Forbidden Love
8 Invasores.
Notas iniciais
Maria POV
-Bom dia, netinha! – Vovô disse, assim que eu apareci na porta. No mínimo, estava com a maior cara de zumbi, mas depois da noite passada...
-Bom dia! – Dei um sorrisinho. – Você não vai ficar para tomar café da manhã comigo?
-Infelizmente não, Maria... – Sua expressão mudou de feliz para tristonho. – Eu tenho uma reunião importante daqui a pouco, me perdoe.
-Tudo bem...
-É, tudo bem, ela terá a minha companhia, professor Gerald. – Shadow disse, aparecendo do nada atrás do meu avô. – Seremos como uns anjinhos. – E então ele piscou para mim.
-Oh, bom dia, Shadow. Nem havia reparado que estava aí. Você dormiu bem?
-Melhor do que nunca. – Ele disse, e eu deixei escapar uma risadinha.
Vovô então nos deixou na companhia de um pote de biscoitinhos e foi para a sua reunião. Porém, não deu muito tempo para conversar sobre a noite passada. Fomos interrompidos por um forte estrondo e um leve terremoto, e então ouvi vozes estranhas e barulhos esquisitos.
-O que está acontecendo? – Perguntei, nervosa.
-Eu não sei... Fique aqui, vou dar uma olhada.
Esperei um pouco, e quando se passaram 30 segundos eu já estava desesperada. Quando se passaram 45 segundos na vida real e 500 décadas na minha mente, Shadow apareceu, e com cara de quem não estava para brincadeiras.
-São terráqueos. Pessoas da Terra. Não sei o que vieram fazer aqui, mas estão todos armados e...
-E...?
Ouvimos então o barulho de um tiro e um gemido que me lembrava o cientista Steve. Fiquei paralisada, e tive certeza de que aquilo não fazia parte de um teste ou programa de pegadinhas.
-Vamos fugir o mais rápido possível. – Ele disse, seriamente.
Concordei com a cabeça e saímos correndo. Então, após chegar a um corredor em tom avermelhado que eu raramente visitara, parei e continuei segurando sua mão.
-Maria, o que está fazendo? VAMOS!
-Calma, Shadow. Além do mais, não há como sairmos daqui. Estamos no ESPAÇO. Acho que a melhor saída é nos escondermos até que esses terráqueos deixem a ARK.
-FICOU LOUCA? Vão nos matar desse jeito!
-Você não confia em mim? Vamos, Shadow...
Quando eu disse aquilo, pareceu que algo havia iluminado sua mente. Ele baixou a cabeça, olhou para os lados para certificar de que não havia ninguém e então disse:
-Certo. Mas tome cuidado, Maria. Você é meu único motivo para fazer o que estou fazendo. E para ser quem sou. Então... Tome muito cuidado.
-Eu tomarei. – Disse baixinho e então dei um beijinho em seu nariz preto e molhadinho. (N/A: Hãã... O nariz dele é molhadinho?)
Então ele seguiu em frente no corredor e eu entrei em uma pequena sala sóbria e escura, cheia de tubos de ensaio com líquidos pegajosos, onde havia outros cientistas e... Os policiais da Terra estavam apontando suas armas para eles. Tomei cuidado e andei pela ponta dos pés para trás de uma pequena máquina desligada no canto da parede. Um dos guardas se afastou dos demais de seu grupo, e observou cuidadosamente um dos tubos de ensaio, onde havia uma gosma flutuante. De repente, seu olhar desviou do tubo e se virou para onde eu estava me escondendo.
O homem era diferente dos cientistas que eu conhecera. Não era tão pálido, era musculoso, e tinha sobrancelhas claras, olhos claros e um nariz bem avantajado, digamos. Sua expressão não me dizia nada no momento, e quando reparei que ele estava olhando para mim, minhas pernas começaram a tremer, mas mesmo assim tive forças para sair correndo o mais rápido que pude daquela sala macabra. Porém, me apavorei de novo quando ouvi alguém me seguindo, e uma voz estrondosa:
-ESPERE! – A voz dizia. Mas eu não conseguia esperar. Os terráqueos agora sabiam da minha existência, e só porque não tomei cuidado. E se algum deles tivesse encontrado o MEU Shadow também?
Continuei correndo, enquanto o homem me seguia por um corredor azul. Estava cansada e ofegando, mas qualquer coisa era melhor do que estar nas mãos dele. De repente, avistei o fim do corredor, onde havia uma porta verde.
-GAROTA, NÃO FUJA! – Ele disse mais alto. Aí sim morri de medo e não pensei duas vezes antes de entrar por aquela porta. No entanto, me surpreendi com o que vi lá.
-Shadow? SHADOW! ESTÁ VIVO!! – Não consegui expressar toda minha felicidade, pois fui interrompida por seu olhar cortante.
-Maria, tem um homem lá fora. Não há nenhuma saída. E agora? – Ele disse rápido. Tive uma idéia – nem tanto – genial:
-Já sei. Vamos fugir.
-Para onde?
-Para a Terra, ué. Está vendo aquela cápsula? Dá pra lançar ela para a Terra. Os policiais não nos alcançarão nunca.
Ele fez uma cara de “PUTAMERDAGURIATUNÃOBATEBEMDACABEÇA” e disse:
-PRIMEIRO: Você não pode respirar oxigênio. SEGUNDO: Se entrarmos, como alguém irá lançar a cápsula? TERCEIRO: Só há lugar para UMA pessoa nessa cápsula, caso contrário a rota poderá ser desviada e blá blá blá.
Então parei para pensar que ele estava certo. Então, deixei escapar uma lágrima e disse:
-Então parece que só há uma solução.
Empurrei Shadow para dentro da cápsula e fechei a porta rapidamente. (N/A: O amor faz coisas estranhas e suicidas.)
-MARIA? SUA LOUCA! O QUE ESTÁ FAZENDO?
-A porta é indestrutível e não dá para abrir por dentro. Você está bem seguro aí. Tome cuidado e boa viagem, você está indo para a Terra.
-NÃO! Não posso ir sem você!
Andei em direção á alavanca de lançamento. Entretanto, ouvi barulhos de tiro e não me dei o trabalho de me virar para ver o homem da voz monstruosa, que havia destruído com alguns tiros a fechadura da porta. Ele franziu a testa e disse:
-As criaturas experimentais? Tentando escapar?
Notas finais
Enfim. Ficou meio triste esse cap., que eu escrevi em meia hora, aliás!
O fim dessa emocionante fic (?) está chegando... Não deixe de acompanhar. See you next chapter!
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