Forever With You
3 Capítulo 3.
Notas iniciais
Eu permaneci com a cabeça baixa, mas eu senti como se agora eu não estava mais sozinha.
– Oi! – o garoto veio até a mim, ele tinha o sorriso bonito e me lembrou ao Leonardo, mas tinha feições diferentes.
– Ah… Oi! – e de novo eu forcei um sorriso, mas dessa vez foi mais fácil, o sorriso dele me fez sorrir.
– Você tá bem? Quer algo?
– Eu? To sim, por quê?
– Nada, vi que tava me encarando, gostou da minha beleza? – ele riu e ao mesmo tirou uma caixinha de cigarro do bolso, colocou um na boca e acendeu com seu isqueiro.
– Beleza? Não é que… É que você tava falando alto e é isso… Só.
– Então eu sou feio? – ele riu novamente. – É que eu tava falando com um parente distante e a ligação tava ruim. Quer um cigarro?
– Não, não é isso… Ã, bom, eu não… – eu não tava meio lenta para conversar, mas senti certa vontade de pegar o cigarro, mesmo não fumando, então aceitei. – Claro! Por que não?
– Achei que não ia aceitar porque não fumava. – ele colocou seu cigarro na boca enquanto pegava um para mim, até que eu fiquei segurando ele entre os dedos.
– Eu fumo sim, acende isso aí. – sem querer me “empolguei”.
– Que decidida. – ele abriu aquele sorriso de novo, mas o encerrou rapidamente.
Eu coloquei meu cigarro na boca na hora que ele foi acender, depois eu fiquei com ele entre os dedos pra tentar tomar coragem para fumar. Eu sorri sem graça para ele. Agora com toda a sinceridade, eu não era fumante, então coloquei a ponta na boca, puxei o ar, então senti a fumaça no meu pulmão, aquilo me fez mal, eu tossi forte e saiu toda a fumaça, continuei tossindo, joguei o cigarro no chão, senti o garoto por as mãos na minha cintura, como se estivesse me envolvendo.
– Ei, ei, ei! Você mentiu pra mim? – ele tinha jogado o cigarro fora também, e ainda me envolvia com os braços.
– Me desculpa! – eu tava quase chorando, lembrei-me de Leonardo e assim o sofrimento veio.
– Calma, não to chateado – ele me abraçou e meu rosto colou em seu abdômen, era tão quente, na verdade era um gostoso, minha malicia tinha voltada, tava me segurando para não beija-lo. – Você tá bem?
– Ah to sim. – Droga, acabou com o nosso momento, e sem eu perceber ele fez com que minha tosse passasse.
– Tá afim de sair daqui? – ele fez uma cara estranha e engraçada, e falou se afastando.
– Não sei se seria bom.
– Vamos, cara! São duas horas e pouca, estamos aqui for, não vou voltar sem você, ficar sozinha dever ser chato.
– Eu to acostumada a ficar sozinha.
– Para com isso e vamos logo, eu tenho um carro. – ele riu tirando as chaves do bolso e rodando no dedo.
– Ah, vamos então. – eu levantei para acompanha-lo, ele colocou a mão na minha cintura e foi me guiando até o carro. O carro dele era um volve branco, bem bonito, logo imaginei que ele era um filhinho de papai, então ele abriu o carro e soltou minha cintura, entramos e logo ele ligou dando partida.
– Quer ir aonde? –indagou.
– Qualquer lugar. – eu ri baixo.
Ele disparou com o carro, ligou o radio e tocava Beatles, ficamos em silencia por um bom tempo, até que ele parou no sinal.
– Qual é o seu nome?
– Kath e o seu?
– Harry. – ele deu um sorriso lindo de canto.
– Depois de anos. – eu ri e ele também, então nossos risos se misturaram.
Nosso silêncio apareceu, demoramos meia hora para chegar no local, era um prédio, ele estacionou na garagem.
– Chegamos, gatinha! – ele saiu do carro e eu fui tirando o cinto, ele abriu a porta pra mim, escutei o barulho do carro fechando, ele me guiou novamente com a mão na minha cintura, a porta se abriu e entramos. – Bem- vinda ao meu apartamento! – ele trancou a porta e ligou as luzes, era bem bonito e grande.
– Seu apartamento? Você mora sozinho? – pareci meio curiosa, mas eu precisava saber.
– É meu sim, mas moro com meus pais, venho para cá quando chego tarde ou quando brigo com meus velhos. – Harry jogou a chave na mesa e abriu uma geladeira pequena, que era só de bebidas.
– Ah sim! – fiquei observando, depois aproveitei e mandei uma mensagem pra Brit, “não estou na balada, amanhã eu te ligo, divirta-se ai amiga, beijos!”
– Vinho, champagne, vodka ou tequila? – disse ele observando duas garrafas em mãos e mais duas que colocou na mesa. – E não tem refrigerante. – ele completou rindo.
– Como não? – dei uma risada também. – Tequila ou vodka, você que sabe.
– Então iremos a tequila, minha Kath! – ele pegou dois copos pequenos e colocou uma dose e foi assim que ficamos a madrugada toda.
Rimos, brincamos e trocamos informações, conheci a casa, linda e grande, bebemos, bebemos muito e já eram quatro e pouca da manhã, eu tava tonta e feliz.
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