Forever Young
11 I'm broken, do you hear me? II
Notas iniciais
ENJOY IT :D
~LEIAM AS NOTAS INICIAIS POR FAVOR~
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– Tudo vai ficar bem, baixinha, eu prometo! – Sussurrei beijando seus cabelos e sentindo-a suspirar contra meu peito.
Niall’s POV
Em poucos minutos chegamos no aeroporto. Fui sentar-me com ela e, assim que vi os meninos, pedi para Liam comprar as passagens por mim. Um grupo de meninas nos viu com a Carol e então começaram a gritar e pedir fotos e autógrafos, o que chamou a atenção de todos.
– Ah não. Até aqui? – Murmuramos ao mesmo tempo.
Assim que perceberam a confusão formada, os seguranças do aeroporto correram para nos socorrer.
– Aqui está! O vôo é daqui a 40 minutos! É melhor vocês irem fazer o check-in! – Disse Liam nos entregando as passagens, assim que voltou. Estávamos em uma espécie de sala reservada e, escoltados por seguranças, fomos em direção à fila do check-in, para então embarcarmos.
– "Atenção passageiros do vôo 1669 com destino a São Paulo, Brazil, última chamada, favor irem para o portão número 5"
– É o nosso! – Disse olhando para os meninos. – Avisem o Simon e me liguem se precisar... Não sabemos quando iremos voltar... Assim que chegar no Brazil ligo para vocês.
– Me desculpem por isso... Amo vocês! – Disse Carol abraçando-os. – Fica bem, por favor! – Finalizou dando um beijo demorado na bochecha de Louis e vindo para o meu lado. Dei um abraço em cada um e então entramos na sala de embarque. Harry já havia despachado nossas malas, então nem nos preocupamos com isso. Cinco minutos se passaram e entramos no avião. Carol sentou-se ao lado da janela e eu ao seu lado. Colocamos o cinto e abracei-a, aninhando-a em meu peito. Ela estava visivelmente cansada então logo adormeceu em meus braços, enquanto eu acariciava seus macios cabelos. Aconcheguei-me no banco e logo adormeci.
Passei o vôo inteiro dormindo e só acordei quando estávamos pousando.
– Carol... Amor acorde... Nós já chegamos! – Sussurrei em seu ouvido, acordando-a.
Ela levantou seu rosto, espreguiçou-se e coçou seus olhos antes de levantar-se para sairmos do avião. Olhei em meu relógio que marcava quatro horas da madrugada. Assim que saímos do avião, fomos em direção à esteira para pegarmos nossas malas. Antes de sairmos do aeroporto, coloquei o capuz do meu moletom e o óculos de sol, apesar de ser madrugada, para não ser reconhecido. Fomos para fora e encontramos um táxi vazio. Entramos no mesmo e, em português, Carol passou o endereço de sua casa. Fomos o caminho inteiro em silêncio, quando decidi quebra-lo
– Como você está? – Perguntei em inglês, claro, sentindo o taxista me olhar pelo espelho.
– Cansada, preocupada... – Respondeu olhando em meus olhos. Dei um selinho nela e, quando vi, ela estava pagando o taxista. Saí do táxi e peguei nossas malas enquanto ela mexia em sua bolsa e ia em direção à porta da casa. De sua bolsa ela tirou uma chave a qual usou para abrir a porta. Entrei em sua frente por causa das malas e assim que o fiz, ela fechou a porta atrás de mim, trancando-a e suspirando. Ela tirou sua blusa de frio e jogou-a em cima da mesa de centro. Como estava com calor, fiz o mesmo. Ela me guiou escadas acima e chegamos a seu quarto. Coloquei as malas em um canto, ao lado da mesa e sentei em sua cama. Peguei em sua cintura, puxando-a para mim, fazendo-a ficar entre minhas pernas e apoiar seus braços em meus ombros. Encostei meus lábios nos dela carinhosa e demoradamente. Ela aprofundou o beijo, acariciando minha nuca e suspirando quando descolei nossas bocas para beijar seu queixo. Rapidamente voltei a encostar nossas bocas uma na outra e abracei-a sem interromper o beijo.
Ela suspirou como protesto quando descolei novamente nossas bocas. Deitei na cama e puxei-a para cima de mim. Ela apoiou suas mãos em meu peito e deixou sua cabeça na curva de meu pescoço.
