudo estar ao seu lado, as sabia que ela precisava de privacidade em um momento como esse. Conhece Meredith, não gostava que os outros soubessem de sua vida particular, e muitas vezes, outros também o incluíam.

Mas ele não podia deixar de se preocupar, portanto não podia tirar seus olhos dela. E o momento que ela desligou o telefone, apressou-se para seu lado.

Ela estava pálida, seus olhos, estatelados, como se acabasse de ver um fantasma. Suas mãos tremiam e se não fosse pela parede em que estava reencostada, provavelmente cairia. “Meredith? Mer, diga-me o que está acontecendo”

Ela respirava rapidamente, como se o ar não saciasse seus pulmões. “Eu acho... Eu acho que vou ficar doente”

“Ok, vamos sentar” dirigiu-a para o assento mais próximo. “Inspire, expire”

Meredith seguia as instruções de seu marido, olhando para seus olhos. Derek era a única pessoa que jamais foi capaz de acalmá-la em situações como essa, e apenas sua presença ao seu lado a ajudava imensamente.

“Você está bem” assegurava, fazendo círculos em suas costas, em tentativas de consolação.

Ela balançou a cabeça, e após um bom tempo olhando para seus olhos, criou coragem para dizer: “A polícia tem um suspeito. Precisam de mim para reconhecê-lo”

Derek ficou boquiaberto. “Isso é... Isso é ótimo, Meredith”

Ela olhou para baixo. “Sim, mas... e se eu falhar? E se eu indicar a pessoa errada?”

“Venha aqui” chamou-a, acolhendo-a em seus braços. “Você vai se sair muito bem”

Meredith escondeu seu rosto em seu peito, sussurrando: “Eu não sei se estou pronta para vê-lo uma outra vez, Derek”

Só então Derek compreendeu, ela estava com medo. “Meredith, você sabe que não precisa se apavorar. Ele não poderá te ver, nem saberá que estará lá. E, eu estarei do seu lado o tempo todo”

Ela balançou a cabeça, então se separando dos braços amorosos do outro. “Obrigada, eu digo, por estar aqui para mim. Eu sei que sou um fardo e-“

Ele pôs um dedo sobre seus lábios. “Você não é um fardo. Só porque algo terrível lhe aconteceu não significa que eu vou abandoná-la” garantiu.

Ela sorriu levemente. “Nós deveríamos voltar para a sala agora”

Ele assentiu e de mãos dadas, retornaram à sala de conferência.

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Quando entraram no cômodo uma outra vez, os olhos de todos estavam sobre eles, mais especificamente, sobre ela. Mas sem dizer nenhuma palavra, sentaram-se novamente em seus respectivos lugares.

Como não diziam nada, apenas encaravam, Meredith foi a primeira a falar: “Onde está Alex?”

“Ele pediu para remarcarmos a entrevista para amanhã, já que aparentemente você tinha algo mais importante para fazer” respondeu Arizona. “Mas sério, Meredith, o que está acontecendo?”

“E não diga que é nada porque obviamente, não é nada” impôs Callie. “A polícia acabou de te ligar, pelo amor de Deus!”

Meredith olhou para baixo. “Eu...”

Derek pegou sua mão. “Você não precisa dizer se não quiser”

“Não, eles merecem saber” respondeu, ainda incapaz de fazer contato visual com qualquer pessoa no cômodo. Sabia que se olhasse nos olhos de um deles, não seria capaz de prosseguir com sua história. “Bem, uma semana atrás, bem, na verdade um pouco mais de uma semana atrás, mas mais se parece como ontem. De qualquer jeito, eu fui... eu fui atacada e-“

“Espere, você foi atacada?” Jackson estava em choque, assim como o restante da sala. “Você foi roubada ou algo assim?”

“Ele te machucou? Você não aparenta machucada” a voz de Callie mais uma vez ecoou no cômodo, cheia de preocupação.

Ela sentia a dor vinda da faca pressionada em seu peito.

“Eu...”

Sentia se músculo mandibular pulsar.

Derek pôs a mão em sua perna, em conforto. “Você está bem”

Sentia-o passar suas mãos por todo seu corpo.

“Meredith?” chamavam seu nome.

Sentia-o penetrá-la uma e outra vez.

“Eu...” repetiu, mas as palavras estavam simplesmente presas em sua garganta.

Sentia uma dor tão grande que palavras não eram capazes de descrevê-la.

Pela primeira vez, ergueu a cabeça e trocou olhares com cada pessoa ali presente. Eles era seus amigos, queriam nada mas seu bem. E o olhar preocupado em seus olhos fê-la perceber que não poderia mais escondê-los da verdade.

