For You, Atlanta | TWD |
3 Capítulo 2 - We take care of the others.
Notas iniciais

— Agora tudo faz sentido, não? — Kile perguntou me abraçando mais forte.
— Muitas coisas fazem sentido, depende do nosso ponto de vista. — ele riu abafado. Podia sentir a sua respiração quente em meu pescoço.
— Eu te amo Atlanta. — sentir meus batimentos cardíacos acelerarem. — Não importa quantos pôr do sol temos que assistir juntos para dizer que sempre te amarei.
O choro de Ruby invadiu meus sonhos mais profundos, mais uma noite eu acordava soada e desorientada por reviver algo puro demais.
— O que foi amor? — disse a pegando do berço. — Teve um pesadelo?
Faz duas semanas que retornei para Alexandria, desde então ajudo Deanna na administração, não mais como amiga, mas sim como sua "subordinada".
— Irei contar uma história, mas precisa prestar atenção. — eu balançava Ruby com cuidado e aos poucos ela se acalmava. Me sentei em uma poltrona perto da janela e observei cautelosamente o céu estrelado.
— Há muito tempo atrás, um Rei Lobo ganhou uma pequena princesinha, um bebê lindo para quem ele só desejava o bem. Mas assombrado pelos seus demônios do passado, o Rei temeu pela segurança da pequena princesa ele foi tentado a manda-la embora para longe de todo mal, de todas sombras e de toda crueldade.
No caminho, foram se perdendo muitas coisas, inclusive a fé no que se achava está perdido para sempre.
O tempo foi passando e a pequena princesa sentia cada vez mais falta da família e na primeira oportunidade, ela fugiu de tudo aquilo que o pai dela sempre desejou. Ela fugiu da paz, do conforto e da segurança, e quando encontrou o que tanto ansiava percebeu que tudo aquilo que tinha antes não significava nada, pois mesmo em um mundo destruído sua família era o mais lhe trazia felicidade. Fim.
Ruby dormia tranquilamente nos meus braços, naquela noite, as estrelas tinham ganhado totalmente a minha atenção e o meu sono.
(...)
— Atlanta, tudo bem? — Trish me perguntou tomando mais um gole de café.
— Ruby acordou durante a madrugada.
— De novo? — Desde que voltei, Ruby acorda todas as noites chorando. Algumas vezes me pergunto se ela tem algum pesadelo...talvez ela sonhe com o dia que a encontrei coberta de sangue e com walkers a espreita.
— É apenas uma fase. — olhei para trás e ela brincava com alguns brinquedos que Aaron sempre trazia de suas "buscas".
— Deanna marcou uma reunião para essa noite.
— Ela não se cansa disso? O que poderia está mais em ordem que Alexandria? — Todo mês Deanna preparava uma reunião para os membros do conselho, ela ordenava as tarefas e cargos.
— Não implique tanto com Deanna, ela é uma boa pessoa. — suspirei.
— Mas isso não me impede de não gostar dela. — Trish e Deanna são amigas a muito tempo, pelo que sei, são amigas desde antes do "Apocalipse".
— Já estou indo. — Bebi o último gole de café e fui me despedi de Ruby.
— Já? Coma direito!
— Eu estou bem Trish. — pisquei.
— Será que pode voltar mais cedo? Ruby está tão pálida, parece que não vê o sol a dias.
— Se sua amiguinha deixar. — Peguei Ruby no colo e observei sua aparência, cada toque meu poderia deixar uma marquinha indesejada em sua pele. — Vamos ter um bebê vampiro a menos em Alexandria.
— É uma boa ideia. — Trish concordou e eu entreguei Ruby em seus braços.
— Até mais tarde.
— Se cuida.
As ruas de Alexandria como sempre estavam movimentadas, tinha pessoas nas varandas, crianças brincando e algumas mulheres dando uma volta. Suspirei com a cena e seguir para a casa de Deanna que não era tão longe da minha, apenas quatro casas de distância.
— Ei! Atlanta! — Spencer disse ao dar de cara comigo, ele é um dos filhos de Deanna. Sinceramente, por que eu que tenho que ser sua administradora? Por que não um dos seus filhos ou até Reg?
— Spencer. — Spencer sempre vivia sorrindo ou sempre sorria quando eu estava por perto, sem dúvidas puxou mais ao pai do que a Deanna.
— A patrulha essa noite é com você.
— O que? Sério? — ele deu de ombros e o sorriso continuava estampado nos lábios.
— A Ruby vai precisar de mim hoje. — tentei justificar.
— Se quiser pode trocar comigo. — Spencer, gentil como sempre.
— Muito obrigado! — O abracei e escutei a porta da casa de abrir.
— Atlanta, chegou cedo. — A voz de Deanna surgiu entre nós e me separei de Spencer.
— Sempre as suas ordens vossa Malvadeza. — fingir uma reverência.
— Boa. — Spencer riu e recebeu um olhar de reprovação da mãe que também tinha uma feição brincalhona no rosto.
— Spencer, não tinha que ter ido verificar os muros? — ele assentiu e se afastou.
— Então, quais serão as primeiras ordens do dia? — Mudei o assunto.
— Preciso que vá a casa da Jessie. — assenti e esperei mais explicações, mas ela continuou em silêncio.
— E...?
— Tente interagir com Enid. — Enid era uma garota de 16 anos que chegou em Alexandria dois dias depois que saí para minha última busca, não sei muito sobre ela.
— Ah entendi, quer que eu seja babá.
— Escute Atlanta, não tem muitas garotas da idade dela aqui.
— Não existe garotas da idade dela aqui. — falei e Deanna suspirou e abaixou a cabeça.
— Eu só quero que tente interagir com ela.
— Usar o termo "babá" é mais fácil Deanna. — rir sem jeito e ela continuava a me olhar séria.
— Alexandria é uma comunidade, cuidamos um dos outros.
— Claro que cuidamos. — sorrir e levantei as mãos para o alto como forma de rendição.
Mantive meus passos acelerados, mas mesmo assim podia sentir o olhar de Deanna em mim. Olhei os portões sendo abertos e Spencer saindo com um grupo, eles iam verificar os muros e se livrar de qualquer Walker que esteja por perto.
Já estava perto da casa de Jessie, ela é a mais próxima dos portões, não consigo deduzir se isso é azar ou sorte. Dei duas batidas leves e alguém abriu a porta.
— Oi Atlanta, a minha mãe não está.
— OK, saía da frente.
— Ei! Não pode entrar na casa das pessoas assim. — mesmo parecendo zangado, ele falava em meio a um sorriso.
— Claro que posso Ron. — pisquei descaradamente e subi as escadas. O som alto de vídeo game me guiou até o quarto.
— Sam, vai ficar surdo. — falei com o garotinho que mantinha os olhos vidrados na tela da TV.
— Lans, vez algo para mim? — Sam gostava muito de biscoitos com gotas de chocolate então eu nunca exitei em trazer sempre para ele.
— Irei preparar muitos para você, prometo. — ele sorriu ainda encarando a TV.
— O que veio fazer aqui?
— Não de preocupe Ron, o meu interesse de hoje é Enid.
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