Forever Young
10 I don't need another heartless misery.
– Seu idiota! – gritou Laura, levantando-se.
– Me desculpe... – o menino tenta se redimir.
– Cara, me diz: como você conseguiu derramar esse suco em mim? Eu estou aqui sentada no banco e aí você chega e derruba! Foi de propósito, não foi? – Laura está furiosa.
Levanto-me e digo:
– Deixa, Laura.
– Não deixo, não! – ela parece estar furiosa – Menino, você é doido?
– Se acalma... Se quiser eu compro outra roupa pra você... – fala o garoto tentando acalmá-la.
Laura não responde.
– Eu só fiz isso porque eu queria ter um pretexto pra falar com você... Eu estava ali lhe observando e lhe achei muito bonita. – explica ele.
– Ah, claro! – fala em tom irônico – É muito normal alguém derramar suco em uma pessoa que você acha bonita, claro! E é um ótimo jeito de causar uma boa impressão!
– Se eu soubesse que você ia ficar assim. Eu não teria feito isso. – fala ele – Me chamo Finn. Você se chama Laura, não é?
– É. – responde ela friamente.
– Laura, vem comigo. Vamos pra minha casa, parece que hoje só tem gente doida nessa praça.
Laura e eu atravessamos a rua e chegamos até minha casa. Empresto uma blusa minha para ela, já que a dela está toda suja de suco.
– Nossa! Esse tal de Finn é muito sem noção. – falo.
– É verdade... Mas, posso te confessar uma coisa, Sophie? – pergunta ela.
– Pode. O quê?
– Eu achei ele muito lindo! – confessa.
– Mas ele parece ser meio infantil...
– Ah, mas deixa. E eu já o perdoei por ter derramado suco em mim. Assim, ele disse que me achou bonita. – explica ela.
– Menina, tu é muito sem noção! Cadê a coerência? Primeiro, tu tá xingando o menino, aí depois tá toda caidinha por ele! – falo confusa.
Ela apenas ri.
Depois de um tempo ela vai pra casa dela e acaba nem me contando o que aconteceu entre ela e o Zayn.
Vou dormir.
Quando acordo são 06h30min da manhã. Não estou nem um pouco afim de ir pro colégio. Porém, me arrumo, tomo café-da-manhã, converso um pouco com meus pais e vou direto para a escola. Quando chego, avisto Niall. Ele está olhando pra mim, mas quando eu começo a encará-lo ele desvia o olhar. Então Louis vem falar comigo:
– Como vai, docinho? – fala ele, me abraçando.
– Docinho? – começo a rir.
– Ei! Me deixa com meus apelidos carinhosos. – fala ele sorrindo – E então, você está melhor?
– Estou. Acho que foi melhor assim. Acho que o Niall nunca gostou de mim, se ele realmente gostasse, ele teria entendido.
– Isso é verdade. – fala Louis – Se fosse eu, teria entendido numa boa, não sou um namorado ciumento.
Apenas sorrio.
O sinal toca e vamos para a sala de aula. Percebo que Mari faltou outra vez. Sento-me e fico a aula toda escrevendo em meu caderno, até que dá a hora do intervalo.
– Ei Laura! – chamo.
– Oi, Sophie! – sorri.
– Olha só quem está ali! – aponto para um garoto de cabelos lisos e castanhos, olhos esverdeados, com uma pele branca, é ele: Finn. Mas o que ele estaria fazendo aqui na nossa escola?
– Ai meu Deus! – fala emocionada – É aquele menino que falou com a gente ontem! Tal de Finn.
– Vai lá falar com ele! – sugiro.
Quando ela está caminhando para falar com ele, Zayn para na frente dela e diz:
– Hum... Tava me procurando, né? – ele sorri.
– É... Claro... – Laura tenta disfarçar.
Zayn a abraça e ela vê Finn encarando-os.
Louis vem até mim e cochicha em meu ouvido:
– Depois preciso falar com você. – logo depois me dá um beijo no rosto. Niall está com Cindy, Liam e Gabi. Ele me olha com rancor. E depois fica encarando uma menina que está passando em sua frente. Admito que fico muito incomodada com essa situação.
O intervalo acaba e vamos para a sala de aula. Dessa vez presto atenção e aprendo muito Geografia.
Quando a aula acaba me despeço de todos meus amigos, menos Niall. Ele está me tratando tão friamente que fico sem graça de ir falar com ele. Tenho medo de ele me ignorar totalmente. Parece que eu estou muito bem, mas a verdade é que eu estou totalmente quebrada por dentro. Dói muito ver o menino que eu gosto todos os dias, e saber que ele não me quer mais... Isso é realmente muito ruim!
Estou indo pra minha casa e noto que estou sendo seguida. Tento andar mais rapidamente, mas a pessoa me alcança. Tomo um susto e acabo dando um soco na boca tal pessoa. E para minha surpresa é Louis.
– Ah meu Deus! – grito – Menino, você é maluco?
– Ai! – ele solta um grito.
– Me desculpa, eu não sabia que era você...
– Você machucou meus lábios! – ele exclama. Mas isso era puro drama. Nem ficou marca nem nada. Eu costumo ser muito fraquinha.
– Me desculpa Louis... – tento me desculpar.
– Tá tudo bem... Mas você vai ter que dar um jeito de me curar. Que tal um beijinho? – fala ele em tom de brincadeira.
– Atrevido! Não vou te beijar. – digo sorrindo. – Mas eu vou cuidar de você. Vamos até minha casa, que vou te ajudar...
Já estava perto de chegar, então chegamos num instante. Abro a porta e vejo minha mãe:
– Oi Sophie! – sorri ela – E Louis!
– Oi senhora Ághata. – fala Louis. – Posso tirar sua filha um instantinho de sua humilde residência?
Minha mãe ri.
– Nossa! Vocês acabam de chegar e já vão sair? Não vão nem almoçar? – pergunta minha mãe ainda rindo. – Podem ir.
Louis e eu saímos de minha casa e vamos para frente dela.
– Você disse que ia cuidar de mim! – ele se queixa.
– E eu vou! – sorrio.
– Como? – ele me puxa pela cintura, deixando meu corpo colado no dele. Seus olhos estão olhando os meus. Mas além de seus olhos, avisto outra coisa: seus lábios. Minha boca começa a ir ao encontro da dele. Finalmente nos beijamos. Um beijo realmente apaixonante. Então ele tira as mãos de minha cintura e posiciona-as em minha nuca. Demoramos uns 25 segundos apenas fazendo isso. E quando acabamos ele pergunta, olhando nos meus olhos:
–Sophie, você aceita namorar comigo?
Não hesito em responder:
– Não, obrigada. Eu não preciso de outro relacionamento miserável.
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