Não sei porque todos estavam olhando para mim com aquele olhar. Eu só estava abraçada ao meu namorado no meio do Shopping. Normal, não é? Seria se ele fosse seu namorado e se você não estivesse vestida de noiva, toda arruinada com o cara que provavelmente era para ser seu padrinho de casamento. TODOS sabiam disso.Claro que sabiam...você seria a Sra Thomas Fletcher...

#Flashback on

E lá estava eu de novo. Era sábado de verão no Brasil. Eu tinha acabado de entrar de férias, e meu pai, havia acabado de receber uma mega proposta de emprego. De novo.

-Hey Angelina, por que essa cara? – meu pai me perguntava em inglês

-Deve ser porque eu não quero me mudar de novo. E para de falar em inglês. Ainda estamos no Brasil. – respondi mau humorada

-Desculpa querida. Eu disse que se você quisesse poderia ficar com a sua mãe. E além do mais, nós vamos para Londres. você sempre quis ir para Londres!

-É papito, mas eu fui para Londres ano passado no meu aniversario. Lá é bem frio! Foi bom, mas somente para passar algumas semanas.

-Vem cá querida. – meu pai disse enquanto entrava quarto adentro e me abraçava — Eu não queria que fosse assim. Mas como eu já disse, você poderia ter ficado com a Rose e ...

-Qual é pai! – eu fui o cortando e me desfazendo do abraço – Eu prefiro ficar longe dos meus amigos e me matar falando inglês do que ficar na mesma casa que a minha mãe. O senhor sabe que eu não estar na mesma casa que a Rose e seu perfeito marido.

-É. Pelo visto seu irmão concorda com você. Então – ele disse levantando da cama e puxando – vamos porque Londres nos espera!

#Flashback off

Então eu senti meu celular vibrar. Era Nathália, minha melhor amiga. Querendo com certeza saber onde eu estava. Mas me desfazer daquele momento com ele não seria fácil. Nada com ele era fácil. Muito menos desfazer um simples abraço...

-Preciso atender. É a Nathy. Ela quer saber onde eu estou e ...

-Não linda. Fica aqui comigo. Não desfaz esse momento. – ele disse com uma calma na voz e me apertando ainda mais

-Danny, você tá me fazendo parecer um Donut’s. Tá me apertando. Eu preciso de ar! – eu tentava falar

-Desculpa Lina. São poucos os momentos em que nos conseguimos ficar assim. E eu...eu não sei qual vai ser nosso destino. Eu não sei qual vai ser meu destino.

-Eu sei. Vamos ficar juntinhos aqui. E depois você vai me levar no Subway porque eu estou morrendo de fome. – disse fazendo uma cara de esfomeada enquanto ele dava uma gostosa gargalhada – Hey. Eu não estou brincando. Tô com muita fome!!

-Engraçado como você consegue fazer piada mesmo em momentos como esses. – de repente sua expressão mudou totalmente – Lina, eu não quero que ele encontre a gente. Eu não quero nunca mais ter que dar satisfação de onde eu estou e com quem estou.

- Credo Jones! Você parece um adolescente rebelde querendo se livrar dos pais malas. – disse e Danny riu – Bobão você sabe que se eu fiz isso, a culpa é minha e não sua. Você só foi meu cúmplice. – Danny riu maliciosamente

- É. Mas, você sabe que cúmplice também cumpre pena. – Danny falou me puxando para seu colo

- No seu caso, sua pena será anos de castigo preso a uma brasileira e um super lanche no subway.

-Acho que posso conviver com isso.

-Que bom. Porque eu tô...- ele nem deixou eu terminar a frase e foi logo me dando um beijo desesperado como se o mundo acabasse amanhã. Eu odeio ter que separar beijos, principalmente os beijos de Danny. Mas eu realmente estava com fome e se aquilo continuasse daquele jeito eu já sabia aonde iria terminar – Danny...eu...realmente estou com fome. – parti o beijo e encostei minha testa da dele observando seu rosto enquanto mantinha seus olhos fechados

-Serio? Estava tão bom.- Danny disse abrindo os belos olhos azuis – Se eu pudesse jamais pararia de te beijar.

