Forest Lake 2

2 Capítulo Dois: Destino Traçado


Notas iniciais
Hey Leitores, peço desculpas pela demora deste capítulo, vocês devem ter até esquecido os personagens, hê hê... Mas enfim, espero que gostem deste capítulo, Boa Leitura :3

Todos estão na “van de sete lugares” de Diana que dirigia. Alguns conversando, alguns em silêncio. Sophie estava do lado da janela, observando as grandes árvores de pinheiro que a van ao lado passava. Até que a mesma viu um caminhão tanque, com o material carregando um cilindro gigante onde havia gasolina. Sophie assustou-se porque o caminhão estava perto demais da van. Antes que ela pudesse comentar, o caminhão se afastou e seguiu para a outra rua.

–Viu o caminhão tanque? –Sophie perguntou se virando para Sandy.

–Que caminhão? –Sandy perguntou se esticando para ver a janela.

–Aquele! –Sophie se deu conta que estava apontando para o nada.

–Onde, Sophie? –O caminhão fez uma curva.

–Ele acabou de ir para a outra direção. –Sophie voltou para o seu posto.

–Oh... –Sandy, por sua vez também encostou suas costas novamente no seu lugar e fechou os olhos. Até que certo alguém aparece com uma bike cruzando a rua mais próxima em frente à van. O garoto quase cruzava a rua quando seu pé enroscou-se na grade dentro da roda, fazendo a bike parar, e o garoto não conseguindo sair.

–Mas que droga... Ai não... Funciona, vai! –O garoto falava desesperado enquanto a van não parava de andar, esperando que o garoto fosse passar logo. –Ai... Para. PARA! Socorro para! –Dizia o menino desesperado, até que Diana percebeu que ele continuava lá parado no meio da rua. Diana abaixa o vidro do carro e grita com a cabeça para fora:

–Ei garoto sai daí! Ei! Sai!–Diana freou a van brutalmente. Mas atinge seriamente a bike do garoto, que por sua vez, conseguiu tirar seu pé da grade da roda e correu desesperadamente para fora. Diana após atropelar a bicicleta. parou na esquina.

–Ai meu Deus? O que aconteceu? Diana! –Sophie correu, abriu a porta da van e foi acudir o menino. Sandy e Will correram para ver e as pessoas ficaram na van.

–Garoto, você se machucou?! –Sophie se ajoelhou e foi acudir o garoto.

–Eu... Tô bem. Só machucou meu joelho. –O menino disse dentado na calçada.

Diana avista o menino e grita reclamando:

–Por que diabos parou na frente do meu carro, garoto! –Diana reclama.

–Foi sem querer dona, eu... –O garoto a observou– Um instante... –Sandy chega correndo com Will:

–Como isso aconte... –Sandy olhou para os olhos do menino e ficou boquiaberta– Ai Meu Deus... Como...

–Sandy? –O garoto levantou-se impressionado olhando para eles.

–Oliver? Oliver é você! –Sandy disse quase chorando de alegria.

–Sandy! –Oliver abraça Sandy.

–Oliver, você está irreconhecível! Deixou o cabelo crescer?

–Bom... A gente se encontrou há dois anos então...

–Tem quinze anos agora! –Will disse.

–É!

–Oliver, há quanto tempo! –Diana o abraçou fortemente.

–Fala Will! –Oliver e Will fizeram uma batida.

–Fala cara.

–Nossa vocês se conhecem há dois anos?–Sophie perguntou sorrindo.

–Foi ele que nos ajudou a vencer a morte.

–Ele é o garoto que salvou vocês?

–É esse mesmo. –Sandy disse sorrindo.

–Gente, foi ótimo esse reencontro, mas, não tem como eu... –Will percebeu Oliver hesitando, mas ficou calado – Ir para o lugar onde eu quero com minha bike toda estropiada. –Oliver apontou para a bike desestruturada, impossível de andar.

–Oh, você pode vir conosco, estamos indo em direção ao Acampamento Charlston.

–Que sorte, é onde eu tenho que ir mesmo!

–Você também vai para o Acampamento?! –Sandy falou alegre. –Te levamos pra lá! Mas, e sua mala?

–Ela já está lá com o das outras crianças!

–Então você já foi pra lá e tá, voltando por quê? –Will perguntou.

–Eu ia agora pra minha casa buscar...

–O quê? –Will perguntou arqueando as sobrancelhas.

–A minha escova de dente.