– Carol? – Perguntei, sussurrando em seu ouvido e beijando seus cabelos.
– Diga... – Respondeu-me, sonolenta
– Eu... Te amo! – Disse sorrindo. Ela levantou seu rosto e olhou-me com um sorriso enorme em seus lábios.
– Eu te amo muito mais. – Respondeu encostando levemente seus lábios sobre os meus, novamente, e então voltou para a posição que estava e logo adormeceu. Encostei minha cabeça no travesseiro e, como estava cansado da viagem, adormeci fácil e rapidamente.
Acordamos exatamente as duas horas da tarde. Carol foi ao banheiro se arrumar ( http://www.polyvore.com/back_to_brazil_im_broken/set?id=50477724&lid=1529262 ) e, assim que saiu, eu entrei. Descemos as escadas e fomos para a cozinha, onde ela achou um bilhete de sua mãe, em cima da mesa, e o traduziu para mim.
“Bom dia filha! Presumi que tenha chegado tarde, então resolvi não acordar-te. Fui ao seu quarto e vi que você estava com um menino... Não consegui ver seu rosto, quem é ele? Bom... Estou no hospital... Não tive tempo para fazer-lhe sua comida, desculpe! O horário de visitas da UTI vai até as 21 horas! Estou esperando-lhe! Beijos, mamãe.”
– Vou fazer nosso almoço... – Disse-me, mexendo nos armários e pegando algumas panelas assim que terminou de ler o bilhete.
– Não amor! Só me diz onde estão as coisas e eu faço! Você precisa descansar! – Disse beijando sua testa.
Ela mostrou-me os lugares onde estavam os temperos e outras coisas que eu iria precisar e resolvi fazer algo simples: macarrão ao molho branco. Não demorei muito para terminar, e quando vi, Carol havia arrumado a mesa para nós dois. Peguei uma Coca-Cola na geladeira e dois copos. Servi o macarrão e o refrigerante para nós dois e então começamos a comer. O tempo todo em silêncio. Eu entendia o que ela estava passando e sei que ela não quer e não tem muito o que falar, então resolvi respeitá-la. Assim que terminamos, ela resolveu que iria lavar os pratos e então iríamos para o hospital. Enquanto ela lavava a louça, resolvi ir me arrumar, afinal estava só de calça e meias. Coloquei uma roupa ( http://cdn02.cdn.justjaredjr.com/wp-content/uploads/pictures/2012/05/niall-liam/niall-horan-liam-payne-ed-sheeran-05.jpg ) e escovei meus dentes. Carol apareceu no banheiro e começou a escovar seus dentes também. Assim que terminamos ela pegou sua bolsa e as chaves de casa e, assim que saímos de casa, havia um táxi na frente da porta de entrada. Entramos no táxi e fomos em direção do hospital. Estava de mãos dadas com ela, e, com meu polegar, acariciava sua mão. Assim que chegamos ao hospital, vimos uma mulher vir em nossa direção. Provavelmente era sua mãe. Elas trocaram algumas palavras em português e então Carol nos apresentou.
– Niall, essa é minha mãe. – Disse já em inglês. – Mãe, esse é o Niall, meu, hm...
– Namorado... – Completei por ela, vendo-a sorrir para mim. – Prazer em conhecê-la, senhora! – Disse abraçando-a.
– O prazer é todo meu, Niall! Espera... Eu te conheço de algum lugar... – Disse olhando para mim.
– Então mãe... – Enrolou Carol, olhando para mim como se perguntasse se podia contar. Assenti com a cabeça. – Sabe aquela banda que eu gosto? One direction? Ele é o Niall Horan, um dos integrantes dessa banda. Desculpe não ter te contado antes.
Sua mãe sorriu, assim que ouviu o que ela havia dito, como se aprovasse. Dei um sorriso tímido e então entramos na UTI, onde o pai da Carol se encontrava.
Carol’s POV
Assim que entramos no quarto, agarrei o braço de Niall, tentando não desabar na frente deles. Meu pai estava deitado na cama, ligado a vários tubos e aparelhos, ele estava pálido e sua feição era serena. Cheguei mais perto ainda dele, sem soltar minha mão de Niall. Toquei seu rosto e permiti que minhas lágrimas caíssem. Não aguentava mais segurá-las.
