Forbidden Love
1 Capítulo I
Notas iniciais
Ser Hokage era meu sonho, na realidade um sonho herdado de meus pais, ambos sonhavam chegar aqui a onde hoje eu estou, mas somente meu pai conseguiu realizar esse sonho.
Eu não tive uma vida fácil, tudo em minha vida foi conquistado a base do meu esforço e determinação, eu lutei muito em minha vida, tive minhas próprias batalhas e perdi muitas pessoas queridas por mim, mas isso ajudou a formar meu caráter, tal caráter que fez o homem que eu sou, que me fez ser hokage.
Após a 2ª guerra shinobi eu fui nomeado Hokage, meu primeiro ato como Hokage foi criar um tratado de paz entre as cinco grandes vilas shinobis, com esse tratado, todas as vilas iriam vigiar para que a paz sempre prevalecesse, com isso o mundo se acalmou, se tornou um lugar pacifico, então é bem comum ver shinobis da areia, nevoa, pedra e nuvem andando por Konoha, as amizades feitas na grande guerra se manteve, até amores se formaram e hoje já nasceram filhos desses amores, que são filhos de duas vilas diferentes.
Essa é a nova realidade do mundo, uma amizade forte nasceu entre as vilas, o sentimento de paz abrange todos, os shinobis continuam com suas missões, mas não existi missões de assassinatos em vilas aliadas, e nem uma grande organização tentando dominar o mundo, e eu confesso, estou adorando esse novo mundo.
Sei que alguns estão se perguntando como anda minha vida amorosa, então, está parada, após a guerra eu conversei com a Hinata, dei a resposta que devia a ela, e ela entendeu que eu amava outra pessoa, já a Sakura, eu tomei coragem e me confessei a ela, só que ela me rejeitou, disse que sentia algo muito forte por mim, e sabia que era amor, mas não era comparável o que ela sentia pelo o Sasuke, ahh por falar no Sasuke, eu dei uma surra nele e o fiz ver o que realmente importava na vida, ele entendeu e no fim foi bem útil, mas o ultimo ato de Tsunade foi o banir de Konoha, então ele foi para a vila do Som, se tornou o Otokage, Sakura foi embora para a vila do Som, ela disse que ia lutar pelo o amor dela, então eu me conformei, durante um tempo eu e ela nós comunicavamos por cartas, ela estar feliz, como eu a amo de verdade, eu estou feliz por ela.
Então esse é o pequeno resumo de minha historia até aqui, a partir desse momento eu irei contar a minha historia mais intensa, aquela que por um momento eu senti nojo de mim mesmo, um amor proibido e uma paixão tão incrivelmente ardente que chegava a ser surreal, e simplesmente irresistível.
*** ***
Acordei cedo, infelizmente eu estava acordando cedo todos os dias, essa era a parte chata de ser Hokage, eu tinha que trabalhar, exatamente por isso eu adoro ainda mais a Tsunade-okaa-chan, em vez dela entrar em férias e beber todas, ela ficou e vem me ajudando, isso faz o trabalho não ser tão pesado como devia ser, mas mesmo assim ainda era pesado.
Andava pelo o cumprido corredor, eu estava bem legal, minha capa Hokage era bacana, era preta com laranja e tinha alguns detalhes em branco, observava os shinobis curvarem suas cabeças a minha passagem, isso era algo que eu ainda precisava me acostumar, assim como precisa me acostumar em não ter a Sakura perto de mim, era incrível como sentia saudade dela. Só de pensar nela meu animo era esmagado, acabava com meu dia. Abri a porta de meu gabinete com aquele desanimo, me assustei ao ver que Tsunade-Okaa-chan não estava sozinha, um homem a acompanhava, ele aparentava ter uns quarenta anos, seu cabelo era ruiva fogo vivo, cortado bem curtinho, usava uma barba bem aparada que era da mesma cor do cabelo, seus olhos eram verde escuro, e sua roupa era shinobi.
“Naruto” Tsunade falou “Ohayou”
“Ohayou” falei.
Já me dirigia até minha mesa já me sentando em minha confortável poltrona, curvava minha perna e encarava o homem, sim sentia ciúmes de minha Tsunade-Okaa-chan, se aquele idiota quisesse namorar com ela, teria que pedir autorização ao Hokage aqui.
“Então quem é o figura?” perguntei fuzilando o cara com os olhos.
“A onde foi parar sua educação Hokage?” Tsunade dizia em tom bravo.
“Desculpe-me” o homem falou “Devo me apresentar, sou Uzumaki Makoto”
Ok, agora fui pego der surpresa, ele era um Uzumaki, isso significava que ele devia fazer parte de minha família, só agora percebi que ele era parecido com minha mãe, será que ele é parente dela?
