Notas iniciais
oi gente!! essa é minha primeira fic dramione, espero que aproveitem
imagem do primeiro capítulo: http://weheartit.com/entry/294669968

13 de maio de 2012 — 20h37min — Ministério da Magia.

Hermione Malfoy

O departamento dos aurores do ministério da magia estava praticamente vazio, a não ser por Hermione Malfoy e Harry Potter.

A mesa da auror estava organizada, como sempre, a não ser por dois pergaminhos que tinha recebido naquela tarde das gêmeas que estavam em Hogwarts. Hermione aproveitava seus últimos minutos antes de Draco largar do plantão no St. Mungus para a responder as cartas das filhas.

Enquanto respondia a carta de Cassie, sobre as provas que estavam se aproximando e dando indicações sobre livros que facilitavam os estudos, também tentava pensar em um furo em sua agenda para assistir o jogo de quadribol de Rose.

As suas filhas eram totalmente diferentes, apesar de serem fisicamente iguais. Cassiopéia, apesar de ter o nome de uma constelação igual a Draco e o mesmo cabelo loiro platinado, tinha a personalidade de Hermione. Cassie foi a primeira Malfoy na história a não pertencer a casa das cobras e sim a dos leões. Era extremamente corajosa desde criança e tinha a inteligência e a curiosidade da mãe. Já Rose, tinha a mesma personalidade de Draco, sarcástica e orgulhosa, apesar de muito inteligente e seria a cópia idêntica do pai quando criança, se não tivesse o cabelo ruivo — igual ao da mãe de Hermione.

Decidiu que enviaria as respostas no dia seguinte, pois precisava achar um espaço para ir assistir o jogo da filha, apesar de ficar com o coração na mão toda vez que Rose subia na Firebolt e voava atrás do pomo de ouro. Era uma apanhadora igual o pai fora no passado, enquanto Cassie odiava voar, igual a mãe.

Hermione soltou o cabelo ondulado que estava preso em um coque, pois sabia que Draco gostava quando ele estava solto. Ela riu, enquanto abaixava o volume do cabelo. Levantou-se, alisando a blusa branca social que usava e tirava os pelos da calça preta enquanto se levantava.

— Harry, estou indo — colocou só a cabeça dentro da sala do chefe dos aurores. — Tem certeza que não precisa de nenhuma ajuda?

— Não, Mione, estou ok — Harry sorriu. — Vá encontrar Draco e comemorar essa tradição estranha de vocês.

Hermione riu, pegou o casaco que estava pendurado na sua cadeira e saiu em direção a entrada/saída dos visitantes do ministério. Draco tinha escolhido um restaurante próximo ao ministério, na Londres bruxa para que não precisassem aparatar.

Eles tinham uma tradição. Draco e Hermione começaram a namorar no dia 13 de maio de 1996 e prometeram que não deixariam de se ver e comemorariam o dia todos os anos.

A rua estava vazia e escura, mas ela não sentiu a necessidade de pegar a sua varinha. Conhecia aquela rua muito bem e já tinha feito aquele percurso algumas vezes. Antes que a auror pudesse perceber que alguém estava perto, foi derrubada no chão.

Hermione não costumava andar distraída na rua, era uma auror e sempre estava alerta, mas esta noite permitiu se distrair. Caiu no chão de joelhos e por impulso, apoiou as mãos no chão, sentindo uma leve ardência logo depois. Por questão de reflexo, tirou a varinha do bolso do casaco e virou para olhar no rosto do seu agressor e revidar.

O homem era maior que ela e corpulento. Tinha pele clara, não possuía um fio de cabelo e seus olhos negros estavam distantes, apesar de estar a encarando. Não conhecia aquele homem e pelo que parecia, ele não pertencia ao mundo bruxo — se não, teria sido atacada por um feitiço e não por um empurrão.

— Estupefaça! — gritou o feitiço, mas foi rebatido por um protego silencioso.

O homem avançou e a auror continuava a gritar feitiços ainda caída no chão, que continuavam a ser rebatidos e nenhum atingia o agressor.

O desconhecido agarrou a cabeça de Hermione, puxando seu cabelo com força, fazendo com que ela gemesse de dor e não dando tempo para que ela se preparasse pro que viria a seguir. O punho do homem socou seu rosto e sentiu o sangue escorrendo pelo seu nariz e seus lábios.

