For You
11 Vinho, música e você
Notas iniciais
— Bem, vamos lá. Preciso resolver isso de uma vez por todas. – Levantou-se, pegou suas chaves e seu celular e foi ao encontro de seu maior problema. HyeSoo.
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Junsu acordou por volta das nove horas da manhã, virou-se na cama e viu que estava sozinho. Levantou-se a procura do namorado, mas antes de sair do quarto viu um pequeno pedaço de papel sobre o piano.
“Bom dia meu amor
Saí cedo para resolver algumas pendências do trabalho. Vou tentar fazer tudo bem rápido para voltar o quanto antes para você.
Esvaziei umas gavetas e cabides para você colocar suas coisas no guarda-roupa do nosso quarto, afinal, é NOSSO.
Não deixe de se alimentar direito. Volto logo.
Te amo
YC”
Junsu sorriu ao ver as palavras contidas no bilhete e se direcionou ao guarda-roupa para verificar o que lera. Viu que Yoochun havia tirado muita das suas coisas para dar espaço a ele.
— Ah Chunnie, você é tão fofo! – Junsu disse sorridente se encaminhando ao banheiro.
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— Yoochun, finalmente! Você me abandonou e nem me ligou uma única vez nas ultimas semanas. Você tinha que ter ido comigo na festa de lançamento da...
Yoochun estava sentado em frente a sua noiva. Ela falava sem parar sobre sua demora em ligar, sobre as festas que ele havia perdido e sobre a vida alheia de pessoas influentes no meio empresarial.
— HyeSoo... Desculpe-me, mas eu te chamei aqui por outro motivo. Preciso falar com você.
HyeSoo o encarou e ficou aguardando o noivo falar. Não gostava nada da expressão dele, com certeza não eram boas notícias.
— Bem, eu não achei um modo menos desconfortável para lhe dizer isso, mas não é justo que eu continue com essa história. – Yoochun suspirou e tomou coragem. – HyeSoo, eu quero desmanchar nosso noivado.
— O que? – a moça disse alto demais fazendo todos os clientes do restaurante a olharem.
— HyeSoo! Por favor, seja mais discreta. –Yoochun pediu envergonhado. – Escute, não vai dar certo. Não combinamos em nada e eu não quero passar o resto da minha vida com uma pessoa que eu não amo.
— Eu não acredito que você me chamou aqui para me dispensar. – HyeSoo disse cuspindo cada palavra. – Seu pai já sabe disso? Porque meu pai vai ficar extremamente insatisfeito com isso.
— Nossos pais não podem controlar nossas vidas assim. Eu já disse ao meu pai sim. Claro que ele ficou chateado, mas não pôde me impedir de vir aqui e terminar nosso noivado. Eu não posso mais continuar com isso, me desculpe. E pode ficar tranqüila, que eu faço questão de falar com seu pai. Só não o chamei aqui porque seria muito constrangedor, primeiro eu deveria falar com você.
— Você é um idiota Yoochun, se acha que eu vou deixar isso passar. É vergonhoso para qualquer moça de boa família ser rejeitada pelo noivo. Todos do nosso círculo social já sabiam que iríamos nos casar.
— Eu não ligo para o que os outros vão falar, mas não se preocupe, não vou permitir que alguém denigra seu nome, ok? Podemos falar que você quis terminar o noivado. Agora eu preciso ir, com licença. – Yoochun se levantou e saiu, não queria esticar aquele assunto, sabia que HyeSoo era muito mimada e não facilitaria. Mas a moça segurou seu punho o fazendo sentar-se novamente.
— Espere! Pelo menos me diga a verdade. Não está terminando esse noivado por causa de seus princípios. Você está saindo com alguém? Quem é ela? — a moça perguntou encarando friamente Yoochun.
— Acho que isso não é da sua conta. Vamos parar por aqui, ok?
— Não, eu quero saber. Me diga! É alguém que eu conheça?
— Ok HyeSoo. Sim, eu amo outra pessoa e não, você não conhece. Satisfeita? Não precisava saber disso, não te diz mais respeito. — Yoochun levantou-se e deixou a moça sozinha remoendo o ódio por ter sido rejeitada.
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Saindo do restaurante, ligou imediatamente para o pai de HyeSoo, marcando um jantar para o dia seguinte. Teria que se justificar e tentar não estragar a relação entre as duas famílias. Voltou ao escritório, terminou seus afazeres rapidamente e saiu, deixando seus funcionários mais perdidos ainda. Yoochun costumava ficar no escritório até tarde, mas naquele dia, assim que resolveu o essencial, foi embora.
Chegou em seu apartamento no final da tarde e não viu Junsu. Estava tudo muito quieto e por um instante achou que não havia ninguém em casa. Deu uma busca rápida nos outros cômodos e encontrou Junsu adormecido no sofá da sala de televisão com o controle de vídeo game entre as mãos e a televisão em modo de espera. Sorriu ao ver seu namorado ali, como um anjinho dormindo tranquilamente todo encolhido. Yoochun foi até seu quarto, pegou um edredom, voltou à sala e o cobriu. Deu um beijo leve nos lábios do menor e foi tomar banho. Quando foi procurar uma roupa para se vestir notou que Junsu havia tirado as roupas da mala e colocado no guarda-roupa.
