Forest Lake 2
1 Capítulo Um: Viagem Para Charlston
Notas iniciais
Era tarde quando Sophie apresentava sua última aula do dia no Colégio Calibri. Todos os alunos de faixa etária 14 anos prestavam bastante atenção a ela. Sophie era a professora mais jovem do colégio. Oitenta por cento dos professores eram homens carecas, com suas barrigas grandes, óculos, terno, com rostos tristes e cansados. Sophie Moore tinha vinte e um anos, era tímida, era alta e meio durona. Sophie tinha a pele bronzeada, possuía sardas na região do nariz, ela possuía cabelos negros extremamente lisos na altura do ombro, na cabeleira as pontas eram pintadas de roxo e seus olhos eram negros. Sophie possuía uma franja desfiada que chegavam às suas pálpebras, Sophie era considerada a professora preferida da classe por sua juventude e beleza.
Sophie sai da sala de aula e avista de costas Simon, seu melhor amigo, ela corre pelos corredores da escola chamando pelo seu nome:
–SIMON! Oi! –Ele percebe que Sophie o chama, e vira-se com um sorriso:
–Sophie! Te procurei mais cedo, fiquei sabendo que os professores do seu turno iam ir embora mais cedo hoje, seu último dia garota! –Simon dizia enquanto caminhava com Sophie que segurava nas mãos algumas pastas transparentes, nos movimentados corredores do Colégio Calibri.
–Eu também fiquei sabendo, mas como sempre, a Srta. Germanotta nos enganou.
–Mas... Por quê?
–Ela gosta de iludir os professores, abuso de poder. –Sophie olhava de longe os portões do patrimônio escolar.
–Mas que tipo de mulher é essa?
–A do tipo mal-amada. –Sophie fez Simon rir:
–Pois é, ela e aquela verruga imensa no nariz dela. –Simon White apesar de aparentar ser um rapaz feliz, tinha uma doença hereditária, era albino. Seus olhos eram vermelhos, os fios de seu curto cabelo eram brancos, mas em compensação arrasava corações. Porém, Simon só tinha olhos para Sophie, desde pequenos eles sempre formavam o típico casal que nunca iriam assumir que se gostam. Os olhos de Sophie brilhavam ao ver a figura pálida e sorridente que estivera sempre junto a ela.
–E então? Você está pronta para hoje? –Simon sugere abrindo o carro.
–A Diana já encheu o tanque na van? –Sophie perguntou.
–Ela enche no caminho para o acampamento.
–Ah, estou tão animada pra ser uma monitora de um acampamento! Eu adoro crianças.
–Vai ser show. –Simon liga o carro e vai em direção à casa de Diana, aonde todos iam se encontrar. Alguns dos amigos deles que se cadastraram vão na van da mesma para o acampamento Charlston, em Albert Lea, uma cidade de Minnesota. Simon parou em frente ao apartamento de Sophie, que subiu para o apartamento para pegar as malas, quando o micro-ondas da cozinha ligou sozinho, assustando Sophie, que por sua vez, vira sua cabeça para o micro-ondas assustada. Sentiu-se como em um livro de suspense, tirou-o da tomada, pegou duas malas de rodinha e uma mochila, trancou a porta de casa e voltou para o carro de Simon, não comentando nada sobre o assunto.
Enfim eles chegaram a frente à casa de Diana, Simon estacionara. Lá, Sophie notou o número da casa: “13”.
–O famoso número do azar... –Sophie pensou alto. Simon ouviu:
–Você nunca me disse que era supersticiosa.
–E eu não sou... Só notei por notar mesmo. –Simon tocou a campainha.
–Quem é?
–A morte, chegou a sua hora. –Simon fez voz grave rindo.
–Não seja babaca, Simon. –Diana abriu a porta da casa não levando a piada na brincadeira. –Querem ajuda com as malas? A gente já coloca na van.
