Forever - Jenny E Paul.
5 Eu te amo, Paul.
Notas iniciais
Eu sei, eu sabia que eu não podia me apaixonar por ele... Afinal, eu mal sabia quando eu o veria novamente e foi aí que o erro começou, eu me apaixonei, profundamente como nunca havia me apaixonado por outro alguém antes. Eu queria me matar com esse pensamento, nunca imaginava isso. Na verdade, eu imaginava 5 minutos do lado do Paul, uma foto, um autógrafo e uma lembrança eterna. Mas no final, eu havia pertencido a ele, por um final de tarde e por uma noite inteira, presa naqueles confortáveis abraços, naquele doce olhar, naquelas conversas e naqueles beijos. Eu o amava, não mais como eu amava antes, mas agora eu o amava verdadeiramente, eu daria tudo para passar minha vida ao lado dele, mas eu sabia que era praticamente impossível. Só que eu me vi perdidamente apaixonada por ele.
Ele era bem mais do que aquele roqueiro com aquela típica faminha de “não presta”, como ALGUMAS pessoas usavam para defini-lo. Ele era carinhoso, romântico, lindo, engraçado, inteligente, ele era o típico tipo que eu sempre havia procurado. Era ele, eu olhava no olhar dele e via que tudo valia à pena, TUDO.
Que droga, eu havia me apaixonado. Mas eu não queria contar isso a ele, afinal, ele provavelmente iria pensar besteira.
A gente ficou um longo tempo conversando e ele tocou algumas músicas para mim, depois a gente comeu e depois de um tempo, praticamente “morremos”. Acho que nunca dormi tanto tempo!
Acordei era umas 4 da tarde, olhei pro lado e Paul estava deitado no chão. Comecei a andar pelo quarto com fome! Paul acordou se espreguiçando.
- Boa tarde, Paul!
- Bom dia, que horas são?
- 16:30!
- 16:30? Droga, as 17 tenho coletiva com o Kiss! Quer ir junto?
- Paul, acho que já passamos tempo demais juntos. – Eu sabia que se passasse mais tempo, minha paixão iria aumentar e iria dar porcaria.
- Você vai voltar pra sua cidade hoje? – ele me falou com certo tom de tristeza.
- Sim.
- Escuta, eu ainda preciso falar uma coisa que ta entalada na minha garganta! – Paul falou segurando meus pulsos.
Nesse momento, entrou um cara no quarto chamando Paul e ele largou minhas mãos.
- Já to indo! – Paul disse.
- Venha rápido, não demore Paul, por favor!
- Tá, tá... To indo, me deixa terminar de falar aqui e já vou.
- Ok né. – O cara saiu do quarto.
- Jenny, escuta... Eu nunca senti o que eu to sentido por garota nenhuma, normalmente acabaria o show, eu traria alguma garota pra cá, mas não sentiria nada por ela, ela iria embora na manhã seguinte e eu continuaria minha rotina como se nada tivesse acontecido, mas com você foi totalmente diferente, quando eu te vi pela primeira vez, foi tocante. Eu não tinha nenhuma segunda intenção com você, eu só queria passar o maior tempo possível do teu lado, por isso te convidei para voltar pra cá, eu queria ter certeza e confirmar o sentimento que eu senti quando te vi pela primeira vez e eu confirmei. – Ele tirou uma mecha de cabelo que estava sobre meu olho... — Eu te amo, te amo demais!
- Paul, eu tenho que ir e você está atrasado. – Eu afastei as mãos deles de perto de mim — Desculpa! – “eu não acredito que eu falei isso, droga!”
Paul ficou sério e triste ao mesmo tempo, ele provavelmente esperava algo a mais.
- A gente vai perder contato? – perguntei tentando arrumar a situação.
- Isso depende de você, por mim não. – Nesse instante ele me deu um bilhete com vários dados dele e o número de um celular. – É o meu número, me liga. Prometa isso pra mim, não me deixe sem notícias e prometa que a gente vai se encontrar mais vezes.
- Calma Paul... Eu não prometo, eu juro!
Eu dei um beijo no rosto dele, ele havia fechado os olhos, quando abriu me segurou e me roubou um beijo... Eu saí de seu quarto, eu só conseguia pensar nele, do nada, minha vida se tornou ele. No fundo, eu queria ter respondido um: “Eu te amo também Paul.” Mas não sei o que me impediu, eu só tinha certeza de uma coisa... Amanhã mesmo eu iria ligar pra ele de volta.
Contei todos os detalhes para Anna e ela ficou toda encantada, até brigou comigo por não ter me declarado por ele, mas não era bem assim.
Continue a viagem pra casa pensando exclusivamente no Paul, me esqueci totalmente do mundo.
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