Forbidden Love
23 House of Vargas and Camila
Notas iniciais
Três dias depois...
– Tchau Lara. – beijei seu rosto. – Vai com Deus.
– Sem cuidem... Vocês dois. – intercalou seu olhar entre mim e Leon.
– Vou cuidar dessa pirralha – Leon disse, puxando a cintura dela. – E você, cuidado. – falou, selando seus lábios.
– ECA – exclamei, virando de costas para eles.
– Violetta! – minha irmã me chamou rindo.
– Acabou a troca de saliva?
– Nunca beijou? – Leon perguntou, sorrindo malicioso.
– Cala a boca. – mandei.
Lara riu da nossa pequena implicância.
– Vilu, nenhuma surpresa ok? – perguntou.
Ela não aprovou a tatuagem, quase me matou, mas Leon ajudou um pouco dizendo que era normal.
– Claro – sorri.
– Passageiros do voo 300, com destino a Nova York, dirija-se ao portão quatro. – aquela voz chata soou, fazendo Lara e Leon soltarem-se.
Despedimo-nos, pela ultima vez e ela embarcou.
– To com fome. – reclamei, enquanto saiamos do aeroporto.
– Conte-me uma novidade. – Leon disse, desativando o alarme do carro.
Mostrei a língua, adentrando o carro. Minhas coisas já estavam no porta malas.
– Vai ficar naquele casarão? – perguntei colocando os pés no painel do carro.
– Violetta, gracinha, tira os pés dai AGORA! – mandou bravo
– Nossa tá certo. – fiz o que ele mandou.
– Obrigada. – agradeceu, sorrindo falso e ligando o radio e dando partida. – E... Não, não ficaremos na casa. – falou
– E ficaremos aonde? – perguntei abrindo o porta luvas. – Hum... Leon!!! Tem camisinha no porta luvas. – falei rindo e mostrando a mesma para ele.
– Quantas casas você tem? – perguntei, brincando com meus dedos.
– Duas. – deu de ombros.
Depois disso o assunto morreu. Encolhi-me no banco e fiquei observando a paisagem, enquanto cantarolava o que tocava no radio. Logo estávamos nas proximidades do Central Park. Eu adorava aquele lugar. Leon adentrou um condomínio, e estacionou. Sai do carro e fiquei observando a garagem subterrânea. Apenas carros chiques, caros e bonitos. Assim que ele pegou minha mala e eu minha mochila, caminhamos pelo lugar, até o elevador. Leon chamou o mesmo, e logo ele chegou, saindo de lá uma loira peituda.
– Leon! – exclamou sorrindo maliciosa. – Como anda? – beijou o rosto dele, ignorando minha presença.
– Bem, Lali, e você? – retribuiu o sorriso.
– Carente, pelo que eu percebo. – respondi, no lugar da loira. – E louca pra soltar a buceta. Sorri sarcástica para ela, que me encarou indignada.
Antes que aquela coisa falasse algo, puxei Leon para dentro do elevador e apartei qualquer botão, fazendo a porta fechar-se.
– Porque fez aquilo? – perguntou, apertando o botão do andar certo.
– Porque ela é uma piranha – dei de ombros. – Só faltava dizer, “Leon, me coma!” – fiz voz fina, tentando imita-la.
– Que ciumenta – riu e eu o olhei com as sobrancelhas arqueadas.
– Eu? Ciúme? – perguntei – Não – ele riu.
O elevador parou, no andar que eu apertei para me livrar da loira e um cara entrou. Sorri para ele.
– Oi. – cumprimentou sorrindo.
– Oi. – sorri meiga.
– Peter. – estendeu a mão.
– Violetta. – a apertei.
– Leon. – Leon se apresentou, se enfiando no nosso meio. – Marido.
– Desculpe. – o garoto desculpou-se sem graça, e eu fuzilei Leon, que sorriu.
– Não, ele não...
– Nosso andar, amor. – Leon interrompeu minha frase, puxando-me para fora do elevador.
– Viado! – o estapeei.
– Quites. – sorriu, parando de frente a uma porta.
Olhei tudo ao redor e havia apenas mais uma porta no andar, do outro lado do corredor. O elevador ficava no meio. Leon destrancou a enorme porta branca me dando passagem. Adentrei o local, um apartamento grande, claro e aconchegante, piso de madeira, decorado com moveis claros e delicados com certeza não fora ele que decorou.
– Sua mãe decorou? – perguntei, ele apenas assentiu e, com a cabeça fez um gesto, pedindo para que eu o seguisse.
– Aqui é a cozinha. – apontou para a mesma, que estava com a porta aberta. – Biblioteca. – apontou para outra porta, que estava fechada e ia do chão ao teto. – Ali é a área de serviço. – apontou para uma porta escondida, abaixo da escada, perto da cozinha. Antes de subir as escadas, olhei novamente à sala. Branca, gélida e aconchegante. No meio havia uma parede de pouca largura e atrás havia um local com uma lareira. – Lá em cima tem os quartos, banheiros e afins. – falou, subindo, e eu continuei o seguindo. Seguimos um grande corredor, cheio de portas. – Seu quarto. – Leon abriu uma das portas, entrando e parando na entrada. – Gostou?
