Notas iniciais
1. Só eu que estou ficando com dó do Paul? Clima tenso em. 2. Me digam oque estão achando.

“Todo mundo tem que encontrar seu próprio caminho e eu tenho certeza que as coisas vão funcionar bem. Eu queria que esta fosse a verdade. ”

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GEMI BAIXINHO QUANDO minha cabeça acertou bruscamente a cabeceira da cama aquela manhã, droga. Apertei os lábios um no outro massageando o ponto que latejava enquanto tentava me acostumar com a claridade que invadia o quarto. Praguejei baixinho, sentando-me na cama apos uma longa noite de sono, estava tão cansada que dormi na chamada com Jen.

Ainda estava um pouco perturbada com oque vi na floresta ontem, eu estava alucinando ou era mesmo Paul? Não tem como não ser ele, eu reconheceria aqueles olhos em qualquer lugar. Suspirei baixinho jogando o cobertor para o lado e levantei-me, indo em direção ao banheiro para fazer minha higiene matinal.

O silencio na casa logo me chamou a atenção e eu frazi as sombrancelhas confusa, eu estava sozinha? Troquei de roupa e desci as escadas, a casa estava vazia e tinha um bilhete de Sue na geladeira.

Fomos até a reserva, tem comida bo forno.

Bjs, mamãe.

Suspirei aliviada, pelo menos agora eu poderia me concentrar um pouco nos meus estudos. Subi os degraus de volta e troquei de roupa, já que eu estava só o trapo. Peguei meu notebook e meu material de estudo e regressei novamente para a cozinha, onde despositei algumas coisas e comecei a estudar.

Fico imaginando como Jenara esteja se virando com as atividades da faculdade, já que pirava quando não conseguia entender algumas coisas e sempre sobrava para mim terminar oque ela nem dava o trabalho de começar.

Espalhei os materiais necessários sobre a mesa e comecei a estudar a anatomia do corpo, céus, parecia que tinha sido séculos que eu não abria os livros para estudar. Liguei o Notebook pronta para fazer anotações quando a campainha tocou, tirei os óculos de descanso e frazi as sombrancelhas.

Seria Seth que havia esquecido as chaves? Eu não ficaria suspresa, já que era uma mania dele.

Bufando pelo nariz, me dirigi até a porta e peguei a chave, abrindo-a. Fiquei estética ao ver que quem estava na porta era ninguém menos que Paul, olhando-me com os lábios crispado.

Fiquei atônita por um momento com o perfume amadeirado que chegou até as minhas narinas por conta da brisa. Ele estava simplesmente de tirar o folego. O cabelo molhado, parecia que havia acabado de sair do banho, trajava uma jaqueta por cima da regata preta e um jeans.

Limpei a garganta tentando disfarçar.

— Seth não está! — respondi um pouco acida.

— Eu não vim aqui para vê-ló. — engoli em seco. Por que ele tinha que ser tão direto?

Abri espaço para ele entrar, já que pelo pouco que eu conhecia de Paul, ele era bem persistente.

— Leah, eu gostaria de esclarecer algumas coisas.... Se você quiser me ouvir, claro.

— Eu tenho escolha?

Paul parecia demasiado sem graça com a situação, e eu tentei ignorar isso e sentei-me de volta na cadeira, com ele me acompanhando. Ficamos em silêncio, eu tentava olhar para todo lugar daquela maldita cozinha que não fosse o garoto a minha frente que me fitava sem parar.

— Você está fazendo medicina? — sua voz me fez sair dos meus devaneios, na verdade eu estava perdida tentando contar quantas listras pretas haviam no jarro em cima do balcão.

— Hn? Oh, sim! — me toquei que ele olhava meus livros.

— Pensei que você quisesse ser veterinária. — ele sorriu de lado, maldito sorriso que me fez perder o foco por alguns segundos.

O que diabos estava acontecendo comigo? Algo dentro de mim não estava certo, eu estava extasiada com a presença de Paul, era como se ele fosse um imã e me puxasse para ele. Tentei afastar todos esses pensamentos confusos da minha cabeça, já era demais saber que justo o garoto que eu mais odiará era a minha “alma gêmea.”

— Eu até gosto dos animais, mas acho que não é minha praia entende? Cuidar de cachorros.

Minha indireta foi explícita na voz, oque não passou nem um pouco despercebido por Paul, que me olhou um tanto magoado, mas logo tratou de esconder. Aquilo fez o meu coração quebrado se despedaçar ainda mais dentro do peito, vê-ló magoado me deixou magoada.