— O que você quer de mim?! — Hermione gritou.

Como resposta, recebeu mais alguns socos no rosto. Apesar de estar apanhando e estar sofrendo, a mente de Hermione continuava a trabalhar. Não havia motivos para ela exclusivamente estar sendo atacada. Não estava mais próxima ao ministério, ultimamente não estava envolvida em missões do departamento dos aurores e os crimes tinham diminuído bastante desde a queda definitiva dos comensais da morte e outros grupos que surgiram ao longo do tempo.

Sentia que não faltava muito para perder a consciência e o que conseguia pensar era em sua família. No jantar com Draco, do qual nunca chegaria, das respostas que nunca chegariam para as gêmeas, pelo jogo de quadribol que nunca assistiria... Em um surto de energia, gritou e socou o homem que estava a agredindo.

Mas percebeu que a linha era tênue entre a consciência e a inconsciência. O desconhecido a largou no chão e Hermione sentiu sua cabeça batendo com força no chão duro.

Era como estar em uma realidade alternativa, o tempo estava passando rápido e devagar, tudo ao mesmo tempo. Ouviu o som de um sapato de salto pelo chão, andando lentamente até ela.

No fundo da sua mente, sabia que aquele homem estava apenas sendo usado, mas não sabia por quem. Nem mesmo do mundo bruxo ele era. Tinha percebido no olhar, que estava sob a maldição imperius.

— Draco... — sussurrou o nome do marido, querendo pelo menos se despedir.

A mulher, que usava uma longa capa escura, ajoelhou-se ao seu lado e retirou lentamente o capuz que cobria seu rosto e Hermione finalmente pôde ver quem estava por trás daquilo. Não via aquele rosto há anos.

— Você não sabe por quanto tempo eu esperei por isso, sangue-ruim — e sorriu maliciosa. — A verdadeira dor ainda não começou.

Draco Malfoy.

Sentia seu coração batendo contra suas costelas e o ar faltando aos pulmões enquanto corria pelos corredores do St. Mungus. Desceu as escadas o mais rápido que pôde, para chegar ao terceiro nível subterrâneo da sessão de trauma do hospital.

O dia tinha sido normal. O hospital estava cheio de trouxas que tinham se ferido com algum artefato trouxa enfeitiçado e Malfoy, como chefe do St. Mungus, teve que coordenar uma equipe para cuidar dos casos a partir dos graus de gravidade. Mal teve tempo de mandar uma coruja confirmando o encontro com sua esposa no final da noite.

Era o décimo quarto dia 13 de maio que Draco e Hermione comemoravam. Tinham prometido que nunca deixariam de se ver em nenhum 13 de maio até que a morte os separassem e ele nunca deixaria de cumprir essa promessa.

Assim que o hospital estava sob controle e todos os pacientes estavam sendo cuidados, ele saiu do hospital para encontrar Hermione no restaurante. Sabia que sua esposa se atrasaria, pelo menos por algumas horas, pois sempre se perdia no tempo quando estava no trabalho, então aproveitou para responder as cartas que tinha recebido de Rose e Cassie, de tarde.

As gêmeas e Hermione eram os amores da vida de Draco. Ele tinha sido salvo anos atrás pelo amor que sentia por Hermione e logo após se casarem, as gêmeas nasceram. Rose e Cassie eram diferentes como água e vinho, como grifinória e sonserina, como Draco e Hermione.

Rose tinha ido para a Sonserina como ele e tinha puxado toda a sua personalidade. Ela era ambiciosa, orgulhosa, sarcástica, inteligente e apaixonada por quadribol, tanto que tinha se tornado a apanhadora da casa no segundo ano. Cassie, tinha puxado a Hermione, com sede de aventura, era corajosa desde criança e tinha a mesma paixão por leitura que a mãe. Além da personalidade, só existia mais uma diferença entre as gêmeas: a cor do cabelo. Cassie tinha puxado o tom loiro platinado de Draco, enquanto Rose tinha puxado a mãe de Hermione, com um tom ruivo.

