Forbidden Love
11 Bonfire
Notas iniciais
– Cadê o Leon? – Ludmila perguntou assim que entramos em casa.
Os meninos estavam na sala, assistindo a um filme de luta, menos Leon.
– Está lá no quarto. Lara estava brava quando chegamos. – Federico disse.
– Vou subir. – falei e eles assentiram.
Subi as escadas, e do corredor podia escutar os dois discutindo.
Leon Pov.
– Lara, nós fomos à praia. – falei calmo, pela milésima vez.
– Sei Leon. Você deve é ter ficado com as meninas novinhas lá. Você acha que eu não sei? Você deve ter ficado com alguém lá, afinal você é bonito, e pode ter quem quiser. – falou alto.
Sim, inclusive sua irmã.
O Ciúme de Lara chega a ser chato. Se eu vou ao mercado, é para das em cima da caixa. Se for à farmácia é para dar em cima da farmacêutica gostosa, que eu já comi há uns tempos atrás.
– Leon, a única coisa que eu não quero é que minta pra mim ok? – perguntou alisando meu rosto.
– Ok Lara. Vou tomar banho. – falei.
Entrei no mesmo, me despindo logo em seguida, e ligando o registro. A água gelada caia sobre meus ombros, relaxando meu corpo todo. Violetta! Essa garota... Aquele beijo... Que droga! Não deveria ter acontecido! Mas foi tão... Diferente. Eu senti coisas que mulher alguma me fez sentir. Seu jeito de mulher e sua alma de criança me deixam encantado, seus lábios doces e carnudos, me fizeram enlouquecer. Pode soar gay isso, mas ela me fez ir a outro mundo. Mas... Isso tudo é tão errado. Ela é minha cunhada. Eu estou com a irmã dela. Mas... Aquele corpo, aquela boca, seu cheiro, seus cabelos macios, seu jeito. Ela me enlouquece de uma maneira surreal. Eu a desejo, e não posso negar isso, eu demonstro no jeito que a olho, tenho certeza. Merda! Soquei a parede.
– Ah! Por que você tem que ser tão gostosa garota. – murmurei irritado, sentindo o seu gosto doce em meus lábios.
Terminei meu banho, ainda pensando em como quero tê-la pra mim. Sai do banheiro, enrolado em uma toalha, e Lara não estava no quarto. Troquei-me. Será que eles já estão na fogueira? Olhei pela janela, que dava de frente a praia, e pude vê-los rindo tocando violão. Violetta estava linda, as chamas da fogueira clareavam seu rosto deixando-a ainda mais linda, seus cabelos voavam, por causa do vento fraco, e seu sorriso... Perdi-me a observando sorrir. Seu sorriso é encantador.
– Tá olhando o que amor? – Lara me abraçou por trás, tirando-me dos meus pensamentos.
– Vou descer lá. Vem comigo?
– Leon, fica aqui comigo. Você passou a tarde toda com esses meninos. Nós nem nos vimos direito. – pediu manhosa.
Droga, eu quero ficar com a galera, cantar, me divertir, observar Violetta. Ok... Isso já virou obsessão. Que saco! Mas, eu realmente não fiquei com Lara ainda. Melhor tirar o atraso.
– Ok. – falei malicioso.
– Ah não Leon... – falou manhosa. – Eu estou cansada, trabalhei o dia inteiro. Vamos ver um filme, ficar agarradinhos. – pediu.
– Tá. – murmurei irritado.
Deitamos na cama, e ela ligou a TV, pondo logo em seguida um filme meloso e chato. Ela se aninhou em meus braços e eu fiquei afagando seus cabelos.
Violetta Pov.
– A vai, canta outra! – Francesa pediu.
Nós estávamos cantando há um tempo, e eles me fazia rir muito. Eu já havia cantado um milhão de vezes, mas Francesca não me deixa parar. Segundo ela minha voz é perfeita e calma.
– Só mais essa. Fala ai.
– Aquela lá. Que você escreveu há um tempo. – pediu.
– Qual? Te creo? – perguntei.
– É... Eu amo ela. – sorriu.
– Vamos lá então! – Maxi disse.
Comecei a dedilhar as primeiras notas no violão e as primeiras letras foram saindo. Fechei os olhos sentindo a canção. Assim que terminei eles aplaudiram, como em todas as musicas e me zoaram um pouquinho por as musicas serem melosas. Entreguei o violão a Marco, que começou a tocar. Minha cabeça voou longe, até Leon. O nosso beijo mais uma vez passou pela minha mente, me fazendo sorrir. Ele ainda não desceu, mas eu sei o por que.
FlashBack On.