–Galera, isso está parecendo mais um interrogatório, vem conosco que a gente te leva num instante para o lugar onde você deve ir. –Falou Sandy levando o Oliver pra a van.

–Demorou! –Oliver entrou.

–Mas, e essa bicicleta? –Will perguntou.

–Ah, esse coisa? Ah essa rua está interditada para a obra na avenida mesmo. –Diana disse –Eu só peguei um atalho.

–Espera, você entrou em uma rua interditada?

–É um atalho, os ajudantes da obra já pegam essa bike e jogam no lixão. –Diana saiu entrou na van. Will ficou olhando a bike espatifada no chão. Will entrou na van e eles foram rumo ao acampamento.

Sophie estava com a cara serena, enquanto olhava para o horizonte, a garota ainda pensava sobre o que acontecera há minutos. Quanta coincidência. Todos os que sobreviveram naquele parque, encontrando-se em um local para um evento... Por que será que Sophie detestava a palavra Coincidência?!...

–E então Oliver, fala sobre a sua mãe, o que aconteceu a Marine?

–Ela tá bem. –Ele sorriu apertando seu boné. Oliver Barrymore tinha a pele bronzeada, cabelo liso que cascateava nas pontas. Oliver de dois anos pra cá cuidou de sua aparência, ele estava mais bonito, seus dentes estavam mais brancos e sua postura era péssima. Oliver estava com uma camisa de manga longa azul que ia até o começo das unhas do garoto. Ele usava uma calça jeans e um tênis de corrida azul. Seu cabelo era cheio e possuía uma franja que cobria parte de sua testa.

–Gente, nosso destino está traçado. –Diana disse. Sophie e Sandy olharam para o corredor imediatamente estranhando a frase:

–O quê?! –As duas murmuraram em uníssono. Diana segurava com uma mão seu celular identificando o período da estrada e com a outra segurava o volante:

Bom, vamos reto em direção ao nosso bairro vizinho, enchemos o tanque da van no Posto de Gasolina Mourraier, aquele posto perto do Colégio Calibri –No exato momento, Sophie vê em seu celular uma sombra passando, se assusta e bloqueia a tela– que fica em frente ao Supermercado, aproveitamos à parada, atravessamos a rua e compramos alguns lanches pra comermos na viagem, depois disso seguimos estrada atravessamos a fronteira, já reunimos o dinheiro do pedágio, e enfim chegamos a Charlston para sermos Monitores de Acampamento e ganharmos uma boa grana!

–IUHUUU! –Velma e Luna gritam em uníssono.

Nesse momento, eles passam um tempo na viagem, e o cinto de Sandy na cintura se solta na freada quando o sinal fechou. Ela é levemente jogada contra a outra cadeira em sua frente.

–Sandy, não afivelou o cinto? –Will a ajudou a sentar-se novamente.

–Afivelei, eu acho... Mas... –Sandy tentava achar alguma explicação– Eu acho que eu não o afivelei quando voltamos da van com o Oliver.

–Será que o material do cinto tá velho? –Will perguntou.

–Não sei, mas eu acho melhor eu trocar de lugar, não estou segura.

–Ah, é só fechar aqui, olha. –Will que estava ao lado afivelou novamente o cinto.

–Ah, tudo bem, fico aqui. –Sandy disse. Sophie sentiu algo estranho, mas não comentou nada. Ela só olha para trás e vê por um instante e vendo as duas irmãs falando:

–Velma...

–O que foi, Luna?

–Acha que vamos demorar muito?

–Claro que vamos, por quê?

–É que...

–Fala logo, Luna!

–Eu preciso– Luna cochicha–Ir ao toalete...

–Ah, você quer usar o banheiro? DIANA, A LUNA QUER IR NO BANHEIRO! –Velma gritou para Diana que dirigia.

–Estamos já perto do posto, segura um pouco aí Luna! –Diana respondeu aos gritos.

–Nossa, você é tão delicada. –Luna falou em um tom irritado e sarcástico.

–Por nada irmãzinha.

Sophie olha mais para frente e vê de longe: “Posto de Gasolina Mourraier” em frente ao “Super Mercado Fogus”. Sophie assemelha as palavras Mourraier com morrer e Fogus com fogo em sua mente, mas não diz absolutamente nada, achou que era coisa da sua cabeça. Diana estacionou a van em frente ao posto para organizar outra questão, Diana levanta, e vai para o corredor da van ganhando a atenção de todos:

–Então gente, pra tornarmos ágil nosso processo, vamos todos nos organizar. Todos vocês vão atravessar a rua e ir direto para o supermercado, nada de distrações. Vocês atravessam a rua, comprem o que acharem melhor para comer na viagem, e voltem em exatamente uma hora, é o suficiente para escolher, passar no caixa e voltar, falou?

