Forgotten

7 First Time


Notas iniciais
Bem, eu sempre achei que "First Time" é um título muito cheio de segundas intenções, mas ok. Não tirem conclusões precipitadas, aqui está o capítulo. :D

O consultório era bonitinho: tinha uma escrivaninha, que eu julguei ser o lugar onde Christa ficava, ar condicionado ligado, cortinas azuis em um tom escuro, uma luz branca não muito forte, chão de madeira e é claro, o divã. Divã, ou prima-dona, ou sofá cama de psicólogo onde os pacientes ficam, ou qualquer outra coisa que você queira chamar o estofado.

- Pode se sentar, do jeito que você se sentir mais a vontade... – disse ela, me tirando do devaneio.

Sentei no divã apoiado em uma almofada. Ela foi para a cadeira da escrivaninha, puxou um bloquinho e caneta e começou.

- Então, Raymond, o que te traz aqui?

- Bem, Christ... é... doutora... ou psicóloga. Como eu devo chama-la?

- Christa tá bom.

- Ótimo, então, pode me chamar de Ray mesmo... Ninguém me chama de Raymond.

- Ok, e então, Ray, o que te traz aqui?

- Alguns acontecimentos que tem me deixado para baixo... Sabe, eu tenho essa banda, o My Chemical Romance, conhece?

- Acho que já ouvi falar. Você ganharam aquele prêmio da MTv não é?

- Isso! Bem, nos temos muitos fãs e tal e ultimamente eles tem escrito essas “fanfics” e é aí que começou o meu problema...

- Por que? Eles escreveram alguma coisa que você não gostou?

- Não exatamente. O problema é isso. Eles não escreveram nada sobre mim e com isso eu comecei a perceber o quanto eu não era tão importante nas coisas em geral. Em relação aos fãs, a banda, meus amigos... Acha que eu to exagerando?

- Não, não é exagero, você só está falando como se sente. É bom desabafar de vez em quando... Continue.

- Gosto muito dos meus amigos, também acho que gostam de mim e me respeitam... Mas eles tem andado cheios de problemas esses dias, não sei direito o que fazer. Também não queria preocupar eles mais ainda com os meus, sabe.

- Entendo.

- E por outro lado, não quero guardar essa insegurança dentro de mim... – respirei fundo.

Ela estava olhando para o bloquinho. Nem tinha reparado, mas ao longo da consulta, Christa já tinha escrito muitas coisas.

- Pelo que eu vi até agora – disse olhando para as anotações que tinha feito até o momento – você está aqui principalmente porque precisava de alguém pra conversar e ajeitar as ideias, não é? Você precisava de alguém para contar seus problemas, antes que pesasse muito dentro de você.

- Sim, exatamente... Nossa, você é vidente?

- Psicóloga. É parecido. Pra falar a verdade, isso foi só um resumo de tudo que você falou.

- Haha, é verdade.

- Bem, Ray, por hoje é só.

- MAS JÁ?

- Haha, pois é... Não se desespere, acho que eu posso te ajudar com seus problemas. Hoje foi só uma avaliação. Amanhã nós conversaremos com mais calma e eu começo a análise pra valer.

- Ok. Obrigado, Christa. – agradeci com um aperto de mão

Ela fechou o consultório, afinal aquele era o último horário e saímos. Descemos no elevador juntos sem dar uma palavra e por fim, ela foi para um lado e eu para o oposto, despedindo-se com um “tchauzinho” de longe.

Entrei no quarto do hotel e encontrei Frank e Mikey jogando Banco Imobiliário. Gerard estava no outro quarto, falando (ou melhor, discutindo) com alguém que parecia Lindsey, pelo telefone.

Notas finais
hohoho e então, pessoas? :3