Forbidden Love
4 Shopping
Notas iniciais
–Oi, que tal a gente dar um volta no shopping? – Perguntei.
–Claro vou adorar Emy, a gente se encontra lá! – Disse Helena.
Sabia que ela aceitaria, ela adorava shoppings e sempre me convidava, mas como eu odiava ter que ir naquele lugar eu sempre rejeitava seus convites. Peguei minha bolsa, desci as escadas as pressas para chegar ao primeiro andar.
–Aonde você vai? – Perguntou Sr.Arthur. –Só para o caso de sua mãe perguntar sabe como é né ela vai gostar de saber onde você esta. – Disse ele.
–Vou ao shopping com uma amiga. – Eu disse.
–Do colégio? – Perguntou ele.
–Não, ela é a Helena minha mãe vai saber quem é. – Eu disse.
–Até depois, se precisar que eu te busque sem problemas. – Disse. – “Sorrindo amigavelmente”.
–Obrigado senhor, se eu precisar eu aviso. – Eu disse. – “Retribuindo o sorriso”.
Corri para a porta da frente e o Sr.Arthur foi para seu escritório, sai da casa e fui para a estação de trem, peguei o mais rápido para ir pro shopping. Cheguei lá e Helena já estava me esperando na porta com um grande sorriso.
–Senti tanto a sua falta! – Disse ela. – “Me abraçando com tanta força que fiquei sem ar”.
–Eu também Helena, mas você esta me sufocando. – Eu disse.
–Desculpe. – Disse ela. – “Sem graça”.
–Eai, vamos fazer compras! – Eu disse. – “Fingindo empolgação”.
–Achei estranho mesmo você me convidar para uma coisa dessas, você tem certeza que esta realmente bem? – Perguntou ela. — “Rindo”.
–Estou ótima, eu só achava que meu guarda-roupa precisava de algumas roupas novas só o básico sabe, e eu sei que você conhece esse shopping como a palma da sua mão. – Eu disse.
–Nossa pensei que você nunca viria no shopping, ainda bem que se rendeu a tentação. – Disse ela. – “Dando risada”.
–Sua abobada, vamos entrar logo. – Eu disse. – “Puxando-a”.
Entramos, e decidimos dar primeiro uma volta em todo o shopping tínhamos muitos papos pra por em dia, e sabia que não iríamos nos ver muito.
–E então continua namorando o Werin? – Perguntei a ela.
–Não, nos terminamos faz uma semana. – Ela respondeu.
–Serio sinto muito. – Disse a ela.
–Sem problema, ele não me merecia mesmo. – Disse ela. – “Seu tom de voz ficou mais forte como se ela estivesse começando a ficar brava”.
–Acho que esta na hora da gente fazer compras. – Eu disse.
–Vamos. – Ela respondeu.
Estávamos chegando perto da loja que íamos entrar e vimos sentado num banco da pequena praça do shopping três rapazes e entre eles Nathan, ele me viu deu um sorriso daqueles que eu adorava e veio até a gente.
–O que estão fazendo aqui crianças? – Perguntou ele.
Claramente ele estava nos zoando.
–Pergunto o mesmo pra ti. – Eu respondi.
Ele deu um sorrisinho malicioso, chegou perto do meu ouvido e disse.
–Meu pai me contou que você estaria aqui, e então de repente surgiu um trabalho em grupo sabe. – Disse ele. – “Seu tom de voz foi tão baixo que só eu pude ouvir”.
–Agora deu pra me seguir? – Perguntei. – “Falando baixo também”.
–Ue ue, já falei que era um trabalho em grupo e precisava ser neste shopping. – Disse ele. – “Sorrindo”.
–Aé e sobre o que é esse trabalho? – Perguntei.
–Sobre, como é bom ter que ficar com alguém escondido, que vale apena é muito mais perigoso chega a ser divertido. – Disse ele.
Ele continuava a sorrir, mexia no meu cabelo, se eu não cortasse ele, iríamos nos beijar ali mesmo, mas quem disse que eu queria que parasse? Por um momento eu realmente não me importava com o que os outros pensavam ou com que iam pensar de mim foda-se. Nos beijamos e foi ótimo ele estava com um gostinho bom de hortelã na boca, paramos algumas vezes para ver os olhos um do outro mas nem um momento a gente ligou para os outros que talvez estivessem encarando a gente.
