Forever Ever

1 Capítulo Único


Notas iniciais
=o
essa one é um presente para o Nicolas esse baka-hentai que ta ficando velho aushuhasuhahus =3
detalhe ele nao me disse qndo ser o niver dele enton to dando esse presente antecipado xD
parabens ai ô seu baka-hentai =P
boa leitura xD

A neve caia tranqüila enquanto nos encontrávamos sobre o alto daquele prédio. Era tão bom sentir aquele frio. Ainda mais na companhia dele.


Senti um sorriso brotar em meus lábios quando nossos olhares se cruzaram... Ele tem os olhos mais lindos que já vi. Suspirei de leve curvando-me para roubar um beijo... ah, seus lábios estavam tão gelados...


Reprimi mais um sorriso enquanto seu olhar assustado pedia, implorava, para eu parar... mas não havia mais volta...


– Você lembra... — comecei – juntos para sempre e sempre... – abri um largo sorriso enquanto via aquele doce liquido rubro cobrir parte da neve que encontrava-se no chão... – A noite esta linda não é amor? – perguntei deitando-me ao seu lado e largando a faca em um canto qualquer...


– P-Porque R-Rey...? – escutei-o murmurar com sua melódica voz enquanto tentava ao maximo agarrar-se a vida...


– Shiii, calma amor... – apoiei a cabeça em seu ombro ignorando o sangue que cobria parte de minhas roupas... – sua dor logo vai passar... logo, logo ficaremos juntos de novo... como você me disse há três anos atrás... Para sempre e sempre... como nossa musica, certo?


– R-Rey... – murmurou-o seus olhos ainda brilhavam... será que.... será que ele me ouviria cantar para ele? Mesmo que apenas um refrão...?


– Calma meu amor... feche os olhos querido... – murmurei virando-me para me apoiar em meu cotovelo e olhá-lo diretamente em suas orbes cor de vinho. – Abri um pequeno sorriso e acariciei seu rosto manchado de sangue... – vou cantar para você poder descansar amor... e logo irei me encontrar contigo...


– O-O q-que vo-você...


– Shiii... – sussurrei fazendo-lhe cafuné. — If I only had a breath what would I want to say? Something sweet, something real, something real sweet. Thought real hard. And only one thing, And only one thing, Oh only one thing, came to me… – cantarolei e logo o vi fechar os olhos. Aos poucos sua respiração ficou fraca… — Eu te amo – disse antes de beijar-lhe os lábios por mais uma vez.


A neve continuava a cair dessa vez haviam alguns flocos a mais. Acariciei de leve o rosto de meu amado Dio... Logo nos encontraremos amor... Logo...


Ergui-me de meu lugar e caminhei para a beirada do prédio, mas sem antes pegar a faca que antes eu havia largado. O sangue de meu amado ainda manchava a lamina do objeto... abri um pequeno sorriso enquanto virava-me de costas para o precipício pouco mais atrás...


Meu sorriso alargou-se em demasia assim que meus olhos cor de esmeralda pousaram sobre o, agora sem vida, corpo de meu amado Dio...


– Por favor, me espere meu amor... logo estaremos juntos para sempre e sempre... – murmurei erguendo a faca em minhas mãos e logo abaixando-a rapidamente para enfiá-la em meu estomago seguindo ponto de baixo para cima afim de acertar o coração... – N-Não se p-preocu-cupe amor, mesm-mo m-meu c-cora-ração machuc-cado e-ele jamais s-se parti-tira p-para voc-cê... – disse afogando-me em sangue e amor...


Larguei o objeto ainda cravado em minha barriga e deixei que meu corpo pendesse para trás. Eu sabia que a queda não seria longa... e sabia tambem que ao fim dela havia uma piscina. O que quer dizer que, mesmo que eu sobreviva a queda e a facada, provavelmente eu morreria afogada devido ao fato de a essa hora não haver ninguém fora daquele prédio.


Abri um pequeno e ultimo sorriso... logo fechei meus olhos entregando-me de bom grado a escuridão...


