For a Piece Of Heaven
1 Só por você
Notas iniciais
Estará novamente sozinho em meu apartamento a olhar sua foto em minha estante longe de mim, como você.
Por que eu fui te amar e capaz de ser tão estúpido a ponto de perder-te.
Não seria mais fácil morrer? Mas fácil para mim?
Você sumira por alguns dias fazendo-me sumir também por alguns problemas a sugir em minha vida. A cicatrizar as feridas que fazeres em mim. Reaparece a me perguntar como estou um lixo eu diria.
Tento ser normal, não quero que você sinta pena de mim nunca quis.
Não sei como isso aconteceu, invadistes minha mente de tal forma a ocupando. Preenchendo o espaço vazio, oco em meu coração.
Lembro-me intensamente da noite em que ficamos juntos. A noite em que pude te ter em meus braços e lhe dizer que o amava.
Me perguntou se não eras o único, se ele era apenas mais um, fui obrigado a falar que era apenas ele e que tinha um shiroyama a querer sexo comigo, nada a mais. Sua voz falhou, sentistes desespero, acho que não acreditastes em mim quando disse que não tive nada com ele, não deves ter confiado em mim.
Pena que não fui capaz de te merecer. Você não me quis, seu coração tinha outro a ocupá-lo e provavelmente não iria, não confia em mim.
Foi como uma estaca a cravar em meu coração, pena que não me matou apenas feriu minha alma, fazendo-me agir de uma forma a qual odeio. A qual não sabia que existia, ou sabia e não queria que a mesma toma-se conta de meu ser a arrogância, ignorância. E logo com você, neguei querer sua amizade, orgulho. Maldito orgulho.
Para que? Apenas para tentar me reconstruir. Pena que não se concerta algo que se quebrou, se destruiu em mil e um pedaços.
No final arrependi-me profundamente. Passei a primeira noite em claro. Apenas de madrugada conseguia dormir, apenas quando amanhecia, quando a claridade invadia meus pensamentos fazendo-lhe desaparecer por instantes de minha mente e meu sono a voltar. Nas próximas noites conseguia dormir, incomodado, tonto, derrubado. Acordava cansado, com algo a queimar meu peito a segurar minhas supostas lagrimas que insistiam a respingar no chão.
Não agüentava mais ficar sem sua presença, você me modificava de tal forma a me fazer sorrir como nunca, mas por dentro, a me machucar como sempre.
Implorei, pedi sua amizade mais uma vez a prometer que não lhe incomodar, atrapalhar.
Você aceitou minha amizade, disse que me queria ao seu lado. Infelizmente como amigo, lembro-me da promessa que fizemos a tempos. Se lhe machuca-se você faria meu coração em mil pedaços. Pena que no dia em que me feriu, insistisses para que lhe machuca-se. Não conseguiria, não podia, não queria.
Você reapareceu, notou-me diferente. Queria que lhe conta-se o que havia, você sabia de algum jeito como estava que era por você.
- Como eu desejo não ter coração. Como eu sonho em um dia morrer e vê-lo sorrir no enterro. Sabendo que você será mais feliz sem minha presença.
Levantei-me do sofá, tonto, angustiado indo à direção a sacada a olhar a cidade calma, adormecida apenas às estrelas a cintilar no céu. Virei meu rosto assim a lhe ver a me olhar sorrindo tristonho, me aproximei a tentar lhe abraçar, uma tentativa de lhe ter em meus braços mais uma única vez. Pena que você era apenas uma ilusão a qual se desfez na escuridão. Sentia o perfume delicado, doce, mas não sendo o seu e sim de uma rosa plantada em um vaso único, uma rosa delicada, linda, doce, manhosa, lembrava-me cada vez mais de ti, me debrucei na direção da flor a sentir seu perfume doce a deixar seu nome escapar entre meus lábios entre abertos e meus olhos a segurar lagrimas as quais não eram as primeiras, não seriam as ultimas.
- Hina...
Lembrei-me no mesmo instante de nossa ultima conversa. Queria que lhe conta-se o que sentia, queria que eu reparti-se meu sofrimento, minha dor. Via você a sentar no banco da praça tristonho, abraçando suas pernas, seu olhar manhoso. Queria poder lhe abraçar mais uma vez sem te medo de ser apenas mais um a lhe enganar. Não quero que penses que apenas me satisfaço de sexo, sexo, sexo.
Se eu pode-se lhe abraçar, lhe confortar, ver seu sorriso lindo o qual adoro. Quem me dera.
Dizes-me que não acreditavas em sonhos, discordei, todos e qual quer sonhos se tornam realidade. Nem o mais inacreditável!
Meus amigos me notam diferente. Lembro de ti chibi a me dizer que devo pensar para não sofrer cada vez mais, impossível, não consigo.
Aoi, meu amigo, com você aparento não ter nada a me incomodar. Pena que você acabou descobrindo, quis que lhe conta-se o que havia de errado. Não quis lhe contar, para que? Apenas para ver mais e mais pessoas a se preocupar com um ser tão descartável como eu? Não, não quero.
Kou, ah seu inocente tarado. Você sempre me vê alegre, sorridente. Se estou sério já sabes o motivo, não sabia qual conselho a me dar, me dizes que era apenas para ouvir meu coração, segui seu conselho.
- Ele mandas ver-lhe feliz hina-sama, não importa com quem seja, mesmo que me machuque, que me mate por dentro. E eu não me arrependo em dizer que te amo.
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