Forbiden Love
1 Capítulo 01, Lucy Heartfilia
Notas iniciais

Capítulo 01, Lucy Heartfilia
"Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor."
Willian Shakespeare
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Estou em um lugar desconhecido, repleto de corpos mortos espalhados pelo chão, elfos, anões, humanos, demônios, dragões, anjos. Olho para minha roupa e a vejo ensanguentada, igualmente como minhas mãos e asas, que perderam sua cor branca e passaram a ter um tom avermelhado. Direciono meus olhos para frente, e encontro um homem, aparentando ter 18 anos, mas não consigo ver seu rosto, só suas belas madeixas rosas que balançam juntamente com os meu cabelo, devido a brisa que por ali passara. Estava sem blusa, e percebo que seu tórax encontra-se arranhado, e há uma faca perfurando seu ombro direito. Descalço, seus pés sujos de lama e sangue, movem até mim com muito esforço devido aos seus ferimentos e ando na mesma direção, tentando ver seu rosto e ajudá-lo. Mas, quando pisco, não estou mais lá. Encontro-me em uma sala escura, estou amarrada em uma cadeira. Parece uma sela, que somente é iluminada pela a luz da lua que entrava no cômodo pela pequena janela protegida por grades. Atrás da porta ouço passos vindo a minha direção, até que a pessoa empurra a porta e caminha até mim, coloca um saco preto na minha cabeça. Não vejo nada. Só sinto chicotadas no meu corpo, cada vez mais forte e meus cabelos sendo puxados. Percebo que já choro e grito, não suporto a dor repentina, que fazia todo meu ser arder e fraquejar. Aos poucos desmaio.
Dia atual, 5:30 a.m. — Em Aura
Abro meus olhos devagar e observo a paisagem, os móveis exatamente no mesmo lugar, eu estava no meu quarto, na minha casa, sã e salva. Sento na beirada da cama e levo a palma da minha mão direita à minhas bochechas encharcadas pelas lágrimas, e as seco. Levanto e caminho até a varanda. O vento gélido pairava sobre o céu daquela bela manhã de primavera, lá eu podia ver todo o meu reino, Aura, a morada dos anjos, sobrevoando sempre no mesmo lugar em uma enorme nuvem.
Hoje eu completo dezoito anos, justamente no dia escolhido, onde todos os governantes dos seis reinos e seus filhos que receberão o trono mais tarde, para discutirem a união de reinos, assim, levando seus filhos a se casarem para manterem acordo entre as raças dos noivos. Eu não queria me casar, com quem não conheço, alguém que não me ama e não correspondo, alguém que me dará bom dia sem força de vontade, um casamento de faixada. O acontecimento, que ocorre em ano e ano, será aqui, na minha casa. Só pode ser obra do destino, sinto uma enorme vontade de abrir as asas e voar para o horizonte, sem olhar para traz e viver minha vida viajando por mundos, sem ser Lucy Heartfilia, aquela que receberá o trono de Aura assim que se casar, mas sim, apenas Lucy, um menina que quer conhecer o mundo, suas culturas, linguagens, paisagens. Suspiro e fico com os olhos fechados, sentindo a brisa movimentar minhas mechas loiras, bagunçando meus cabelos. A porta do meu quarto se abre, e logo vejo uma mancha azul escuro, minha pequena irmã Wendy. A azulada tem cabelo tão grande quanto o meu, seus olhos são iguaizinhos ao que tenho, no mesmo tom de chocolate. Por ter 14 anos, ainda é baixinha, às vezes eu brinco com ela por causa de sua altura, ela faz bico e diz que irá crescer no futuro, e eu somente rio. Seu coração é de ouro, ela é muito gentil e carinhosa, sempre tenta me orgulhar e sonha em se tornar uma guerreira como eu. Já sabe voar e tem uma gatinha branca alada chamada Carla, nunca desgruda dela, são melhores amigas.
— Já acordada, Wendy-chan?
— Sim Lu-chan, vim lhe dar parabéns!—Ela me entrega uma pequena caixinha dourada com um laço branco, pego-a, desfaço o nó e abro. Dentro tem um lindo colar prateado, com um pingente de estrela, cheio de pedrinhas reluzentes.
— Arigatou gozaimasu, Otouto-chan!
—De nada, Onee-chan.
Dou um abraço apertado nela, e ela contribui. Pego o colar e coloco no meu pescoço.
— Vou usar isso como um amuleto da sorte, baixinha–chan!—Realço o apelido, para deixá-la irritada.
— Ei! Não sou baixinha, só não cresci ainda!!—Reclama ela fazendo bico.
— Sei, sei... Agora, deixe-me tomar banho e me arrumar, me encontre no estábulo para irmos passear.—Falo empurrando ela pra fora, estou praticamente expulsando-a do meu quarto.
