Forest Lake 2
7 Capítulo Sete: Semelhanças
Notas iniciais
–Como não temos o endereço dele? Diana, você tinha o endereço de todos anotados na lista de Monitores de Acampamento, não está lembrada?! –Sophie disse.
–Eu tinha, mas esta lista pegou fogo dentro da minha van antiga, no Posto Mourraier.
–Bom, eu tinha o endereço dele no meu celular, mas, ele parou de funcionar desde ontem à noite... –Simon disse.
–Isto é preocupante, como ninguém aqui tem o celular dele? Ninguém tem nenhuma informação que possa nos levar até o Hako? –Will perguntou a todos.
–Eu conheço um lugar que ele frequenta, ele mesmo me disse. –Simon revelou.
–Jura? –Sophie perguntou.
–Era para ser um segredo, mas, já que é um caso de vida ou morte... –Simon falou.
Todos chegaram levados pela van de Diana em frente a um imenso condomínio rosa e branco, ele era composto por duas torres de moradia de vinte e três andares. Parecia mais um arranha-céu de tão grande que era.
–Quando você disse um lugar que ele frequentava eu imaginei um SPA, ou, uma boate para cadeirantes, sei lá. –Diana perguntou olhando para cima como os outros.
–Isso não é uma moradia? –Sophie perguntou.
–Na verdade é, vamos gente, é no vigésimo segundo andar.
–O penúltimo?! –Diana perguntou.
–É, venham, acho que podemos encontrar o Hako lá em cima, ele sempre vem aqui nos finais de semana, sigam-me. –Simon disse.
Todos entram no Elevador da Torre 01. Os seis estavam calados, dentro do elevador, quando Simon quebrou o silêncio:
–Então se o Hako morrer, eu sou o próximo?
–Basicamente, sim. –Oliver respondeu.
Foi quando Sophie vê o rosto de Hako na janelinha do elevador, e em seguida, lê um aviso: “Veja se o mesmo encontra-se parado neste andar”. Sophie respira fundo até que o transportador chega ao vigésimo segundo andar. O elevador se abre, e revela uma casa bonita, parecia mais um quarto, uma televisão apoiada em uma mesinha de vidro, um colchão com uma coberta tremendo e gemendo... Espera... Um cobertor rosa que estava tremendo e gemendo no chão.
–Mas, o quê? –Sandy pergunta, até que Hako e uma garota se revelam embaixo do cobertor.
–Mas que... Droga é essa? Quem são vocês?! –Uma moça branca de cabelos crespos reclamou com os seis.
–Calma, gatinha, essa é a minha galera! Oi gente! –Hako disse apenas com a cabeça para fora do cobertor e a garota correndo do colchão e indo direto ao seu quarto.
–O que vocês estavam fazendo? –Oliver perguntou.
–Quantos anos você tem, baixinho? –Hako perguntou.
–Quinze.
–Jogando cartas, sabe baralho, pois é. –Hako se vira para eles– O que vieram fazer aqui? Simon, por que os levou para a casa da minha namorada? Espera, não diga nada, antes de responder as minhas perguntas, será que vocês poderiam me tirar daqui? Minha cadeira de rodas está perto daquela pilastra. –Ele apontou para um lado da casa.
–Tudo bem. – Simon buscou a cadeira e trouxe até Hako, ele rapidamente se esticou e se posicionou na cadeira de rodas.
–Então, podem começar a explicar, e depois vazarem senão a Jessie já já vai chamar a polícia.
–Olha, só os disse onde você estava porque é um caso de vida ou morte.
–Vida ou Morte? –Hako não entende.
–Você é o próximo na lista de morte. –Sandy disse com orgulho.
–Ah, isso é impossível! Eu sou o quarto da lista. É a vez da gêmeas, vocês mesmo disseram que a Diana já se safou.
–Hako, Luna e Velma estão mortas. –Sophie disse.
–O quê? –Hako mudou seu estado.
–Já chega, saiam da minha casa! –A garota sai de calcinha e sutiã segurando um taco de beisebol. –Vão sumam! Que vergonha...
–Calminha Jessie! –Hako disse se distraindo do assunto. A garota estava invocada, e em seguida alguém sai do elevador. Era o Estevan.
–Estevan o que faz aqui? –Diana perguntou.
–Eu segui vocês, soube que mais gente morreu. Tentei buzinar para vocês verem que eu estava com o carro atrás de vocês, mas na hora, a buzina não funcionou e... –A tal Jessie tomba o taco de beisebol na cabeça de Estevan.
–Vai acontecer o mesmo com vocês se não saírem da minha casa! –Jessie ordena.
–Ei! –Diana grita. Num impulso, a ruiva pega o taco de beisebol da mão da Jessie e joga-o pela janela.
