Forever Young
18 Capítulo XVIII: Analise
Notas iniciais
– Vocês estão saindo? — Annabeth Chase perguntou-me, enquanto caminhávamos apressadas pelos corredores da Champions Academy. — Digo, você e Nico.
Estava cansando de me perguntar quando ela entenderia que não tinha eu e Nico. Nós tínhamos saído algumas vezes, conversamos de vez enquanto, eu sentia atração por ele e começava a desenvolver um certo afeto, mas não era nada que quisesse compartilhar. Não agora e não com ela.
Era uma surpresa ver Annabeth no colégio, principalmente conversando comigo e não estando agarrada com Perseu Jackson. Desde que os dois começaram a namorar quase não a via, muito menos deva informações sobre a minha vida pessoal.
Aumentei a velocidade entrando na classe apressada. Quanto mais rápido chegasse ao meu lugar, mais rápido me livraria desses assuntos inconvenientes.
– Não. — disse finalmente, sentando na minha cadeira — Não estou saindo com ele.
Era verdade, em parte.
A loira não pareceu convencida.
– Como assim não está? — indagou sentando na cadeira a minha frente.
– Não estando. — lancei a resposta espertinha enquanto o professor entrava na sala e os alunos terminavam as conversas e faziam silencio, embora Quiron não fosse arrogante e autoritário, todos demonstravam respeito.
Ele colocou seus materiais sobre a mesa e sentou.
Filosofia geralmente era uma aula tranquila, exceto pelos alunos que a faziam junto comigo. Tinha que ouvir as discussões amorosas de Luke Castellan e Quione Snow, os comentários maldosos de Perseu e Grover, piadas sem graça de Travis e Connor Stoll e as respostas espertinhas de Nico Di Ângelo.
Não estava com Nico desde que tinhamos dançado Forever Young de maneira antiquada, eu ter ficado chapada e nós acabarmos nos defloramos no sofá dele.
Isso parecia ter ocorrido a tempos.
Quíron pediu que abríssemos nossos livros e lêssemos um trecho da principal obra de Jean Jacques Rousseau. Revirei os olhos. Realmente achava filosofia interessante, porém estudar os filósofos iluministas por um mês fazia qualquer um desejar ter uma morte rápida e indolor.
– Você mente absurdamente mal, Thalia. — Annabeth virou-se para mim, ficando de costas ao professor e falando furtivamente — Deixamos sua vida sexual para depois. Atena, sim ela ainda não foi embora, me contou o que aconteceu na festa da sua madrasta. Quando decidir se tornar uma rebelde e fazer piercings nas partes intimas me avise.
Lancei lhe um olhar mortal.
Não importava quantos anos de amizade nós tinhamos, ela nunca deixaria de me constranger verbalmente.
– Enfim, como estão as coisas? — resumiu, parecendo sinceramente preocupada.
Suspirei.
Não estavam nada bem. De todas as maldades que Zeus poderia ter feito comigo, ele tinha escolhido a pior de todas.
– Péssimas. Meu pai acredita que minha rebeldia é fruto do meu ciclo social e da humilhação virtual pela qual eu passei. Ele quer que eu faça analise. — a expressão de Annabeth ficou repentinamente séria, um exagero considerando que quem teria que se livrar de um analista era eu — Ele acredita que tenho algum distúrbio mental ou ...
Alguém pigarreou atrás de mim.
Rolei os olhos lentamente. Meu professor de filosofia estava alguns centímetros atrás de mim, perto o suficiente para estar ouvindo a nossa conversa, com o cenho franzido e um sorriso irônico.
– Quer dividir? — ele perguntou cruzando os braços e falando para a classe inteira ouvir, balancei a cabeça em negação — Acredito que ele esteja correto no raciocínio. Analises são ótimas para dividir os dramas adolescentes amorosos e familiares, não a minha aula.
As risadas misturadas eclodiram ao meu redor.
– Exatamente o que eu estava dizendo para ela, professor. — Annabeth, que tinha virado para a frente no momento em que eu notei Quíron, gargalhava tanto quanto o restante da turma — Se ela admitisse os casos amorosos, não precisaria estar tendo essa crise existencial na sua aula.
Fiquei perplexa.
– Traíra. — murmurei.
– Impressão minha ou isso foi uma indireta ao senhor Di Ângelo? — Quiron perguntou em voz alta, fazendo Nico e as pessoas que faziam filosofia comigo voltarem a rir — Porque se for, existe terapia em grupo.
Abaixei a cabeça envergonhada.
Eu não sabia como meu professor estava tão informado sobre a minha vida pessoal, talvez eles se reunissem na sala dos professores para comentar sobre os alunos. Só sabia que era estranho, constrangedor e irritante.
Nico lançou-me um sorriso convencido. Cretino!
– Por favor, agora vamos voltar a atenção a Jean Jacques Rousseau. — Quiron encerrou o assunto, ou quase — Ele não é tão bonito e bem afeiçoado quanto o Senhor Di Ângelo, mas façam um esforço.
Rousseau não tinha o cabelo bagunçado, sorriso sexy e uma pegada de Bad Boy, mas com certeza tinha uma vida social melhor do que a minha.
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– Thalia, tentando espantar o terapeuta? — Jason quis saber, entrando no meu quarto sem ser convidado e se atirando na minha cama.
Jason estava achando divertido assistir o meu fim. O sorriso amplo e branco mostrava todos os trinta e dois dentes e a observação mostrava que ele estava no melhor dos humores, o que eu não compreendia já que ele estava sem namorada.
Atirei a jaqueta mais próxima em sua direção.
– Primeiramente tire seus pés do meu colchão, seu folgado. — resmunguei enquanto passava o máximo possível de delineador ao redor dos olhos — Segundo, não irei a um terapeuta, irei a um analista. E terceiro, porque você está tão sorridente, pensei que a Piper e a Reyna tinham te dado um chute.
Meu irmão suspirou, rindo em seguida.
Durante a festa de casamento do meu pai, as namoradas de Jason tinham tido uma discussão pouco civilizada no escritório e, depois de muita discussão, decidiram que ele é quem era o culpado. Dom Juan de meia tigela, como dissera Reyna.
– Estou aproveitando esse tempo para mim. Ter que levar as duas ao colégio, carregar os livros, gastar meio dinheiro em jantares, transar com as duas estava ficando um pouco cansativo. — disse normalmente, como se estivesse falando com um dos seus amigos elegantes e marombas — Agora posso relaxar. Estou pensando em começar a praticar tênis ou polo, o que acha.
Gargalhei.
O único esporte que Jason praticava era futebol americano.
– Acho melhor sair do meu quarto antes que sobre para você, Jason. Não estou no melhor dos meus dias. — falei empurrando-o para fora.
Tranquei a porta e suspirei.
Faltavam poucos minutos para minha análise, a qual estava sendo obrigada a fazer, mas se tudo desse certo seria minha primeira e última seção. Precisava espantar o analista o mais rápido possível.
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