Notas iniciais
Boa noite, meu povo que come pão com ovo! ~encarnando Camila Pipoka~ Td bem aí? Aqui estamos com o segundo capítulo dessa fic amorzinho! *U* Espero que possam surtar mt de fofura e rir um bocado tmb, pq é isso queremos aqui. ♥ Boa leitura! ;) ~Marimachan ~♥~♥~ Saudações, humanos! (Eu já tô ficando sem idéia pro q falar aqui, meu cérebro é limitado) Bem, espero q gostem do capítulo, e blá blá blá, e HJ É DIA DE FOFURA E COMÉDIA MEU POVO! Apreciem sem moderação! ~Ginko

A curta corrida até o homem, que finalmente liberto se encontrava de pé, fora veloz e imediata.

Assim que viu a reação das crianças e do próprio mestre, Umibozu não teve mais dúvidas de que aquele era realmente Yoshida Shouyou e imediatamente desprendeu as amarras e correntes, deixando-o livre. No mesmo instante em que a ficha de que aquele era seu mestre caiu, Takasugi, Katsura e Oboro correram em sua direção, abraçando-o e quase o derrubando no chão, o que o fez rir e se ajoelhar para receber melhor o gesto. Obviamente, por mais que tentassem impedir, as lágrimas desciam constantes e abundantes, numa mescla de felicidade e alívio. Ainda era difícil acreditar que o Mestre deles estava realmente ali, mas simplesmente não podiam aceitar a ideia de aquilo fosse um sonho estranho.

Com seus olhos lacrimejando, Nobume também caminhava em direção aos quatro, hesitante por conta de sua timidez, mas desejando mais que qualquer outra coisa abraçá-lo, como nunca tivera oportunidade de fazer, já que sempre estavam separados por uma cela.

Shouyou, por sua vez, com um sorriso doce e gentil, convidou-a silenciosamente a se juntar ao abraço em grupo, fazendo-a acatar imediatamente, largando toda a hesitação de lado. E assim que se juntara a eles, percebeu que jamais se arrependeria daquilo. Aquele, sem dúvidas, era o abraço mais terno e aconchegante que um dia imaginara receber.

O quinto discípulo, entretanto, permanecia afastado, observando a cena em silêncio, ainda processando a informação, embora uma felicidade e um alívio sem tamanho o preenchessem gradualmente. O fato curioso, observavam os espectadores, era que mesmo vendo o garoto afastado, Shouyou não o chamara, como fizera com Nobume.

― Devo confessar que isso é bastante nostálgico. – sorriu ao soltar os quatro, observando-os atentamente. ― Não achei que algum dia voltaria a vê-los assim. – concluiu com ternura.

― Nós achamos que nunca mais te veríamos. – fungou Katsura, enxugando o rosto, assim como os outros, que concordaram em um aceno com a cabeça.

― Pra falar a verdade, eu também não. – concordou um pouco mais sério com afirmação sombria. Logo voltou a sorrir como de costume, entretanto. ― Mas estou aqui, não é?

― Hum! – concordaram juntos, ainda enxugando os pequenos olhos, recebendo, cada um, um afago rápido nos cabelos pelas mãos do professor.

Shouyou se levantou novamente e só então encarou o pequeno de cabelos prateados, mais afastado. Esse devolveu o olhar, embora continuasse a não se pronunciar. O silêncio e o contato entre os olhares só fora cortado pelo mais velho, alguns instantes depois.

― Seu cabelo continua tão bagunçado quanto naquela época. – comentou se aproximando, fazendo uma veia saltar na testa do mais novo.

― Isso é a primeira coisa que você me fala depois de todos esses anos?! – irritou-se, fazendo o mestre rir. ― Não ria da minha cara, seu maldito! Meu cabelo é a vida desse mangá! Sem ele nada faria sentido! E PARE DE RIR.

― Desculpe. – pediu enquanto ainda tentava cessar as risadas, sem êxito, contudo.

― E-então... Você é mesmo o mestre do Gin-san e dos outros? – finalmente Shinpachi se pronunciou, fazendo a pergunta da qual a resposta todos queriam confirmação.

Shouyou sorriu gentil.

― Sim. Sou Yoshida Shouyou e acredito que posso dizer que sou o mestre desses cinco bons-em-nada. – apontou num gesto com as mãos as crianças, que agora estavam próximas de si. ― É um prazer conhecê-los. – concluiu educadamente.

― E como vamos ter certeza? – desconfiou Kagura, tendo o apoio de outros.

― É ele. – Takasugi, porém, fora quem respondera antes do mais velho se pronunciar, seguido de Katsura.

― Impossível este homem ser outro que não o nosso mestre. – sorriu, transmitindo a certeza a todos, os quais finalmente sentiram que podiam baixar a guarda. Shouyou voltou a sorrir, agora agradecido, e então passou a observar novamente os cinco com atenção, parecia avaliá-los. Eles devolveram o olhar, indagadores, mas a resposta que tiveram os pegou de surpresa.