–Emy, precisamos ir rápido, daqui pouco tenho que ir. – Disse Helena. – “Interrompendo-nos”.
–Pode ir então ela agora é minha propriedade. – Disse Nathan. – “Me segurando pela cintura”.
–Não, Nathan eu convidei a Helana a gente vai compra umas coisas. – Eu disse. – “Me soltando de suas mãos e me pondo ao lado de Helena”.
–Então ta, quando sair da loja talvez eu ainda esteja aqui. – Disse ele. – “Se afastando de nos e indo ficar com seus amigos”.
–Tem certeza que é isso o que você quer Emy? – Perguntou Helena.
–Sim, eu te convidei e ainda nem fizemos o que eu prometi. – Disse a ela.
Peguei ela pelo braço, e começamos a olhar roupas pegamos uma grande sacola da loja para pormos as roupas dentro delas escolhemos um monte para depois nós experimentarmos. No fim eu levei tanta roupa, mas tanta roupa. Até que comprar não era tão ruim agora eu me vestiria um pouco mais como vou dizer descente, aquelas gurias daquele colégio eram perfeitas de mais eu parecia um patinho feio no monte de cisnes, talvez me vestir um pouco mais descente ajudasse em algo. Sai loja, olhei para o lado e vi que o banco estava vazio.
–Preciso ir Emy, depois nos falamos. – Disse Helena. – “Sorrindo”.
–Até Helena. – Eu disse. – “Sorrindo”.
Eu gostava da Helena por que ela não forçava a barra sabe, se ela viu que eu não queria falar do Nathan, ela também não tentou arrancar nada de mim. Sai do shopping, já estava bem escuro bem de noite, caminhei o mais rápido que pude até chegar a estação o meu trem tinha acabado de passar e outro ia demorar uma meia hora, estava começando a ficar frio isso mostrava que estava começando o outono. Não havia ninguém na estação estava vazia perguntei a mim mesma por que estava tão vazia ela era sempre bem movimentada e nem era tão tarde assim. Senti algo encostar em minhas costas me empurrando pra frente.
–Me passa tudo o que você tiver, discretamente. – Disse alguém que estava atrás de mim. – “Era um homem sua voz era grossa”.
Passei meu celular, meu dinheiro, e ele não se interessou muito pelas sacolas.
–Para sua idade você é bem gostosinha. – Disse ele. – “Com sua outra mão livre, passou a mão na minha bunda”.
–Me larga! – Eu gritei. – “Me mexendo rápido demais”, ouvi um som alto um tiro parecia que tinha sentido ele entrar em meu corpo mas não eu estava bem ele só fez aquilo para me assustar.
–Sua desgraçada! Eu devirá atirar em você, mas preciso fugir, você ta marcada. – Disse ele. – “E logo saiu correndo”.
Eu larguei minhas sacolas meus joelhos bambearam e eu cai de joelhos ao chão minha cabeça girava, eu podia ter tomado um tiro como eu fui burra eu podia ter morrido, eu estava morrendo de medo estava chorando e sozinha. Logo que consegui me recompor levantei-me, e vi que meu trem vinha vindo ele parou eu entrei uma mulher viu como eu estava me ajudou entrar me pôs sentada sentou ao meu lado e começou a me afagar e me tranquilizar com suas palavras.
–O que aconteceu querida? – Perguntou ela. – “Num tom de voz preocupado”.
–Eu fui assaltada. – Eu disse. – “Minha voz falhou na ultima palavra”.
–Vai ficar tudo bem, já passou. – Disse ela. – “Afagando meu cabelo”.
–Obrigada. – Eu disse.