–Velma, você pode comprar comida para nós duas? Eu vou precisar ir no banheiro do posto... –Luna pediu.

–Tá bem então. –Disse Velma mascando chiclete, e pondo sua franja para trás.

–Ei, eu posso ficar na van?! –Oliver disse.

–Sem problemas, você fica comigo, Oliver. –Diana resolveu.

–Ok. –Oliver concordou.

–Todos com dinheiro no bolso? –Diana perguntou aos integrantes.

–Sim. –Todos menos Oliver e Luna responderam em uníssono.

–Então tá, vocês se dividam e criem seus grupos, e repetindo, voltem ao posto em uma hora para seguirmos viagem, a van vai estar estacionada no posto para vocês voltarem com tudo, ok?

–Relaxa Diana, vamos fazer tudo direitinho não somos crianças, que tal irmos? –Hako disse puxando um maço de cigarros do seu bolso da camisa. –Ei Luna, pode me colocar de novo na cadeira de rodas? Eu não consigo sozinho... –Hako faz biquinho para Luna, que pega rapidamente a cadeira de rodas, a desdobra fora da van e põe Hako nela.

–Tudo bem, vão! –Diana falou. Simon logo percebeu que Hako estava com um maço de cigarros na mão.

–Isso dá câncer. –Simon disse em um tom de reclamação.

–Falar assim comigo também. –Simon fecha a cara ao ouvir a ameaça– Ei, tô zoando, eu só vou dar uma tragada quando eu tiver bem longe de você, relaxa. –Hako disse sorrindo, quando gira sua cadeira de rodas para trás leva um susto quando vê o caminhão tanque estacionado bem atrás da van:

–Ai meu Deus! –Hako dá ré em sua cadeira de rodas assustado.

–Isto é só um caminhão com gasolina dentro, machão. –Ele brinca.

–Calado! –Disse Hako girando a cadeira para Simon.

–Quer que eu te atravesse na rua? –Simon perguntou caridoso.

–Tenho cara de carente? –Hako respondeu de uma forma grosseira.

–Tá, foi mal, é que a Luna foi para o toalete... Ah, vai sozinho então. –Simon olha para os lados e atravessa a rua parecendo irritado.

–Eu atravesso mesmo. –Hako disse orgulhoso. Olha para os lados algumas vezes, e com sua força nos braços, dá um impulso em sua cadeira de rodas para passar com muita rapidez a longa rua. Sophie, Sandy, Simon, Will, Velma e Hako estão no supermercado enquanto Diana e Oliver abastecem a van e Luna está no banheiro do posto de gasolina.

Sophie carrega uma lista de alimentos para compra junto com Sandy e Will que dirigia um carrinho de compras. Hako e Simon estavam na parte das bebidas e Velma estava na parte de revistas. Simon vê Sandy de longe e lembra-se de algo que ele queria falar com ela:

–Sophie. –Simon chama Sophie que estava na fileira de talheres.

–Oi Simon. –Sophie olhou para ele arqueando as sobrancelhas saindo da fileira de fast-food.

–Vem aqui um instante. –Simon pediu.

–Como está indo com a Sandy, ela é legal?

–Ah, ela é meio fechada, mas, é gente boa, está até mais contente por ela ter encontrado aquele garoto Oliver e tudo mais.

–E você está bem? –Na hora da resposta, Sophie vê a propaganda em um anúncio de creme dental Wilcox, uma EXPLOSÃO de hálito fresco... Se aquilo não fosse um sinal, teriam que redefinir o conceito do próprio.

–Sophie, acorda!

–Ah, sim, estou bem. –Sophie olhou para cima. Sophie não era perita em mentir.

–Tem certeza?

–Claro Simon, por que eu mentiria?

–Você está tensa, parece até que está morta. –Sophie arregalou os olhos.

–É que... –Simon abaixa suas sobrancelhas esperando uma resposta –Eu estou cansada, só isso. –Sophie mentiu.

–É bom você discordar o que disse agora, –Sophie se virou para Simon fazendo cara de “Como é que é?” –porque eu te conheço há muito tempo, Sophie, não estrague sua ficha comigo blefando uma baboseira dessas.

–É que... –Sophie faz uma pausa para respirar– Você vai achar que eu estou louca, mas, lembra-se que os sobreviventes da Sala de Cinema, percebiam algo estranho no ar, como uma presença que está indicando alguma coisa de ruim que acontecia de verdade?