O braços firmes, embora ternos, do professor voltaram a circundá-los, apertando-os com força e animação.

― Céus! Vocês estão tão fofos! – pronunciou enquanto os apertava e esfregava a bochecha no topo da cabeça de cada um.

― Sensei! – Oboro o chamou, quase sem ar, mas ainda assim começando a rir.

― Você está nos esmagando, seu desequilibrado! – Gintoki gritou exasperado, enquanto os outros quatro riam das atitudes nada convencionais do mestre.

As risadas gostosas e Gintoki se debatendo, entretanto, faziam seu coração pulsar veloz e com força. Ele jamais poderia mensurar o tamanho da alegria que o tomava ao poder sentir todos aqueles sentimentos maravilhosos que aqueles pequenos seres-humanos sempre lhe proporcionaram.

Realmente, ele não poderia estar mais feliz por estar de volta. Porque, sem dúvidas, eram seus queridos samurais que faziam valer a pena aquela vida sem fim.

(…)

Agora que já estavam mais calmos e começando a absorver as novidades da manhã, se encontravam todos reunidos no amplo cômodo, espalhados em volta da grande mesa principal e nos cantos do salão, fazendo o desjejum. Curiosamente, as pessoas pareciam muito interessadas em conversarem com ele, o que talvez nem deveria o surpreender tanto, considerando que era uma pessoa repleta de fatos curiosos e, agora, o único que estava disposto a revelar todas as situações constrangedoras ou não que pais e mães adoravam revelar de seus filhos. Ao mesmo tempo em que conversavam sobre tudo, o tema principal da maior parte das conversas, era os cinco samurais que agora haviam voltado à infância. Suas manias, suas travessuras e seus segredos infantis.

As crianças não estavam nada satisfeitas com isso, mas não podiam fazer muita coisa, já que eram calados imediatamente pelos que os cercavam e que queriam a todo custo ter motivos para sacaneá-los quando voltassem ao normal. O mestre, por sua vez, claramente se divertia com a situação, até se lembrar de algo que se esquecera de perguntar.

― Só um momento. – pediu à Kondou, que iniciava mais uma conversa animada sobre discípulos terríveis, o que aliás ele tinha em comum com o homem recém-ressuscitado. ― Crianças. – chamou, virando-se para o lado direito, onde Katsura e Takasugi discutiam vorazmente pelo último pedaço de bolo na bandeja e Nobume e Oboro observavam sem saber se deveriam interromper a briga ou não. Gintoki estava encostado no batente da porta próxima, cochilando.

Oboro e Nobume responderam ao chamado, olhando em direção ao professor. Shinsuke e Kotarou, entretanto, permaneciam concentrados em xingarem um ao outro. A briga só foi interrompida quando, sorrindo serenamente, Shouyou se ajoelhou, ficando assim mais próximo dos dois, e puxou-os do chão pela gola da camisa – porque sim, eles já começavam a se atracar –, obrigando-os a sentarem, surpresos pela interrupção, e os punindo com dois de seus cascudos ocasionais.

― Vocês realmente voltaram a ter oito anos. – comentou vagamente, enquanto se sentava mais uma vez, ainda com a expressão serena no rosto.

― O que quer dizer com isso, sensei? – questionou o de olhos verdes, enquanto esfregava o galo consideravelmente grande em sua cabeça com o outro ao seu lado fazendo o mesmo.

― Já é a quinta vez que vocês brigam só na última hora. Enquanto Takasugi e Gintoki sequer se encararam mortiferamente. – explicou sua linha de pensamento, fazendo com que os dois pequenos parassem pensativos na afirmação, constatando que realmente era a verdade. ― Além disso, algumas das manias de vocês parecem ter voltado.

― Então você está dizendo que não só voltamos a ser crianças na forma física, mas também na idade mental, ideias, pensamentos, comportamento... tudo? – oboro fora o primeiro a se exasperar.

― É o que parece.

― E como vamos voltar ao normal?! – Takasugi foi o segundo.

― Bem, pra isso preciso que me contem o que aconteceu. – pediu. ― Aliás, foi para isso mesmo que os chamei. Para que me contassem o que os fez voltarem a ser crianças.

― Tudo culpa do Zura, por ter chamando aquela doida estranha de ch**po. – a voz arrastada do mini yorozuya ecoou, chamando a atenção de todos.

Gintoki havia acordado e agora se encaminhava para sentar-se ao lado dos outros quatro e explicar a história ao mais velho.

― Não coloque toda a culpa em mim! Fomos nós três! – exclamou irritado. ― Bêbados. – diminuiu o tom de voz, envergonhado por admitir aquilo em frente ao seu mestre.