– Vilu, nós já vamos ascender à fogueira, pega o violão. – Ludmila disse passando rapidamente pelo meu quarto, assenti e assim que todos já estavam lá fora peguei o violão que se encontrava no meu closet. Arrumei meu cabelo em um rabo de cabelo e desci. Antes de seguir para fora passei na cozinha para comer algo, pois não havia jantado, e encontrei com a minha irmã. Eu não sabia como olha-la, vai que o idiota do Vargas contou? Será que ele seria tão idiota a esse ponto?
– Maninha! – exclamou sorrindo. – Como foi à tarde?
– L-legal. – gaguejei droga!
– Está tudo bem? – chegou perto de mim.
– Sim. – sorri forçado.
– Vão cantar?
– Sim, vamos fazer uma fogueira. – sorri. – Você vai descer?
– Não. E vou fazer o Leon ficar o mais longe possível. Ele já passou o dia todo com esse povo ai. – disse com desdém.
– Obrigada pela parte que me toca.- falei fingindo-me de ofendida.
A verdade é que eu já me acostumei com esse jeito da minha irmã. Ela cresceu com o luxo, cercada por pessoas chique, ricas e importantes, acha que quem manda no mundo são milionários. Eu odeio isso nela, mas fazer o que se é minha irmã? Ela puxou meu pai, que dizer o German... Já eu puxei minha mãe e me orgulho disso. O que eu acho esquisito é que eu nunca fui como ela. Sempre me relaciono com pessoas normais, e nunca fui a colégios pagos, mesmo que ela insistisse. Lembro até que no inicio ela implicou com a minha amizade com a Francesca, pois ela não é milionária e tudo mais, mas após um tempo ela aceitou de boa.
– Ai, você sabe que eu não quero o Leon misturado com esses garotos né? – perguntou.
– Isso é errado. Você sabia que antigamente o Leon não tinha nem o que comer? Ele e a mãe passavam fome, e até onde morar era difícil. Ele só ficou rico depois dos 21, e foi um enriquecimento rápido, em menos de um ano ele já estava milionário, por que inventou um negocio de construções ai, que eu não sei, e depois montou a empresa dele. – falei, tentando mudar a opinião dela.
– Como sabe tudo isso?
– Ele me contou. – dei de ombros.
– Ele nunca me contou isso. – falou pensativa. – Bom, mas isso não importa. Passado é passado, agora ele é milionário. – falou.
– Juro que às vezes tenho a impressão de que você só esta com ele por causa do dinheiro. –pensei em voz alta.
– Não maninha, eu realmente gosto dele. Ele é especial. – sorriu.
Falando isso ela saiu da cozinha, me deixando mais culpada que nunca por deseja-lo.
FlashBack Of.
Ideias tentadoras passaram pela minha mente. VIOLETTA! Você não vai fazer isso com a sua irmã! A quer saber? Vou sim... Ela que se foda! Quem mandou ter essa ideia maluca de separar ele dos amigos?
– O Vargas não vai descer? – Ludmila perguntou.
A deixa que eu precisava.
– Vou lá chamar. – falei, e eles sorriram maliciosos. – Hey!
– Foi mal. – Maxi fez cara de cachorrinho sem dono.
Corri até em casa, e armei o plano. Subi até o segundo andar e bati de leve na porta, minha irmã murmurou um “Entre”.
– Oi. – sorri sem graça vendo os dois abraçadinhos na cama.
Vai ver ele mesmo queira vir né? Não custa perguntar.
– Fala. – mandou, parecia meio... Brava? Acho que não gostou que eu intrometesse o momento dos dois.
– Ér... Eu queria saber se o Leon não pode me ajudar. É rapidinho. – pedi.
– No que?
– É... – não pensei nisso. – Eu não tô conseguindo afinar meu violão.
– E o que ele te a ver com isso?
– Ele disse que toca e bom, conclui que ele sabe afinar. Não sei, acho que as cordas estão gastas. – falei. Até que me sai bem né?
– Você toca Leon? – ela perguntou olhando para ele.
– Sim. – respondeu sem graça.
– Ah... Bom, pode ir. – Uau! Agora ele precisa de permissão.
Ele se levantou e veio até mim fechando a porta logo em seguida. Quando nos afastamos um pouco perguntei.
– Leon, você que ir pra fogueira, ou vai ficar ai? – fui direta.
– A Lara quer que eu fique com ela. – falou decepcionado.
– Hum... Olha, se tiver a fim de ir, eu tenho um plano, para você se livrar dela. – sorri orgulhosa do meu plano.
– Ué, por que me livrar dela?
– Olha... Eu sei de coisas, e não concordo com essas coisas, acho errado. – Não acho apropriado contar. – falei pensando nas consequências de contar o plano idiota da Lara a ele. – Vai querer ou não?
– Não sei... Conta e eu vejo. – falou indeciso.
– Ah, se decide porra! Ou vai, ou não vai. – falei irritada, prestes a sair dali.
