Forever
5 Capítulo 4 - My Little Peace of Heaven
Notas iniciais
Demorei pra postar por N motivos... Mas o principal foi que terminei meu namoro e minha mãe fica brigando comigo todo santo dia por causa disso. E por isso minha inspiração foi pro saco. Maaaas estou melhor... bom, não muito. Mas estou tentando colar meus caqinhos! u.u
Enfim, espero que gostem do cap. Me esforcei muito pra fazer.
Boa leitura minhas gostosaaaaaas *----------*
- O QUE? – Ele ainda estava com os olhos arregalados. – Como assim Kim? Você tipo... viu alguém parecido com ele? – Ele voltou a olhar a estrada. Vi que suas mãos estavam apertadas no volante.
- Não... eu estava com o Clark-
- Quem é Clark? – Me interrompeu, olhei torto pra ele. – Tá não interrompo mais. – Ele bufou.
- O cara do bilhar e eu estávamos no banheiro do bar – ele me olhou torto e apertou ainda mais o volante. – nos pegando e fechei os olhos, quando abri não era mais ele. Era o Jimmy! Sam, eu acho que estou ficando louca. – Eu não especifiquei o que estávamos fazendo, não é necessário. E ele não gosta que eu conte as minhas “relações”.
- Kim, eu sei que é chato, mas se você tivesse ficado comigo essa noite, nada disso teria acontecido. Sei que essa noite nos devíamos nos divertir. Droga eu estraguei tudo! – Ele encostou o carro no acostamento. – Kim, eu tinha tudo programado. Nós íamos beber bastante. Nos divertir. E amanha você ia estar mais feliz do que em qualquer outro dia! Eu sou mesmo um idiota. Era pra ter te deixado em casa. A culpa é toda minha.
- A culpa é sua? Sam, eu que tenho problemas, que sonho com alguém que está morto. Que eu nem conheço. Sam... eu... tô com medo. – as minhas lagrimas ainda caiam e eu não conseguia parar de chorar.
O Sam tirou o cinto de segurança e me abraçou novamente. Voltei a chorar desesperadamente. O que está acontecendo? Estou desesperada. Por que isso está acontecendo comigo? Eu devo ter jogado pedra na cruz. Sério.
- Calma Kim, amanha nós vemos isso ok? – Ele me soltou e colocou o cinto e ligou o carro. – Vai dar tudo certo. – Ele ficou acariciando meu rosto, fechei os olhos tentando me concentrar só na mão dele e consegui me acalmar um pouco.
Quando terminou de tocar “Walk” coloquei pra repetir. Prestando atenção em cada palavra cantada e cantando mentalmente para não me distrair. Não sei se Sam tentou conversar comigo no caminho de casa, pois tudo que eu ouvia era aquela musica em minha cabeça. Depois de ouvi-la varias vezes e com os olhos fechados senti uma mão em meu ombro e abri os olhos.
- Já chegamos Kim. – Sam me olhava preocupado e saiu do carro. Não me mexi. Ele deu a volta no carro, vindo do lado do passageiro e me tirando do carro, colocou um braço ao redor da minha cintura, apertando meu corselet para não cair. Ele estava sendo muito cuidadoso, como se tivesse medo de me quebrar. Imaginei como eu devia estar, provavelmente em estado catatônico.
Ele foi me guiando para o meu apartamento. Chegando na porta ele pegou sua chave no bolço e abriu a porta. Tínhamos a cópia da chave do apartamento do outro, para possíveis eventualidades. Entramos e ele ligou a luz da sala, me sentando no sofá.
- Kim, você pode ficar sozinha enquanto eu encho a banheira pra te dar um banho? – Balancei a cabeça positivamente. – Tudo bem, eu já volto.
Respirei fundo algumas vezes, tentando me acalmar. Mas aqueles azuis sempre vinham a minha mente. Sempre. Eu não sei como me livrar deles. Acho que preciso mesmo de um psiquiatra.
- A banheira está cheia. – Levantei a cabeça e Sam estava do meu lado, ele me estendeu a mão, a peguei e ele me levantou. Abraçando-me e andando assim comigo até o quarto. – Consegue tomar banho sozinha?
- Sim... – minha voz estava muito estranha, saia estrangulada.