– Sim, é lindo. – sorri, virando-me para ele.
– Bom, eu vou descer. Qualquer coisa é só chamar. – falou, deixando as malas no canto e saindo do quarto.
Caminhei até a cama, livrando-me da minha jaqueta, e sapatos e caindo na mesma logo em seguida. Fechei os olhos, e mesmo não querendo acabei dormindo.
**
Pisquei algumas vezes, e me senti na cama. Passei as mãos pelo meu cabelo e cocei meus olhos. Devo estar parecendo um panda. Levantei e , ainda tonta pelo sono, caminhei até o banheiro. Despi-me e entrei no Box, ligando o chuveiro. Deixei a água quente relaxar-me por longos minutos e logo sai. Enrole-me na toalha branca que havia ali, junto a varias outras, e voltei ao quarto. Peguei uma lingerie, e um shortinho jeans, e uma regatinha branca na minha mala, e me vesti, prendi meu cabelo em um coque mal feito e sai do quarto.
– Você não pode fazer isso comigo! – escutei uma mulher gritar. – Já tenho idade para sair com quem eu quiser Vargas!
– Camila, para de fazer birra! Você não vai sair com esse cara, eu não o conheço. – a voz firme de Leon ecoou.
– Você não manda em mim, não é meu pai! A mamãe me deixou sair com ele, e eu vou. – a voz da mulher gritou mais alto.
– Chega! Você está na minha casa, minhas regras! E aqui, você não tem idade suficiente para sair com marmanjo nenhum. – Leon conseguiu, por incrível que pareça gritar mais alto que a menina.
Desci as escadas, e parei na porta da cozinha, onde ele e uma garota linda se encaravam mortalmente. A garota tinha cabelos ruivos, seus olhos eram castanhos, seu rosto era delicado, ela era perfeita.
– Leon. – chamei, fazendo os dois voltarem à atenção para mim. – Algo errado?
– Tudo de errado. – a garota falou nervosa. – Você pode sair com quem quiser, eu não? – perguntou indignada.
– Camila, eu sou homem. – ele falou.
– E o que isso tem haver? – me intrometi.
Sei que é assunto de família, pelo que eu vi, mas ele esta sendo machista.
– É Leon... O que isso tem haver? – a garota perguntou, sorrindo sarcástica.
– Ah! O que vocês mulheres querem de mim? – perguntou, intercalando seu olhar entre nós duas.
– Eu quero que você me deixe sair com o Broduey! – a garota bateu o pé.
– E eu quero entender o que esta acontecendo. – falei, alto demais.
– Meu querido irmão é um homem das cavernas, não quer deixar que eu saia com ninguém. – a garota disse nervosa. – Ah, meu nome é Camila. – apresentou-se.
– Violetta. – sorri. – E Leon, pare de fogo no rabo. – virei-me para ele, que me olhou indignado. – A garota já é grande o suficiente para sair com quem quiser. – falei. – Você é grande o suficiente né? – perguntei baixo, virando-me para ela, que riu assentindo. – É... Ela é!
– Ela tem 17, não ta com idade para sair com ninguém. – ele disse.
– Ah, claro. E você, com 17, não comia ninguém? Era o santo. – falei sarcástica. – Poupe-me Vargas.
– Já disse sou homem.
– E nós mulheres. Agora me conte, o porquê somos diferentes? – apoiei-me na bancada, esperando a resposta dele.
– Violetta, colabora, por favor. – pediu, me fuzilando.
– Camila, pode sair sim. – me virei para ela, que sorriu abertamente e mostrou a língua para o irmão.
– Eu mando aqui. – ele disse, puxando meu braço.
– Eu sei Leon. – falei próximo a seus lábios. – Agora, você vai mostrar que é um bom irmão, e vai deixa-la sair, ok? – tentei fazer a voz mais sexy que eu conseguia.
– Violetta... – fechou os olhos, sorri com o efeito causado, e fiz sinal com as mãos, para Camia subir e se arrumar.
– Por favor. – pedi manhosa, beijando o canto de sua boca, e pousando minha mão em seu membro, o pressionando de leve. Sei que estou apelando demais.
Ele soltou um gemido baixo, e assentiu de olhos fechados.
– Obrigada Vargas. – falei, saindo correndo logo em seguida.
Escutei ele bufar, me fazendo rir. Sai à procura do quarto de Camila.
– Entra. – ela gritou, assim que eu bati na porta certa.
– Prontinho, ele deixou.
– Cara, você é a primeira namorada dele que eu amo! – falou me abraçando.
– Não sou namorada dele, sou cunhada. – falei e ela arregalou os olhos.