–É, eles diziam que eram sinais, que indicavam quando algo iria acontecer.

–Isso, os sinais... Então... Eu sinto que estou vendo alguns.

–Sophie, não começa a dizer essas coisas. Falar atrai. Não perde sua viagem pensando nisso só porque Sandy Campbell está aqui. Relaxa que a vida é muito curta pra pensar em morte. Estamos indo para esse acampamento porque queremos então, se estiver desconfortável com qualquer coisa, você fala ok?

Sophie suspirou e conseguiu dizer:

–Tá bem... –Sophie dá um sorriso.

–Ei, sobre você sentar nesta viagem com este Will... –Simon é interrompido por Sophie, que beija sua bochecha. –Tá bem, até breve. –Simon se despediu sorrindo. Sophie sorri de volta e continua a comprar as coisas.

–Tem certeza que o livreto de vocês acabou na página dois? –Will brincou quando Sophie voltou.

–Cala a boca, já pegou as bolachas? –Sophie perguntou.

–É no outro lado da fileira de higiene pessoal. –Sandy respondeu.

Os quatro passam ao lado da fileira de ferramentas e o brinco de Sophie cai no corredor. Os outros seguem em frente enquanto Sophie deu uma curva e começou a andar pela escura fileira, a batida barulhenta de seus sapatos no chão mantinha um ar de suspense, até que ela se abaixa para resgatar seu pertence quando o plástico protetor do martelo se desenrosca do gancho que o prendia, fazendo o cabo do martelo cair na pedra do brinco, esmagando-o bem aos olhos de Sophie, causando um enorme susto:

–AAI! –Sophie grita com a destruição de seu brinco, o resto do grito não saiu, pois Sophie pôs a mão em sua boca para abafar o grito de medo. Sandy assustou-se ao ouvir o grito abafado, virou-se de costas e correu a procura da origem do grito. Esquivou-se de algumas pessoas, pulou um carrinho, esbarrou em duas idosas assustada quando acha a prateleira de ferramentas e para ao lado de Sophie, que olhava para o chão assustada com o terrível fim de um de seus brincos preferidos.

–Nossa... –Sandy falou olhando para o pesado objeto no chão. –Esse martelo podia ter feito um estrago em alguém...

–Isso foi tão estranho... –Sophie disse arqueando as sobrancelhas e respirando fundo.

–Vamos indo... –Sandy falou pegando a ferramenta e enroscando-a no gancho. Em seguida sai do local ainda respirando fundo por causa do susto.

–Estranho... –Sophie acompanha Sandy para continuarem as compras.

No Posto de Gasolina Mourraier...

Luna saía pela porta do banheiro do Posto parecendo aliviada. Ela puxa um perfume de sua bolsa rosa e espalha ao seu redor enquanto caminha para dar a volta no posto e ir direto ao supermercado Fogus.

Diana estava na van com Oliver conversando, ela já tinham abastecido o veículo que estava estacionado ainda no posto:

–Então, conte o que aconteceu nos últimos dois anos... –Diana perguntou a Oliver que consumia um suco de caixinha.

–Bom, depois que vencemos a morte, eu e minha mãe nos mudamos para a casa da vovó, mas esse ano, ela... Cometeu suicídio, e nós voltamos para cá.

–Sinto muito...

–Ela já estava velhinha mesmo...

–Olha, mudando de assunto, não pense que eu engoli aquela história de que você voltou do acampamento porque esqueceu a escova de dente.

–Eu... Na verdade... –Oliver foi interrompido por uma furiosa batida no vidro da van. Era Luna.

–Luna, que susto... O que é? –Diana perguntou abaixando o vidro do carro.

–Eu esqueci de dizer a Velma para ela comprar o...

–O quê?

–O... Você sabe...

–Fala logo, criatura!

–O absorvente, caramba!

–Ah... –Diana ficou com vergonha– Bom, não seja por isso, Oliver, pode avisar a Velma para ela comprar o absorvente?

–Por que eu? –Oliver perguntou sentindo-se injustiçado.

–Ninguém mandou você ser menor de idade e sem defesas, agora vai logo avisar a Velma antes que ela passe pelo caixa. –Diana ordena abrindo a porta da van. Oliver pula da van resmungando.

