Forbidden Love
43 Último jantar em família
Notas iniciais
POV Emily
Nos chegamos a praia ele ligou o som do seu carro já estava escurecendo ele fez uma fogueira eu estava olhando o mar longe de sua fogueira. Ele me abraçou por trás.
– Vamos aproveitar cada minuto. – Disse ele.
Ele falava baixinho em meu ouvido e meu coração batia forte eu peguei seus braços e fiz ele me abraçar mais forte.
– Não quero que vá. – Eu disse.
Meus olhos se encheram de lagrimas mas eu tentava as engolir. Ele me girou e viu que eu estava prestes a chorar eu desviei meu olhar do dele mas ele pegou meu rosto com suas mãos.
– Não chore. – Disse ele.
– Eu te amo só queria que não ficasse longe. – Eu disse.
– Vai ficar tudo bem vai passar rápido. – Disse ele.
– Sabia que eu odeio quando você mente. – Eu disse.
Eu sorri e meus olhos transbordaram as gotas caiam e então ele me abraçou como se fosse me proteger de tudo ele me protegeria seria meu soldado na verdade ele não estaria aqui então não era meu.
– Eu sei que vai dar tudo certo eu sei. – Disse ele.
Eu me afastei e olhei em seus olhos.
– Como sabe eu te amo tanto não quero te perder. – Eu disse.
POV Rith
Arthur se sentou ao nosso lado na mesa e pedimos mais um café e panquecas.
– Sinto muito que as coisas estejam tão difíceis para você Rith mas a Emily sabe de tudo isso? – Perguntou Arthur.
– Não sabia como contar a ela quando eu descobri a minha doença e depois aconteceu varias coisas o desaparecimento do Gabriel depois a Emily que desapareceu e agora ela e o Nathan sairão para viajar e no fim os únicos que sabem são vocês e o Nathan não sei como ela vai reagir com isso não quero que ela chore não quero que chore uma gota por mim não novamente não queria partir mas acho que talvez nunca deveria ter voltado. – Disse.
– Não fale assim Rith. – Disse a Elizabeth com os olhos cheios de lagrimas.
– Não chore por favor. – Pedi.
– Merda eu só não queria que isso acontecesse! – Disse ela, ela balançou a cabeça e depois olhou para mim. – Sabe como ela vai ficar?! Vai ficar arrasada! Como quando eu fiquei quando você desapareceu da minha vida ela estava arrasada e doía para ela mas pelo menos ela tinha certeza que não iria conhecer você que você não iria decepcioná-la como quer que ela fique sabendo que teve a oportunidade de conhecer mas sabe que vai perder ele de novo ela vai sentir o que eu senti a perda de alguém que ama e a pior dor.
Os olhos dela transbordaram e ela começou a chorar ela tentava limpar as lagrimas lutar contra seu choro mas cada vez que ela fazia isso as gotas saiam mais até que uma hora ela se rendeu ao choro.
– Você não entende não tem como entender nunca perdeu alguém, mas posso dizer uma coisa não tem coisa que doa mais do que isso. – Disse ela. –Com licença vou ao banheiro.
Ela levantou-se e foi em direção ao banheiro. Ficou eu e Arthur na mesa.
– Não queria vê-la assim eu gosto dela. – Disse Arthur.
– Não basta só gostar dela tem que fazer algo que eu nunca consegui. – Disse.
– O que? – Perguntou ele.
– Cuidar dela não só dela como da Emily tem que ser o marido e o pai que eu nunca consegui ser talvez por que não estivesse preparado talvez por que não fosse agora talvez eu tenha perdido a chance de ser a melhor escolha de ser a família que eu nunca fui. – Eu disse. – Mas de uma coisa que não tenho a menor duvida você é o melhor para elas sempre foi eu que não aceitava enxergar o certo que a família delas nunca seria eu...
Bem na hora Elizabeth voltou e se sentou a mesa com a gente ela lavou o rosto e o secou estava melhor mas um pouco vermelha ainda ela olhou para nós dois percebeu que o clima não era o dos melhores.
