Forbidden Way - Jeff the Killer.
2 Looking for clues.
Notas iniciais
David estava quieto, impossível de ser irritado. Ele tentava dar uma luz na investigação, sem sucesso.
Quase todos que mantinham ou já mantiveram contato com Jeff the Killer foram mortos, presumidamente pelo próprio Jeff. Isso não ajudava em nada no esclarecimento do caso.
David ia de casa em casa para saber mais sobre o Jeff, e tudo que conseguiu de reunir de informação sobre ele fora que o Jeff não era normal ("Claro, e eu não sabia disso." Ironizava David mentalmente), que Jeff era uma pessoa boa antes de tudo, etc, etc...
A única informação realmente prestativa fora que, diziam que o Jeff costumava voltar para o sanatório da cidade, que fora onde ficou preso por grande parte de sua adolescência. Diziam que ele tinha certa afeição pelo lugar, e David duvidava. Ninguém teria afeição ao lugar que o confinou por tanto tempo.
Mas David resolveu investigar, afinal, não era todo o dia que alguém lhe dava informações corretas sobre um assassino... Pelo menos, não de um realmente perigoso.
David foi para lá junto com outros três policiais, armados com rifles FAL com lanternas e mira laser embutidas no caso de um ataque da parte do Jeff, a exceção do armamento era David, que empunhava sua pistola Colt M1911 com uma pequena lanterna e mira laser embutidas nesta.
Chegando lá, eles observaram a estrutura. Michael, um dos policiais, disse:
– O lugar está realmente em mal-estado.
Marcus, outro policial, disse:
– É estranho mesmo, o lugar foi abandonado há apenas alguns meses e já está desse estado...
A parede estava descascada, o teto era velho e desgastado, o chão de cerâmica era rachado e manchado de água, vômito e sangue seco, a porta era velha, infestada de cupins e com as dobradiças velhas e enfraquecidas, uma delas já havia se desprendido da porta. A maçaneta estava desgastada e manchada de sangue seco. A porta era cheia de marcas de golpes de faca e de tiros.
Michael parou bruscamente e perguntou:
– Sério mesmo? Temos que entrar aí?
Alyssa, a outra componente da equipe, revirou os olhos e disse:
– Claro Michael. Se você está com medo, vá embora ou trate de escondê-lo. Estamos em operação policial, e devemos capturar um dos maiores assassinos do mundo, não podemos parar só por isso.
Michael amarrou a cara e resmungou algo sobre ele somente ter achado o lugar perturbador.
Marcus olhou para David, indagador, e então David ordenou:
– Arrombem a porta.
Marcus aproximou-se da porta e tentou girar a maçaneta, porém, a porta não se abriu. Trancada.
Marcus deixou as sutilezas para depois e chutou a porta, quebrando parte dela e jogando lascas de madeira velha roída pelos cupins para todos os lados.
Entraram com armas á postos, quando entraram, Michael torceu o nariz e disse:
– Este lugar está cheirando pior do que merda!
Alyssa examinou o local e disse:
– Devem ser as merdas dos pacientes daqui somadas junto com os vômitos, sangue seco e... Outras coisas.
– Como o quê? – perguntou Michael.
– Cadáveres. – disse Alyssa.
– Que alegre, você deveria ser a Miss Simpatia do Ano, sabia? – ironizou Michael.
Alyssa olhou-o de cara feia, e então David ordenou:
– Acendam as lanternas. – Todos obedeceram, criando feixes de luz que permitiam no mínimo enxergar o que tinha na frente.
O grupo prosseguiu, apreensivo. Tensos e sobressaltavam-se á cada barulho ouvido, mesmo quando era provocado apenas pelo monótono gotejar da água – ou de outras coisas – ou pelos retos.
Investigaram o hall de entrada e alguns quartos do hospício, obtendo somente alguns papéis com desenhos e palavras feitos á sangue, num deles, estava escrito: “A MORTE É UM SONO ETERNO, SE DORMIR FAZ BEM, ENTÃO POR QUE ME CAÇAM?”, em outro estava escrito: “SINTO FALTA DO MEU IRMÃO”.
Claro, naqueles papéis também tinham coisas importantes, mas nada bom o suficiente para achar o Jeff definitivamente, ou uma pista sobre suas preferências.
Então, encontraram o banheiro masculino, com a porta entreaberta, como se alguém tivesse entrado lá. Michael olhou para David, em busca de orientação. David sussurrou baixo:
– Michael e Alyssa, vão aí. Eu e Marcus iremos investigar o registro do hospício.
Assentiram, então David e Marcus deram as costas para eles e foram cautelosos até os arquivos.
David abrira a porta facilmente, utilizando-se do pequeno alicate suíço que trazia em um dos seus bolsos, quebrando a tranca e possibilitando a entrada.
Lá dentro, Marcus montava guarda, com o rifle á postos enquanto David procurava nos arquivos.
– Jack “Jackie” Malcom... Jay Podovski... Jean Di-Jacques... Achei! – David exclamou.
Michael se aproximou.
– O que foi?
– Achei: Jeffrey “Jeff the Killer” Woods. – David disse, orgulhoso.
Michael se aproximou, visivelmente excitado diante da possibilidade de acharem informações sobre o Jeff.
Porém, naquele momento, escutaram um grito de horror.
David e Michael se sobressaltaram, então se viraram na direção do som e reconheceram a voz. Mas Michael que falou primeiro.
– Alyssa... – Murmurou.
Michael gritou:
– ALYSSA!
Então ele pôs-se de pé, com o rifle em punhos. David, alarmado, levantou-se também e seguiu-o de perto, enquanto puxava o slide da sua pistola, destravando-a.
Chegando lá, a porta estava um pouco mais aberta, mas Marcus nem ligou. Um chute poderoso dele praticamente mandou a porta voando. Quebrou um bom pedaço dela e a lançou no solo, rompendo-a das dobradiças velhas e enferrujadas, Marcus e David viram as duas figuras de Michael e Alyssa, eles suspiraram aliviados por um momento, mas então olharam para ambos melhor e viram que tinha algo de errado.
Alyssa estava amordaçada, com as roupas e o colete cheios de rasgos, deixando a barriga, uma parte de um dos seios, e uma parte de sua perna exposta. Michael tinha um sorriso patético, mas sinistro. Sua cabeça estava um pouco curvada para frente, cobrindo seu pescoço. Era como se estivesse genuinamente feliz com alguma coisa.
Alyssa tinha lágrimas nos olhos, Marcus olhou-a perplexo e perguntou baixo:
– O que aconte...
Antes que pudesse terminar a frase, o corpo de Michael caiu no chão. A garganta dele estivera cortada, e seu sorriso não era natural.
Era escavado com uma faca.
Michael recuou por puro horror. David permaneceu chocado, mas então uma figura deslizou das sombras atrás de Alyssa e posicionou a mão esquerda sobre o ombro esquerdo de Alyssa, enquanto a outra mão empunhava uma faca e deslizou-a sobre a garganta de Alyssa, abrindo uma linha que jorrou com o sangue.
– ALYSSA! – Michael gritou enquanto o corpo de Alyssa tombava, com convulsões e sons gorgolejantes.
O ser saiu das sombras e se expôs ás suas lanternas, ficaram em choque ao verem o pálido adolescente de íris azuis, que os encarava insanamente com diversão.
– Bom dia, meus amigos... Presumo-me que estejam tendo um ótimo dia, não? – disse Jeff the Killer com divertimento.
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