Hako acaba de fazer as compras antes de todo mundo, trouxe duas sacolas com inúmeros pacotes de salgadinhos, sacolas com bebidas na calçada do supermercado, quando tira do bolso de sua camiseta o maço de cigarros que ele tinha pegado quando saiu da van. Hako pôs fogo na ponta do cigarro, e quando foi fumar, uma rajada de vento tira o tabaco da mão de Hako de uma forma quase que sobrenatural:

–O quê? Não! Ei! –Hako se irrita por seu cigarro ter deslizado de seus dedos. O cigarro vai flutuando ao ar, até chegar a frente ao Posto. Oliver que vai atravessar a rua, mas para ao ver o cigarro que ainda estava aceso no chão:

–Ei... Mas o quê... –Oliver tentou pisar no cigarro, mas o vento o fez dar mais um impulso, chegando mais perto do Posto. Oliver sem perceber, estava voltando para o centro do posto de gasolina, ele tentava pisar, mas parecia que o tabaco estava leve ao ponto de sair por aí flutuando.

–Agora sim... – Oliver levanta seu pé para esmagar o cigarro e apagar o fogo, mas Diana o puxa para trás com força.

–O que é... –Um carro passou em frente a eles e por cima do cigarro, o mesmo para ao lado de uma máquina de um posto para abastecer. Oliver se assusta.

–Se um carro desses te atropela aí sim sua mãe vai conseguir me prender. Tem mais cuidado! –Diana reclamou.

–Mas, é que o...

–Vai logo fazer o que a Luna te pediu.

–Mas...

–Vai! –Diana volta pra van. Oliver abaixa a cabeça, irritado por não ter conseguido falar que havia um cigarro aceso no chão do posto, vai andando para o supermercado. Quando o sinal ficou vermelho, Oliver cruzou com Sophie e Sandy, que seguravam algumas sacolas, as duas tinham acabado de fazer uma parte das compras, já iam voltar para ajudar Will que ainda estava passando algumas coisas no caixa. Sandy andando rápido falou na hora:

–Oi Oliver! –Sandy sorriu enquanto passava pela rua.

–Oi... –Falou Oliver que ainda não tinha se conformado que não conseguira apagar o cigarro.

–Tem alguma coisa incomodando ele... –Sandy tirou conclusão quando chegou ao posto.

–Também acho ele estava tenso... –Sophie comentou com as sacolas plásticas penduradas em seus braços. Elas identificam a van no estacionamento da lojinha de conveniência do posto de gasolina e se dirigem ao veículo.

–Diana! –Sophie chamou.

–Ah, oi, já voltaram? Com tudo isso?

–Isso porque o resto está com o Will ainda passando no caixa. –Sophie disse rindo.

–Ah, Meu Deus... –Diana ri, ajudando as duas com as sacolas.

–Escuta Diana... –Falou Sandy desconfiada.

–O quê?

–Aconteceu algo com o Oliver? Ele parecia... Nervoso... –Sandy completou olhando para baixo.

–Ele tava correndo pelo posto e quase era atropelado... Ele pode até ser inteligente, mas se distrai com facilidade... –Diana alegou.

–Deve ser por causa do cigarro que ele estava tentando pisar... –Luna falou pausadamente. Diana vira-se para trás assustada:

–Cigarro?! –Sophie fica surpresa.

–É.

–E ele conseguiu apagar?! –Sophie perguntou assustada, Luna que estava na van se estica e fica sentada em seu lugar:

–Não deu para ver por essa janela.

–Não, ele quase apagava com o pé, mas um carro passou na hora e eu o puxei para trás.

–Oh Deus, mas é fogo, isso pode causar um acidente! –Sophie falou assustada.

–Relaxa Diana, isto é só um mito... –Luna falou deitando-se novamente.

–Não, não é. –Sophie levantou-se, abriu a porta da van e correu para fora da van.

–O que houve Sophie? –Sandy perguntou. –Sophie!

–Tô procurando o cigarro.

–Sophie, nada fica aceso esse tempo todo, alguém já deve ter apagado! –Diana gritou da janela da van.

Sophie entra na lojinha de conveniência a procura do cigarro e ouve sem querer uma conversa de duas amigas:

–Já provou esse sundae de morango, menina? É de morrer! –Uma delas disse. Sophie notou que havia algo de errado, pois tanta coincidência era de fato um tanto estranho.

Ela resolveu fazer com o que o destino a surpreendesse e acabou ignorando tudo aquilo, pois achou que aquele sentimento era paranoia. Até que quando ela sai pelo portão de vidro da loja de conveniência do Posto de Gasolina, um garoto com uma camisa escrito “skate or die” esbarra nela com um skate, logo, ela que se segurou na fechadura da porta de vidro e é urgentemente ajudada pelo mesmo garoto:

–Oh, desculpe dona, eu não te vi aí... –O garoto falou para Sophie.