Sabe quando eu era mais nova eu sempre tinha medo de morrer... e sempre chorava quando alguém que eu amava muito morria, mas agora era diferente... eu não precisava ficar com medo da morte... ou se quer devia chorar pelo fato de o amor da minha vida ter sido morto por mim... Não, eu não faria isso. Afinal nós iríamos nos encontrar. Seja no céu ou no inferno. Ele prometeu... Juntos para sempre e sempre.


*


Meus olhos abriram-se devagar. Inicialmente notei não haver claridade naquele local... Aquele seria o inferno...?


Logo um gosto ruim tomou minha boa. Tentei falar mas algo fora enfiado por minha garganta... O que era aquilo? Que lugar era aquele? Foi então que notei os vários aparelhos a minha volta... Eu... eu estava em um hospital...?


No fim eu havia sobrevivido a queda. Olhei agoniada a minha volta. Não havia uma enfermeira alguma... como eu vou tirar isso da minha boca agora?


– Shiii, calma meu amor... – escutei aquela voz... aquela melódica voz...


Olhei para meu lado... e lá estava ele sentado na poltrona olhando para mim com um sorriso... estava tão belo...


Tentei chamá-lo, mas era impossível de se falar... olhei-o suplicante para que viesse tirar aquele tubo da minha garganta... mas ele não se movia... então resolvi eu mesmo fazer aquilo... eu queria falar com ele e dizer que o amava... e que iríamos ficar juntos para sempre...


– Eu me lembro da ultima vez que olhei para você... – começou-o – estava tão linda naquela noite... – ele riu sem humor – afinal você sempre esta linda Rey mesmo ai nessa cama de hospital depois de ter sobrevivido a queda... e pensar que já faz um ano e meio que você me matou... eu te esperei por um ano... – percebi a mudança em sua voz e logo lágrimas formaram-se em meus olhos.


Eu tinha que tirar aquela porcaria da minha boa. E então subitamente puxei o tubo... um grande ardor fez-se presente em minha garganta, mas ainda sim não impediu-me de falar.


– E-Eu juro q-que se eu soubesse que sobreviveria a queda e-eu teria me ma-matado com a própria faca – disse-o.


Ele me olhou duro.


– Por favor, não me odeie... – implorei para ele e logo sua expressão suavizou.


– Eu nunca te odiarei... nunca. Afinal Vamos ficar junto para sempre – disse-o esticando a mão para mim.


Sorri para ele tirando todas as agulhas que haviam enfiadas em meu corpo e logo vir-me-ei para me levantar.


Peguei sua mão e assim que meus pés tocaram o chão senti meu corpo fraquejar. Mas meu amado estava la para me amparar... e aquilo era o que me importava...


Sorri para ele quando senti que já podia ficar de pé e caminhar. Dio apenas continuou a segurar minha mão e começou a me levar para fora daquele quarto de hospital.


Assim que saímos notei o corredor vazio... sorri mais enquanto ele me guiava para fora do hospital...


Ele continuou a me guiar até o meio da pista...


– Você fica por aqui... – disse-o.


Alarguei um sorriso.


– Em breve nos veremos meu amor... Lembre-se... No inferno poderemos ficar juntos para todo o sempre...


– Para sempre – murmurei fechando os olhos e sentindo seus lábios tocarem os meus.


Subitamente abri meus olhos para olhá-lo uma ultima vez. Agora pude notá-lo mais belo do que antes.


– Eu te amo... – murmurei antes de vê-lo desaparecer frente a minha.


Aos poucos uma neve fraca começava a cair. Sorri ainda mais enquanto abria os braços e deixava minha cabeça pender para trás ignorando o fato de eu estar descalça naquele chão frio... e até mesmo o fato de eu vestir uma ridícula camisola de hospital... eu queria apenas encontrar-me com ele novamente o mais rápido possivel...


Em poucos segundos abri os olhos ao ouvir uma buzina alta. Logo um clarão tomou minha visão e a ultima coisa que senti foi uma dor lancinante preencher todo o meu corpo.


Eu estou indo meu amor... para ficarmos juntos para sempre e sempre...


Notas finais
=3
bjins ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!