Forest Lake 2

6 Capítulo Seis: A Segunda Lista


Notas iniciais
E então, acharam rápido? Pois é, pra você que leu o capítulo anterior já sabe que eu vou postar vários capítulos hoje porque só hoje que eu arrumei um jeito de conseguir internet, Boa Leitura.

Era manhã quando Sophie recebeu uma mensagem que a fez tremer de angústia. Ela foi até o quintal de sua casa e esperou que a van de Diana chegasse para busca-la, assim como fez com todos.

Sandy, Will, Sophie, Simon e Oliver estavam sem nada falar na sala e estar da casa de Diana, que por sua vez, logo chega e põe alguns biscoitos na bandeja.

–E então gente, o que tá pegando, por que vocês estão tensos assim, parece até que alguém morreu... Espera... –Todos olham angustiados para Oliver– Alguém realmente morreu?...

–Luna Bridget... –Will falou.

–A segunda da lista... Oh Deus... Então a Morte está agindo pela segunda vez, e desta vez, mais rápido... O Grover não erra nunca...

–O Grover? –Diana perguntou.

–Tudo bem, eu explico pra vocês. É muito difícil que alguém caia em uma lista de morte importante mais de uma vez, como foi o caso de vocês... As chances de alguém incluir-se em duas listas individuais são de uma e um bilhão, como foi o caso de vocês. Portanto, neste caso, é necessário que vocês se fiquem a par de algumas coisas, principalmente você, Sophie, pois é a visionária desta lista.

–Ah, tudo bem. –A morena disse dando um sorriso de canto de boca.

–E eu? –Simon perguntou levantando a mão.

–Você é o namoradinho da visionária, é difícil você não se safar.

–Namorado? Quem disse que somos namorados... Não somos... –Simon disse envergonhado.

–Não, é claro que não, que ideia é essa agora, não... –Sophie complementa.

–Tudo bem, então... Vamos lá, prestem atenção, como é a segunda vez que isso acontece com vocês, Sandy, Will e Diana, é bom estar atentos, pois significa que é como se a Morte estivessem marcando vocês três, então escutem. Desta vez, as mortes individuais não vão estar tão claras, não haverá sinais, portanto, a única pessoa que terá a capacidade de sentir ou ver a pessoa “número x” morrendo nesta lista, será você, Sophie, apenas você.

–Eu vi o reflexo do rosto da Luna numa travessa de vidro da minha casa... –Sophie disse assustada.

–Nossa, é disso que eu tô falando, isso é mesmo muito perigoso, é bom estar atenta. Bom, outra coisa, desta vez, a Morte dificultará as chances de você salvar certa pessoa, e lembrando que um dos únicos meios de os restantes salvarem-se instantaneamente desta lista é... A visionária se matar.

–O que não vai acontecer. –Simon disse.

–Bom, portanto, temos que ter muito cuidado, pois o tempo de descanso da Morte é menor, muito menor, o próximo pode morrer a qualquer hora. –Oliver explica.

–Qualquer hora?... –Sandy perguntou pondo sua mão na boca.

–Quem é a próxima? –Diana perguntou.

–A Velma, irmã da que morreu ontem à noite... –Will falou.

–Pois é... Vai ser difícil não morrermos... –Simon disse. –Temos que ir, Sophie.

–Ah, é verdade. Gente, vamos ter de ir embora, até mais.

–Tchau Sophie, tchau Simon. –Will disse, assim que os dois saíram do local.

–Gente... –Diana os chamou. –Sabe de quem eu sinto saudades?...

–De quem? –Sandy perguntou.

–Da Selena... –Diana falou deitando-se no sofá. Ela era uma das pessoas mais bondosas que eu conheço...

–Pois é... Ela era tão inocente... Leal... –Sandy disse lembrando-se de seus momentos com a sua melhor amiga, Selena, antes dela morrer por aquele maldito helicóptero.

–Sinto saudades da Charlotte, também... –Will falou.

