O cheiro de lavanda do hidratante infantil misturado ao aroma de café fresco que minha mãe tinha passado na cozinha era o meu porto seguro. Mas naquela quarta-feira, às vinte horas e trinta minutos, parecia apenas um contraste violento com o que tinha acontecido uma hora antes na cobertura da Avenida Atlântica.


Entrei no meu apartamento tentando fazer o menor ruído possível. Téo já estava no berço, os braços gordinhos jogados para cima, respirando naquele ritmo pausado e profundo que só os bebês têm. Fiquei de pé ao lado da grade por longos minutos, apenas observando o peito dele subir e descer.


O contraste me atingiu em cheio. Ali estava a minha realidade. O berço de madeira, as fraldas organizadas na cômoda, as contas de luz empilhadas na mesa da cozinha, e o peso de ser a única coluna sustentando aquela estrutura.


Fui para o banheiro e fechei a porta, encarando meu reflexo no espelho pequeno acima da pia. Minha boca ainda parecia quente. Se eu fechasse os olhos, ainda conseguia sentir a pressão dos dedos do Gustavo no meu maxilar e o gosto urgente daquele beijo que me deixou sem ar no meio da sala dele, com um vira-lata branco pulando ao nosso redor.


Você é uma idiota, Lívia, pensei, jogando água fria no rosto.


Eu tinha um currículo impecável, anos de residência e gerenciamento de crises em prontos-socorros veterinários. Mas caí no blefe mais velho do mundo. Um cachorro apático. Eu devia ter percebido no instante em que ele se recusou a trazer o bicho para a clínica. Mas a simples menção de que o Bóson estava mal tinha desligado o meu córtex e me feito correr para o carro dele como uma residente assustada.


O pior era que, por trás da mentira ridícula, existia um cuidado que eu não sabia como combater. Ele sabia que eu não aceitaria um convite para jantar às dez horas da noite. Ele calculou meus passos, desarmou minhas desculpas e me entregou exatamente o que eu precisava: duas horas de paz, um jantar decente e a garantia de estar em casa a tempo de ver meu filho dormir.


Gustavo Montserrat estava se tornando um problema perigoso. Porque era fácil lutar contra um homem arrogante que tenta te impor vontades; o problema era lutar contra um homem arrogante que aprendeu a ler as suas necessidades antes de você mesma.


A quinta-feira no hospital passou como um borrão. Forcei-me a assumir três cirurgias ortopédicas complexas e duas triagens de emergência de grande porte. Eu precisava do cansaço físico para calar a minha mente. Cada vez que o meu celular vibrava no bolso do jaleco, meu estômago dava um nó.


Por volta das quatorze horas, o nó se desfez, mas deu lugar a um tipo diferente de peso. Era o Dr. Ricardo.


— Boa tarde, Doutora Lívia. Apenas para informá-la de que o juiz da 3ª Vara de Família acabou de deferir a nossa liminar de urgência. O mandado de penhora online das contas do senhor Lucas já foi emitido, e o bloqueio deve acontecer nas próximas quarenta e oito horas.


Segurei o telefone contra o ouvido, sentindo minhas pernas amolecerem. Apoiei-me na parede do corredor asséptico, sem conseguir falar por alguns segundos.


— Já? — minha voz saiu num sussurro. — O meu antigo advogado dizia que isso levaria pelo menos seis meses.


— Os advogados anteriores não tinham o peso da Montserrat Holding anexado à petição, doutora — Ricardo respondeu, com aquela polidez corporativa implacável. — O senhor Gustavo deixou claro que o caso era de prioridade máxima. Manterei a senhora informada.


Quando desliguei, olhei para o teto do corredor, respirando fundo. O alívio era gigantesco. Saber que o Lucas finalmente seria obrigado a cumprir a obrigação dele me tirava uma tonelada das costas. Mas a sensação de dívida emocional com o Gustavo quase anulava o oxigênio que voltou a entrar nos meus pulmões.