– O que aconteceu enquanto eu estava fora por acaso ninguém se bateu aqui não é? – Perguntou ela.
– Não fale besteira. – Disse Arthur. – Esta tudo sobre controle.
– Aham. – Concordou Elizabeth. – Então acho que os meninos voltam hoje que tal fazermos uma janta para a família quero que as coisas fiquem menos tentas e você Rith terá a oportunidade de falar com a Emily e eu também, dês daquela vez que eu mandei Nathan para o colégio militar nunca mais fomos as mesmas eu perdi a cabeça sou uma péssima mãe mas ela não é uma péssima filha e vou tentar pedir desculpa vou tentar ser a mãe que ela quer que eu seja.
– Que bom tudo vai entrar nos eixos. – Disse.
– Pode ser lá em casa. – Disse Arthur.
(...)
Ficamos um tempo falando sobre o que seria o jantar o que serviriam que vinhos mais gostávamos e etc. Na verdade só não sabíamos mais no que falar e pareci errado eles deixarem um doente sozinho só falta o lenço para que eles chorem no meu enterro não quero tudo isso só quero uma morte tranquila só quero não ver minha filha chorar não por mim seria um terrível jeito de morrer não sei se o melhor é realmente contar a ela.
POV Emily
– Por que não vai importar a distancia o nosso amor vai sobreviver como sempre fez por que ele é muito mais forte do que imaginamos olha por quanta coisa que passamos ainda podemos dizer que nos amamos então isso só pode significar que ele é forte o bastante que somos fortes o bastante para passar por mais uma coisa juntos para sermos completamente felizes. – Disse Nathan.
Eu o abracei e ele com seus abraços sempre abertos me acolheu e ficamos assim por um tempo até que o maldito celular estragou tudo era o celular do Nathan ele atendeu e colocou no viva voz.
– Oi pai fala? – Disse Nathan.
– Vão chegar para janta? – Perguntou ele.
– Acho que não por que? – Disse Nathan.
– Então chegue antes por que queremos fazer uma reunião e gostaríamos que todos estivessem presentes. – Disse Sr.Arthur.
– Não pode ficar para outro dia pai? É que amanhã vou viajar por causa do quartel e queria aproveitar com a Emy. – Disse Nathan.
– Sinto muito filho mas é importante. – Disse ele.
– Tudo bem. – Respondeu Nathan meio desanimado.
Nathan desligou e eu fiquei olhando sua cara que mudou para uma cara meio triste.
– Não fica assim vai ver é importante. – Eu disse.
– Espero que seja por que para ter que me enfiar num carro a essa hora e viajar um monte para chegar a tempo lá só sendo algo realmente muito importante. – Disse ele. – Para eles me tirarem do paraíso tem que ser algo tipo estão invadindo Roma!
Riu Nathan.
– Cala boca. – Eu disse.
– Que tal vim calar. – Disse ele.
– Com todo prazer. – Eu disse.
Me agarrei em seu pescoço e o beijei o beijo mais demorado da historia não queríamos voltar a realidade chata que a nossa vida se encontrava era como uma válvula de escape e era uma ótima válvula de escape.
– Precisamos ir. – Disse ele.
Ele estragou todo o clima e depois fomos para o carro ele ligou e fomos em direção a nossa casa.
(...)
Chegamos abrimos a porta da frente e entramos as luzes estavam bem fracas e as luzes das velas iluminavam mais do que qualquer outra luz da casa fomo indo em direção a mesa de jantar estavam todos sentados a nossa espera até Gabriel com aquele sorriso lindo de criança que eu morria de saudade. Ele saiu de sua cadeira e veio correndo me dar um abraço eu peguei ele no colo girei ele no ar e ele sorriu para mim eu o soltei e ele correu para sentar em seu lugar novamente nós também sentamos nas cadeiras que haviam sobrado os pratos estavam a mesa e a comida também eles realmente só nos esperavam.
– E então o silencio vai se estender muito? – Perguntou Nathan.