–Não foi nada... Sei que não é da minha conta, mas onde está indo com tanta pressa assim? –Na hora, Oliver e Sandy correram para ajudar Sophie:

–O que tá havendo aqui? –Sandy perguntou chegando à porta da lojinha:

–Driss? É você? –Oliver perguntou surpreso ao ver o garoto.

–Oliver? Há quanto tempo, cara! –Eles fizeram uma batida.

–Vocês...

–Longa história...–O garoto com boné falou.

–Oliver, onde você quase apagou o cigarro? Sophie perguntou;

–Foi lá, perto daquele carro vermelho!

–Espera, isso não era um mito? –Driss perguntou. Driss Kruger era louro, alto como Oliver e possuía um topete na ponta de seu cabelo raspado à máquina.

–Por que você acha isso? –Sophie perguntou andando rapidamente em direção ao tal carro vermelho.

Logo, Will e Simon atravessam a rua, bastante curiosos para saber o que se passava no momento. Eles põem as sacolas na van que estava estacionada.

–Will, Simon, ok... –Diana anota na lista. –Só faltam a Velma e o Hako... É.

Os dois rapazes foram direto para onde estavam Sandy e Sophie.

–Sandy, o que está acontecendo?

–Sophie, você está bem?

–Sim, estou, mas...

– Vi de longe este pestinha quase te levando junto no skate, não sabe calibrar a velocidade não, garoto? –Simon fica zangado com Driss, que se defende:

–Ei, calma cara, eu não a vi!

–Calma Simon, vai discutir com o menino? –Luna reclamou de longe pela janela da van.

–Gente... Eu... Na verdade estou sentindo que... Tem algo errado... –Sophie disse a todos. Sandy já olha para Sophie com os olhos arregalados, já tinha ouvido essa história antes.

–CIGARRO! –Luna apontou para o chão gritando.

–Onde Luna!

–Aqui, bem em frente aquela bomba de gasolina! –Luna afirmou apontando para ele pela janela da van. Diana impaciente sai da van esbravejando:

–Cristo! É este o problema de vocês? –Diana abre a porta da van e vai até o cigarro, se apoia na máquina de abastecer e pisa no tabaco, apagando-o. –Viu só? Apagou-se. Felizes? Felizes?!

–Sim... –O grupo falou num tom baixo.

–Ótimo, agora... –Diana é interrompida pelo barulho de um toque de um celular de alguém. Logo, Sophie sentiu um frio na barriga e gritou mesmo não sabendo quem era o indivíduo descuidoso que tinha deixado o telefone ligado:

–AAAH! –Sophie produziu um grito rouco. Até que as ondas telefônicas provocaram uma enorme explosão no Posto de Gasolina, incluindo na bomba de gasolina que fazendo com que Diana Prescott morresse dissolvida pelo fogo e seu corpo arremessado para dentro da janela da van, que instantes depois explodiu estrondosamente e saiu capotando até ser parado pela placa “Proibido Estacionar” em frente ao supermercado. Dava para ver da janela da van o corpo incinerado de Luna Bridget sentado que também foi engolido pelo fogo. Depois deste meio tempo, todos do supermercado começaram a correr para seus carros, e todos que estavam andando a pé corriam para todos os lados desesperados temendo a morte.

Sophie, Simon, Will, Sandy e os adolescentes Oliver e Driss conseguiram se proteger da explosão entrando todos dentro da lojinha de conveniência do Posto de Gasolina Mourraier, mas logo quando a entrada do mesmo começou a ser tapada pela fumaça do local, todos corriam para fora desesperados. Foi quando Sophie gritou para todos:

–VAMOS BUSCAR O HAKO E A VELMA! –Todos obedeceram com os olhos meios fechados por causa da neblina tóxica que era a fumaça. Eles correm pelo posto desviando de escombros até que percebem Hako de longe saindo do supermercado. O cadeirante observa pelo vidro da van o rosto de Luna amassado na janela totalmente queimado.

–Ai caramba, Luna! –Hako arregalou os olhos e pôs a mão no vidro que os separava. – GALERA! DÁ UM “HELP” AQUI! –Hako gritou.

–Hako! Estamos indo! –Simon berrou correndo com os outros. Os seis corriam para acudir Hako e Velma que permaneciam no supermercado. Os seis logo se juntam para procurar Velma no supermercado.