— Mas e...—Não deixei ela terminar, fechei a porta na cara dela, que deve estar, digamos, mais que furiosa. Rio mentalmente e caminho até o banheiro, lavo-me e depois fico relaxando na banheira, um flashback do meu sonho vêm à minha cabeça. Quem será aquele homem? O que o sonho significa? Minha mente enche-se de perguntas, que eu talvez nunca consiga descobrir as respostas. Suspiro e levanto, vou até minha penteadeira , penteio meu cabelo com uma escova, coloco só um pouco de gloss e rímel. Não sou muito chegada nessas coisas. Visto-me de acordo, saio do meu quarto e ando pelos corredores do castelo, que eram extensos, tudo muito bem arrumado e iluminado, todos estavam ocupados com os preparativos para a festa. Chego no estábulo e vou até o recinto em que meu pégasus está. Ele se chama Meyumi, sua pelagem é branca e ela traja uma cela com detalhes dourados. Muita coisa aqui tem dourado, pois nós anjos amamos a cor. Levo-o até a árvore mais próxima e ficamos esperando a Wendy chegar. Já eram no máximo umas 9:00, e nada da menina. Decido ir sozinha já que tenho a Meyumi como companhia. Subo em cima dela, trotando ela começa a aumentar sua velocidade, até que a mesma já estava voando. A vista é maravilhosa, aos meus pés, estava uma enorme floresta, que fazia parte do território do Reino, acabo indo ao espaço dos Elfos, vou encontrar uma amiga. Os guardas nem se incomodam mais, já acostumaram-se em eu visitar a princesa. Pouso Meyumi e a guardo em um estábulo alugado, no meio do reino Leafy, que é muito amigável e adoram receber visitas, já conhecia muitos elfos e eles a mim. Caminho até os portões que protegem o castelo. Adoro como as árvores impedem a luz do sol iluminar o reino, isso deixa-o bonito. O castelo é feito de rochas, os elfos sempre foram rústicos, preferem coisas simples. Os portões se abrem e eu entro no limite do casarão, como queiram chamar. Vou ao quarto dela, decorei sua localização, por inúmeras vezes que venho aqui. Bato na porta e ouço um entre. Lá estava, Lissana Strauss, sua pele clara combina com seu corte de cabelo curto e de cor branca. Seus olhos são simplesmente lindos, azul cor do céu.
— Lucy-san, há quanto tempo! — Ela me recebe com um sorriso estampado em seus lábios. — Que nada , Lis-chan, vim aqui semana passada. — Amenizei o "há quanto tempo".
— É porque sinto saudades da minha melhor amiga. — Ela é muito companheira, sempre esteve ao meu lado, e somos consideradas "BFF".
— Larga de ser dramática, Lis!—Começamos a rir.
— Ah amiga, esqueci, meus parabéns!—Nem mais me lembrava que hoje era meu aniversário.
— Obrigado, Nee-chan!—Lhe dou um sorriso sincero, nós somos irmãs de consideração desde pequenas. E nos abraçamos fraternalmente.
— Não consigo para de pensar o que vão acontecer hoje a noite. —Ela admite preocupada.—Eu também Lis, mas não podemos fazer nada, todos nossos ancestrais passaram por isso, devemos honrá-los!—Tento melhorar seu humor, não quero admitir que também ando preocupada, até mais que ela.
— Adoro quando você me conforta!
— Eu tenho que contar uma coisa que me vem perturbando o dia todo.—Suspiro e começo a contar sobre o sonho, a mesma me escutava sem dizer uma só palavra, às vezes minutava um "hum", mas nada de mais. Termino de contar e ela fala:
— Realmente como você contou parece verdadeiros, pode ser uma visão, ou apenas um pesadelo com uma pessoa que você não conhece.—Ela agora colocava a mão direita no queixo, como se estivesse pensando.—É, pode ser, mas eu não sei... Sinto uma sensação tão estranha, como se algo fosse acontecer...
— Fique calma, Lu-chan, que tal você voltar pra casa, ai você vem mais tarde para nos arrumarmos.—Possibilita ela.
— Tudo bem, então, já estou indo, até breve, Nee-chan!—Abraço-a e recebo um sorriso como se ela estivesse falando "volte em paz, Lu".
[...]
Já estou sobrevoando a floresta, pensativa e despreocupada, raramente vejo alguém transitando por aqui. Finalmente chego ao meu território, mas me assusto quando percebo uma árvore queimando, desço e vou até lá. Saio de Meyumi e ando para lá. E me surpreendo pelo o que vejo: um dragão se transformando em humano. Mas o mais estranho, era que ele tinha as mesmas madeixas róseas do meu sonho.
— Ora ora, olha o que temos aqui, uma loirinha.—Não consigo responder, meu corpo não corresponde.
É ele.
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