–Ok, obrigada, então, onde estão os outros? –Sophie perguntou enquanto ela tirava as malas do carro de Simon.
–Já estão chegando, mas as mais perto daqui são... –Ouve-se um som de buzina de carro. –A Luna e a Velma, esperem um minutinho, vou ver se elas precisam de ajuda com as malas. –Diana se dirige a porta, deixando os dois sozinhos na sala de estar. Diana Prescott era ruiva, seu cabelo estava mais vermelho do que o normal. Sua pele era extremamente branca, e desde que ela venceu a morte, estava menos alegre do que ela era.
–Ela ainda está sensível, não é? Desde aquele acidente na sala de cinema. –Simon toca no assunto com Sophie.
–Não acho que devíamos falar disso perto dela, a gente nem a conhecia, só ouvimos falar.
–Eu sei disso, mas não vejo o porquê dela estar tão sensível ao assunto, entendo que ela passou por muita coisa, mas, já se passou dois anos!
–Simon, pessoas morreram em frente a ela, não podemos dizer nada porque nunca vimos ninguém que nós gostamos morrer na nossa frente.
–Tá... Mas e o Robbie? Você o viu morrer no cruzamento entre as ruas nº6 e nº13.
–O Robbie foi uma coisa, todo mundo na estrada viu... Diana viu as pessoas que ela conversava todos os dias, sendo mutiladas pela Morte.
–Sophie... Você acreditou no que eles disseram sobre a Morte?
–Você não acreditou?
–Sophie, você também com essa paranoia? Isso é coisa de filme de horror.
–Ah é, e tem outra explicação por acaso de todos aqueles sobreviventes terem morrido em outros acidentes?
–Sophie, isto é uma questão de lógica, se fosse à hora dela morrer, ela morreria. Só isso, se o destino quisesse, ela já teria morrido, não há nenhuma maldição, se fosse realmente à hora dela na sala de cinema, ela não teria nem tempo.
–Simon, não importa se você acredite ou não, mas só lhe digo uma coisa: O que a Morte mais tem, é tempo. –Após Sophie terminar a frase, ouviram ruídos de sapatos pisando no chão de madeira da casa. Simon parou com seus argumentos quando viram as três entrando pela porta da casa. Luna e Velma, as duas irmãs gêmeas eram brancas, tinham a cabeleira laranja e possuíam silicone. As duas. Ambas vinham cada uma com uma mala laranja com rodinhas:
–Não é por nada não Didi– Diana odiava este apelido que Velma tinha dado a ela, mas não falara nada– mas já que você tem aquela van imensa na sua garagem, poupava gasolina do nosso humilde carro. –Luna e Velma eram irmãs gêmeas
–Velma, por acaso o carro de vocês vai nos levar para o acampamento?
–Não, mas...
–O posto de gasolina é longe, enchemos o tanque no caminho, por enquanto cada um vem com seu carro. A campainha tocou. Diana foi atender.
–Quem é?–Diana perguntou em frente a porta.
–Na boa, deveria ter um olho mágico na porta.
–Eu sou boa em reconhecer vozes Hako, entra.
–Fala cabelo de fogo, você tá linda hein.
–Se enxerga cadê sua mala?
–Aqui. –Hako Lynch gira a cadeira de rodas, ficando de costas, revelando sua mochila de costas.
–Só isso?
–Isso porque eu só ia levar escova de dente e revista de adultos, mas minha mãe insiste que eu tenho que tomar banho. –Hako Lynch era branco, tinha cabelo azul pintado e olhos negros. Tinha uma tatuagem na nuca escrito “Girls :3” e era paraplégico, possuía cadeira de rodas.
–Como é que você ia ser monitor de acampamento? Trabalhando com crianças.
–As crianças me adoram simplesmente porque eu tenho um carrinho só pra mim! E além do mais, já viu a grana que vamos ganhar a hora pra cuidar de um bando de pirralhos? Até a Mary Winstead aceitaria esse cargo.