Segurando fortemente a mão de Derek, disse, pela primeira vez, sem medo ou vergonha: “Eu fui estuprada.”

De silêncio a sala foi tomada. Ninguém podia dizer nada, era chocante e aterrorizante demais. Como alguém com que se importavam tanto poderia ter passado por algo tão traumático? Meredith indagava-se se deveria ou não lhes ter contato, mas sentia-se aliviada. Eles sabiam e agora não precisaria esconder mais. Estava cansada de esconder.

Como o silêncio prevalecia, Meredith foi quem continuou: “E a polícia acabou de me ligar dizendo que têm um suspeito, e isso é bom, eu acho”

“Isso é ótimo” Derek completou, os dois ainda de mãos dadas. De fato, ela segurava sua mão como se o mundo desabasse caso contrário. Vítimas de estupro muitas vezes não gostavam de serem tocadas, não conseguiam serem tocadas sem começarem a suar frio, e o simples fato de deixar Derek pegar sua mão ou tocar sua coxa era um avanço, até mesmo um sinal que conseguiria ficar melhor.

“Onde?” Richard Webber falou pela primeira vez, ainda não podendo acreditar. Meredith era como uma filha para ele e nenhum homem jamais gostaria de ver um filho machucado de tal forma. “Quando?”

“Em... em um beco” engoliu um seco. “Por volta de meia noite”

“Em um beco? O que... O que você estava fazendo em um beco a tal hora da noite?” Arizona questionou.

Sua pele toda se arrepiou, mas não somente às memórias recém-trazidas. Arrepios da forma que Arizona a colocou, como se fosse totalmente sua culpa. “Eu tinha que ir à farmácia, tinha uma dor de cabeça, e eu só consegui estacionar a algumas quadras de distância. Então, quando eu passei pelo beco, ele... ele me agarrou”

Sabia que tinham perguntas, mas isso não significava que gostaria de respondê-las. E era como se quanto mais falasse, mais profundo o silêncio se tornava. Derek apenas a assistia de longe. Estava descobrindo detalhes sobre a pior noite da vida da mulher que mais amava naquele mundo, detalhes que preferiria não saber.

“Olha, eu lutei. Eu lutei como nunca lutei antes. Mas eu perdi. Ele era mais forte que eu, e por mais que tentasse, era como uma batalha perdida. Nada que eu fiz o pôde impedir. Mas eu lutei, fiz o que pude para tentar evitar que ele... que ele me estuprasse. Mas eu falhei. Deus, eu falhei e agora arco com as consequências de ter falhado”

“Não foi sua culpa, Grey” Callie disse pela primeira vez após a notícia ser dita. “A culpa foi do bastardo que fez isso com você, e pessoas como ele deveriam ser castradas”

Meredith riu levemente, ao mesmo tempo que uma lágrima solitária desceu por sua bochecha. Não se arrependia mais de ter-lhes contado, seus amigos estariam lá para ajuda-la.

Mas sobre uma coisa não podia mentir, estava surpresa com a quantidade de tempo que conseguiu esconder a verdade. Se tivesse que dar uma característica sobre o Grey Sloan Memorial Hospital, era a fofoca. Pessoas falavam e não sobre suas próprias vidas. Já fora alvo das fofocas do hospital diversas vezes, e não tinha realmente se importado, mas seu estupro não era algo que queria que chegasse à boca dos funcionários.

“Olhem, nós agradeceríamos se pudessem manter isso em descrição” Derek disse, como se pudesse ler a mente de sua mulher tão bem.

Todos simplesmente assentiram e como Meredith simplesmente se levantou e saiu da sala, Derek teve que segui-la. “Meredith, vá devagar” ele disse, indo atrás dela.

Mas ela não parou. “Não, nós temos que ser rápidos, precisamos ir para a delegacia”

Então, ele a deixou. Deixou-a fazer o que quisesse, deixou-a no controle outra vez. Nunca teve grande contato com vítimas de estupro, mas sabia que as mesmas precisavam sentir-se no controle outra vez. E ele assistia sua mulher, sabia que ela se sentia submissa em relação ao mundo.

Portanto, seguiu-a e logo os dois estavam a caminho da delegacia.

Notas finais
Então é isso, todos sabem agora. É um grande passo para a Mer ter contado a todos, mas ainda assim, como será que ela conviverá com eles a olhando diferentemente? Deixem reviews para a vinda de um próximo capítulo mais rápido e feliz ano novo! Ah, e se vocês procuram uma fic de natal merder não tão dramática como essa história, dêem uma olhada na minha outra fic, A Phone Call :)