– Ok... Quero! – exclamou.
– Ótimo. – sorri. – Olha, você vai subir e vai entregar um suco a ela, e a fazer tomar.
– E como isso vai me ajudar?
– Vai ter um remédio dentro.
– Você que envenenar sua irmã? – perguntou espantado.
– Claro idiota, eu quero mata-la para ficar com a grana só pra mim. – falei sarcástica. – é um remédio para alergia. Ele da um sono terrível e em minutos a pessoa já está dormindo. – falei.
Realmente aquele remédio era horrível, eu já tomei e quase morri de tanto sono.
– Ok.
Sorri, e corri ate a cozinha. Peguei um copo, pus suco de maracujá a 10ml do remédio. É pra derrubar mesmo. Mexi e pus um pouquinho de açúcar e entreguei a ele.
– Leve. – falei.
Ele assentiu e pegou o copo de minhas mãos, subindo correndo.
Minha consciência falava que eu não devia ter ajudado Leon. Ele deve achar que eu estou ajudando por causa do beijou, mas não. Eu só não acho certo esse negocio de separar amigos. Isso é ridículo, e eu não podia deixar que acontecesse. Minha irmã é uma besta, ciumenta, e que age por impulso, o que a faz pensar coisas idiotas, e agir feito uma completa louca. Ela é possessiva e egoísta quando se trata de homens. Até de mim ela tem ciúme!
– Meu amante está vindo? – Marco fez voz de gay.
– Hey! Eu pensei que eu fosse seu amante! – Maxi se fez de ofendido.
– Ai querido! Você é o amante do amante fofo. – falou fazendo a gente rir.
– Quem é amante de quem? – Leon apareceu atrás de mim. Até que foi rápido.
– Você gato! – Marco levantou e pulou no colo de Leon. – Ai que saudade de você garoto sedução!
– Wou! Que amor. Guarda pra mais tarde lindo. – Leon disse rindo.
Ele sentou ao meu lado e sorriu para mim, que retribui e abaixei a cabeça envergonhada.
– Ei Vargas! Pare de flerta com a vadia ai, ou a baiana irá rodar aqui meu amor. E quando a baiana roda, ninguém quer ver o que eu faço! – Marco falou pondo a mão na cintura e fazendo uma pose ridícula, nos fazendo gargalhar.
– Fran, dê um jeito no seu ficante, ele me chamou de vadia. – fiz biquinho.
– E desde quando você deixou de ser? – perguntou, fazendo eles rirem da minha cara.
– Francesca! – gritei manhosa, mas ninguém respondeu. – Ludmila?
– Cadê a vadia prima? – Fran perguntou.
– Gente! – Maxi gritou chamando atenção para ele. – Meu marido também sumiu. – pos a mão na boca, fingindo estar chocado.
– Onde será que eles foram? – Marco perguntou fingindo não saber.
Com certeza os safados foram se comer por ai. Devem ter ido pro quarto.
– Cachorros! Foram se comer, e nem boa noite disseram. – Francesca gritou.
– Francesca, sua fofa, você não tá afim de procurar um quarto por ai e ir praticar atos impuros? Marco falou levantando as sobrancelhas.
– Eu não seu maníaco! – Fran fez cara de nojo. – Que horror!
– Eu sei que você que baby. – piscou para ela.
– Hey! Vamos parar com a putaria, por favor? – Maxi gritou. – Vocês são tão esquisitos.
– Nós? – perguntei rindo. – Falo o menino que abraçou o poste e disse que ele era sexy. – todos rimos.
– Uou, esse poste é sexy vocês não acham? – Marco imitou Maxi.
– Dava até pra transar com ele. Ui sedução. – Francesca falou rindo.
Que vergonha Maxi! – Leon disse controlando o riso. – E eu nem estava junto pra grava. – fez bico.
– Mas eu gravei! – falei rindo e Maxi fez cara de espanto.
– Você o que Violetta Castillo? – O garoto perguntou espantado. – Pode excluir.
– Não, é minha relíquia. Vejo-o quando quero dar risada, e até já levei pra faculdade, todos adoraram. – zoei.
É obvio que eu nunca levei para a faculdade. Coitado, posso ser louca mas não chega a ser tanto. Eu sei que ele já estava roxo de tanta vergonha, e com raiva de mim.
– Eu quero ver! – Leon gritou.
Eu puxei o celular do bolso da frente do short e procurei o vídeo.
– Achei! – gritei feliz.
Todos se juntaram mais a mim, enquanto Maxi ficou emburrado em um canto. Senti aquele perfume gostoso entrar por minhas narinas, o perfume inconfundível de Leon. Olhei discretamente para o lado e lá estava ele, grudado em mim. Seu hálito quente batia em minha nica, deixando-me desconcentrada.