“Uzumaki?” perguntei.
“Sim, sou um Uzumaki” ele respondeu com um simpático sorriso nos lábios “Quando surgiu o rumor que um Uzumaki era o novo Hokage de Konoha eu vim aqui para o conhecer, conhecer o filho de Kushina, o meu sobrinho”
“Para, você é meu tio” falei meio alterado já me levantando “Que legal!”
“Ele não veio só pra te conhecer” Tsunade falou em um tom serio “Naruto nem eu sabia que Uzushiogakure no Sato ainda existia”
“Existi?” perguntei.
“Sim, agora é uma pequena vila tentando manter suas tradições” ele dizia em um tom casual “Eu sou o Yondaime Taifukage, a vila não é mais no mesmo lugar que ela era, a localização agora é um segredo absoluto”
“Muito bom saber disso” falei voltando a me sentar “Fico feliz em saber que meu clã ainda existi”
“Na realidade estamos acabados” ele falou sorrindo “Contando com você, nós somos três, sabe a perseguição ao nosso país era por causa de nós Uzumakis, devido ao grande poder de selamento de nosso clã, então aqueles que sobreviveram ao ataque se espalharam pelo o mundo”
“Hum entendo” falei em um tom triste, não era legal saber que seu clã estava vivo e depois saber que ele estava preste a ser extinto de novo “Quem é o terceiro Uzumaki vivo?” perguntei.
Silencio, o ruivo olhou para Tsunade e Tsunade olhou para o ruivo, aquilo era muito estranho, eles sabiam de algo que eu não sabia.
“Naruto...” meu tio começou a falar “Quando a resgatamos ela estava quase morta, eu não podia aceitar a morte de minha irmã, eu a peguei e fiz um selo fazendo ela entrar em estado de coma, isso nós deu tempo para curar as feridas dela” ele deu uma pausa, meus olhos estavam cheio de lagrimas, eu mau podia acreditar no que estava escutando “Naruto ela estar viva, mas nunca mais acordou, ela não envelhece, não fala, não come, ela mal respira, estar parada no tempo”
Lagrimas escorriam por minha face, ela estar viva, ela não morreu, eu não estou sozinho no mundo, isso é algo que fazia eu chorar de felicidade, o melhor era saber que ela estava viva, se e estava feliz por ter um dia, agora eu estava completamente em êxtase.
“Me leve até ela, eu quero vê-la” falei com firmeza.
*** ***
O clima não era agradável, estava mais frio que o normal, o som do vento cortante fazia meu corpo se arrepiar, o som da chuva era quase que ensurdecedor, os relâmpagos iluminava aquela noite fazendo tudo virar dia por questões de segundos, viajávamos em um pequeno grupo, por mim viajaríamos sozinhos, mas eu era o Hokage e mesmo em um mundo de paz eu tinha que viajar com escolta, então viajava com cinco ANBUS, Hinata, Neji, Lee, Sai, o capitão desse pelotão ANBU era o Kakashi-sensei, que era chefe da minha segurança, essa era minha equipe, meu tio viajava com dois ANBUS de sua vila.
Estávamos chegando à fronteira do país dos campos de arroz, já fazia duas semanas, tínhamos saído do país do Fogo há alguns dias e viajávamos pela a costa desse país meio abandonado, a costa era a onde havia poucas cidades, meu tio me contou que a baia dos ventos é dominada por sete clãs de piratas, por isso todas as aldeias e cidades das costas simplesmente deixaram de existir indo para o mais longe possível da costa. Confesso que em dias de sol eu pude ver grandes e poderosos navios com velas negras, eu não conhecia nada sobre piratas, eles não se misturavam com shinobis, na realidade eles tinham medo da gente, então só assustavam os fracos.
Demorou um dia e meio para chegar ao que muitos diziam ser uma relíquia do passado, na realidade era incrível, era a coisa mais grandiosa do mundo e mais espetacular, um paredão de vento, um vento tão denso que assumiu a cor cinza escura, mesmo distante já podia sentir a força do vento, os aldeões tentavam acalmar os animais que pareciam assustados, a grande muralha de vento era alta, muito alta, e imensa, eu não podia ver seu fim, parecia que pegava toda a fronteira com o país dos campos de arroz.
“È incrível!” falei assombrado.
“Uma muralha de ventos” meu tio dizia “Ele abrande toda a fronteira, o país do redemoinho está entre o país da cachoeira , país dos campos de arroz e o país do fogo, e a muralha está em todas as fronteiras, ela é simplesmente imensa”
“Como ela ainda funciona?” perguntei.