–Entra logo, tem pizza na mesa da sala pra vocês esperarem todo mundo chegar.
–Beleza, falou. –Hako entra na casa.
Depois de um tempo...
–Acho que está todo mundo aqui. –Diana vai fazer a contagem– Espera... Diana Prescott, eu... Luna Bridget?
–Aqui. –Luna levanta a mão que não estava segurando a pizza.
–Hako Lynch?
–Aqui!
–Velma Bridget.
–Aqui!
–Simon White.
–Aqui, Diana.
–Sophie Moore.
–Eu.
–Espera... –Diana vira a lista encapada para ver os nomes dos que se inscreveram para Monitores de Acampamento.
–Acabou? –Velma perguntou.
–Parece... –A batida na porta interrompe a Diana.
–Quem será? –Diana perguntou a si mesma.
–A Morte... –Hako disse rindo ao que não lhe perguntaram. Diana rumo à porta estira seu dedo do meio para Hako e vai andando. Diana destranca a porta.
–Ai Meu Deus... Vocês?! –Diana surpreendeu-se com os olhos arregalados. Todos olham para a porta e se surpreendem, Luna e Velma ficam boquiabertos.
–Diana? É você mesmo? Você é a Chefe de monitores do acampamento! –Sandy a abraça, Diana retribuiu a abraçando mais forte. Will foi entrando discretamente. Ele senta em um pufe preto e branco ao lado das cadeiras já ocupadas, todos observam os dois.
–Sandy Campbell? –Sophie se surpreende.
–É ela mesma!–Hako murmurou para Simon.
–Ah, olha só Velma, é o gato de Will! Ele apareceu em todas as revistas de fofoca do mês, a imagem dele rendeu mais que a do Justin Bieber. –Luna murmurou.
–Espera um pouco, conta essa história direito, como o nome de vocês dois não estava na lista dos candidatos? –Diana perguntou surpresa.
–Bom, eu e o Will éramos do outro bloco, mas aconteceu alguma coisa com o chefe dos monitores da área lá em Saint Paul.
–Alguma... Coisa? –Diana estranhou.
–Pois é, parece que ele estava voltando de viagem em um cruzeiro quando houve um naufrágio, não viu a notícia? Está passando em todos os jornais. Tiveram que nos mandar para Forest Lake, e os restos dos candidatos desistiram e continuaram lá em Saint Paul.
–Que coincidência! Mas, ninguém me informou nada.
–Te mandaram um e-mail.
–Jura? Nossa não abro meu e-mail a um bom tempo. Mas, Saint Paul é longe demais de Forest Lake, e, além disso, não temos lembranças muito boas daqui.
–Bom, se só a opinião do Will valesse, a gente já tinha desistido, mas... Não há só lembranças más neste lugar, tanto que, você continuou aqui.
–Eles te transferiram para viajar daqui para o acampamento?
–Bem, o pessoal do sindicato só me disse que a reunião do outro bloco era neste endereço, não imaginei que fosse sua casa.
–Ai que legal, vamos ser monitores juntos! – Diana anima-se e guia Sandy até a sala. Sandy Campbell era uma garota pálida, perdia para o Simon, mas ainda sim dava para comparar-se. Ela possuía uma franja e ondulada que a parte do meio parava nas sobrancelhas e os outros dois cachos continuavam até o fim de sua cabeleira castanha.
–Will! Há quanto tempo! –Diana o abraça enquanto todos conversam – Como é lá em Saint Paul?
–Pois é nos acostumamos com a cidade grande, fizemos amigos e tudo mais...–Disse Will sorrindo.
–Que ótimo, bom, sirvam-se que dentro de uma hora vamos para o Acampamento Charlston.
–Obrigada Diana. –Sandy e Will se levantaram, até que Sandy lembrou-se do que ia perguntar:
–Ei Diana! –A ruiva parou, e se virou para Sandy, esperando que ela começasse a falar.