- Tudo bem, vou preparar alguma coisa pra nós comermos enquanto isso. – Ele saiu do quarto. Me deixando sozinha.
Afrouxei mais o corselet e o tirei. Também tirei meus sapatos, peguei uma toalha e fui para o banheiro. Entrei e fechei a porta. Tirei a calça e me olhei no espelho. Eu estava horrível, meu cabelo estava muito bagunçado e minha antes perfeita maquiagem nos olhos, estava toda borrada. As lagrimas levaram o rímel e o delineador em riscos pelas minhas bochechas. E até no meu colo tinha vestígios da maquiagem. Peguei um desmaquilhante para os olhos e coloquei um pouco em um pedaço de algodão. E tirei qualquer vestígio de maquiagem do meu rosto e mergulhei na banheira.
A água estava morna. E mergulhei meu corpo inteiro, deixando apenas a cabeça apoiada na borda da banheira. Tentei não pensar, mas falhei miseravelmente. Só me vinha à cabeça os azuis de Jimmy. Mas eu não chorava mais. Não podia chorar mais. Se não vou pirar. Afundei minha cabeça na água e fiquei submersa por algum tempo, só levantei quando meus pulmões começaram a reclamar pedindo por ar. Sai da banheira e me sequei. Me enrolei na toalha e fui para o quarto. Coloquei uma calcinha e um short-doll preto. E fui pra sala
Sam estava sentado no sofá. Com duas canecas com um liquido quente. Me aproximei e sentei do seu lado. Ele me entregou uma das canecas e pegou a outra. Tinha sopa nelas.
- Porra Sam, você sabe que eu não gosto de sopa. – Fiz cara de nojo e ele riu.
- Eu sei, mas você vai tomar. Não é tão ruim e é quente. Vai te fazer bem. – Quando terminou de falar, bebeu um pouco da sua pra demonstrar e colocou o seu braço direito nos meus ombros. Beberiquei um pouco da minha sopa. Bom, não era tão ruim. – Você está melhor?
- Estou. Bom, não muito. Mas não estou mais chorando. – Forcei um sorriso. Acho que foi convincente pois ele deu um suspiro.
- Você me deixa preocupado. Sei que não sou o cara mais responsável do mundo. Mas me preocupo com você Kim. Você é minha melhor amiga. Minha companheira. E meu cafetão. – Eu ri. – O que? É serio. Me preocupo com você.
- Não ri disso. Mas é que você finalmente assumiu ser minha puta. – Eu ri novamente. E ele me acompanhou. – Mas enfim, desculpa por te deixar preocupado. Eu vou procurar um psicólogo amanha. Pra ele me “estudar”. E tudo vai voltar ao normal. – Forcei mais um sorriso.
- Você quer que tudo volte ao normal Kim? Quer parar de sonhar com ele? – Ele era direto quando queria. E falava de um jeito que eu ficava sem resposta. Maldito advogado.
- Eu não sei Sam. Não sei se quero deixar de sonhar com ele. Sinceramente não sei. Mas a partir do momento em que isso está me fazendo mal, eu tenho que pensar no que é melhor pra mim. Não posso me abandonar. Não me cuidar. Eu sou muito nova pra pirar e ser internada.
- E também muito bonita pra ser internada e tachada como louca. – Nós rimos. Terminamos de tomar nossas sopas em silêncio. – Você quer que eu durma aqui?
- Não! Pra você me atacar no meio da noite só pra não ficar no zero a zero? Deus me livre. – Levantei pegando as canecas e levando-as a pia.
- Rá-rá! Já está bem mesmo. Até o senso de humor acido voltou.
- Eu estou bem Sam. Se quiser pode ir pra casa. Eu me viro.
- Eu não te deixaria sozinha e você sabe muito bem. Mas eu tenho que dar uma revisada no caso de divórcio do meu cliente. – Deu um suspiro cansado e veio em minha direção, me envolvendo em seus braços e me dando um abraço apertado. – Qualquer coisa é só gritar, ou me liga, sei lá! Mas por favor. Se sentir alguma coisa ou... ver alguma coisa. Me chama. – Eu assenti. – Boa noite pequena. Durma bem.
- Sam... Obrigada por estar comigo. Por sempre estar comigo. Até quando eu estou provavelmente ficando louca. – Apertei ainda mais meus braços em volta da cintura dele. – Boa noite.
