Forbidden
3 Capítulo 3 - Proibidos
Notas iniciais
Enquanto os dragões e Yoon olhavam levemente assustados para o ancião, Soo-won, acompanhado de todos os outros generais, encaravam o casal com expressa surpresa em suas feições, para dizer o mínimo. Essas expressões, entretanto, logo se tornaram ainda mais nítidas e complexas quando Mundok continuou a gritar.
― Como você se atreve a tal insolência, seu moleque insolente!! ― Não demorou a avançar sobre o mais jovem, preparado para socar-lhe a cabeça como forma de disciplina.
Hak, porém, desviou com fluidez desse e dos ataques sucessivos, o que não fez o senhor desistir, porém.
― Jijii! ― A voz do moreno sobressaiu-se aos xingamentos do avô. ― Pare com isso! ― Tentava Pará-lo enquanto continuava a desviar dos golpes quase mortais. ― Me deixe ao menos falar!
― Não tem nada que falar, seu moleque imprestável! ― rugiu lançando um chute poderoso contra o rosto do neto, que fora prontamente defendido pelo cabo da lança. ― Como se atreve a tocar na princesa dessa maneira?!
Enquanto prosseguia-se a luta (ou quase isso, dado que só um dos lados atacava), os espectadores permaneceram assistindo pasmos e incrédulos. Jae-ha já trazia um sorriso divertido, querendo rir; enquanto Yoon, Zeno e Soo-won deixavam uma gota de suor escorrer pela testa, num meio sorriso amarelo.
Somente após alguns minutos que Yona fora capaz de largar sua expressão perplexa para interromper a confusão.
― Mestre Mundok! ― chamou tentando sobrepor-se a briga dos dois. ― Por favor, pare com isso! ― pediu tentando pegar por um dos braços do ancião. ― Mestre Mundok!! ― finalmente o grito sobrelevou-se a confusão, fazendo o senhor parar em meio a um golpe aéreo para olhar para ela. ― Por favor, não seja tão rigoroso com o Hak ― voltou a pedir, agora com o tom de voz ameno, sorrindo. ― Não existiu insolência nenhuma...
― Como não, princesa?! Esse desgraçado lhe tocou de maneira imprópria! ― Quase cuspiu ao gritar as palavras em direção ao mais novo.
― Foi apenas um beijo! ― envergonhou-se a jovem, ruborizando e baixando o rosto. ― E se ele o fez é porque eu o permiti. ― Tornou a levantar a cabeça, com o olhar mais confiante, embora as bochechas ainda continuassem rosadas.
Por alguns instantes, Mundok olhou de Yona para Hak e vice-versa, talvez finalmente deixando a razão falar mais alto e compreendendo o que ela queria dizer com aquilo. Quando todos esperavam que o senhor se acalmasse, no entanto, a reação seguinte dele fora o inverso total.
― Imperdoável!! ― rugiu tornando a olhar seu neto, que agora não entendia mais coisa alguma.
Os outros presentes também observaram pegos de surpresa, com os olhos miúdos.
― Você tocou a princesa antes de um casamento formal!! ― Apontou raivoso para o guarda-costas.
― Êh? ― Fora a reação universal dentro do salão.
Mas a confusão de todos não impediu o ex-general de continuar rugindo.
― Você será punido! ― advertiu, ainda direcionado para o mais novo. ― E está proibido de se aproximar da princesa novamente!!
― Mestre Mundok ― chamou o jovem rei, finalmente pronunciando-se, aproximando-se e sorrindo a seu modo. ― Não precisa chegar a esse ponto.
― Ele tem razão, Mundok-san ― concordou Jae-ha, sorrindo de maneira igual ao loiro. ― Não precisa exagerar.
― Calem a boca vocês! Se eu estou dizendo que está, ele está! ― esbravejou categoricamente, ignorando o fato de que acabara de ser insolente com seu rei, e fazendo com que os dois parassem abruptamente com o berro, só para logo voltar-se ao casal mais uma vez. ― Você está proibido de se aproximar da princesa à menos que dois metros! Até o dia em que completarmos essa operação e os dois estiverem no mesmo altar! ― concluiu sua proibição, deixando os presentes sem fala e uma Yona com os olhos piscando freneticamente, processando a informação.
Enquanto isso, Hak pretendia abrir a boca para responder, mas antes fora pego de surpresa por seu braço sendo tomado com força pelo par fino da garota. Olhando para o lado e para baixo, viu Yona agarrando-se a ele, como se fosse a última coisa que faria na vida, fechando os olhos também com força.
― Yona-hime, afaste-se dele! ― Mundok exigiu, mas sua resposta fora a negação veloz da ruivinha, ainda de olhos fechados, apegando-se com mais força ao braço do moreno.
― Hime ― Hak chamou-a em tom monótono ―, são apenas dois dias.
Não adiantou muito, porém, pois a resposta que ele teve foi a mesma que ela dera ao seu avô. Com isso, em mais um estralo de fúria desvairada, Mundok voltou a golpear o neto, do lado contrário ao que a princesa estava.
― Seu moleque irresponsável! É culpa sua! ― Um chute. ― Sua! ― Outro chute. ― E sua! ― Mais um chute.
Todos esses defendidos com dificuldade, com apenas um membro superior, enquanto o outro estava impossibilitado em meio aos braços femininos.
― Como isso é minha culpa, Jijii?! ― exasperou-se enquanto defendia-se.
Após não ter êxito com os golpes, entretanto, o ancião passou a puxar o neto pelo braço livre, tentando afastá-lo da princesa, mas parecia que não teria sucesso também, pois ela não desgarrava de maneira alguma. Hak, por sua vez, permanecia visivelmente entediado (e irritadiço) sendo disputado pela jovem e pelo idoso, enquanto os dois pareciam jogar cabo de guerra.
Os espectadores? Voltavam às suas gotas escorrendo pelas testas, sem saberem como reagir.
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