– Cara, e o que foi aquilo? Safada você. – sorriu maliciosa.
– Nós já ficamos. – falei vaga.
– Bom, agora eu preciso achar algo para vestir, em menos de uma hora. – ela disse, entrando no closet.
– Vai tomar um banho que eu pego uma roupa. – falei e ela me olhou desconfiada. – Sou estilista. – sorri, tentando passar confiança.
– Ok. – sorriu, e correu para o banheiro.
Comecei a olhar entre suas roupas, eram todas pretas, pouquíssimas peças coloridas. Gostei do estilo dela. Optei por pegar um vestido, preto, uma jaqueta de couro e um conturno. Ajeitei tudo em cima da cama, e quando estava voltando para o closet, para procurar algum acessório, Leon entra, parecendo um furacão, no quarto.
– Você tem problemas? – ele perguntou, pegando em meu braço.
– Eu? Não, por quê? – me fiz de inocente.
– Você me fez dizer sim. – falou bravo.
– Eu não fiz você dizer nada. Você disse por que quis. – falei, puxando meu braço.
– Mas você... Arg!!! Violetta, isso não é justo. Você provoca e sai fora. – falou irritado.
– Eu não provoquei ninguém. – me defendi, voltando a ajeitar o vestido em cima da cama.
– Que merda de roupa é essa? – perguntou, chegando por trás de mim.
– Linda, não? Eu que escolhi. – sorri.
– Você quer me provocar né? – perguntou, pegando forte em minha cintura, colando nossos corpos, e mordendo meu lóbulo.
– Leon, eu tenho que ajudar sua irmã. Por favor. – pedi, com a voz baixa.
Ele pressionou mais meu corpo no seu, me fazendo sentir sua ereção roçar em minha bunda.
– Violetta, você me provocou. – sussurrou.
– Se você é fraco a culpa não é minha. Sai. – mandei, tentando me soltar.
Ele começou a beijar meu pescoço, me fazendo arrepiar.
– Que putaria é essa aqui? – Camila gritou me fazendo empurra-lo.
– Depois conversamos. – Leon me olhou, sorrindo malicioso. – E você também. – apontou para Camila, que sorriu meiga.
O mesmo saiu batendo a porta.
– Provocou demais. – ela riu.
– Ele é fraco. – dei de ombros. – E ai, gostou do look? – perguntei.
– Adorei! – exclamou. – Agora, cabelo e maquiagem. Entortou a boca.
– Bom, eu fiz um curso de maquiagem, agora de cabelo... – pensei. – Acho que deixa-lo solto, e fazer alguns cachos na ponta fica legal. – falei e ela assentiu.
Camila sentou-se na cadeira, e em poucos segundos eu comecei a maquia-la.
**
– Pronta! – falei, terminando de fazer o ultimo cacho.
Ela estava realmente perfeita. A roupa tinha caído perfeitamente bem no corpo dela, a maquiagem tinha ficado ótima, e o cabelo estava lindo.
– Ele passa aqui daqui a uns 10 minutos. – ela disse sorrindo.
Seus lábios estavam bem vermelhos, e com aquela pele...
– Vamos descer! – falei puxando-a
Descemos e Leon estava na sala, bebendo uma cerveja, parecia mais calmo.
– Perfeita não Vargas? – perguntei e ele virou-se para nós.
– Esse vestido esta muito curto. – falou.
– Sim, e esta perfeito. Sua irmã tem pernas lindas. – falei e ela riu. – E esse batom... Nossa, deixou a boca dela chamativa.
– Cadê esse moleque? Preciso falar com ele. – Leon perguntou.
– Ele não vai subir. – Camila disse. – Não sou louca.
Seu celular apitou, e ela sorriu.
– Vou indo. – sorriu. Tchau Vilu, obrigada. – beijou meu rosto. – Tchau maninho, te amo. – beijou a bochecha dele, deixando uma marca vermelha ali. – Não me esperem, não que horas eu volto! – ela gritou já do corredor.
– Hey! Espera! Camila, volta aqui! – Leon tentou correr atrás dela, mas a mesma já tinha entrado no elevador. – Se ela não voltar até meia noite eu te mato. – falou nervoso.
– Eu? Por quê? Ficou louco? – perguntei.
– Foi você que me fez aceitar. – falou.
– Você é fraco, a culpa não é minha. – dei de ombros, sentando no sofá.
– Pensa que eu esqueci o que fez? – perguntou, chegando perto de mim.
– Leon, sai de perto. Já falei que não vou mais ficar com você. – falei, me afastando. – Eu gostava do Diego e... – fui interrompida por ele, que subiu em cima de mim, fazendo me deitar no sofá.
– E...? – incentivou-me a continuar, mas eu esqueci o que ia falar.
– E... E... Que isso é errado. – falei baixo, sentindo-o descer beijos molhados por meu colo. – Para.
– Tem certeza? – perguntou, beijando meu queixo e apertando um de meus seios.
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