Mas que droga! Qual era o meu problema?!

— Leah, eu sei que isso tudo é confuso para você e...

— Ah você sabe? — o interrompi, toda a raiva que estava dentro de mim estava pulsando para sair.

— Eu sei Leah, está sendo confuso para mim também! Acha que é fácil ver que a pessoa que você está ligado para vida toda não quer nem saber de você?

Aquilo foi um baque para mim. Paul parecia um tanto nervoso com a situação a quem estava sendo colocado, bem, pelo menos eu não era a única perdida e confusa no meio de tudo aquilo. Mas aquilo não pareceu anquietar minha raiva, pelo contrário, só fez tudo piorar. Eu não estava pronta, não estava pronta para se arrastada para algo que provavelmente iria me deixar mais quebrada do que eu já estou.

Mal me recuperei de Sam e de nosso passado e já tenho uma nova bomba sobre o meu colo. Percebendo o meu silêncio, Paul me olhou um tanto culpado e logo suspirou baixinho antes de voltar os olhos para mim.

— Me desculpe, eu não quis parecer grosseiro. — parecia quase engraçado ele claramente se sentindo culpado por ter se alterado um pouco.

Paul pedido desculpas era algo que eu nunca pensei em ver.

— Oque eu quero dizer é que você não precisa me amar. Você define os termos do nosso relacionamento. — Ele continuou quando eu fiquei em silêncio. — Nós podemos ser amigos... Eu gostaria de ser seu amigo para começar.

Eu mordi o lábio inferior, negando com a cabeça e levantei-me, encostando minhas costas na bancada de mármore.

— Eu não sei se eu aceitaria o ângulo do amigo se eu fosse você.

— Vamos Leah. Eu não sou tão ruim assim. — Sua voz saiu um pouco desesperada.

Só então que notei que ele parecia desesperado, desesperado por alguma aprovação minha.

— Por favor Paul, você não pode simplesmente me deixar em paz? — quase implorei, meus olhos estavam enchendo-se de lágrimas com uma inútil esperança de tentar sair do meio dessa bagunça.

— Não me peça algo que eu não posso fazer Leah, eu não posso ficar longe de você. Entenda isso de uma vez por todas!

Ele exclamou exasperado levantando-se bruscamente da cadeira e aproximando-se de mim. Neguei com a cabeça, ainda indignada com o drama em que minha vida havia se tornado.

Olhei em seus olhos, ele parecia sentir toda a dor que irradiava de mim, como se quisesse me curar, tirar toda a dor que se alastrou e se instalou ali dentro. Eu olhei para Paul, minha "alma gêmea". Tudo o que vi nele foi... mim.

Eu estava muito chateada. Mas, eu estava tentando não estar. Eu estava tentando entender.

— Eu não quero isso para mim Paul, eu não quero nada se relacione a você ou aquele bando de idiotas a quem você segue. Eu não quero me envolver com ninguém daqui...

— Você já tem outro? — a irritação saiu evidente.

Oque era aquilo? É serio que ele estava me fazendo aquela pergunta? Sim, ele estava.

— Não tem nada haver com isso Paul! — eu estava pocessa — Eu não quero nada com você, será que você não entende? Eu não quero te puxar para isso, eu sou imperfeita e cheia de problemas. Seria muito melhor você se afastar de mim e acredite Paul, eu estou te fazendo um favor.

Eu disse me afastando dele e ele fez uma careta. Era como se afastar dele lhe causasse dor física. Eu odiava toda essa coisa de imprinting. Apesar da minha indiferença em relação a Paul, não queria lhe causar dor.

Um silêncio constragedor recaiu sobre nós, nenhum disse uma palavra. Paul olhava para o chão em silêncio enquanto esfregava os sapatos um no outro.

Eu abraçava meu corpo, estava a ponto de chorar novamente. Droga, eu não queria chorar na frente dele, não queria parecer vulnerável.

Funguei.

— Eu lamento por você Paul...- minha voz saiu meio embargada, oque o fez aproximar-se.

Só percebi que ele estava perto demais quando senti sua mão tocar minha bochecha, arrepiei-me com o toque. Aquele toque... Por algum motivo eu me senti confortável com o toque de Paul, tudo pareceu desaparecer.

— Me deixe entrar Leah, eu posso fazer tudo isso passar...

As lagrimas teimosas caiam livremente agora, não sei de fato porquê estava chorando. Talvez fosse o modo que ele estava me fazendo se sentir segura ou pelo fato de realmente me sentir em casa com ele. Era estranho, eu odiava Paul, por que diabos estava me sentindo assim?