–Você... Sabe do Oliver? –Sandy perguntou com o coração apertado de saudades.
–Oliver Barrymore? O garoto que nos ajudou a vencer a morte?
–Isso mesmo. Você o vê hoje em dia? –Sandy ficou séria.
–Não vejo o Oliver desde que ele e a mãe se mudaram.
–Oh, tudo bem.
–Ok, sirvam-se na sala de estar, tem algumas fatias de pizza, daqui a meia hora iremos partir.
–Ah, obrigada, viemos da viagem comendo.
–E a mala de vocês, não querem pôr na van?
–Ah, estão na mala, na verdade eu iria te dizer isso agora... –Sandy ri, Diana faz o mesmo.
–Tudo bem, vem comigo. Will vem cá! –Diana grita.
–Estou indo! –Will gritou de volta, levantou-se e foi em direção à porta. Os três colocam as malas dos dois na van enquanto conversam:
–Ei, não liguem se estranharem vocês na viagem por sermos... Sabe, sobreviventes, com o tempo você se acostuma, assim que você mostra que é tão normal quanto qualquer pessoa.
–E como você sabe disso? –Will perguntou a Diana.
–Experiência própria.
Minutos Depois...
Sandy senta-se no pufe da sala e percebe que todos estavam comentando sobre a dupla de sobreviventes, as gêmeas Luna e Velma conversavam sobre a vida dos dois:
–Luna, Vocês ficam falando dessa guria, mas eu não tenho ideia de quem ela seja.–Velma falou.
–Se atualiza Velma, ela é a garota que previu o acidente do cinema, do trem e do parque de diversões.–Luna pôs suas costeletas para trás de sua orelha.
–Uau, ela é uma verdadeira cigana. –Velma comentou baixinho.
–Tipo isso, mas isso não vem ao caso, mas o que importa é que onde ela vai o Will McGonagall vai junto.
–Não sei o que ela tem.–Velma falou reclamando.
–Velma... Ela é linda... –Luna disse.
–Tá ela é bonitinha, mas, olha pra cara dela, não está nem maquiada, olha para o cabelo dela.
–Ah, a franja dela até que é charmosa... –Disse Luna serena olhando para Sandy que tentava desviar o olhar.
–Fica quieta e para de morder essa pizza, –Velma tira a pizza da mão de Luna com um tapa –Isso engorda!
Na cozinha, Sophie e Simon conversavam sobre o mesmo assunto:
–Que viagem, os amigos da Diana que enganaram a morte estavam no mesmo bloco que o nosso em Forest Lake. –Sandy perguntou.
–Ela não tinha aquela lista dos monitores cadastrados? Por que parecia tão surpresa quando os viu.
–Vai ver ela se esqueceu deles, sei lá...
–Pode ser. Ei Simon. –Simon se vira para Sophie que continuou falando– se lembra de como foi estranho quando conhecemos a Diana? Todos ficaram com medo, mas com o tempo, descobrimos que ela é tão humana quanto nós.
–Eu me lembro, eu vi o rosto dela pela primeira vez quando ela conseguiu o emprego no estágio que eu fazia na época, se lembra?
–Ah, da Fábrica Wilcox?
–Isso, o estágio que eu fazia na época antes de me formar em letras.
–Ah, claro, você ficou tão triste quando perdeu o estágio.
–Pelo menos eu perdi com honra, oras. –Simon olha para outro local, e vê Sandy, com um olhar distante– Ela parece tão deslocada... –Sophie se vira para Sandy de longe.
–Pois é... Todos ficam cochichando sobre ela e lançando olhares desconfiados. E nós... Nós estamos fazendo o mesmo.
–Tem razão, é uma pena, logo ela que parece ser uma pessoa tão bondosa...
–É verdade... –Sophie a observa por alguns instantes e decide –Eu vou lá falar com ela.
