Forgotten Faces
17 Drowned in Sin And Pleasure
Notas iniciais
Obrigada Rockyou! Pela recomendação também *-*
E vamos começar a ser mais legais com a escritora aqui U3Ú-qqq
POV Jimmy.
Eu dirigia feliz, mesmo dentro de um carro no meio de um puta engarrafamento agora com quase um dilúvio sobre a rua, ainda era o momento mais empolgante da minha vida. Segurava a mão de Jacky e ela ria do sorriso bobo que eu mantinha. O trânsito estava caótico e já estávamos parados a 01h30min, isso contando que ainda levaríamos mais meia hora para chegar ao meu apartamento. Jacky começou a fuxicar como uma criança curiosa no painel procurando alguma coisa.
– Calma ai se não você pode explodir o carro... – Puxei suas mãozinhas nervosas para o meu colo.
– Eu só quero música Sullivan. – Ela disse se desgrudando em um movimento brusco o qual se arrependera amargamente depois, passou a mão entre as costelas cautelosamente como se acabasse de sentir uma forte dor.
–Ooou, relaxa Daniel’s, para de agir igual uma macaca e deixa que hoje eu cuide de você. Só tem que mandar. – Pisquei para ela que torceu o nariz não acatando a ideia.
Gargalhei pegando algum CD aleatório no console do carro, e entregando para que ela o colocasse... Mas como Jacky não é nem um pouco sequelada, em vez disso ela deu um grito me fazendo bater a cabeça no teto.
–NÃO ACREDITO!
– Se machucou? Arrebentou os pontos? Tá sangrando até a morte outra vez? – Foram as únicas coisas que pensei antes de checa-la ligeiramente.
– Tira a mão de mim Jimmy, eu tô bem! – Ela falou empurrando-me para longe. – Eu não acredito que você tem o último álbum do Megadeth autografado! – Vi a capa de o United Abominations balançar em sua pequena mão de um lado para o outro com a rubrica mal feita de Dave Mustaine. — Foi o álbum do ano em 2007.
– Caralho garota! Que susto, só por causa disso? – Eu falei endireitando-me no assento e voltando a dirigir. – Ganhei ano passado um pouco depois do lançamento oficial, ele é um parceiro ai da banda...
– Nossa, você é mesmo um filha da puta sortudo.
Desgrudei o olhar da rua e voltei-o pra Jacky. Ela fitava o CD com carinho e ternura, seus olhos pareciam querer engoli-lo por inteiro. Ri voltando a prestar atenção no caminho e então resolvi deixa-la mais furiosa.
– Pode ficar com ele.- Surpresa, se virou para mim ainda não acreditando no que tinha ouvido.
– Tá maluco Jimmy? Lógico que não! Essa porra vale muito e... – Ela começou a resmungar.
– Cala a boca, esse é meu presente de primeiro dia de namoro pra você, então fecha a matraca e guarda na sua bolsa. – Ela ficou roxa, rosa, bege, até verde , mas não contestou. Sabia que era inútil.
– Tá, obrigada.- Eu sei que ela queria agradescer mais do que isso, entretanto sabemos que não é de seu feitio.- mas eu não tenho bolsa...
– Tem sim, ta ali no banco de trás com as coisas que eu peguei no hospital, sua carteira, resto de roupa, brincos, celular...
– Celular... CELULAR! PUTA MERDA... – Ela bateu forte na teta e depois esticou o braço trazendo a sacola até seu colo, remexeu e tirou o pequeno aparelho.
– Eu tenho 34 ligações da Lexie aqui... Estou completamente fodida.
– Ela não é sua mãe Jacky... Nem se realmente quisesse, passa longe de ter vocação pra isso.
Ela revirou os olhos e jogou o aparelho de volta na sacola.
– Não, mas assim como você tem o Syn eu tenho a Lexie... Imagina se você tivesse sofrido um acidente em outro estado e não desse nenhuma notícia para ele? – Pensei no assunto e cheguei a conclusão que Jacky estava mesmo na merda.
– É, mas fica fria Matt falou com ela ontem anoite.
– Como?
– Bom, não tendo notícias suas e sabendo que supostamente você estava com a gente. – Sorri. – Ela ligou para Matt perguntando sobre você.
– Eu preferia ter morrido com uma faca, teria sido mais rápido. Lexie vai torturar-me antes. – Ela falou dramaticamente, o que foi bem engraçado.