-Eu também. E se eu pudesse jamais sentiria fome.

-Você só pensa em comer garota? – ele falou enquanto soltávamos uma gargalhada

-No momento... – fiz uma pausa – sim! – soltamos outra gargalhada enquanto nos levantávamos e andávamos em direção ao Subway.

#Dois meses antes...

- Eu nem acredito que estou voltando! – disse (lê-se gritava) com Dougie no telefone

- Nem a gente Lina! Sabe como Tom está ansioso? Não para de falar sobre isso desde o momento que você falou que estava voltando a exatamente...duas semanas!

- Falando nisso cada o Tom? Eu queria muito falar com ele... – eu disse ficando corada. Ainda bem que telefone não tem visor, senão a essa hora eu já estaria sendo zoada.

- Sinto lhe informar mais seu futuro marido está no estúdio com o Jones fazendo alguma coisa, provavelmente te traindo Lina! – Dougie disso rindo me fazendo gargalhar no outro lado da linha.

- Dougie. Você não presta. Agora desce esta merda de escada e passa o telefone para o meu marido.

- Credo Angelina, cada ano que se passa você vai ficando mais mandona! Ainda bem que quem vai casar com você vai ser o Fletcher. Eu iria pedir logo o di...- senti o Dougie sendo cortado e levando um pedala estalado na nuca. Provavelmente iria deixar uma marca...

- Sai daí anão! Deixa eu falar com a minha mulher. – escutei a voz que tanto queria ouvir

-TOM! Que saudade amor. Você não sabe o quanto eu estou sentindo sua falta!

-Sei sim linda, porque sinto o mesmo!! — ele respondeu e eu pude sentir que ele estava sorrindo mas fomos interrompidos pelo Dougie que estava indignado pelo ato do Tom – Sai pra lá Dougie, eu quero falar com a Lina.

-Tom, vocês vão se casar você vai ter a vida inteira para falar com ela! – Dougie resmungava do outro lado

-Vocês dois parem...deixem de ser egoístas, ainda faltam dois que eu quero muito conversar! Soltem o Telefone e passem para o Judd ou o Jones! – disse num tom de mãe zangada mas ao mesmo tempo estava morrendo de rir com a situação. Eu provavelmente era muito sortuda...quem tem os garotos do McFly se matando para conversar com você?

#Flashback on

Então eu tinha acabado de me mudar...era um lugar totalmente novo, afinal Londres não fica do lado do lado do Rio de Janeiro. Foi uma mudança de habito totalmente radical!

Mas eu não estava nem ai. Me mudei, esqueci a vida fracassada que tinha e me joguei nessa nova vida. Pensava que seria tudo tão difícil, me acostumar com tudo em inglês, com os branquelos da Inglaterra, com a falta da energia brasileira que sempre invadia minha casa no verão.

Porém tudo foi muito fácil...principalmente depois de conhecer meu vizinho e colega de turma...

No dia seguinte eu teria aula, eu nem acreditava nisso, estava de ferias e teria que voltar a estudar!! O bom é que seria basicamente tudo diferente , eu estava no desconhecido, procurando me encaixar na nova cadeia alimentar escolar. Achei melhor para de pensar nessas coisas e pensar em dormir. Teria um longo dia refazendo metade do meu segundo ano. Grande sorte a minha!!

Quando acordei fiz tudo que deveria fazer para ir a escola, inclusive acordar o peste do meu irmão. Nicholas Albert Prado, ou apenas Nick, era mais velho que eu apenas um ano e se achava um rebelde. Seria o namorado perfeito para qualquer patricinha idiota. Tocava guitarra e sempre foi um super companheiro para mim. Ele, por mais que as aparências dissessem o contrario, nunca foi pegador, mas sempre arrasavas corações. Eu nem sei porque eu estou falando do meu irmão. O foco é o meu primeiro dia de aula em Londres...

Enfim, acordei Nick, tomamos café e fomos para escola. A melhor coisa era que não tive que ir de ônibus. Meu irmão já podia dirigir e me carregou para a escola no seu amado e LINDO carro (sim era lindo, um conversível vermelho....). chegamos na escola e eu me senti num daqueles filmes de High school...TUDO era como eu sempre sonhei viver....