Ele me deu um beijo na testa e saiu. Ouvi o barulho da chave, dele trancando a porta. Pra não pensar pequei meu celular e os fones e coloquei pra tocar uma lista de reprodução bem agitada. Com Metallica, Ramones e Slipknot. Fui pra o quarto e desforrei a cama. Me deitando. Como fiz no carro, prestei o máximo de atenção em cada música tocada.
E estava de novo naquela mesma praia, olhei em volta a procura dos olhos azuis. Mas não os encontrei. Será que ele foi embora? Ou eu estou tão louca que estou ficando esquizofrênica? Meus sonhos estão se propagando na minha realidade. Oh meu Deus!
Minhas pernas não conseguiam mais manter o peso do meu corpo, cai de joelhos na areia, senti que os meus olhos estavam arregalados... Meus sonhos estão se propagando na minha realidade. E se eu não conseguir mais diferenciar o que é sonho e o que é realidade? Sem que eu percebesse meus lábios se esticaram em um sorriso. Eu ficaria perto do Jimmy então? Com certeza, eu estou ficando louca. O Jimmy esta morto. Apesar de estar ficando louca pelo menos disso eu tenho certeza. As pessoas não voltam a viver assim. Isso só acontece em filmes e animes.
- Olá? – virei minha cabeça para trás, olhando diretamente nos azuis que me fitavam curiosos. – Você vem sempre aqui? – Ele disse isso e começou a rir. – Fala sério Jimmy. Todo esse tempo e quando você finalmente fala com ela, você me vem com uma dessas? – Ele ainda ria e esticou a mão em minha direção. Olhei confusa pra sua mão. Confusa não, com medo. Eu estou sonhando? – Vamos garota. Levanta logo!
Ele avançou em minha direção e segurou meu braço. Me levantando facilmente, como se eu fosse feita de papel. Não tinha certeza de conseguiria ficar em pé. Ele estava mesmo falando comigo? Depois de tanto tempo? Eu ainda o olhava, confusa, com medo. Ele me olhava divertido. Com um sorriso nos lábios. Levei minha mão até seu rosto, alisando, sentindo. O sorriso dele só aumentou.
- Você está mesmo falando comigo? – Ele me puxou em direção ao seu corpo. E me abraçou. Senti lagrimas em meus olhos novamente.
- Sim. Eu estou mesmo falando com você. E você não sabe o quanto estou feliz em poder falar com alguém de novo! – Ele me apertou mais e riu. Mas logo me afastou e ficou me encarando. – Agora você poderia me esclarecer... por que estamos nessa praia?
- O que? – meus olhos ainda com lagrimas se arregalaram. – Como assim? Você que vem parar nos meus sonhos. Você que aparece no corpo do cara que eu tô transando! Você que me deve uma explicação! – O empurrei, e ele caiu sentado na areia.
- Eu apareci no corpo do cara que você tava transando? – Ele deu um assobio baixinho e longo. – Garota, você devia procurar um psiquiatra. Ver pessoas mortas não é muito normal... ainda mais ver elas enquanto está transando com alguém... se bem que sonhar com elas também não é normal... – Ele apoiou a mão no queixo fazendo cara de pensativo.
- JAMES OWEN SULLIVAN! – Ele parou e me olhou.
- Você sabe quem eu sou? – Parecia surpreso.
- Mas claro! Você não acha que eu sonharia com um cara por dois anos e não procuraria saber quem ele era! Ainda mais por que eu sabia que já tinha te visto antes. – Olhei novamente para os azuis que me olhavam de um jeito que eu nunca tinha visto. Como se vissem o âmago do meu ser. Estendi minha mão pra ele. – Meu nome é Kimberlly, mas pode me chamar de Kim. – Tentei sorrir. Ele apertou minha mão.
- É um imenso prazer. Mas tecnicamente é um prazer poder falar com você. Ou você acha que eu apareço nos seus sonhos desde que eu morri e não sei seu nome Kim? – Ele deu uma risada escandalosa. Ainda segurando minha mão.
- Eu não intendo. Por que você aparece em meus sonhos? Eu tô louca mesmo? – Ele me puxou, fazendo com que eu caísse, fiquei ajoelhada em sua frente, ele me envolveu com os braços tatuados, me abraçando de novo.