–Como se atreve! –Jessie avança em Diana com as unhas, mas Diana segura o cabelo da jovem furiosa com uma mão, e com a outra soca várias vezes seu estômago.
–Pede desculpa, sua, desgraçada. –Diana desfere os socos no estômago de Jessie enquanto a imobiliza pelo cabelo.
–Des... Cul...pa... –Diana a joga no chão, Jessie se manteve lá.
–Estevan, você está bem? –Diana perguntou.
–Não sabia que você lutava desse jeito. –Estevan brinca. –Quem é essa que você detonou?
–Eu não sei. –Diana ri junto a Estevan.
–Continuando, vocês precisam de minha ajuda? –Estevan perguntou.
–Mais do que nunca agora... –Diana disse.
–Hako, por que não me protegeu dessa... Ruiva de farmácia? –Jessie perguntou se levantando. –Ela exagerou!
–Não sei se percebeu, mas eu sou um cadeirante, e você não deve bater em visitas, Jessie, isso é um tanto deselegante! –Hako falou. –Agora quero que vocês me contem tudo o que houve na minha casa, tudo bem? –Hako diz chamando o elevador.
Sophie sente algo estranho, aperta a mão de Simon, foi quando uma gélida brisa toma conta do espaço.
–Vamos gente, eu os acompanho até a saída! Agora eu tenho de cuidar de outros assuntos. –Hako disse apontando para Jessie.
–Eu ouvi isso, seu aleijadinho. –Disse Jessie se levantando.
–Tudo bem, melhor irmos, e desculpe pela surra, querida. –Diana disse a Jessie, que fez uma careta.
–Gente, eu estou sentindo alguma coisa. –Sophie disse.
–Ah, que demora... –Hako disse rolando a cadeira de rodas até onde todos iriam com ele. –Vamos, chegou a hora. –Hako chama o elevador sem olhar se o mesmo encontra-se parado no andar, o que acontece é que o elevador realmente estava parado. Só que no vigésimo terceiro, o andar de cima. Por causa desse descuido, Hako caiu no poço do elevador junto a sua inseparável cadeira de rodas. Ele desce sem intervalos até o fim do poço gritando.
Jessie grita alto.
–HAKO! OH MEU DEUS! HAKO! –Jessie berrou.
–Oh, droga, meu amigo! –Simon disse.
–Ele pode estar vivo! –Estevan disse.
–Ficou maluco, são vinte e dois andares, é como você pular de paraquedas e ele não abrir!
–A cadeira de rodas pode ter amortecido a queda... –Diana complementa. Depois disso se ajoelha na ponta do poço e abaixa sua cabeça para poder ver se Hako se encontrava vivo. E não é que ele estava!
Hako estava em estado de choque, mas não tinha morrido. Ele caiu reto, por isso a cadeira de rodas amorteceu a queda.
–Galera... –Ele disse, e a voz dele veio à tona como um eco.
–Ele está vivo! –Jessie berrou.
–Graças a Deus... –Simon disse.
Jessie joga Diana para trás.
–Sai daí, eu quero falar com o meu Hako! –Jessie afirma pondo parte de seu corpo inclinado para dentro do poço para falar de longe com o cadeirante lá embaixo. –Vamos te salvar, vai ficar tudo bem, ok?! –Jessie grita. –Vamos chamar os bombeiros, vai ficar tudo bem...
Nessa hora, a visão de Sophie fica turva. Ela começa a ficar tonta, e em seguida, as cordas que mantinham o elevador pendurado se desprendem, fazendo o elevador descer com toda a velocidade do vigésimo terceiro andar. Jessie não teve tempo nem de gritar, pois o elevador desceu com toda a velocidade decepando parte de sua cintura. Hako estava encurralado. Para ele, só restou gritar, até o elevador fazer um “Purê de Hako”.
Horas Depois...
Todos saíam da delegacia atordoados. Caminhavam enquanto conversavam sobre as perguntas do interrogatório.
–E aí, o que te perguntaram Diana? –Estevan perguntou.
–Várias coisas, tipo, o que eu estava fazendo na casa de Jessie Neil...
–Me perguntaram isso também... –Sophie disse.
–Nossas chances de nos manter no controle estão acabando. –Sandy confirmou– Declaro caso de emergência.
–E o que isso significa? –Will perguntou.
–Vamos ter de comunicar tudo o que está havendo para alguém que nos ajude nesse caso que é a polícia no nosso pé.
–Quem, Sandy? –Estevan perguntou abraçado a Diana.
–Se for o que eu tô pensando... –Diana disse sorrindo para Sandy.
–Vamos, deve ter algum telefone público aqui por perto. –Sandy alertou.
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