Notas iniciais
Olá seres. Bem, gostaria de mais uma vez começar por agradecer os reviews de você. Realmente, foram tão lindos que eu ia atualizar fic antes da premiere, mas como tive uma semana muito corrida, não tive como. Perdoem-me e aqui está um novo capítulo. Enjoy *-*

Quando Meredith chegou em casa, o sol já estava alto no céu. Ficou surpresa com o quão rápido o tempo havia passado, parecia que só se passara alguns minutos após seu ataque brutal.

Após passar diversos minutos convencendo Alex que ficaria bem se sozinha, finalmente entrou em sua casa. Amelia foi a primeira pessoa com quem ali deparou. “O que diabos aconteceu?”

Meredith colocou sua mão em seu rosto, esqueceu que tinha uma prova vívida do que acontecera em seu rosto. “Hm, eu c-caí”

Amelia lhe lançou um olhar. “Sério? Porque não parece uma ferida consistente a uma queda. Suas mão estão machucadas também...?”

“Deixe de lado, Amelia, não é nada” pediu. “Onde está Derek?”

Apesar de não acreditar na história da outra, ela respondeu: “Ele teve que pegar um voo de emergência para DC, mas estará de volta amanhã. A propósito, ele estava realmente bravo quanto ao fato de você não ter voltado para casa para terminarem sua discussão”

“Oh Deus, você ouviu aquilo?”

“Fique feliz por vocês terem nenhum vizinho, senão todos teriam os ouvido” ela riu, embora Meredith continuou séria.

“Onde estão as crianças?”

“Dormindo ainda?”

“Ok, você pode olhar elas por alguns momentos? Eu preciso tomar um banho”

“Eu preciso ir para o hospital...!”

“Eu não vou demorar” respondeu, já virada para ir em direção ao seu quarto.

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Meredith Grey podia sentir a água escaldante queimar sua pele, mas realmente não se importava. A água quente era a única coisa que poderia tirar sua sujeira.

Esfregava seu corpo fortemente, ainda sem ligar com a vermelhidão que sua pele ficava logo em seguida. Lágrimas caíam incessantemente por suas bochechas, estas se misturando com a água que caía sobre seu rosto.

Mas era como se a sujeira não quisesse de sair de sua pele, quanto mais ela esfregava, mais o podia sentir em seu corpo.

Colocou um pouco de shampoo em suas mãos e começou a esfregar seu coro cabeludo impiedosamente. Seu condicionador de cheiro lavanda logo em seguida. Era o preferido de Derek, então acabava por apenas usar ele. Mas naquele dia, nem o cheiro da flor foi suficiente para fazê-la sentir-se limpa.

E ela ficou debaixo da água até a que a água quente acabasse.

Ao sair, limpou o vapor do espelho e olhou para sua imagem ali refletida. Ela não reconhecia aquela pessoa machucada e quebrada. Olhava para a mulher no espelho e não se sentia como ela.

Observou o hematoma em sua mandíbula, agora em uma cor esverdeada. Pegou sua maquiagem e pôs-se a tentar esconder o machucado o máximo possível. Estava cansada das pessoas perguntando sobre o que havia acontecido, mas principalmente, ela não queria que seus filhos a vissem daquele jeito. Eram inocentes demais para saberem o quão ruim era o mundo em que viviam.

Uma vez que tinha aplicado um quilo de maquiagem em seu rosto, saiu do banheiro e colocou a roupa mais larga e confortável que achou. Encontrou Amelia esperando impacientemente por ela na cozinha. “Você disse que seria rápida”

“Eu-eu sinto muito” logo se desculpou. Realmente pensou que seu banho fora tão rápido, mas quando ela olhou para o relógio, passara-se quase uma hora.

Amelia lançou-lhe um olhar. “Tem certeza que está bem?”

“Yeah” respondeu mais que rapidamente. “Vá, eu não quero fazê-la mais atrasada ainda”

Sem mais nada dizer, saiu da casa, deixando Meredith, mais uma vez, sozinha, o que a deixava a mercê de seus pensamentos. E ela tinha medo de ficar sozinha.

Pensou em Derek... Estava aliviada por ele ter ido para DC, assim não precisaria contar-lhe o que passou. Não poderia contar-lhe pois ele a julgaria. E Meredith o amava demais para vê-lo julgando-a. Mas ao mesmo tempo, não queria nada além de ter-se em seus braços protetores, ouvindo-o dizer que tudo ficaria bem.

“Moma”

Virou-se para trás e viu sua filha quem segurava sua girafa de pelúcia. Meredith sorriu. “Bom dia, Zozo. Venha aqui me dar um abraço”

A criança correu e pulou nos braços de sua mãe. Meredith a segurou fortemente em seu colo, independente da dor vinda de seus pontos. Teve um momento que quando ainda a mercê de se estuprador que pensou que nunca mais veria seus filhos novamente, e foi um dos piores pensamentos que jamais cruzou sua cabeça.

“Moma, você está me apertando”

Meredith ainda a segurou por alguns outros segundos antes de soltá-la. “Eu te amo muito, Zozo”

“Eu também te amo, moma”

Ela deu-lhe um beijo no nariz, que fez a menina rir, antes de perguntar: “O que você quer comer?”

“Panquecas!” foi rápida na resposta.

“Ok. Por que você não vai assistir um pouco de TV enquanto eu acordo seu irmão?”

