Notas iniciais
Usando o flashback do tal guardinha no episódio 36 de Sonic X como base. Enjoy.

Maria POV

-Bom dia, netinha! – Vovô disse, assim que eu apareci na porta. No mínimo, estava com a maior cara de zumbi, mas depois da noite passada...

-Bom dia! – Dei um sorrisinho. – Você não vai ficar para tomar café da manhã comigo?

-Infelizmente não, Maria... – Sua expressão mudou de feliz para tristonho. – Eu tenho uma reunião importante daqui a pouco, me perdoe.

-Tudo bem...

-É, tudo bem, ela terá a minha companhia, professor Gerald. – Shadow disse, aparecendo do nada atrás do meu avô. – Seremos como uns anjinhos. – E então ele piscou para mim.

-Oh, bom dia, Shadow. Nem havia reparado que estava aí. Você dormiu bem?

-Melhor do que nunca. – Ele disse, e eu deixei escapar uma risadinha.

Vovô então nos deixou na companhia de um pote de biscoitinhos e foi para a sua reunião. Porém, não deu muito tempo para conversar sobre a noite passada. Fomos interrompidos por um forte estrondo e um leve terremoto, e então ouvi vozes estranhas e barulhos esquisitos.

-O que está acontecendo? – Perguntei, nervosa.

-Eu não sei... Fique aqui, vou dar uma olhada.

Esperei um pouco, e quando se passaram 30 segundos eu já estava desesperada. Quando se passaram 45 segundos na vida real e 500 décadas na minha mente, Shadow apareceu, e com cara de quem não estava para brincadeiras.

-São terráqueos. Pessoas da Terra. Não sei o que vieram fazer aqui, mas estão todos armados e...

-E...?

Ouvimos então o barulho de um tiro e um gemido que me lembrava o cientista Steve. Fiquei paralisada, e tive certeza de que aquilo não fazia parte de um teste ou programa de pegadinhas.

-Vamos fugir o mais rápido possível. – Ele disse, seriamente.

Concordei com a cabeça e saímos correndo. Então, após chegar a um corredor em tom avermelhado que eu raramente visitara, parei e continuei segurando sua mão.

-Maria, o que está fazendo? VAMOS!

-Calma, Shadow. Além do mais, não há como sairmos daqui. Estamos no ESPAÇO. Acho que a melhor saída é nos escondermos até que esses terráqueos deixem a ARK.

-FICOU LOUCA? Vão nos matar desse jeito!

-Você não confia em mim? Vamos, Shadow...

Quando eu disse aquilo, pareceu que algo havia iluminado sua mente. Ele baixou a cabeça, olhou para os lados para certificar de que não havia ninguém e então disse:

-Certo. Mas tome cuidado, Maria. Você é meu único motivo para fazer o que estou fazendo. E para ser quem sou. Então... Tome muito cuidado.

-Eu tomarei. – Disse baixinho e então dei um beijinho em seu nariz preto e molhadinho. (N/A: Hãã... O nariz dele é molhadinho?)

Então ele seguiu em frente no corredor e eu entrei em uma pequena sala sóbria e escura, cheia de tubos de ensaio com líquidos pegajosos, onde havia outros cientistas e... Os policiais da Terra estavam apontando suas armas para eles. Tomei cuidado e andei pela ponta dos pés para trás de uma pequena máquina desligada no canto da parede. Um dos guardas se afastou dos demais de seu grupo, e observou cuidadosamente um dos tubos de ensaio, onde havia uma gosma flutuante. De repente, seu olhar desviou do tubo e se virou para onde eu estava me escondendo.

O homem era diferente dos cientistas que eu conhecera. Não era tão pálido, era musculoso, e tinha sobrancelhas claras, olhos claros e um nariz bem avantajado, digamos. Sua expressão não me dizia nada no momento, e quando reparei que ele estava olhando para mim, minhas pernas começaram a tremer, mas mesmo assim tive forças para sair correndo o mais rápido que pude daquela sala macabra. Porém, me apavorei de novo quando ouvi alguém me seguindo, e uma voz estrondosa:

-ESPERE! – A voz dizia. Mas eu não conseguia esperar. Os terráqueos agora sabiam da minha existência, e só porque não tomei cuidado. E se algum deles tivesse encontrado o MEU Shadow também?

Continuei correndo, enquanto o homem me seguia por um corredor azul. Estava cansada e ofegando, mas qualquer coisa era melhor do que estar nas mãos dele. De repente, avistei o fim do corredor, onde havia uma porta verde.

-GAROTA, NÃO FUJA! – Ele disse mais alto. Aí sim morri de medo e não pensei duas vezes antes de entrar por aquela porta. No entanto, me surpreendi com o que vi lá.

-Shadow? SHADOW! ESTÁ VIVO!! – Não consegui expressar toda minha felicidade, pois fui interrompida por seu olhar cortante.

-Maria, tem um homem lá fora. Não há nenhuma saída. E agora? – Ele disse rápido. Tive uma idéia – nem tanto – genial:

-Já sei. Vamos fugir.

-Para onde?

-Para a Terra, ué. Está vendo aquela cápsula? Dá pra lançar ela para a Terra. Os policiais não nos alcançarão nunca.

Ele fez uma cara de “PUTAMERDAGURIATUNÃOBATEBEMDACABEÇA” e disse:

-PRIMEIRO: Você não pode respirar oxigênio. SEGUNDO: Se entrarmos, como alguém irá lançar a cápsula? TERCEIRO: Só há lugar para UMA pessoa nessa cápsula, caso contrário a rota poderá ser desviada e blá blá blá.

Então parei para pensar que ele estava certo. Então, deixei escapar uma lágrima e disse:

-Então parece que só há uma solução.

Empurrei Shadow para dentro da cápsula e fechei a porta rapidamente. (N/A: O amor faz coisas estranhas e suicidas.)

-MARIA? SUA LOUCA! O QUE ESTÁ FAZENDO?

-A porta é indestrutível e não dá para abrir por dentro. Você está bem seguro aí. Tome cuidado e boa viagem, você está indo para a Terra.

-NÃO! Não posso ir sem você!

Andei em direção á alavanca de lançamento. Entretanto, ouvi barulhos de tiro e não me dei o trabalho de me virar para ver o homem da voz monstruosa, que havia destruído com alguns tiros a fechadura da porta. Ele franziu a testa e disse:

-As criaturas experimentais? Tentando escapar?

Notas finais
Bem, agora não pode mais usar emoticons nas fics. Grande coisa, FL nem tem emoticons! lol
Enfim. Ficou meio triste esse cap., que eu escrevi em meia hora, aliás!
O fim dessa emocionante fic (?) está chegando... Não deixe de acompanhar. See you next chapter!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.