Suspirei, o cheio de shampoo e perfume chegou até minhas narinas me deixando mais extasiada com aquela aproximação. Eu queria tanto abraça-ló, me aconchegar nos braços fortes e musculosos dele...

Me afastei.

— É melhor você ir... — murmurei baixinho secando as lagrimas idiotas.

Ele pareceu sair de transe e assentiu, fomos em silêncio até a porta.

— Eu não vou desistir de você. — aquilo fez o meu coração bater fortemente dentro do peito.

— Boa sorte então, Paul. — foi tudo oque eu disse antes de fechar a porta bruscamente em sua cara.

— Isso não é justo! — gemi baixinho.

Eu gemi. Eu podia sentir lágrimas ardendo nos meus olhos. Eu me forcei a permanecer composta. O Imprinting me causou mágoa e agora eu estava fazendo o mesmo com Paul. Somente os papéis foram revertidos. Fui ferida por um Imprinting e agora que eu estava causando ferida com um Imprinting.

O impulso de fugir se fez presente dentro do meu corpo. Talvez eu deveria escutar o conselho de Jenara, e era isso que eu iria fazer. Fugir como uma covarde novamente, dar adeus as pessoas a quem amava e voltar para o lugar de onde nunca havia saido.

A única coisa que importava era que eu tinha que fugir.

— O que você está fazendo? — a voz de minha mãe se fez presente dentro do quarto.

Eu nem ao menos a ouvi chegar, talvez estivesse tão desesperada para ir embora que não consegui pensar em mais nada.

— Oque você acha mãe? Estou indo embora! — respondi obvia enquanto enfiava minhas roupas de volta na mala.

— De que diabos você está falando Lee? — ela parecia perdida.

— Eu não quero passar por isso, tudo bem? Eu não estou pronta, e eu não quero!

— Leah, você não pode simplesmente fugir disso. Não é como uma coisa que você desliga e se ver livre.

— Eu gostaria que fosse. — resmuguei enquanto fechava a ultima mala — Jenara tinha razão, eu nunca deveria ter voltado para esse lugar!

— Lee, você não está pensando direito. Vamos conversar tudo bem?

— Conversar O QUE? — aumentei o tom de voz virando-me bruscamente. — Que eu estou ligada a uma pessoa na qual eu odeio ou que eu tenho que aturar essa situação e fingir que é normal?

— Você está sendo dramática Leah!

— VOCÊ FALA ISSO PORQUÊ NÃO TEM UM CARA NA SUA COLA COMO SE VOCÊ FOSSE QUEBRAR A QUALQUER MOMENTO.

Explodi, simplesmente explodi. Toda a raiva acumulada que havia dentro de mim explodiu em mil pedacinhos em cima de minha mãe, mesmo sem ela merecer. A olhei e ela estava parada me olhando aturtida, eu nunca falei com ela desse modo.

A culpa me atingiu em cheio.

— Me desculpe mãe, você não tem culpa do que está acontecendo comigo. — sentei-me na cama passando as mãos pelo rosto.

Ela sentou-se ao meu lado, acariciando minhas costas.

— Talvez você deva ver isso como uma nova chance de ser feliz.

Eu ri baixinho com a ideia de eu e Paul sendo um casal, seria estranho.

— Não estou pronta...

Murmurei por fim, não havia mais nada a dizer sobre aquele assunto.

— Apenas tente ser mais gentil com Paul, ele está se esforçando.

Fiz uma careta.

— Estou sendo gentil.

— E mesmo? Ele me pareceu bastante perdido quando chegou na casa de Billy para conversar com ele sobre você. — frazi as sombrancelhas — Sam também parece muito desconfortável com essa situação, já que saiu na hora que ele mencionou seu nome.

Estreitei os olhos.

— Sam? Por que?

— Eu diria até que ele está com raiva por conta do Imprinting.

— Esse cara é inacreditável. — sorri sarcástica negando com a cabeça.- Foda-se Sam e o que ele pensa.

Dei os ombros e minha mãe me repreendeu por conta do palavrão.

— Então você irá ficar, não é? Não vai fugir novamente de nós ou só porquê algumas coisas ficaram complicadas...

Sorri minimamente.

— Eu vou tentar.

Ela assentiu sorrindo. Mal sabendo que na primeira oportunidade eu iria embora dali e nunca mais voltaria.

༻──── CONTINUA ────༺

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.