– Pai... – Disse sussurrando. – Não sei se você pode me ouvir, mas... Eu te amo... Eu te amo demais, pai. Você vai sair dessa, eu prometo. Você é forte, sempre foi. Eu... Fica bem tá? Desculpe-me por ter aceitado sua proposta e ter viajado com você assim... Desculpe-me por ter te deixado quando você mais precisava. – Sussurrei e dei um beijo em sua testa. Olhei bem para ele, com medo de ser a última vez e o vi tentar mexer sua boca, fracassando. Segundos depois, senti seu braço se mexer. Ele me ouvia, eu sabia disso. Ele queria me responder. Dei um pequeno sorriso, em meio às lágrimas e ouvi um barulho. Era a máquina que mostrava seus batimentos cardíacos. Um barulho ensurdecedor pela sala, um apito irritante e constante. Meu pai havia partido. Comecei a chorar desesperadamente. Niall me apertou em um abraço e médicos entraram correndo pela sala, nos expulsando. Eu não queria ir e relutava contra Niall que tentava me tirar da sala.
– Não! Pai! Pai, não me deixa! Pai, volta! – Gritei tentando correr até a maca, fracassando, pois Niall era forte e conseguia me segurar. Ele, então, me pegou no colo e me levou para a sala de esperas. Eu já não tinha mais forças para lutar. Abracei seu pescoço e comecei a chorar mais ainda e a soluçar. Minha mãe estava sentada em um pequeno sofá que havia lá, também chorando. Soltei-me de Niall e fui até ela. Abracei-a e, juntas, ficamos minutos chorando, até um médico sair do quarto em que meu pai se encontrava, tirando sua máscara e suas luvas. Niall veio para o meu lado e segurou fortemente minhas mãos.
– Sinto muito... Ele... Não sobreviveu... – Assim que ele disse isso, senti minhas pernas bambas e cai de joelhos no chão. Niall se agachou ao meu lado e me abraçou, sussurrando palavras reconfortantes em meu ouvido. Mas eu não conseguia ouvi-lo. Eu não conseguia ouvir ou ao menos ver alguma coisa. Só conseguia lembrar-me de todos os meus momentos com ele. E agora... Ele se foi... Ele me deixou...
Uma enfermeira chegou com calmantes. Deu um para minha mãe e outro para mim. Tomei-o e Niall resolveu me levar para casa. Havia vários paparazzi na frente do hospital, de algum jeito eles acabariam descobrindo que Niall estava no Brasil, e foi o que aconteceu. Os seguranças conseguiram nos ajudar, mas eu estava fraca e chorando muito, então Niall pegou-me no colo, levando-me em direção a um táxi que já nos esperava. Trêmula e quase sem voz, passei o endereço ao motorista. Durante todo o trajeto, a única coisa que se ouvia eram meus soluços. Niall tirou o dinheiro de minha carteira e pagou o taxista, me pegou no colo de novo e entramos em casa.
– Carol... Eu... Sinto muito... De verdade... – Disse, sentando-se, comigo em seu colo, no sofá.
Seu celular tocou e ele olhou para mim.
– São os meninos... Preciso atender, eles estão preocupados com você... Já volto meu anjo... – Beijou minha testa, atendeu o telefone e foi para o quintal.
Peguei a almofada e abracei-a chorando. Senti o calmante começar a fazer efeito e acabei adormecendo, no sofá.
Algumas horas se passaram e acordei, em meu quarto, com Niall fazendo carinho em meu rosto e me olhando com a feição preocupada.
– Como você está?
– Mal... – Respondi, sentindo meus olhos marejarem. – Quanto tempo dormi?