Zola assentiu e foi correndo para a sala, enquanto Meredith dirigiu-se para o quarto de seu outro filho. Encontrou-o já de olhos abertos. “Bom dia, Bailey”

“Mama” o garoto respondeu. Bailey ainda não tinha completado um ano, mas já conseguia dizer coisas básicas como mama, dada, Zozo e utumu, que seria seu jeito de dizer eu te amo.

Após trocar sua fralda, Meredith o levou para a cozinha, e os três logo estavam tendo suas refeições. Mas ao contrário de Bailey e Zola que comiam suas comidas saborosamente, Meredith apenas empurrava-a no prato de um lado para o outro. Seu estômago dava nós apenas com o pensamento de comida.

“Moma, onde está o papai?” Zola perguntou.

“Hm, papai teve que viajar” mordeu seu lábio inferior.

“Por que papai não disse tchau?”

“Porque ele teve que viajar de emergência e você estava dormindo”

Balançou a cabeça, mas as perguntas não cessaram. “Moma, você e o papai vão se separar?”

Meredith arregalou os olhos. “Claro que não, Zola! Por que você pensa isso?”

“Porque moma e papai estavam glitando um com o outro, ontem” disse cabisbaixa.

“Zola, eu prometo que mamãe e papai não vão se separar. Nós apenas tivemos um argumento”

“O que é um argueno?”

Riu levemente. “Um argumento é quando duas pessoas não concordam sobre algo e elas falam sobre o assunto para encontrarem uma solução para o problema”

“Então você e papai já encontraram a solução?”

Sorriu condescendentemente. “Sim, meu amor”. Odiava mentir para sua filha, mas a mesma não precisava ter o medo de que seus pais se separariam. Além do mais, a história não era tão simples quanto lhe havia dito, principalmente após os acontecimentos da noite anterior. Derek poderia não saber, mas iriam mudar seu relacionamento de um jeito ou de outro.

“Moma, a gente pode ligar para o papai?”

Meredith assentiu e pegou o telefone no balcão, no qual discou o número de seu marido. Não pôde mentir que se sentiu repugnada ao ouvir a raiva presente na voz de seu marido. “O que foi, Meredith? Eu estou trabalhando”

“Sua filha ficou triste porque você viajou e não lhe disse tchau”

“Ponha-a na linha” praticamente exigiu.

“Papai!”

Meredith assistiu sua filha ter uma conversa monossilábica com seu pai com lágrimas em seus olhos. Sabia que Derek estava brava com ela, e em circunstâncias normais, não se importaria. Mas o momento era o contrário de normal e ouvir sua voz de desprezo era como se uma faca o esfaqueasse.

Quando Zola desligou o telefone, praticamente gritou: “Papai disse que ama moma”

Seu coração praticamente derreteu ao ouvir tais palavras. Talvez Derek tivesse as dito apenas para tranquilizar Zola, mas de uma forma ou de outra, eram verdadeiras. E mais importantemente, faziam Meredith sentir-se melhor. E sem qualquer dúvida, respondeu: “Mamãe ama o papai também”

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Meredith estava sentada ao sofá, apenas vendo seus filhos brincarem. Zola estava tendo uma de suas famosas festas de chá, e Bailey era seu convidado de honra, porém este balançava sua xícara de plástico de um lado para o outro, ao invés de se comportar adequadamente para a festa, o que fazia sua irmã brigar com ele, consequentemente gritando orgulhosamente a cada alguns minutos: “Moma, nós estamos tendo um argueno!”

Sorria ao ver o quão perfeito eles eram, provavelmente as crianças mais perfeitas que existiam. Sabia que qualquer outra mãe pensaria isso de seu filho, mas não conseguia evitar, Zola e Bailey eram suas crianças perfeitas, literalmente a razão de seu viver. Não teria lutado tanto para sobreviver seu ataque brutal se não fosse por eles.

Meredith deitava sem se mover no chão sujo do beco, totalmente despida. Sua mente não conseguia formar qualquer pensamento claro. O homem estava em pé ao seu lado, mexendo em sua bolsa.

Ela pensava que pretendia levar seus bens valorosos, mas o que ele fez totalmente a surpreendeu: pegou uma foto dela junto a Derek e às crianças que ela mantinha em sua bolsa. “Estas são suas crianças? São realmente adoráveis. E este é seu marido, eu suponho? Qual seu nome mesmo? Derek, ah sim. É realmente uma gracinha como você ficou chamando por ele sendo que ele não pode te salvar. Bem, eu apenas acho que você deveria usar um anel, eu não gosto de ficar com mulheres que já pertencem a outros homens. Mas bem, há outros homens que não se importam com isso, e isso poderia acontecer de novo, e eu tenho certeza que você adoraria, não?” provocou-a, então pegando-a pelo cabelo. “Você diz a qualquer um sobre o que aconteceu e eu garantirei que você não veja o próximo aniversário de seus filhos”

Meredith estremecia ao pensamento de qualquer coisa acontecer aos seus filhos, amava-os demais para vê-los machucados. Portanto, fez o que fez: pegou o telefone e discou um número. Seu coração batia forte quando o outro respondeu, e com muita coragem, ela disse:

“Eu gostaria de denunciar um crime”

Notas finais
Bem, eu achei que esse seria um bom lugar para finalizar o capítulo. O que acharam? Orgulhosos da nossa Mer por ter criado coragem para denunciar o crime? Pois eu estou hahahaha. O que vocês acharam da premiere? Eu realmente gostei, embora estivesse esperando um pouco mais de drama Merder hahaha, embora a Mer realmente tenha sambado na cara da Maggie. De qualquer jeito, reviews :)