Principalmente a parte que as cheeleaders adoram um bad boy. No caso Nick. Aquelas aspirantes a vadias ficavam olhando para o meu irmão que parecia que iria arrancar um pedaço dele. Chegava a dar medo.

-Hey Nick. Eu acho que elas gostaram de você.- ironizei. Meu irmão nunca foi de gostar de paty’s. o negocio dele eram as nerds. Ele dizia que tinham mais conteúdos. Vai entender.

-Há Há Há Lina. Não suporto patys. Não gostava no Brasil, e não vou gostar aqui.

-Credo. Eu que nunca iria querer uma dessas como cunhada. – disse fazendo Nick rir e me abraçar

-Certo. Chegamos. – Nick falava parando em frente a minha sala. – Literatura, Sr. Castle. Ótimo. Primeiro dia e sua aula favorita. Só não vai se enrolar Julieta!

-Aff Nick, e eu tenho tempo para isso? – disse fazendo sinal para ele abaixa – uma vez que era bem mais alto que eu –para poder dar um beijo na sua bochecha – Tchau. A gente se vê na saída! O sinal já tocou. Vai logo senão você vai se atrasar.

-Tchau e se cuida.

Eu entrei na sala, e o professor já estava nela. Sorri discretamente e ele se aproximou todo contente e sorridente.

-Desculpa Sr...-disse olhando no papel – Castle. Eu sou nova e ...

-Que nada. Não se preocupe. Você é a aluna nova? A brasileira?- ele disse me pegando pelo braço e me levando ao tablado.

-Sim. Eu sou

-Ótimo. Ah. Turma? – ele disse sem sucesso falar com a turma. – TURMA!! – ele berrou e os alunos ficaram quietos e olharam para o tablado. – Bom dia jovens aspirantes. Hoje pode parecer mais um dia normal para vocês. Mas para ela – apontou para mim –Não é. Esta é a Srta Angelina Prado. Ela acabou de se mudar do Brasil e será nossa mais nova companheira.

-Legal! Uma gostosa do Brasil! Seja bem vinda querida! – escutei uma voz gritar do fundo da sala.

-Sr Jones, que bom que queira dar boas vindas a Srta Prado. Você vai ajuda-la nessa aula até ela se adaptar. – disse o professor se dirigindo ao aluno — Agora levante, e venha aqui. – o tal menino se levantou. Sabe ele não era feio nem nada. Só mal educado. Ele tinha os olhos azuis e algumas sardinhas e seu uniforme estava no mesmo estado do que o de meu irmão. “Legal. Um Nick me versão Pocket!” foi tudo que consegui pensar. – Seja cavaleiro e leve a Srta até sua carteira.

-Sr Castle não precisa. Eu consigo me virar aqui...- eu estava tentando dizer, mas fui cortada – Viu ela não quer. – o garoto dizia

-Mas eu quero. – o professor insistia

-Mas a garota acabou de dizer que...- ele estava tentando dizer, mas foi minha vez de corta –lo – Agora, eu quero. – só consegui ouvi risadinhas pela sala

-Ótimo. Sr Jones...prossiga por favor...quero começar minha aula.

O garoto me guiou até uma carteira ao lado da sua Depois juntou-a cadeira a minha e colocou fones do seu ipod no ouvido.

-Voce não vai me ajudar? – eu perguntei mas foi em vão. – Hey, eu estou falando com você!- disse retirando um dos seus fones.

-No seu país isso não é falta de educação? Pois aqui é.

-No meu país as pessoas ouvem umas as outras! E eu estava pedindo sua ajuda. Agora nem sei se quero mais...

-Hey...ah...eu...desculpa tá? Eu só estou estressado. Meu nome é Daniel. Daniel Jones. Mas me chama de Danny.

-Ok. Eu acho que estaria também pagando um mico daqueles. Mas tudo bem. Prazer Danny.- eu falei apertando sua mão e acho que...ficando corada? – Me chame de Lina.

#Flashback off