Passei o restante da quinta-feira e a sexta inteira esperando cruzar com ele. Sempre que atravessava o pátio central, meus olhos escapavam para a parede de vidro da presidência antes que eu conseguisse me impedir.


Não o encontrei nenhuma vez.


Isso, no entanto, não significava que o Gustavo tivesse desaparecido.


Às nove da manhã de quinta, meu celular vibrou.


Gustavo: O paciente de ontem resolveu comer. A veterinária fez um excelente trabalho.


Revirei os olhos antes mesmo de perceber que estava sorrindo. Ignorei. Eu sabia exatamente qual era o jogo dele ali. Duas horas depois, a tela acendeu de novo:


Gustavo: Ele também perguntou por você. Ou, pelo menos, latiu para a porta. Estou interpretando como saudade.


Revirei os olhos, mas cedi. Puxei o teclado.


Lívia: Como veterinária, meu diagnóstico é que ele só quer que você abra a porta. Não projete carências no cachorro, Montserrat.


Gustavo: Anotado, doutora. Mas o diagnóstico meu é diferente.


Lívia: Você também é veterinário agora?


Gustavo: Não. Só conheço meu cachorro. E ele gostou de você.


Dei um sorriso tão grande que decidi não responder. No fim da tarde, outra notificação.


Gustavo: Não esquece: sábado, 21h30.


Sem ponto de interrogação. Sem "você pode?". Sem "está de pé?". Como se, na cabeça dele, o nosso encontro já fosse um fato consumado no calendário do fim de semana.


Bufei sozinha enquanto caminhava para o estacionamento. A confiança daquele homem beirava o insuportável.


Na sexta-feira de manhã, antes mesmo de levantar para escovar os dentes, a primeira coisa que fiz foi esticar o braço e olhar a tela do celular. Não porque eu estivesse ansiosa ou esperando alguma coisa, claro. Mas apenas porque eu queria confirmar se ele realmente tinha mantendo o protocolo de me mandar um bom dia.


Gustavo: Bom dia. O fiapo de manga acordou latindo às seis da manhã. Acho que ele queria que eu te desejasse um bom plantão. Eu só estou sendo o mensageiro.


Eu me peguei sorrindo mais do que gostaria para a tela do meu celular. Pior, me peguei pensando em uma boa resposta para dar a ele. Um simples "bom dia" parecia ser seco demais e nada legal passou pela minha cabeça.


Antes que eu pudesse formular qualquer provocação à altura, a realidade me puxou de volta. Um som alto de plástico batendo no chão ecoou da sala, seguido por um gritinho alegre de comemoração.


Guardei o aparelho no bolso do casaco e fui até o corredor. Téo estava sentado no tapete, com a fralda visivelmente cheia e o pote de tupperware que minha mãe usava para guardar biscoitos virado de cabeça para baixo. Ele bateu as mãozinhas nas próprias coxas cheias de dobrinhas e me deu um sorriso banguela, exibindo orgulhoso o estrago.


— Acordou com a energia carregada, gordinho? — brinquei, me abaixando para pegá-lo no colo. O cheirinho de sono dele misturado ao hálito de leite era a melhor coisa do meu dia.


Passei os vinte minutos seguintes no modo automático da maternidade: trocando fralda, limpando farelos de biscoito do chão e tentando convencer um bebê de 1 ano e 3 meses de que o canudo do copo de transição não era um brinquedo de mastigar. Minha mãe brotou na cozinha com o cabelo preso, arrastando os chinelos e já pegando a garrafa de café.


— Deixa que eu assumo esse rapazinho, Lívia. Vai se atrasar — ela disse, pegando o Téo, que imediatamente tentou puxar o brinco dela. — Você tá com uma cara tão boa.


— Dormi bem, mãe. Não estou nada cansada — dando um beijo no topo da cabeça do meu filho e pegando a minha bolsa.


Peguei o trânsito pesado de sempre até a fundação. No instante em que passei pela portaria do hospital veterinário, o "modo mãe" foi desligado para dar lugar ao "modo diretora clínica".