– Não filho. – Respondeu Arthur. – Vamos jantar.
Começamos a comer estava delicioso mas eu quase não estava com fome estava muito curiosa queria saber o que tinha de tão importante para falar.
– E então o que era tão importante para termos que voltar antes do planejado? – Perguntei.
– Eu e Arthur decidimos continuar juntos. – Disse minha mãe.
– E o casamento que nunca sai? – Perguntei.
– Vamos nos casar só no papel sem festas algo mais família. – Disse ela.
Eu dei uma risadinha.
– E desde quando isso é uma família? – Perguntei.
– Por que tem que ser sempre tão revoltada com tudo? – Disse minha mãe.
– Eu só disse o que eu penso isso não é uma família normal. – Eu disse.
– Nunca fomos normais Emily. – Disse ela.
– Podíamos tentar não é? – Eu disse. – Eu gosto muito do Sr.Arthur mas ver você e o papai juntos seria ter o que eu nunca tive e da pra ver que vocês ainda se amam então o que impede?
Minha mãe engoliu abaixou a cabeça respirou fundo não conseguia entender o que estava acontecendo.
– Filha nem sempre as coisas sai como queremos. – Disse meu pai.
– Da pra alguém me dizer o que esta acontecendo? – Disse.
Minha mãe levantou da mesa aos prantos e correu para o banheiro Arthur foi atrás dela mas antes de ir ele mandou Gabriel subir Nathan foi junto com ele e só ficou eu e meu pai ali naquela imensa mesa.
– Pai da para me explicar o que esta acontecendo? – Perguntei.
– Não sei como te falar Emily. – Disse ele. – Não é uma noticia boa.
– Há então nem sei se quero saber o Nathan vai para longe por causa do quartel e eu vou ficar sozinha vou precisar muito de você pai. – Disse.
Vi os olhos dele encherem de água. Eu me levantei rapidamente e corri para perto dele me ajoelhei na sua frente e peguei suas mão.
– Me conta isso parece te atormentar. – Disse.
– Filha eu juro que não queria te contar isso que seria bem melhor eu nem ter voltado para ter uma despedida. – Disse ele.
– Despedida? Você vai embora de novo pai? – Perguntei.
Ele me olhou no fundo dos olhos.
– É meio que isso filha mas vou para sempre. – Disse ele.
– Não pai! Agora que eu preciso de você mais que tudo não pode me deixar não pode! – Eu gritei.
Ele segurou firme as minhas mãos.
– Emy eu não vou ir embora desse jeito filha não conseguiria te deixar de novo se eu tivesse uma opção mas eu não tenho eu não escolhi isso. – Disse meu pai. – Eu só quero que saiba que não tem pessoa no mundo com um amor maior do que eu tenho por você e é por isso que não consegui partir sem conhecer a minha única filha.
– Pai como assim? – Eu disse.
– Eu te amo Emily mas eu vou morrer. – Disse ele.
Senti meu coração disparar em poucos segundos depois que ele disse aquela palavra.
– Não você não pode! – Eu gritei.
Senti as gotas jorrarem de meus olhos e eu não sentia mais nada minhas pernas ficaram bambas na mesma hora.
– Eu tenho câncer Emily e não tem cura. – Disse ele.
– Não pai tem que ter vamos fazer quimioterapia qualquer coisa pago quanto for procuro os melhores médicos mas por favor não morra, eu faço tudo eu prometo não te dar mais dor de cabeça mas não me deixa pai. – Eu disse.
As lagrimas saiam dos meus olhos facilmente a dor que sentia no meu peito parecia que ia explodir eu me agarrei nele e ele em mim fiquei abraçada nele esperando que fosse um pesadelo e que eu fosse acordar na praia de novo não queria que fosse real não podia ser real não conseguia imaginar minha vida sem meu pai de novo eu queria que ele morresse que ele partisse de novo eu fiquei tanto tempo longe dele por que tem que ser assim por que?! Sera que é para eu sofrer mesmo sera que é para eu não ter família talvez eu não deva ser feliz talvez não seja meu destino...
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