– Várias horas... Você dormiu ontem e agora são dez da manhã... Sua mãe passou aqui para avisar que o funeral será as onze... Melhor você se trocar para não pegarmos trânsito... Ela deixou seu carro para eu dirigir e um GPS... – Disse beijando minha bochecha. Levantei-me da cama e fui tomar um banho rápido. Assim que saí, me troquei (http://www.polyvore.com/funeral_im_broken_do_you/set?id=50482224&lid=1529262 ) e encontrei Niall já vestido (http://migre.me/9oU25 ). Ele pegou em minha mão e fomos para a garagem, onde o carro de minha mãe estava estacionado. Fomos em direção ao cemitério onde seria o funeral, em silêncio, e em poucos minutos chegamos. Niall saiu do carro e abriu a porta para mim. Assim que saí, ele abraçou-me de lado e finalmente entramos no cemitério. Havia muitas pessoas... Meu pai era muito querido e aonde ia fazia amigos... Todos estavam tristes e muitos chorando, principalmente minha família. Eu não conseguia falar nada e muito menos olhar para as pessoas que me encaravam como quem sente pena de alguém... Odeio que sintam pena de mim, mas eu estava realmente acabada. Continuamos a andar e então chegamos até onde o caixão se encontrava. E lá estava ele... Calmo, sereno... Parecia estar dormindo, se não fosse por sua pele extremamente pálida e gélida, e por seus lábios já arroxeados. Ele estava lindo como sempre e usava seu terno favorito. A sua volta haviam flores de variados tipos e cores. Não aguentei ver isso e já começava a chorar desesperadamente. Escondi meu rosto no peito de Niall, que me abraçava fortemente. Ficamos uns quinze minutos assim e meu choro não cessava, então Niall me puxou para andarmos pelo cemitério.
– Olha Carol, eu sei que nada nesse mundo vai tirar a dor que você tá sentindo, mas acredite, seu pai está em um lugar melhor agora e cuidando de você. Ele não quer vê-la chorando, ele quer vê-la sorrindo. Então por mais que seja difícil, tenta... Por mim, por ele e por sua família... – Disse Niall olhando em meus olhos e em seguida me beijando. Assim que nos separamos ele completou. – Sei que esse não é o momento certo, mas tenho uma surpresa para você.
Niall me puxou até a porta do cemitério onde encontrei os meninos (http://onedirectionbr.com/wp-content/uploads/2012/02/dancingonice12.bmp ) e vários paparazzi atrás, infelizmente.
– O que estão fazendo aqui? Deviam estar em Londres! – Perguntei, ainda chorando.
Eles não disseram nada, apenas me abraçaram fortemente, todos juntos, fazendo-me chorar mais e mais.
– Vem... Vamos voltar para lá... Daqui a pouco ele vai ser enterrado... – Disse Louis, pegando em minha mão livre, já que Niall segurava a outra. Voltamos para o lugar em que todos estavam e, assim que viram com quem eu estava, arregalaram os olhos. Principalmente minhas primas que eram fãs deles. Ignorei todos e fui em direção ao caixão e Louis estava certo. O padre já havia ido embora e logo iriam enterrá-lo.
– Filha... Você quer dizer algo? – Perguntou minha mãe, chorando. Assenti com a cabeça e cheguei mais perto de meu pai.
– Pai... Não acredito que você me deixou... – Funguei. – Lembra-se daquela promessa que me fez? Que iria viver por mais que cem anos? – Disse dando uma pequena risada, lembrando-me de quando era pequena. – Porque não a cumpriu pai? – Senti mais lágrimas escorrerem. – Porque não está aqui pai? Porque me deixou? Queria que você me acordasse dizendo que tudo isso é apenas um pesadelo, como você sempre fez quando eu era pequena. Pai... Meu herói... Você se foi há tão pouco tempo, mas já parece uma eternidade... Isso está mesmo acontecendo? – Dei uma pausa, as lágrimas e os soluços não me deixavam continuar. Tomei fôlego e consegui. — Achei que você iria sair dessa. Você sempre foi forte... É muito tarde para eu dizer que te amo muito e ainda não acredito que isso aconteceu? Queria poder ver seu rosto com vida de novo... Seu sorriso... Você era a minha força, minha inspiração, meu herói. Você era o motivo de eu acordar todas as manhãs. Eu te amo mais do que tudo. Aliás, você étudo para mim. “I'm broken, do you hear me? I'm blinded cuz you are everything I see... It just won't feel right cuz I can love you more than this! If I'm louder, would you see me?” – Não consegui dizer mais nada e então os meninos me abraçaram em conjunto enquanto eu chorava em seus ombros.
Notas finais
ESPERO QUE TENHAM GOSTADOOO! DEIXEM COMENTÁRIOS NO MEU TWITTER DIZENDO O QUE ACHARAM, TAMBÉM @CAROLMIZIIARA! :D XX
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