– Aperta o play! – Francesca disse, me fazendo acordar.
– Ah, claro. – corei.
– E ai dona poste, você vem sempre aqui? – Maxi perguntava no vídeo, e todos começamos a rir. – Ae Marco, esse poste é sexy vocês não acham?- perguntava, e de fundo podia-se ouvir risadas altas e totalmente exageradas de nós bêbados. – Dava até para transar com ele. Mas acho que o motel não vão deixar ele entrar. – ria feito um condenado. Eu já não estava aguentando mais de tanto rir, e Leon ao meu lado gargalhava. Sua risada é gostosa e suave, uma coisa que eu escutaria sem cansar o dia inteiro. – Já sei! Vamos fazer um ménage! Eu, o poste e a Violetta! – ele falava mole, agarrando o poste. – Vem delicia! – Ele disse, por fim o vídeo acabou.
Marco caiu pra tras, de tanto rir, nos fazendo rir mais ainda. Aquilo aconteceu quando nos conhecemos, e serio, nunca ri tanto como naquele dia.
Depois de nos recuperarmos do nosso histérico ataque de risos, nos sentamos e voltamos a conversar. A conversa estava agradável e engraçada. As vezes pegava Leon me olhando, mas quando olhava ele virara o rosto envergonhado, muito fofo... Credo! O que está acontecendo comigo? Esse Leon não esta me fazendo bem, eu ando observando muito ele, pensando muito nele. Isso é esquisito! Eu já estava começando a ficar com sono. Peguei meu celular para ver as horas... 04h15min!
– Nosso, povo, to indo... Já são quatro e pouco, e eu estou quase caindo de sono. – falei.
– Boa noite amiga. – Francesca beijou minha bochecha e sentou-se novamente.
– Também vou indo. – Leon se levantou.
– Ei, Leon! – Maxi parecia se lembrar de algo. – Como conseguiu fazer Lara te liberar? Quando chegamos ela estava furiosa.
– Eu sou foda dude! – falou me fazendo rir.
– Falou então. Boa noite os dois ai, e vê se vai cada um pro seu quarto, nada de foder escondido! – Marco brincou me fazendo corar. – Até corou.
– Te fode Maxi. – falei dando de costas, ele gritou algo, mas não dei muita importância.
– Hey Vilu. – aquela voz me fez estremecer. Eu ainda não havia falado com ele, tipo falar sabe? Apenas para ajudar... O que será que ele quer.
– Oi? – perguntei sem me virar, e continuei subindo as escadas.
– Ei, para, pra poder falar comigo. – pefiu.
Parei em frente à porta do meu quarto e girei, pelos calcanhares.
– Fala.
– Olha, valeu por ajudar. – sorriu de lado.
– Nada Vargas. – falei rápido, abrindo a porta do meu quarto.
– Ei! – chamou, e me virei, esperando ele voltar a falar. – O que aconteceu hoje mais cedo... Sabe o beijo... Nós dois...
– Não existe nós dois Leon. O beijo apenas aconteceu. Sabe... Acho que atração física. Nada demais. – falei tentando fugir do assunto.
– Mas... Você gostou? – perguntou.
Que merda de pergunta é essa?
– Eu... Er... – gaguejei. – Com licença eu quero dormir. – falei, tentando entrar no meu quarto, mas só tentando, pois novamente ele me puxou, fazendo-me bater contra seu peito, e ficar a centímetros dele.
Mantive a cabeça baixa, não podia o encarar. Ainda é esquisito. Ele segurou meu queixo e o puxou, suavemente, me fazendo observar seus olhos esverdeados, que me fazem se perder. Devagar ele aproximou de mim, e eu fechei os olhos, deixando a sensação me guiar, senti seus lábios macios pressionarem os meus, em um suave selinho, que ele tratou de aprofundar, pedindo passagem com a língua. Meio desnorteada cedi dando inicio a mais um daqueles beijos errados, e inapropriados. Suas mãos desceram para a minha cintura, colando ainda mais nossos corpos, não deixando um misero espaço entre nós. Seu beijo era viciante, e me fava sensações estranhas. As famosas borboletas no estomago, podemos dizer, e isso é perfeito. A falta de ar se tornou presente, e eu mordi o lábio, o puxando levemente acabando com o beijo. Ele sorriu pra mim e eu retribui.
– Boa noite Violetta, durma bem. – sorriu e deu as costas, voltando para o quarto da minha irmã.
– Boa noite Vargas. – falei sorrindo, e por mais que eu quisesse não conseguiria me sentir culpada por trair minha irmã, tudo que eu sentia era alegria, felicidade... Como aquelas idiotas apaixonadas dos filmes, que todos criticam, mas que um dia vão ficar exatamente iguais.
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