- Não. Você não está louca. Bom, eu acho que não. Acho que você só deseja muito. Porque pra me ver enquanto tá transando com outro. Achei que isso só acontecia em livros e filmes. – senti o peito dele vibrar e ouvi sua risada baixa.
- Eu estou mesmo ficando louca? – Me afastei um pouco pra poder olhar seu rosto.
- Acho que não Kimberlly. Eu não sei muito bem o que tá acontecendo. Mas... Você não está ficando louca. – ele sorriu.- Acho que eu tenho que te ajudar em alguma coisa, ou tenho algum assunto inacabado. – ele riu de novo – Estou me sentindo em um filme meloso. Tipo “Ghost”. – Ele fez aspas com as mãos. – Na verdade eu sinto mesmo que estou esquecendo alguma coisa importante...
Ele virou o rosto e ficou olhando para o mar. Eu não conseguia parar de olhar para ele. Nós finalmente tínhamos nos falado. Eu estou mesmo ficando louca. Agora estou falando com um morto. Que está nos meus sonhos desde que morreu. E que me vem dizer que tem assuntos inacabados e precisa de ajuda. Sério. Eu vou me internar num manicômio.
- Se eu fosse você. Bom, seu eu sonhasse com alguém morto e começasse a vê-lo na vida real, me internaria em um hospício. – Ele riu e se virou pra mim novamente, esbugalhei os olhos. Como ele sabia? – Ohh... Você estava pensando nisso, não é? – Olhei pra baixo, seu eu olhasse os azuis, me condenaria. – Não faça isso Kim. Por favor. – Ele levantou meu rosto com uma das mãos. – Eu gosto de você. Preciso de você. Não sei pra que, nem o porquê disso. Mas acho que com você trancada num hospício não teria como me ajudar. – Ele sorriu e me deu um beijo na bochecha.
- Eu ainda vou lembrar disso tudo quando acordar Jimmy? – lagrimas saiam novamente de meus olhos. Porra! Eu virei uma chorona.
- Você sempre se lembra dos sonhos de manha? – Eu confirmei com a cabeça. — Então você vai se lembrar Kim. Como sempre foi, e será.
Ele me olhava com os olhos mais azuis que o normal. E foi se aproximando lentamente. Como se faz quando você quer beijar uma pessoa, mas não sabe qual vai ser a reação dela. Não conseguia desviar meus olhos daquele azul infinito que eram seus olhos. Ele estava cada vez mais próximo, até que senti seus lábios tocarem os meus. Bem suavemente. Como um carinho. Foi apenas um roçar, mas foi o suficiente para mais lagrimas saírem de meus olhos. Senti uma das mãos de Jimmy em minha bochecha. Secando minhas lagrimas.
- Não chore... – Seu hálito fez cócegas em meu rosto. Ele não tinha se afastado nenhum milímetro. Conforme ele falou seus lábios roçaram nos meus. E eu não consegui resistir e encostei meus lábios nos dele, em nenhum momento deixei de olhar para o mar infinito e azul que eram seus olhos. Mas apesar de ter sido apenas um selinho, Jimmy se afastou rapidamente, como se tivesse levado um choque. – Não devíamos ter feito isso...
Ele me abraçou novamente e se levantou, me levando junto.
- Nós vamos conversar novamente Jimmy? – Minha voz estava estranha, estrangulada. Meu coração estava apertado. E estava difícil respirar. Ele não me respondeu. Mas senti seus braços me apertando mais fortemente. – Nós vamos?
- Eu não sei Kim...
Fechei meus olhos... ainda sentindo o cheiro da maresia, o vento bagunçando meus cabelos e principalmente sentindo os braços de Jimmy...
Notas finais
Eu não ia fazer ela falar com o Jimmy agora... maaaaas, foi pra onde a minha imaginação me levou! :}
Ahhh.. vcs sacaram como vou fazer o Avenged entrar na fic? *---* Coloquei isso no outro cap! (vulgo Fantasy) Quem acertar, ganha um doce! Muahahahahhahaha
Ahhhh... como sempre falo, quem qizer me dar uns toques pra melhorrar alguma coisa, estamos sempre a disposição! E PORFAVOR! Deixem reviews!!!! Adoro ler eles e responder. *--*
Beijinhos minhas gostosas e até o proximo cap. *espero qe não demore*
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