–Por que não nos mandamos daqui?! –Driss perguntou.

–Velma! Onde você está! –Hako grita tentando procurar Velma no Super Mercado, eles logo conseguem ouvir gritos lá de dentro do supermercado:

–Socorro! –Ouviram a voz da moça. Várias prateleiras estavam jogadas umas nas outras, provavelmente de pessoas desesperadas que as empurraram para terem caminho livre para fugir. Logo, Sandy olhando para os lados, sente uma mão segurando em seu pé:

–O quê? –Sandy olhou para o chão e vê apenas uma mão que estava sob duas prateleiras engavetadas.

–Ai Meu Deus! Galera venham ver isso aqui! Ei, você tá vivo ou viva? –A mão fez um sinal de “legal”, respondendo que sim. –Gente, me ajudem aqui! –Sandy disse empurrando a prateleira de cima. Logo, todos aparecem e empurram as prateleiras para trás. Quem estava sob os destroços era Velma, que levantava com dificuldade.

–Vem Velma, a gente tem que sair daqui, vamos logo! –Todos estavam saindo de lá, todos estavam tentando convencer Hako desesperadamente para ele fugir com eles:

–EU QUERO MORRER COM ELA! –Hako falou abraçando a van. Ninguém esperava esta atitude de Hako, ele sempre se dizia independente.

–Hako, pense no que está dizendo, você não é um suicida! Se ficarmos aqui algo mais vai explodir! –Simon disse quando Velma apareceu com Sandy saindo de dentro do estacionamento ilesas.

–Essa é a... –Velma não acreditou.

–Não olhe! –Sandy se pôs de costas ao vidro do veículo para Velma não ver o que aconteceu com a sua irmã.

–Eu quero ver! –Velma disse nervosa limpando seu suor da testa com a mão.

–Mas não vai... Não vou deixar... –Sandy falou rapidamente.

–Eu quero ver minha irmã. –Velma respondeu rapidamente tentando empurrar Sandy para o lado, que por sua vez não saía do lugar.

–Não vai querer... –Sandy disse determinada tapando a janela da van.

–Claro que eu quero! É a minha irmã, droga! O que é que você tem na cabeça? –Velma gritou, quando na hora há outra explosão e um escombro do posto de gasolina é lançado contra a parede de vidro da imensa entrada do supermercado. Foi quando um caco de vidro do tamanho de uma pessoa é lançado contra a nuca de Velma Bridget, atravessando a sua carne e parando na superfície da testa, a ponta do caco pousou bem na ponta do nariz de Hako:

–Porra... –Hako falou boquiaberto– Fui! –Hako saiu do local girando as rodas de sua cadeira rapidamente. Todos estavam em estado de choque. Sophie limpou o sangue de Velma de seu rosto e quando percebeu, Hako já estava para sair daquela rua. Ele apressa seus amigos para irem ao lado esquerdo da Rua do Posto, mas por causa da explosão do mesmo, o outdoor que fazia uma propaganda de uma faca especial que estava na imagem partindo um tomate, se desprende da base, Hako que estava mais a frente do grupo, quando estava fazendo seu meio de locomoção correr bem depressa, uma pedrinha que ali pousava trava o andamento da cadeira de rodas. O choque foi fora do comum, com a velocidade que Hako fazia a cadeira andar, o corpo do cadeirante cai para frente no asfalto quente, e o outdoor que tinha se desprendido, pousa em pé e reto, partindo Hako Lynch no chão ao meio na região da cintura.

–Ai caramba, o cadeirante! –Driss grita parando no meio do caminho com os outros.

–Oh, Deus! –Sandy falou impressionada. Todos param no meio do caminho e olham para cima, assustados com o que poderia acontecer a eles. Logo, Simon é o primeiro a correr para ver se Hako ainda estava vivo, foi quando, ao se abaixar para verificar se ainda havia vida naquele corpo, a gola da camisa de Simon acaba sendo enroscada em uma das partes laterais de uma caminhonete que carregava centenas de botijões de gás em alta velocidade, fazendo Simon ser arrastado pela caminhonete. Todos ao verem a situação correm ainda mais para salvar Simon.

–SOCORROOOO! –Simon gritava pendurado enquanto a ponta de seus pés era arrastada pelo asfalto. Logo, o motorista ao ver que haviam cinco jovens perseguindo sua caminhonete e um jovem enroscado nela, o motorista dá uma curva violenta e freia a caminhonete de última hora. Com a força do freio, a gola de Simon rasga e ele é lançado em uma estátua daquela cidade perto do Posto homenageando os índios. A estátua tinha um formato de um índio segurando uma lança no alto. Simon é empalado no estômago pela estátua na região da ponta da lança.