― Não me meta nisso. – se pronunciou Shinsuke. ― Eu não me lembro de ter feito nada com mulher alguma.

― Você sequer se lembra de qualquer coisa! – acusou Katsura.

― Você nunca lembra de nada quando bebe, idiota. – completou o de cabelos prateados para o mais baixo. ― Você foi o que mais a irritou e ainda saiu dizendo que iria destruir o mundo dela ou qualquer merda assim. – lembrou desinteressado, enquanto enfiava o mindinho em uma das narinas.

― Eu não fiz isso. – afirmou o de cabelos escuros curtos, mais para convencer a si mesmo do que os outros.

― Sim, você fez. – repetiram os quatro juntos.

― Tudo bem! Podem me matar agora. Eu deixo. – se jogou de bruços no chão, preparado para ser decapitado por um de seus companheiros.

Se ele sobrevivesse àquela situação, nunca mais iria beber.

― Posso mesmo? – se animou Gintoki, já se levantando e tomando sua espada em mãos. ― Posso mesmo finalmente te matar? – se aproximou já desembainhando a arma e se aproximando do companheiro, com a expressão mais maníaca e animada que pudesse expressar naquele dia.

Foi impedido pelos braços firmes de seu mestre, porém, que o agarrou pela parte baixa do abdômen, o puxando e fazendo-o cair sentado no espaço entre suas pernas cruzadas em posição de lótus.

― Não, não pode. – continuou segurando-o, só por precaução, enquanto o mais novo emburrava a cara por ter tido perdido a oportunidade. ― Oboro, pode nos contar o que aconteceu? – perguntou, gentil.

― Hai... Bem, basicamente foi isso...

“― AH! AH, SORE! – começou Gintoki a plenos pulmões, colocando o pé na mesa. ― TSUNDA HITOMI GA YOBISAMASU, na na na na, SEIKAN, SEIKAN! SUI MO, AMAI MO, SHABURI TSUKUSU... Oe, você! Me traz algo doce! – gritou para um rapaz que passava ao lado de sua mesa, quando lembrado pela música de seu vício em açúcar.

Apesar da recente invasão à Kabukicho, aquele lugar havia sido aberto. Honjo Kyoshiro decidiu que seu bar host deveria voltar à ativa, mesmo que, por enquanto, sem o objetivo de entreter mulheres e sim como um bar comum, para que os cidadãos do distrito pudessem se distrair de seus infortúnios e dar uma pausa no trabalho árduo de reconstrução.

E foi para onde Gintoki acabou arrastando Katsura, Takasugi, Oboro e Nobume, quando no início da tarde daquele dia resolveu que queria beber até não poder mais.

― Let’s go, my friend! – passou seu braço pelos ombros de Hasegawa, o convidando a cantar consigo.

O homem conhecido como Madao veio parar ali por acaso, quando passava próximo ao estabelecimento e avistou seu parceiro de apostas. Tendo ideia do que o de cabelos prateados viera ali fazer, aproveitou a oportunidade – já que há tempos estava com “sede” e não tinha um tostão – e convidou-se a acompanhá-los.

― Gin-san, eu não sei cantar essa música... Não podemos cantar a que me fez famoso só por um episódio? – perguntou-o com a testa franzida.

― Eu não quero saber de uma música que só fala de papelão! Eu ainda não sou um mendigo! Ei, vocês quatro, falem alguma coisa!

― Elizabeth! – Katsura gritou de repente, olhando em direção à mesa vizinha, o rosto levemente avermelhado. ― Ah, não é. Eu me enganei.

― Oe, Zura, você não podia ser menos louco quando bebe? Que sentido faz ser ainda mais louco e irritante bêbado? Geralmente as pessoas assumem uma personalidade diferente quando... – se interrompeu, porém, quando viu retornar o rapaz a quem fizera o pedido, vindo até ele com uma fatia de bolo de chocolate.

Nem mesmo se mexeu até receber a guloseima. Só então retornou ao seu lugar em silêncio, encarando o bolo e começou a comê-lo como se fosse o último de sua vida.

― Já era hora. – falou Oboro, com sua voz calma e expressão séria.

― Ah! Ele não é mudo! – exclamou um Hasegawa surpreso, que ainda não havia ouvido a voz do outro enquanto estava ali.

Em resposta, o mais velho dos discípulos de Shoyou lançou ao homem um olhar quase confuso, com uma das sobrancelhas levantada. Mas logo desviou seus olhos dele e reparou em Takasugi, que estava de cabeça baixa, parecendo resmungar coisas para si mesmo e então em Katsura, que falava para Gintoki que este deveria ter pedido uma fatia também para Elizabeth.

― Esses idiotas são sempre assim? – perguntou à Nobume, que até aquele momento se ocupou apenas em observar em silêncio os bêbados que estavam consigo e, de vez em quando, os outros bêbados espalhados pelo local.