– Relaxa, já ta tudo explicado e ela disse que embarcava hoje pra cá.
– Hum... Nem tive tempo de me despedir do mundo.
– Mas terá. – Eu disse virando na última rua antes do meu apartamento. – Chegamos!
A chuva ainda era muito forte, abri as portas do Hyundai preto e mandei Jacky me esperar dentro. Dei a volta pelo carro e puxei-a para meu colo depois trancando a carro. No início corri com ela inutilmente tentando evitar a rigorosa chuva, mas então percebi que não ia adiantar porra nenhuma e parei no meio do caminho.
– Jimmy? – Ela falou olhando para mim. Sua expressão era de dúvida. – Você vai realmente ficar parado no meio da entrada do prédio em pleno dilúvio? – Ela sorriu em seguida.
Pisquei para ela e depois encarei a piscina no outro lado do gramado. Quando voltei a olha-la sua cara era de espanto já adivinhando o que eu tinha imaginado fazer.
– Não, você não pode... Eu estou costurada Jimmy... NÃO! – Tarde de mais, pulei com ela ainda em meus braços e juntos afundamos os dois metros e cinquenta centímetros que o lado mais fundo tinha.
Assim que emergimos ela recuperou todo o ar tossindo de vez em quando. Seus longos cabelos ecobriam a cara deixando-a parecida com uma personagem de filme de terror.
– Olha como você ta linda... Parece aquela Samara do Chamado. – Eu disse gargalhando e levando vários tapas no ombro.
– Seu idiooota! Eu já não tinha roupa para um dia, agora vou ter que andar pelada por ai. – Ela disse subindo em minhas costas e chegando perto do meu glóbulo com seus lábios.
– Não seria má ideia, ainda mais se fosse lá em cima no meu quarto. – Puxei-a para mim colando nossos corpos e jogando alguns fios remanescentes para trás de sua cabeça.
Ela sorriu e então foi direto em meu pescoço, senti seus dentes roçarem por todo o caminho até a orelha depois retornarem com beijos. Arrepiei jogando a cabeça para trás, sem pensar prensei seu corpo esquio contra a parede da piscina subindo minhas mãos por baixo de sua blusa e buscando seus lábios com voracidade. Nos beijávamos intensamente, senti minha pele formigar por todo canto em que ela encostava, apertava levemente seus seios contornando os mamilos com o polegar. Meu Deus ela tinha crescido MESMO.
– O que vocês estão fazendo ai? É proibido entrar na piscina de roupa saiam logo daí! Com essa chuva ainda vão ser atingidos por um raio. – Ouvi o caseiro gritar de longe e correndo para cá.
– Merda de gente corta-clima. – Resmunguei abraçando Jacky e levantando-a para a borda.
– Senhor Sullivan? Desculpe, mas o senhor vai ter que se retirar agora mesmo. – Ele disse se protegendo com um enorme guarda-sol.
– Tudo bem Valdez, falha minha. – Eu disse sorrindo e me levantando logo em seguida.
Ele nos cumprimentou e acompanhou até a entrada lateral do apartamento, onde pegou toalhas e jogou sobre nossos ombros. Subimos de elevador até o último andar, enfiei a mão no bolso traseiro retirando a chave e percebendo que ali se encontrava também o celular.
– Grande merda. – Falei tirando o aparelho encharcado do bolso.
Abri a porta e puxei Jacky para dentro, ela ficou meio abobada encarando as paredes de vidro que revelavam uma visão descomunal da rua. Sorri e fui até a copa onde o pequeno basculante estava aberto e taquei o celular por ali.
– O que você pensa que está fazendo James? – Ela falou agora voltando para o planeta Terra.
– Eu tenho outro guardado. Acostumei com essa situação. – Dei de ombros. – Vem, você vai precisar de um bom banho quente pra não ficar pior do que já está.
Antes de arrasta-la para o banheiro, percebi que ela escorava o braço por cima da ferida e fazia caretas disfarçadamente.
– Daniel’s, tá tudo bem? – Fui até ela tocando levemente seu ombro.
– É, acho que exagerei um pouco na piscina. – Ela sorriu afastando minha mão. – Nada pessoal, é só que não consigo levantar esse braço.
– Ta tudo bem, foi mal eu sou retardado mesmo. – Baguncei meu cabelo em cima dela fazendo as gotas respingarem em sua face. Rimos e então a levei até meu quarto.