–Boa sorte. –Simon se despede.
Sophie aproxima-se de Sandy e começa a conversar:
–Oi, sou Sophie Moore! –Sophie falou sorrindo sentando ao lado de Sandy. Sandy olhou para Sophie com a cabeça baixa respondeu:
–Iai, Sandy Campbell... –Sandy dá um sorriso e volta a olhar para o distante.
–Então... É verdade mesmo que você teve aquela premonição no cinema?
–Por que quer saber?
–Ah, sei lá, com todo respeito, como é ter uma premonição? Não digo uma premonição comum mas... A sua premonição. Pode contar como se sente para mim.
–Bem... Ter uma premonição é como... Se você tivesse ficado boba por uns dez minutos, como se estivesse vendo um filme de horror na sua cabeça, só que você participa dele. Você, no começo não identifica que é uma premonição você... Vive o momento como se estivesse acontecendo, pessoas que você nunca imaginaria chorando em sua frente, morrendo... –Sophie observa o rosto de Sandy impressionada, e com um aperto no coração. – Aí você morre... Logo depois disso, desperta de um doído transe, e vê a mesma cena, de onde você parou... –Sophie parecia estar vendo um filme de suspense na vida real só de ouvir – E o mais terrível é que... –Descem lágrimas dos olhos de Sandy, que abaixa a cabeça– Na premonição, você não pode fazer nada. –Sophie dá seu ombro para Sandy chorar.
–Ei, calma, lembra que tudo isso já acabou... –Sandy tirou seu rosto do ombro de Sophie, com seu rosto já sem lágrimas, mas com os olhos um pouco vermelhos:
–Tem razão... Obrigada Sophie. –Sandy sorri.
Logo, Will sai do banheiro e percebe Sandy conversando com Sophie rindo.
–Sandy, oi.–Will disse.
–Will, esta é a Sophie.
–Oi.–Sophie falou sorrindo.
–Sabe de uma coisa... Vocês se parecem muito. –Will disse olhando para os dois rostos.
–Ah, ela é mais pálida do que eu. –Sophie dizendo rindo.
–Ei, não sou tão pálida assim, você também é branca.
–Sou mesmo, mas você já está na outra escala de palidez. –Os três riem com a fala de Sophie.
–Bom, já que a Diana vai dirigir a van, vocês querem sentar do meu lado na van?
–Quantos lugares tem a van? –Sandy perguntou.
–Bom, temos sete conjuntos, assim há três lugares em cada conjunto de carteiras, aí ficamos nós três.
–Mas... E o seu amigo ali? – Will perguntou apontando para o Simon que estava rindo com o Hako.
–Ele já combinou de ir com o Hako.
–Não são três lugares?
–Vão poucos na van, e o Simon é muito espaçoso.
–É o nome do albino?– Will perguntou.
–Isso, o albino, ele é meu melhor amigo... –Sophie disse se derretendo por ele.
–Estou vendo que empacou na segunda pagina não?
–Do que está falando?
–Você me entendeu, primeira página, “Oi, meu nome é Sophie”. Segunda página, “Ah, você é tão legal, você é um grande amigo!”. Terceira página “Quer namorar comigo?”, Quarta página “Quer se casar?”, quinta página: “Quer dormir na minha casa?”... –Sophie interrompeu sua explicação:
–Já saquei o que quer dizer, e se quer saber, até onde eu sei, nosso livreto acabou na segunda página. –Sophie dando um passo pra trás, ficando mais perto de Sandy.
–Até onde você sabe. –Will disse, os dois riram das bochechas rosadas de Sophie.
Logo, Diana anunciou no megafone:
–Atenção Monitores de Forest Lake, por favor, dirijam-se para o veículo estacionado em frente à residência, suas malas já estão postas na parte de trás da van, dentro de instantes estaremos indo rumo ao Acampamento Charlston, obrigada. –Diana desligou o megafone, logo, todos se levantaram e saíram de casa.