“Seu avô a construiu, ele criou um selo antes de morrer, esse selo tomou todo o chakra dele e fez essa muralha se tornar eterna” o ruivo me respondeu com um tom orgulhoso. “Vamos logo”
Corremos em direção à muralha de vento que estava ainda bem longe, à medida que íamos nos aproximando os ventos ficavam mais fortes e a muralha parecia ainda mais grandiosa.
“Vamos para o portão” o ruivo gritava para ser ouvido.
“Ok” gritei em resposta. “Mas isso tem portão?”
“Você vai ver” ele respondeu gritando.
Meu tio tomou à dianteira, corríamos aos pés da muralha durante alguns minutos, foi nesse momento que eu vi um portal feito de alvenaria, o ruivo correu para a direção do portal e eu a segui, paramos em frente a um velho portal que devia ter sido bem bonito quando era novo, havia uma escrita desbotada nele.
Bem vindos ao portão numero 1
Observei que no lado esquerdo do portal existia uma bancada feita de madeira, na bancada tinha um selo complicado pintado em branco, notei que no cento do selo havia um desenho, um contorno de uma mão, observei o selo, senti algo dentro do meu cérebro se ligar, era como se eu tivesse sido feito para identificar automático aquele selo. Meu tio se aproximou e cortou seu dedo, depois contornou o desenho da mão com seu sangue, colocou a mão no desenho e fez o selo bode com a outra mão.
“Sou o Yondaime Taifukage, libere a passagem” ele falou em um tom firme.
Nesse momento houve um som, algo parecido com um estrondo, bem a nossa frente uma abertura começou a se abrir, lembrava muito um portão se abrindo, sendo puxando para cima, demorou cerca de trinta segundos para a passagem se abrir.
Dentro da passagem o vento era ainda mais forte, estava dentro de uma pequena fenda no meio de uma muralha imensa feita de vento, eu tinha a certeza que se a passagem se fechasse com a gente dentro eu iria ser esmagado por completo, e isso trouxe um arrepio na espinha que fez eu aumentar o passo, então demorou menos de um minuto para atravessar, do outro lado encontramos um outro portal muito parecido com o primeiro, andei até ele e encontrei uma outra bancada com o mesmo selo, notei que só tinha uma diferença, esse era para fechar e não precisava de sangue, meu tio colocou sua mão e fechou a passagem.
*** ***
Viajamos durante dias, não havia nada além de vilas abandonadas e florestas, esse parecia um país morto, e isso me machucava um pouco. Meu tio falou que a nova Uzushiogakure no Sato ficava no topo de uma cadeia de montanhas mais altas do país, então o restante da viagem foi bem cansativa, pois era subida o tempo todo, no segundo dia de subida finalmente a vimos, Uzushiogakure no Sato. Com certeza não era uma vila tão grande quanto Konoha, mais era bem bonita, ficava entre montanhas e era protegida por uma grande muralha.
Quando entramos na vila pude notar que ela era bem movimentada, havia pessoas andando de um lado para o outro na rua principal, havia também um mercado a céu aberto, provavelmente por isso a rua parecia tão lotada. Fiquei muito feliz em saber que nem tudo nesse país estava destruído.
Meu tio nós levou até a maior construção que tinha lá, parecia um palácio, a arquitetura era bastante diferente de Konoha, mas era bonito, confesso que enquanto subia a cumprida escada meu coração acelerava, batia com muita força, a poucos momentos eu estaria com ela, chegamos em frente a uma imensa porta dupla feita de carvalho enegrecido, havia muitos desenhos na porta, era muito bonito, meu tio abriu a porta e meu coração simplesmente acelerou, o quarto era grandioso, lindo e bem decorado, mas eu nem o menos o notei, simplesmente observava a imensa cama, deitada na cama estava ela, ainda mais lindo do que no dia que eu a vi em minha mente. Corri até a cama e me ajoelhei em frente ela, alisei sua face, fiz uma caricia em sua bochecha, lagrimas escorriam em minha face e pegava na face dela, encostei minha testa na dela e suspirei.
“Prazer em te conhecer!” falei baixinho “Acorde para me abraçar!”
Meu coração se apertou, era injusto conhecer ela e ela não acordar, mas mesmo assim eu me sentia o cara mais feliz do mundo, esse era o momento mais feliz de toda minha vida, foi nesse momento que meu coração acelerou ainda mais, senti um toque em meu rosto, abri meus olhos e vi os olhos dela, ela estava acordada, seu rosto sereno, um sorriso lindo.
“Só estava esperando você” ela falou com uma voz fraquinha “Obrigado por ter vindo me acordar Naruto”
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