– Espera um pouco, vou arrumar a banheira para você. – Falei deixando ela sentar sobre um pequeno banco de madeira perto do armário de trabalho.
Entrei no banheiro e liguei a jacuzzi com água bem morna. Tirei a camisa gelada e joguei-a no pequeno cesto branco perto dos armários da pia, assim que a banheira encheu desliguei-a deixando apenas que exalasse seu vapor embaçando os vidros. Fui novamente para o quarto e me deparei com Jacky (curiosa como sempre) mexendo em uma de minhas pastas com as partituras rabiscadas.
– Isso é alguma nova música? – Ela estendeu um rascunho mal feito com o nome “Danger Line”
– Não sei, os caras querem algumas ideias para um novo álbum. Começamos agora é muito cedo para afirmar algo. – Tirei os papéis cautelosamente de suas mãos e guardei-os novamente. – Vem, seu banho tá pronto madame. – Pisquei para ela que sorriu revirando os olhos.
Entramos no banheiro e ela olhou envergonhadamente para a enorme banheira, Sorri e abracei-a cuidadosamente depositando um beijo em sua testa.
– Aqui, eu deixei uma toalha nova para você em cima da pia, champô e creme estão ali do lado junto com o sabonete. Desculpa se estiver faltando alguma coisa, mas eu não sei que tipo de frescuras as mulheres usam no banho. – Ela me deu a língua sorrindo e então roubei mais um beijo seu.
– Qualquer coisa pode me chamar. – Falei andando em direção à porta.
– Hum... Jimmy? – Ouvi sua voz soar fraca e receosa atrás de mim.
– Sim?
– Er... Meu braço... Será que você podia... Sabe, me ajudar com isso? – Ela olhou envergonhadamente para a roupa encharcada que desenhava peculiarmente seu corpo. Já falei como seus seios são lindos? Enfim, fiquei surpreso e encarei-a alguns segundos fazendo com que desviasse o olhar impaciente. – Deixa pra lá eu me viro.
– N-não tá tudo bem. – Gargalhei aproximando-me dela. – Será um prazer. – Fiz uma breve reverência ainda sorrindo e depois a trazendo mais para perto.
Pequei-a pela cintura e a sentei na pequena bancada lisa de mármore preto da pia. Nossos olhares se cruzaram atraindo meus lábios para os seus. Nossas respirações se cruzavam e ela roçou seu nariz no meu. Afastei-me um pouco agarrando a barra da blusa e levantando-a vagarosamente até sua cabeça. Assim que a retirei completamente os longos extensos gomos molhados de cabelo caíram delicadamente por seus ombros e pude ver os tão almejados seios. Eram redondos e enxutos, tão claros quanto seu rosto. Percebi que ela ficara um tanto incomodada com toda a minha admiração por eles e então levantei meu olhar para seu rosto novamente.
– Para com isso seu tarado... – Ela riu nervosamente desviando o olhar para o lado.
Sorri e beijei suavemente seu maxilar descendo-a do balcão. Assim que seus pés desnudos tocaram o chão baixei minhas mãos até seu short e desabotoei-os mais rapidamente. Encostei meu corpo no seu passando meus lábios pelo caminho de seu tronco enquanto puxava seu short até o chão. Ela sorriu com as cócegas e então levantei admirando a visão da pequena e rendada calcinha que eu havia escolhido especialmente para ela.
– É pode-se dizer que eu tenho um ótimo gosto para calcinhas. – Ela percebeu meu olhar malicioso e completou:
– Pois é, acho que posso riscar roupa íntima da minha lista de compras e passar para você. – Sorrimos e então puxei-a com mais vontade para perto.
– Realmente, ficou linda em você. Mas ainda prefiro sem ela. – E antes mesmo que ela contestasse puxei o pequeno pedaço de pano preto para baixo deixando Jacky completamente nua.
Ela se virou rapidamente ficando de costas para mim, tive uma visão avantajada de sua silhueta. Essa garota tava pirando com a minha cabeça.
POV Jacky.