Coloquei o jaleco branco, prendi o cabelo e engatei em uma sequência implacável de checagem de leitos e conferência de estoques de anestésicos. Fiquei tão imersia no prontuário de um pastor-alemão que só lembrei da existência do resto do universo quando me sentei na minha mesa para tomar um copo de água, quase três horas depois.


Puxei o celular para checar se havia alguma emergência da creche ou da minha mãe. Não havia.


Mas a tela acendeu com uma notificação bem ali no topo.


Gustavo: Você costuma ignorar todo mundo ou esse privilégio é exclusivo meu?


Soltei uma risada soprada, encostando a cabeça na cadeira e encarando o teto do consultório. A audácia daquele homem era uma constante matemática.


Lívia: Estou trabalhando.


Gustavo: Imagino. Eu também.


Lívia: Então por que está me mandando mensagem?


Gustavo: Porque achei que você merecia uma pausa de trinta segundos.


Antes que eu pudesse digitar que não precisava de pausas gerenciadas por ele, a tela piscou. Gustavo enviou uma foto.


Era uma imagem do Bóson, o vira-lata branco completamente esticado de barriga para cima no meio do estofado cinza do sofá da cobertura, com as patas tortas para o ar e uma expressão de pura sem-vergonhice.


Abaixo da foto, a legenda: Entrou em greve. Diz que só volta a colaborar quando a médica aparecer.


Mordi o lábio inferior, sentindo o peito aquecer contra a minha vontade.


Lívia: O paciente apresenta claros sinais de manipulação.


Gustavo: Puxou o dono.


Deixei o celular cair sobre a mesa, cobrindo o rosto com as mãos enquanto ria sozinha. Era oficial: eu não tinha um segundo de paz. Nem no meio do meu plantão, cercada por hemogramas e agulhas, eu conseguia me livrar da presença daquele homem.


O restante da sexta-feira seguiu o mesmo ritmo. Eu não respondi à última provocação dele, mas o Gustavo manteve o protocolo. Às dezenove e quarenta e oito, quando eu finalmente estava organizando os últimos relatórios para ir embora do hospital, veio a confirmação definitiva.


Gustavo: Alguma restrição alimentar?


Lívia: Não.


Gustavo: Vinho?


Lívia: Não vou beber.


Gustavo: Por causa do Téo?


Lívia: Porque você já é problema suficiente sóbrio.


Dessa vez a resposta dele não veio de imediato e demorou alguns minutos para chegar.


Gustavo: Essa eu vou guardar.


No sábado à tarde, a rotina ganhou um fôlego totalmente novo. Arrumei a mochila imensa do Téo com mudas de roupa, fraldas, a naninha e os brinquedos favoritos dele. Como dinda coruja e minha rede de apoio oficial, a Malu praticamente me arrancou de casa quando soube que eu finalmente teria uma noite inteira livre.


— Dá o meu afilhado aqui! — Malu exclamou assim que abri a porta do apartamento dela, pegando o Téo do meu colo e enchendo as bochechas dele de beijos estalados.


Téo soltou uma gargalhada gostosa, daquelas que mostram os primeiros dentinhos, batendo as mãozinhas no ombro dela e balbuciando um "dinda" todo desajeitado.


Sentamos no tapete da sala de estar cercadas por blocos de montar coloridos. Téo estava focado em tentar encaixar um quadrado azul em um círculo vermelho, soltando pequenos grunhidos de frustração que nos faziam rir. Ele olhava para mim pedindo aprovação a cada peça que batia no chão, e eu batia palmas, incentivando o meu gordinho.


— Então quer dizer que a dinda vai ter o privilégio de passar a noite e a manhã de domingo inteira com esse príncipe? — Malu perguntou, fazendo cócegas na barriga do Téo, que rolou no tapete rindo alto. Ela ergueu os olhos para mim, com um sorriso nitidamente astuto. — E a dona Lívia vai usar esse tempo livre para o quê, exatamente?


— Jantar — respondi, tentando manter a voz mais neutra e profissional possível enquanto empilhava dois blocos para o meu filho. — Com o Gustavo.


Malu largou o brinquedo que estava na mão, os olhos brilhando de empolgação.