–Pois é... Ainda não entendo como coisas ruins acontecem com pessoas boas... Como o que aconteceu com o Grover... –Oliver falou. Foi quando Diana levantou a cabeça e disse:

–Oliver, onde está Marine? Sua mãe. Nunca mais falou dela, sempre que te ligamos para te chamar para vir para cá, você sempre está disponível.

–É verdade. –Sandy raciocinou.

–Ah, bom... Ela... –Todos olham para ele desconfiados– Tudo bem eu... Fugi de casa.

–Você o quê?!

–Eu fugi de casa e não quero voltar para o orfanato, tá legal!

–Do que você está falando?

–Eu não quero falar sobre isso.

–Ah, mas vai falar, vai ter de falar, uma hora vai ter que falar a verdade, ela ficaria muito desapontada se... –Oliver interrompeu o sermão de Sandy com a paralisante frase:

–Minha mãe morreu Sandy! –Todos se silenciaram.

–Há quanto tempo?...

–Desde o acidente em SharniLand, voltei para casa e ela estava morta, não sei do que ela morreu, eu a achei, deitada no sofá, morta... Não sei se foi uma crise de depressão que a fez desfalecer eu só... Fiquei em casa, cuidando de tudo lá, eu ficava por horas... Olhando para o rosto dela... Eu olhava para ela com esperanças de que ela acordasse, mas ela não acordou... Daí o babaca do meu padrasto soube da morte da mamãe, e a primeira coisa que me fez foi me inscrever num orfanato... Mas eu não me acostumei com a rotina de lá então... Depois de dois anos, eu fui a uma salinha onde haviam outras criancinhas órfãs, na sessão de três a cinco anos, peguei alguns banquinhos para conseguir alcançar o muro, e quando consegui pula-lo, peguei uma bicicleta qualquer que achei e pedalei... Mas pedalei até acabarem as minhas forças. E ninguém sentiu minha falta... Foi aí que vocês me acharam... E eu não disse nada a ninguém porque eu não queria que vocês... –Uma lágrima escorre dos olhos negros de Oliver –Me entregassem...

Sandy abraça Oliver com força.

–Você vai me entregar para o orfanato?...

–Não Oliver, eu não vou. Nunca iremos te trair... Não é, gente?...

–Nunca. –Diana e Will falaram em uníssono.

–Obrigado gente, farei o máximo para nos manter vivos... Tudo bem...

–Claro... A gente supera tudo de novo... –Diana disse abraçando Oliver. Will vai abraçar Oliver, que recua:

–Opa, que isso, eu chapa! –Oliver estende a mão, Will ri e aperta a mão de Oliver, após os dois se cumprimentarem, Diana respirou fundo, e em seguida alguém bate na porta de Diana.

–Quem será... –Diana pensou alto. Vai em direção à porta e abre. Era Sophie junta a Simon.

–Gente, vai acontecer alguma coisa com a Velma. –Sophie falou entrando na casa apressada.

–Você viu alguma coisa? –Sandy perguntou.

–A gente estava caminhando, em um terreno cheio de folhas no chão, e de repente veio um vento forte, que quase nos jogou para trás! –Simon relatou.

–E esse vento levantou as folhas, eu até achei bonito, mas em seguida o vento mudou de rumo e as folhas foram todas para cima de mim, fazendo-me desequilibrar e cair no chão...

–E aí? –Diana perguntou.

–Bom... Enquanto as folhas estavam na minha cara, eu pude ver o rosto de uma das gêmeas, provavelmente eu vi o rosto da Velma, e em seguida um grupo de pombos voaram no Simon, enfim, eu estou sentindo que... Algo vai acontecer.

–É claro... Na segunda lista onde há resquícios de sobreviventes incluídos, a única que pode sentir algo, é a visionária... –Oliver falou entendendo a situação.

–Vamos, acho que esta nós vamos conseguir salvar. –Will falou se levantando.

–Estou com um mau pressentimento... –Diana disse se levantando e seguindo todos.

Todos chegam à mansão de Velma, mas não veem ninguém, apenas várias faixas amarelas envolvendo o quintal com o letreiro “Não Se Aproxime”. Todos começam a chamar pelo nome de Velma, mas ninguém responde.

–Será que ela já morreu? –Simon perguntou.