Aqui era a onde eu parava, me despedi da senhora, e sai do trem corri o maximo que consegui para a minha casa continuava aos prantos, mesmo que aquela senhora me deixou mais tranquila agora ela não estava ali comigo e eu realmente não queria ficar sozinha nunca mais, eu esta morrendo de medo, mas pensei comigo é mais importante que tudo estar em casa. Entrei na casa joguei minha sacola para o lado me ajoelhei no chão e comecei a chorar, aquilo foi um ato involuntário não sabia o que eu estava fazendo, mas sabia que não queria e nem conseguia sair dali. Percebi minha mãe correndo para ver o que estava acontecendo e logo todo o resto atrás dela, pelo visto eles estavam jantando, todos até o Nathan. Não queria que ele me visse daquele jeito, mas aquilo não foi uma escolha minha. Minha mãe chegou por trás e me abraçou se ajoelhou e me abraçou o mais forte que conseguiu para me reconfortar.
–O que aconteceu? – Perguntou minha mãe.
–Fui assaltada, o homem passou a mão em mim ele podia ter me matado. – Eu disse. – “Minhas palavras saiam engasgadas por causa do choro incontrolavel”.
Dei uma pequena olhada para o lado para ver a cara do Nathan ele estava apavorado me olhando, ele parecia que estava nervoso parecia que a qualquer momento ia ali me abraçar e eu rezando para que ele não fizesse esta loucura.
–Esta tudo bem mãe, eu só quero ir pro meu quarto. – Eu disse. – “Me levanto devagar”.
–Vou com você. – Disse ela.
–Não mãe, vou tomar um banho e depois me deitar por favor quero ficar sozinha. – Eu disse. – “Me afastando para subir as escadas”.
–Esta bem. – Ouvi ela responder do andar inferior.
Subi as escadas as pressas, espero que o Nathan tenha entendido que não quero ficar com ninguém esta noite só com ele. Entrei no banho e quando eu sai percebi que minhas sacolas estavam no quarto e alguém me observava da porta do quarto.
–Esta melhor? – Perguntou Nathan.
–Acho que sim. – Eu disse.
–Eu pensei em ficar com você aqui esta noite, para cuidar você. – Disse ele. – “Seu tom de voz nunca foi tão preocupado como o de agora”. –Mas se você já esta melhor acho que não tenho o por que de ficar aqui. – Disse ele. – “Virando de costas saindo da soleira da porta”.
–Espere, por favor fique, eu estou melhor mas ainda quero você aqui. – Eu disse. – “Correndo para pegar seu braço a tempo antes dele ir embora”.
–Então me espere, deixa eles dormirem, e eu aparecerei. – Disse ele. – “Beijou minha boca e me fez soltar sua mão para que ele descesse as escadas”.
Eu botei meu pijama e depois encostei a porta e deitei na minha cama apaguei as luzes só deixei a luz da cabeceira ligada, depois de um tempo ouvi um barulho na escada só podia ser ele.
–Pensei que estivesse dormindo. – Disse ele.
–Achou que ia se livrar tão fácil de mim? – Perguntei.
–Você que não vai se livrar de mim tão cedo. – Ele disse. – “Se aproximando, com o sorriso”.
Ele deitou ao meu lado na cama, e desligou a luz da cabeceira para ficarmos totalmente no breu.
–Eu fiquei bem assustado quando te vi daquela maneira. – Disse ele. – “Num tom de voz baixo e calmo”.
–Eu percebi em seu rosto. – Eu disse.
–Eu me apavorei, tinha vontade de te abraçar te reconfortar é horrível ver você chorar. – Disse ele. –Mas eu não pude fazer nada só ficar olhando. – Disse ele.
–Fez sim, esta aqui comigo agora se arriscando por mim, já é uma grande coisa. – Eu disse.
–Você também esta. – Disse ele.
–Rumpf isso não tem nada have. – Eu disse. – “Discordando dele”.
–É melhor você dormir. – Disse ele. – “Acariciando meu cabelo com cuidado”.
–E você não vai dormir? – Perguntei.
–Hoje a única coisa que me importa e você. – Disse ele. – “Ainda acariciando meu cabelo”.
–Boa noite. – Disse ele. – “Me dando um beijo, e eu claro retribui”.
Dormimos muito bem.

Acordei no dia seguinte sozinha na cama ela parecia tão vazia sem ele.
Continua...
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