― Quem sabe... Só o que sei é que sempre são idiotas. – respondeu já se levantando.

― Vai me deixar aqui com eles? – com a testa franzida, já expressava seu descontentamento com a ideia de arcar sozinho com os problemas que aqueles três dariam – porque com certeza dariam.

― Minhas rosquinhas acabaram. Volto logo.

A jovem mal teve tempo de sair, porém.

― Nobume-san – Katsura chamou, andando até ela. ― Uma senhorita não deveria sair desacompanhada à noite. Venha, Takasugi, vamos acompanha-la. Você é pequeno, mas vai servir.

Shinsuke nada falou, pareceu nem mesmo escutar, continuando sentado de braços cruzados, falando para si mesmo coisas ininteligíveis aos outros.

― Zura... – ignorando um “Zura jyanai, Katsura da”, o de cabelos prateados se apressou em começar, logo que terminou seu doce. ― Você realmente sabe quem é ela? Esqueceu que ela lutou com a gente e é mais perigosa que esse bairro? Talvez mais perigosa que esse baixinho bêbado. – provocou, sorrindo e apontando com a cabeça para o ex-líder da Kiheitai, que agora gradualmente aumentava o volume de seus resmungos.

― Gintoki... – falou baixinho, mas chamou a atenção dos outros, que o observaram se levantar devagar. ― Gintoki!!! – e de repente gritou, sacando sua espada.

― Oe, oe...

― Lute comigo, Gintoki! Vamos, pegue sua espada! Temos contas a acertar. – com a espada em punho, olhava ameaçador para o outro, deixando escapar sua intenção assassina.

― Não mesmo, eu me recuso. Isso dá trabalho demais. Passo! – recusou com um aceno despreocupado de mão, falando rapidamente. ― Da última vez eu levei dias pra me recuperar. Mas não foi nada como você, que quase não se recuperou, não é mesmo? – riu debochado. ― Mas sabe, sabe né, o Gin-san aqui não é mais...

― Cale a boca, Gintoki! – cansado de esperar pelo “companheiro”, Takasugi subiu repentinamente sobre a mesa, diminuindo a distância entre si e o outro para atacá-lo, mas tão rápido quanto, foi impedido por Oboro, que segurou seu braço.

O ex-corvo, no entanto, percebeu que a atitude fora desnecessária, pois naquele meio segundo o de cabelos prateados havia empunhado sua espada de madeira e se preparado para bloquear o golpe iminente. Aparentemente, não seria uma tarde de bebedeira que atrapalharia a destreza daquelas bestas selvagens.

À essa altura, a situação já havia chamado a atenção das pessoas e também de Hachirou, o tão conhecido guarda-costas de enorme afro, que protegia a Kyoshirou e Takamagahara.

― Sakata-san, melhor evitar brigas aqui. – pediu ele de forma simpática, chegando à mesa dos brigões.

― Tudo bem, nós já vamos embora. – pronunciou-se dessa vez Nobume, que assistiu a tudo com Katsura ainda a seu lado, boquiaberto.

― Sim, melhor sairmos antes que fiquem mais bêbados. Se brigarem entre si nesse lugar, vão destruir tudo. – declarou também Oboro, seguindo a linha de raciocínio da jovem.

― Eh? EH?! Mas eu ainda quero beber! – reclamou um Gintoki birrento. ― Certo, podem ir, eu fico aqui bebendo com meu friend, né, my friend? – fez de Hasegawa seu plano B.

― Na verdade, Gin-san, pra mim já deu por hoje. Já estou bêbado o suficiente.

― O suficiente? Quem é você? Eu nem te conheço mais! O que aconteceu com o friend que jogava pachinko e bebia até vomitar as tripas? Você só me decepcionou hoje!

― Por que está dando chilique como se fosse minha esposa?!

― Gintoki, não vamos voltar para o dojo. Eu irei procurar rosquinhas e vocês podem procurar outro lugar para beber.

― Ah, então tudo bem – o samurai birrento se acalmou instantaneamente, se pôs de pé e acompanhou a jovem para fora do estabelecimento.

Os outros também a seguiram: Oboro, com a testa franzida como sempre e Takasugi, recomposto, como se nada tivesse acontecido.

― Que bom que decidiu acompanhar a mim e a jovem Nobume, Takasugi. – agradeceu o ex-líder Joui, como se já tivesse esquecido o que acabara de ocorrer.

To Be Continued...

Notas finais
A música cantada pelo Gintoki no início do flash back é Tougenkyou Alien, do Serial Tv Drama. Uma das openings de Gintama jgdfkjsdgjfg' ~~~~ Espero que tenham gostado e esperem muita confusão pro próximo! jsfjkgfkjg' Até mais. ^^