Quando terminou de escrever as cartas, um garçom o informou que uma coruja do ministério tinha deixado uma carta para ele. Provavelmente uma carta de Hermione, falando que se atrasaria um pouco mais. Já estava acostumado com isso.

Mas ao ler o conteúdo da carta, sentiu seu mundo girando e o ar faltando aos seus pulmões. A carta não era de Hermione e sim de Harry Potter, informando que sua esposa tinha sido encontrada em frente ao ministério, ferida e inconsciente. Potter não explicou a extensão dos ferimentos.

Draco aparatou para o beco mais próximo do St mungus. Assim que chegou ao terceiro nível, não percebeu Harry e Ginevra sentados na sala de espera e simplesmente ultrapassou a área que era autorizada apenas pelos médicos.

Tentou abrir a sala de trauma que sua esposa estava e pôde ver que tinham muitos médibruxos, mas estava trancada. Antes que pudesse sacar a varinha e gritar um feitiço para arrombar, Daphne Zabini saiu da sala.

— Draco, você não pode estar aqui! — disse, retirando a máscara que usava.

— Eu preciso saber como ela está! Não me diga o que fazer, Zabini! — tentou entrar novamente na sala, mas a médibruxa se colocou na frente. — Eu sou seu superior. Me. Deixe. Passar. — disse lentamente.

A médibruxa mexeu a cabeça negativamente e em um ato de impulso, o loiro puxou a varinha e apontou para ela. Não se importaria em perder seu cargo, seu emprego e até mesmo ir para Azkaban. Não existia nada que pudesse separá-lo de Hermione.

— Draco, você não é meu chefe agora! — Daphne respondeu. — Você é marido da minha paciente e você mesmo criou a lei, proibindo médibruxos de se envolverem em casos pessoais.

Draco travou a mandíbula e abaixou a varinha.

— Eu preciso saber como ela está. Se ela morrer, eu não...

— Ela não vai morrer na minha sala, Malfoy. Vá para a recepção e eu mandarei uma enfermeira a cada meia-hora para informar o estado dela.

Os três estavam sentados na sala de espera há três horas e como Daphne tinha prometido, de trinta em trinta minutos, uma enfermeira explicava detalhadamente os procedimentos que estavam sendo realizados.

Potter já tinha explicado três vezes o que tinha acontecido. Hermione saiu do ministério por volta das 21h e Harry a encontrou uma hora depois, quando terminou de preparar as rondas do dia seguinte e saiu do ministério pela saída de visitantes. O corpo de Hermione estava meio na calçado e meio na rua, coberto de sangue. Seu rosto estava inchado e sangrando, a blusa branca estava coberta de sangue, o que podia significar outros ferimentos.

A enfermeira tinha contado que Hermione estava com ferimentos internos e externos, que estavam tendo dificuldade para fecha-lo, que ela tinha perdido muito cedo e que estavam repondo. Ainda não sabiam a gravidade dos ferimentos na cabeça.

— Eu vou escrever para Minerva, pedindo para liberar Rose e Cassie — Ginevra disse a Malfoy. — Vou explicar a situação e pedir para que alguém acompanhe elas até aqui.

Draco assentiu, observando a mulher sair da sala. Não estava em condições de escrever para Hogwarts e não tinha palavras para explicar a situação. A sua mente não parava de trabalhar, existiam muitas perguntas que precisavam ser respondidas.

A porta que separava a sala de espera do corredor que ligava a sala de trauma foi aberta e dessa vez, Daphne saiu de lá. Draco levantou-se rapidamente, sentindo seu coração disparar.

— A Sra. Malfoy tinha muitos ferimentos e posso afirmar com absoluta certeza que eles não foram causados por feitiços. Ainda não sabemos a extensão dos danos neurológicos e só podemos saber quando ela acordar. — Respirou fundo antes de dizer a última frase. — Hermione está em coma induzido, Draco e tudo só depende dela agora.

Draco sentou-se na cadeira, colocando a cabeça entre as mãos. Ele estava destruído por dentro, provando de uma dor que nunca tinha provado antes. A única coisa que ele queria era que ela estivesse ali. Hermione sempre tinha sido sua âncora, seu ponto de paz e agora quando ele mais precisava dela, ela não estava.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.