Virei-me de costas um tanto aflita, ele me puxou pela cintura de encontro a seu corpo fazendo com que eu sentisse já o volume formado em suas calças. Meu corpo estava quente, na verdade não sei o que deu em mim para vir parar nessa situação. Eu só seu que o quero por completo, desejo fortemente cada pequeno pedaço de seu corpo. Senti seu perfume levemente à medida que ele se aproximava do meu rosto envolvendo minha cintura com seus braços. Nos beijamos assim mesmo, e antes que suas mão chegassem a algum lugar acima da cintura, soltei meu corpo do seu e andei vagarosamente até a banheira. Entrei arrepiando ainda mais quando fui de encontro à agua quente afundando até o ombro. Ele ficou lá, estático com uma cara de bobo sem saber o que fazer.
– Não vem terminar de me ajudar? – Falei segurando o sorriso, porém libertando o dele.
Terminou de tirar as calças e a cueca juntando-se a mim logo em seguida. Estávamos afoitos, não demorei muito eu me debrucei em cima dele encaixando-me entre suas pernas. O membro totalmente enrijecido passava pela minha virilha ainda hesitante, busquei com o braço bom seu pescoço e comecei a morde-lo excitantemente. Alguns gemidos saíram entre sua boca, percebi seus olhos revirarem enquanto começava a acariciar seu pênis com a outra mão que já estava submersa. Estávamos em puro êxtase nada podia tirar-nos desse ilustre transe. Selamos os lábios e movimentamos de acordo com a força do momento. Sua língua dança dentro de minha boca preenchendo todo o espaço em branco, com o tempo acelerei os movimentos da mão levando-o a apertar-me cada vez mais forte. Seus dedos mornos foram de encontro a meus seios novamente apertando-os e contornando os mamilos enrijecidos transbordando-me de prazer. Era incrível a magia de seus movimentos totalmente sincronizados, a outra mão que antes envolvia minha cintura descia até a entrada de minha vagina e sutilmente penetrava seu meio entorpecendo-me cada vez mais. Com a cabeça pressionada a dele fortemente, difícilmente nos separávamos alguns segundos para retomar o ar, porém entre uma dessas paradas ele não retornou ao beijo descendo os lábios pelo meu colo e chegando ao meio dos seios. Com os braços fortes e tatuados entrelaçou minhas pernas e suspendeu-me um pouco acima de seu umbigo para ficar cara a cara com eles chupando-os vagarosamente e mordiscando em lugares estratégicos. Joguei a cabeça para trás totalmente devota a seus atos, o prazer era majestoso e envolvente, meus olhos quase pulavam de órbita. Segurei sua cabeça e pressionei-a contra meu tronco como uma ordem para não parar agora, ele percebera tamanha ênfase que eu dava a suas atitudes e voltou com uma de suas mãos para minha intimidade entranhando-a com seus dedos. Depois de um bom tempo assim ele me inclinou cuidadosamente encostando minhas costas contra o outro lado da banheira e ficando por cima dessa vez. Seu membro era longo e parecia estar em seu ápice, juntamos os lábios novamente e senti-o penetrar lentamente entre minhas pernas. Fui ao delírio, definitivamente éramos um só agora, o movimento iniciava-se sincronizado e mais cauteloso de início, entretanto com o tempo a velocidade aumentava e com isso minhas unhas deslizavam suas costas deixando marcas avermelhadas por onde passavam. Ele desceu a cabeça para meu pescoço trabalhando em minha têmpora, enquanto o prazer de seu pênis preenchia-me interiormente, passei o olhar cauteloso por seus braços analisando todas aquelas magníficas tatuagens que eu já admirara dês de adolescente. O orgasmo veio rápido e súbito, cravei as unhas com toda força na parte de baixo de suas costas enquanto sentia minhas pernas atrofiarem com o prazer profundo espalhado por todo meu corpo. Em poucos segundos senti que Jimmy também atingiu o dele e nossos corpos desmontaram-se sem muita cerimônia, ele ainda forçava os braços para não depositar seu peso em cima de mim. Sua respiração era rápida e ofegante, levantando o rosto de meu pescoço selou nossos lábios mais uma vez e saiu de cima de mim puxando-me mais uma vez para seu colo.
Ficamos assim na água por mais um tempo, ele sentado comigo sobre ele envolta com seus braços e pernas como uma fortaleza enquanto uma de suas mãos acariciava meu cabelo. Levei o olhar para ele e sorri, sendo retribuída na mesma intensidade. Seus lábios tocaram gentilmente minha cabeça antes de seu corpo se retirar cuidadosamente.