–SIMON! –Sophie gritou alto correndo em direção à estátua.

–Droga, por que eu fui encontrar vocês! Essa doideira vai acontecer comigo também?!–Driss disse tremendo.

–Se acalma cara, se sairmos agora nada te acontece! –Oliver falou.

–NÃO! DANEM-SE VOCÊS! Ai minha barriga... –Disse Driss se apoiando na caminhonete, ele começa a tremer e em seguida vomitar. Logo, ocorre outra explosão no Posto, desta vez, foi por causa de uma moto que tinha perdido o controle e invadido o Posto, produzindo uma explosão em uma das bombas de gasolina que tinha permanecido ilesa na explosão. Uma parte do teto do posto foi lançada contra a região.

Oliver olha para cima e grita:

–Driss, cuidado! –O garoto olha para cima e o destroço do Posto o imprensa entre o escombro e a caminhonete que carregava botijões de gás. Driss Kruger morreu na hora. Oliver olha para cima assustado.

–Ai Meu Deus! –Sandy falou se virando para o corpo de Driss que tremia paralisado– Até crianças, sua desgraçada. –Sandy falou com uma lágrima escorrendo de medo em meio a Will e Sophie. Oliver assustado corre e chega até os três.

–E agora? Tudo aqui está pegando fogo, pra onde vamos?! –Oliver perguntou desesperado agarrando a cintura de Sandy. Sophie enxuga suas lágrimas, fica séria e decide:

–Pra lá! –Sophie falou apontando para um beco perto do Posto.

–A caminho do posto? Onde podemos morrer?

–A outra rua é sem saída e um tô sentindo que aquela caminhonete vai... –“BOOUM!” A caminhonete acaba explodindo longe deles.

–Explodir? –Sandy disse pondo sua franja pra trás, que seguidamente retorna para sua testa. Logo, todos correm para o beco do posto, foi quando o caminhão tanque que carregava gasolina em seu imenso cilindro de metal, acaba virando no caminho ao lado do Posto de Gasolina, impedindo a passagem dos quatro. Sandy, Will e Sophie correm para dentro do posto de gasolina para esquivarem do caminhão que tinha virado, foi quando o cilindro gigante que carregava gasolina se desprende da base quando o caminhão virou, fazendo com que Oliver Barrymore, que ficara paralisado de medo fosse esmagado pelo cilindro gigante que girava cada vez mais rápido. Ao esmagar o garoto, os lados circulares do cilindro estouraram, fazendo Will e Sandy, que estavam mais perto, fossem encharcados pela gasolina. Logo, o fogo do Posto de Gasolina fez com que Sandy e Will começassem a pegar fogo.

–O quê não! Tira, tira! –Will se debatia.

–Aaaah! Will! –Sandy gritava tateando o ar procurando por seu amado.

–Eu vou procurar o extintor! –Sophie gritou. –Cof cof... –Ela tossiu procurando desesperadamente o extintor de incêndio pelo Posto. Os dois se debatiam desesperados, foi quando um carro descontrolado passou pela rua, atropelando o cilindro gigante. Com o choque, parte do cilindro gigante se desprendeu, e o pedaço de metal foi arremessado contra o casal que pegava fogo. O metal decepou parte de suas calotas cranianas dos dois ao mesmo tempo, até que partes do cérebro dos dois foram jogadas contra Sophie.

–Meus... Amigos... –Sophie deu uma choramingada tirando de seus cabelos partes gosmentas do cérebro de Will. Quanta coisa havia explodido no local. O que mais faltava acontecer? Sophie tentava correr, mas estava tão cansada... Quando consegue chegar à porta do beco, ela olha para trás, e conseguiu ver a explosão do caminhão tanque, só não conseguira gritar, pois após a explosão, o limpador do para brisa do caminhão foi lançado contra Sophie, e no último momento, a garota acaba sendo empalada no pescoço pelo limpador do para brisa. Sophie Moore desorientada vai caindo aos poucos, ela cai ajoelhada, e em seguida cai para frente.

–Ouh... –Foi sua última palavra.

–Oh, desculpe dona, eu não te vi aí... –O garoto falou para Sophie.

Notas finais
E então? O que acharam? Querem continuação? Deixem sua opinião nos reviews, e até o próximo capítulo! :)