–Acho que não... –Sophie disse, quando uma folha pousa na cabeça de Diana. A sobrevivente ruiva olha para cima e todos viram para ela:

–Folhas... Acho que ela está lá em cima, na cobertura da casa, tirando o excesso de folhas, afinal já estamos no outono.

–Ela não tem empregados para fazer isso? –Oliver perguntou.

–Pelo que eu saiba, ela tem um mordomo. –Sandy respondeu.

–Gente? –Uma voz disse.

–Velma, é você? –Sophie perguntou olhando para cima e avistando a cabeça de Velma.

–Oi, gente, vocês aqui? –Velma segurava um forcado curvo maior do que ela, a ruiva estava com cabelo amarrado.

–O que você tá fazendo? Sua casa está cercada está coberta por estas faixas.

–São da polícia. É uma cena de crime. Eu estou tirando o excesso de folhas daqui de cima, tá vendo essa árvore. –Velma apontou para uma árvore grande que habitava ao lado da mansão. –Ela vive soltando folhas, por isso estou deixando o terraço limpinho, enfim, estou deixando o meu legado.

–Seu legado? –Sophie se assusta. Logo, ela consegue visualizar o rosto de Velma. Até que o terraço de cima da casa de Velma não era alto. Dava para ver que ela estava com o cabelo mal lavado, olhos fundos, enfim, estava péssima, ela tinha perdido completamente a vontade de viver.

–É melhor se afastarem... –Velma fica na ponta da grade de segurança da cobertura da casa.

–Velma, o que tá fazendo, é muito perigoso onde você está, desça! –Sophie disse.

–Te vejo em breve, Sophie. –Ela abre os braços, fecha os olhos, uma lágrima escorre do seu olho. Velma estava para se matar.

–Ela vai se jogar lá de cima. –Will disse.

–Ah, não vai não. –Oliver disse. –Não se preocupem nenhum sobrevivente a não ser a visionária consegue se matar na lista, não se preocupem.

–Mas ela vai se jogar, se ela cair dessa altura ela morre, –Sandy se vira para Velma que estava no alto– Velma não faça isso, porque um dia você vai acordar em algum lugar escuro e sombrio, aonde você vai se arrepender por não ter tentado! –Sandy disse desesperada por ver Velma se inclinando para mergulhar no asfalto de sua casa. Foi quando Oliver olha para cima e percebe um grupo de pombos indo em direção a Velma:

–Ela não vai se matar... –Oliver confirma baixinho.

Diana estava tentando abrir o portão da mansão para subir um andar e salvar Velma.

–E aí, Diana?

–Não tá abrindo, que droga! –Diana disse tentando arrebentar a fechadura.

Logo, o grupo de pombos começa a se debater contra Velma, foi aí que ela começa a dar um chilique e cai para trás. Porém, ela cai bem em cima do forcado curvo, e as barras de ferro do pesado material perfuraram suas costas.

Na hora, Sophie ouve Hako falando em seu pensamento “Espetinho de Velma...” Sophie se assusta. Velma, no terraço começa a chorar. Tenta se levantar, sente dificuldade para respirar. Ela começa a levantar e tenta ir para a ponta da cobertura novamente para pedir ajuda. Morrer doía muito, principalmente quando era perfurada pelas costas pelos quatro dentes do forcado curvo. Velma podia ver a ponta do forcado em seu coração.

–Velma? Velma, você tá bem. Responde! –Sandy pergunta aos berros.

–Será que ela vai descer? –Simon perguntou.

–Que coisa estranha... –Diana disse.

Velma vai cambaleando como se estivesse bêbada para o terraço. Ela segura na grade de ferro que protegia o terraço do primeiro piso e consegue gritar com sangue escorrendo de sua boca:

–Gente... Eu não quero mais morrer... AAAI... Isso dói! –Velma disse, foi quando ela acaba se desequilibrando, e o seu corpo pregado aos dentes do forcado curvo desce em toda a velocidade o primeiro piso e param direto no térreo. O forcado curvo caiu com o cabo para baixo, fazendo parecer que ela estava em pé. O corpo dela está reto, como se estivesse de pé diante de todos, mas quem a mantinha reta era o forcado curvo. Os olhos de Velma estavam abertos, e sua boca escorria sangue. Após o susto de todos, a gravidade faz a garota cair para o lado.