— Menina, finalmente! Eu sabia que aquele olhar de predador dele no jantar não era só preocupação com as metas da clínica. Lívia, me fala a verdade: você gosta do Gustavo?


Engoli em seco, olhando para o Téo, que agora tentava morder um bloco verde. Afastei o brinquedo da boca dele com suavidade antes de encarar a minha amiga.


— Eu vou sair com ele, então sim, eu gosto. Eu gosto de como ele me faz sentir, Malu. Faz muito tempo... quase dois anos que eu não me sentia assim. Desejada. Cuidada. O Gustavo tem essa mania de ler o que eu preciso antes mesmo que eu perceba. É assustador, mas me dá uma sensação de segurança que eu nem lembrava que existia.


Malu segurou a minha mão sobre o tapete, a expressão mudando para algo profundamente afetuoso, sem aquela zoeira de sempre.


— Eu fico tão feliz de ouvir isso, amiga. De verdade. Mesmo que as coisas com o Gustavo não deem em nada no futuro, o importante é que ele te lembrou de algo que você tinha esquecido: você é uma mulher jovem, linda e cheia de vida. Você é uma mãe solo incrível, maravilhosa, mas vai muito além disso. Você merece ser mimada.


Sorri, sentindo um calor bom no peito. Téo aproveitou o momento para engatinhar até o meu colo, apoiando o queixinho gordo no meu joelho, olhando para nós duas com aqueles olhos castanhos gigantescos e curiosos.


— Tem mais uma coisa — comentei, passando os dedos pelos cabelos finos do meu filho. — Ele colocou o corpo jurídico inteiro da Montserrat Holding para ir atrás do Lucas. O juiz já deferiu a liminar de urgência e as contas dele vão ser bloqueadas para pagar as pensões atrasadas. O advogado me ligou na quinta.


Malu abriu a boca em choque, soltando uma risada impressionada.


— Menina... O jurídico da holding? Isso é artilharia pesada. Olha, Lívia, para um homem mover o império dele desse jeito por você e pelo Téo... isso tem cara de que vai ficar bem sério, bem rápido.


A palavra sério acendeu um alerta vermelho gigante no meu cérebro.


Não. Aquilo não fazia sentido.


Eu conhecia o Gustavo havia poucos meses, mas conhecia pessoas que o conheciam há anos. A Helena nunca falava dele sem admiração. A Bia, que convivia com ele diariamente e ainda mantinha aquela relação sem rótulos, sempre descrevia o Gustavo como um homem leal, correto e surpreendentemente cuidadoso com quem fazia parte da vida dele.


Ele podia ser controlador. Arrogante. Convencido em níveis quase patológicos. Mas um cretino?Não.


Ninguém gostava tanto dele quanto aquelas pessoas gostavam se ele fosse esse tipo de homem.


E era justamente por isso que eu precisava colocar os pés no chão. O Gustavo não tinha mobilizado a holding porque estava se apaixonando por mim.


Ele tinha ajudado uma amiga.


Uma mulher que, por acaso, fazia parte do mesmo círculo de amizades dele. A melhor amiga da noiva do casamento em que nós dois seríamos padrinhos. Se a Helena tivesse pedido ajuda para mim, eu teria feito tudo ao meu alcance. Se a Malu precisasse de alguma coisa, eu atravessaria a cidade sem pensar duas vezes.


O Gustavo apenas tinha mais recursos para resolver problemas do que a maioria das pessoas. Era isso. Nada além disso.


Respirei fundo, organizando o raciocínio.


— Não, não, as coisas não vão ficar sérias — contestei imediatamente, ajeitando o Téo no meu colo de forma protetora. — O Gustavo é um cara legal, Malu. Quer dizer, ele é meio babaca e prepotente às vezes, mas eu percebi que ele se importa de verdade com as pessoas ao redor dele. A Helena gosta muito dele e vive elogiando o caráter dele para mim. Até a Bia, que sai com ele há um tempo, já falou super bem dele. Eu sei que ele é, de certa forma, gente boa.