Sandy e Sophie estavam indo em dupla enquanto Will pediu para as duas irem em frente, pois precisava falar no celular em particular com a sua mãe.
Logo, Hako olhou para Sandy, e com seu jeito ousado a ponto de ser desrespeitoso, vira-se para Sandy lançando um olhar de “Te quero”. Sandy acha estranho e o rejeita com um olhar.
–Sandy, não olhe agora, mas o Hako tá secando você...
–Tô percebendo... Acho que se eu não der bola ele para... –Sandy ia subir na van para entrar, mas Hako vai em frente com sua cadeira de rodas:
–Ei gata. –Sandy ignora Hako, que num impulso põe a mão no ombro de Sandy e puxa com força, ela desequilibra-se cai de costas na calçada do asfalto, ao lado da cadeira de rodas. Sandy sentindo dor no chão fecha os olhos e deixa a mostra seus dentes da frente. Hako tinha braços fortes.
–Por não me dar atenção, agora me beija, vem me segue gatinha. Vai dizer que doeu?–Hako vai afastando-se de Sandy.
–Hako, você tá sem noção! –Diana grita saindo de sua casa.
–Ai minhas costas seu– Sandy se levanta gemendo com a ajuda de Sophie– aleijadinho desgraçado! –Sandy aproxima-se de Hako que dá ré nas rodas com a mão com a intenção de fazer Sandy o seguir olhando em seus olhos. Hako achava realmente que Sandy cairia aos seus pés.
–Ih, se machucou de verdade? Não era minha intenção gata, dá um beijo!
–Toma aqui o seu beijo. –Sandy com seu sapato All Star chuta de frente o estômago de Hako com muita força. A cadeira foi lançada para trás. Hako gemeu fazendo a letra O com a boca.
Sandy se acalma ao lado de Sophie, e Luna trouxe a cadeira de rodas de volta para pôr Hako em uma cadeira na van. Logo, Will sai da casa, sua ligação com a sua mãe fora interrompida pela gritaria dos colegas ao redor que presenciaram o ocorrido.
–O que está acontecendo aqui?! –Perguntou Will. Sandy o abraça sentindo dor nas costas.
–Foi o Hako que azarou Sandy e depois a jogou no chão. –Velma disse querendo mais brigas.
–É verdade, Sandy? Você está bem? –Will perguntou.
–É sim, mas se acalma que eu já cuidei disso. –Will só ouviu a parte em que ela afirmava isso ter realmente acontecido.
–Está bem?
–Tô legal, Will. –O namorado de Sandy voltou-se para Hako, que disse:
–Ai não. –Hako falou com uma lágrima descendo pelo olho esquerdo da dor do chute no estômago.
–Aleijadinho desgraçado! –Will se vira para Hako, logo, Sandy o segura:
–Will respira o Hako já aprendeu a lição, WILL, não confia em mim?! –Will parou.
–Tá... –Will falou. Sandy suspira aliviada. Will termina sua frase pondo suas mãos no apoiador da cadeira e olhando para os olhos de Hako –Mas, se eu souber que você repetiu o ocorrido... Eu vou entortar tua medula espinhal mais do que ela já entortou, me entendeu?! –Hako fez sim com a cabeça assustado. Will se afasta novamente de Hako.
–Pronto pessoal, o tumulto, confusão, bafafá ou sei lá como vocês chamam já acabou? –Diana perguntou. Ninguém respondeu. –PERGUNTEI SE ACABOU!
–Acabou, Diana... –Todos ali disseram em uníssono em voz baixa.
–Ótimos agora, todos para a van, por favor.
–Eu te ajudo Hako. –Luna tira Hako da cadeira de rodas e o põe em um lugar na van.
–Vamos. –Sophie falou, fazendo Sandy, Will e Simon a seguirem, eles entram na van, e após todos os procedimentos necessários, Diana pega a estrada.
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