–Ela tá colada com aquela vassoura de folhas... –Oliver disse assustado. Diana cobre os olhos do jovem garoto com a mão. Todos observam aterrorizados o corpo de Velma caído no chão. E a Morte leva mais uma.

Os seis sobreviventes entram na van. Todos estavam tensos.

–E agora?... –Will perguntou.

–Galera... Eu não quero que isso aconteça comigo... Eu não quero... –Simon disse abraçando Sophie.

–Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas... –Sandy disse inconformada.

–Gente, não podemos nos entregar desse jeito. Ela já ia se matar. Não podíamos fazer nada. –Sophie os incentivou.

–A Sophie está certa. Temos que manter o foco, como estávamos antes, e daí que a Morte está com vantagem?! Podemos virar o jogo, podemos salvar os restantes!

–Não podemos... Diana... Ela é mais esperta que nós, mais esperta que você! Só está esperançosa desse jeito porque já se salvou no início! Mas nós, já estamos ferrados! –Simon berra contra o rosto de Diana, foi quando uma gota de saliva de Simon toca no rosto da ruiva na gritaria, e ele sente que pegou pesado. Diana, magoada, passa a mão em seu rosto, dá meia volta e anda rapidamente em direção ao banco do motorista. –Olha... Meu desculpa é que eu...

–Não precisa se desculpar Simon. –Diana disse séria virando-se para ele. – É normal coisas desse tipo acontecerem com quem já está perdendo a sanidade. –Diana retrucou voltando ao banco do motorista e acelerando, enquanto todos sentiam o pesado clima de Diana carregava. Simon olha ao redor, e vê que estão todos olhando para ele. Sandy vai em direção à bela ruiva, senta no banco do passageiro, ao lado da sensível Diana, e a consola.

Minutos Depois...

–Pra onde nós vamos? –Sandy perguntou voltando para seu assento após conversar com Diana. Sophie acorda deitada ao ouvir a dócil voz de Sandy.

–Salvar o Hako, ele é o próximo, não é?– Diana pergunta ajeitando formalmente a gola de sua jaqueta preta dando um bom contraste para o seu cabelo vermelho-tomate.

–É, mas... É que, estamos com um pouco fome...

–Eu também, mas não queria que soubessem, hê hê. –Diana disse rindo– Tudo bem, paramos em uma lanchonete, o que vocês querem?

Dentro da lanchonete, eles encontram um cadeirante velho, que estava apreciando um purê de batata trazido pela moça que cuidava dele.

–Eu quero batata frita! –O cadeirante bufou para a moça.

–Julius, você não pode comer batata frita, tem que comer o purê de batatas que eu preparei! –A mulher grita no ouvido dele.

Na hora, Sophie lembra-se do comentário de que Velma tinha feito enquanto ela contava as mortes em sua premonição quando todos ainda estavam vivos. “Foi tipo, um Purê de Hako...” “Purê de Hako... De Hako...” Ela ouvia no pensamento.

–O Hako... Ele disse na nossa reunião “Espetinho de Velma”! E então Velma é empalada. E Velma disse “Purê de Hako”... Velma morreu de acordo com o comentário irônico do Hako, então ele irá morrer esmagado, como na minha premonição... –Sophie disse.

–Não se impedirmos. –Diana disse.

–Espera, eu não acabei de comer meu hambúrguer! –Simon disse. Sandy o puxa pela gola da camisa. Sophie se lembra do modo em que Simon foi arrastado pela gola da camisa, mas ignorou essa semelhança e focou na morte do cadeirante.

Eles correm em direção a van.

–Gente, temos um problema... –Diana disse.

–O quê?

–Não sabemos onde o Hako mora.

Notas finais
Curtiram a morte da Velma? Essa realmente foi a versão original, por um milagre eu não mudei de última hora a morte de alguém. Interajo com vocês nos reviews. Até o próximo capítulo!