Malu me encarou, esperando o restante da minha defesa. Continuei, mais para convencer a mim mesma do que a ela:


— Nós temos amigos em comum, tecnicamente fazemos parte do mesmo grupo agora. Então... é isso o que ele fez, não foi? Ele só ajudou uma amiga do grupo.


Coloquei na minha cabeça que ele não fez isso por causa de mim, especificamente. Ele só é generoso com os dele.


— Sei... — Malu semicerrou os olhos, com um sorriso cínico. — E as mensagens? O "puxou o dono"? É tudo generosidade entre padrinhos de casamento?


— É flerte, casualidade. Ele está acostumado a relações sem cobranças ou compromissos. Acho que é exatamente esse tipo de relação que ele procura. — Dei um sorriso pequeno. — E, sinceramente? Eu também.


A última frase saiu mais firme do que eu realmente me sentia.


— Eu preciso deixar claro para ele hoje à noite que eu quero exatamente a mesma coisa. Algo leve, casual, sem amarras. É o formato de relação que ele está acostumado, e eu preciso verbalizar isso justamente para não assustar o homem achando que eu quero casar, e não estragar o que a gente tem. E, claro, para me proteger também.


Malu continuou me olhando por alguns segundos, como se tentasse decidir se acreditava ou não em uma única palavra do meu discurso.


No fim, soltou uma risada pelo nariz.


— Tá bom, Doutora Coimbra. — Apontou o dedo para mim. — Só não vai esquecer que quem está fazendo esse discurso é a mulher que ficou dez minutos me explicando por que um beijo pode alterar completamente a dinâmica de uma relação.


Revirei os olhos.


— Você é insuportável.


Nós duas rimos alto, e o Téo, no meio da nossa bagunça, começou a bater palminhas e a rir junto, mesmo sem entender nada do que estávamos falando. Ficamos mais alguns minutos ali, nos divertindo com as gracinhas dele, até que Malu olhou para o relógio da parede e arregalou os olhos. Ela se levantou e esticou os braços para pegar o Téo, que foi sem pensar duas vezes.


— Agora chega de falar. Vai se arrumar que você tem um encontro daqui a pouco.


Olhei para ela de cima a baixo.


— E você? Como anda a vida amorosa da senhorita Malu Almeida?


Ela abriu um sorriso cheio de malícia.


— Estou conhecendo um carinha aí.


— "Um carinha aí"?


— Uhum.


— Nome?


— Ainda não ganhou esse privilégio.


— Profissão?


— Curiosa.


Cruzei os braços.


— Malu...


Ela gargalhou.


— Relaxa. Se sobreviver ao primeiro encontro, eu te conto.


Caí na risada junto com ela. Ela fez um gesto apontando para o corredor.


— Agora vai. Porque, se continuar aqui, você vai inventar uma emergência para desmarcar esse encontro.


— Eu jamais faria isso.


— Claro que faria.


Ela ergueu o Téo como um troféu.


— Eu e o meu afilhado dominamos esse apartamento. Você só aparece de novo quando voltar do seu date.


Sorri, peguei minha bolsa e balancei a cabeça.


— Sim, senhora.


Enquanto caminhava para o quarto, não consegui evitar um último pensamento. Talvez eu estivesse certa. Talvez o Gustavo realmente só fosse um homem bom ajudando uma amiga.


E era exatamente assim que eu precisava continuar enxergando aquilo. Porque qualquer outra explicação era perigosa demais.



Notas finais
Mais um capítulo entregue a vocês 🩷 Dessa vez, eu estou escrevendo e postando, geralmente eu gosto de estar uns 10 capítulos à frente do que venho postando, justamente para ter espaço para fazer mudanças. Mas a ansiedade de entregar isso aqui para vcs não permitiu hahaha Eu já sei o meio e o final da história, mas, caso tenham algo que vcs queiram ver ou sugestões a serem feitas para eu implementar, sinta-se a vontade. Inclusive, eu aceito sugestão de ideias para romances futuros viu, me digam algo que vcs queiram ler e eu vou tentar desenvolver