– Daniel’s... Eu te amo. – Ele falou segurando meu queixo e depois descendo o polegar até o meio de meus seios. – Tanto quanto nossos coleguinhas aqui.
– Caramba, que tara você tem pelos meus seios! – Revirei os olhos fingindo indignação. Ele riu e me abraçou novamente.
– É porque são seus, se não não teria graça.
– Bobo. – Ri e depois busquei sua boca novamente. – Você é maravilhoso.
Ele estava radiante, e parecia cansado também. Levantou-se e foi até o chuveiro ao lado da banheira começando outro banho. Acabamos de nos lavar e fomos para o quarto onde mal pisei e fui atirada na cama. Nossos corpos se envolveram novamente e um segundo round começou. A penetração agora era mais violenta e não dava espaço para suspiros, assim que terminamos fomos vencidos pelo cansaço e de baixo das cobertas adormeci entre seus braços.
POV Jimmy.
Acordei era um pouco mais de 11h00minh da manhã. Primeiro fiquei atordoado tentando me lembrar da noite anterior e consegui sem muitos esforços. Sim, eu havia transado com a Jacky, e por mais ‘’bobo’’ que isso fosse me deixava bastante feliz. Levantei ainda pelado repassando cada detalhe na cabeça, a primeira fora mais romântica, coisa rara vinda de Jacky, mas já a segunda... Pelo amor de Deus, ela parecia um moedor de cana! E isso é longe de ser ruim. Virei para o lado, porém não encontrei Jacky, apenas seu perfume ainda no colchão morno.
Vesti uma cueca Box preta e calças de moletom cinza, dei uma lavada na cara e sai do quarto procurando pela garota. Me deparei com ela na cozinha vestindo apenas uma de minhas camisas xadrez de verde aberta até o quarto botão e um tanto transparente. Seu cabelo estava preso em um tipo de trança desarrumada que lhe dava um ar casual lindo. Ela percebeu minha presença e olho para mim sorrindo.
– Café? – Esticou a frigideira revelando flocos de ovos mexidos com tiras de bacon.
Sentei no largo balcão de vidro da copa enquanto ela punha tudo em ordem. Logo sentou-se ao meu lado e devoramos sem muitas palavras o delicioso café da manha.
– Como passou a noite, Daniel’s? – Perguntei fingindo de desentendido.
Ela deu de ombros e ainda mastigando respondeu:
– Trepando como um cavalo selvagem, e você Sullivan?
Gargalhei, alto e gostoso. Puxei-a para meus braços evitando a parte dolorida sentando-a em meu colo. Nos beijamos algumas vezes trocando sorrisos, puxei um dos lado da camisa revelando seu corpo totalmente nu por baixo do delicado pano xadrez.
– Assim eu não aguento Daniel’s, tem como você ficar um pouco menos gostosa quando acorda, ou é pedir demais ? – Ela me deu língua endireitando a camisa novamente e descendo para recolher a louça suja.
– Acontece que depois do temporal de ontem a única coisa que realmente secou das minhas roupas foi essa tira de renda aqui. – Ela levantou a barra da blusa que cobria sua bunda revelando a pequena calcinha preta. – Se eu não achasse algo que cobrisse além do meu umbigo seria um problema maior para você.
– Totalmente certa. – Levantei espreguiçando-me no meio da sala.Ouvi o barulho do elevador chegar no meu andar e passos apressados ecoarem pelo corredor. – Por mais que eu adore você andando seminua na minha casa, concordo que precisa de mais algumas roupas. Ainda mais para as visitas.
– Visitas?
Alguém começara a esmurrar a porta ferozmente, se eu não tivesse ouvido o bater do salto agulha no chão juraria que um rinoceronte estava chifrando a entrada.
– JACKY MAJORY FLAMMER, SE VOCÊ NÃO ABRIR A PORRA DESSA PORTA AGORA EU DERRUBO ESSE CARALHO E ENFIO POR TODOS OS BURACOS QUE VOCE AINDA NÃO COSTUROU SUA VADIA!- Acho que esse era o jeito delicado de Lexie para demonstrar preocupação.
– E SE ELA NÃO TE MATAR COM ISSO, EU DOU MEU JEITO! – Ouvi a voz de Cristina. Por essa eu não esperava.
Jacky me olhou apavorada, de repente toda a cor rubrica de suas bochechas desaparecera. Ri sem graça, pelo visto essa seria uma longa tarde.
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