—Ah, agora sim. – disse baixinho. Pegou uma camiseta e uma calça jeans velha, se trocou e foi para a cozinha.
Pensou em preparar o jantar e fazer uma surpresa para Junsu. Arrumou a mesa colocando os pratos, talheres, as taças mais bonitas que tinha e voltou para a cozinha. Preparou arroz de forno, uma carne assada ao molho madeira e uma salada bem colorida. Um prato bem ocidental, mas que Yoochun adorava e sabia fazer bem, na verdade era sua especialidade e como queria agradar o namorado, seria perfeito.
Pegou uma garrafa de um bom vinho e colocou sobre a mesa e foi dar uma olhada no forno, a carne devia estar quase pronta. O cheiro já se alastrava pelo apartamento.
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Junsu acordou se esticando preguiçosamente. Notou que já era noite e que havia dormido demais. Levantou-se rápido pensando que devia preparar o jantar para quando Yoochun chegasse, mas logo viu o edredom que o estava aquecendo e sentiu um cheiro delicioso vindo de algum lugar por ali.
— Yoochun! – Pensou sorrindo e se levantou deixando o edredom largado no sofá. Encaminhou — se para a cozinha e passando pela sala viu que a mesa de jantar estava arrumada. E então viu Yoochun de costas, trabalhando em alguma coisa. Aproximou-se sorrateiramente e viu que o outro cortava a carne com habilidade. Esperou que ele deixasse a faca de lado e então o abraçou pro trás.
— Hum... O cheiro está bom. – disse beijando a nuca do maior, o sobressaltando.
— Ah, acordou meu anjinho dorminhoco. – Yoochun se virou e beijou o namorado. – O jantar está pronto. Está com fome?
— Estou. E estou espantando, achei que você não tinha falado sério quando disse que sabia cozinhar.
— Hey! É sério! Agora falta você experimentar e aprovar.
— Ah, então vamos lá. Estou louco para provar. – Junsu disse indo sentar-se a mesa.
Yoochun serviu o jantar, abriu o vinho e colocou uma música romântica, que logo tomou a sala de jantar. Estava irradiando felicidade por ter Junsu ali consigo. Uma felicidade que nunca experimentou antes.
— Nossa, que maravilha! – Junsu disse provando um pedaço da carne. – Chunnie, isso está divino!
— Não é para tanto meu amor, mas fico feliz que tenha gostado.
— Eu amei! Com certeza você precisa cozinhar mais vezes.
— Hum, vou pensar no seu caso. – Yoochun disse fingindo uma expressão séria.
Junsu estava saboreando mais um pedaço de carne quando sentiu um calor anormal tomar conta de seu corpo. Pegou a taça e tomou mais um pouco de vinho. Não disse nada à Yoochun, que estava distraído contando sobre a reação dos funcionários naquele dia ao vê-lo sem terno.
Yoochun também bebia, mas estava tão acostumado com isso, que não fez tanta diferença. Aprendeu a beber todas as noites para conseguir dormir e se desligar um pouco de seus problemas.
— Está tudo bem? – Yoochun perguntou vendo que o namorado estava mais corado que o normal.
— Uhum, só um pouco de calor. – disse e sorveu mais uma boa quantidade de sua taça. Junsu nem percebeu que era a bebida que estava causando aquela alteração toda, não tinha costume de beber, então continuou a sorver o líquido rubro, ignorando o calor que aumentava gradativamente dentro de si e a leve tontura que embaralhavam seus sentidos.
O menor por um breve instante observou Yoochun beber o vinho. Os lábios do namorado estavam avermelhados devido a coloração da bebida e também úmidos, tão convidativos que Junsu começou a ter pensamentos nada inocentes com aquela visão. Ficou com uma vontade louca de beijar os lábios de Yoochun, não que já não tivesse essa vontade diariamente, mas dessa vez era incontrolável, como sentir muita sede.
— Su, você está vermelho, está tudo bem mesmo?
— Não sei, tá me dando um calor estranho. Eu estou com uma vontade louca de te beijar. – disse se surpreendendo com as próprias palavras, tapando a boca com as mãos.
— Hum... – Yoochun observou a taça vazia ao lado do prato do namorado e sorriu ao compreender o que acontecia. — Eu acho que é o vinho Su. Você costuma beber?
— Não. Experimentei vinho e licor já, mas foi só um pouquinho. – E fez um gesto com a mão mostrando que nunca havia bebido mais que meio copo.
Yoochun abriu mais o sorriso pensando que aquilo ficaria interessante. Junsu era realmente encantador. Sua inocência e falta de experiência eram um pesado contraste com a sua inteligência. Como um estudante de medicina tão dedicado não notava que uma bebida estava lhe causando alterações? E nunca ao menos bebeu um copo de soju ou cerveja? Era até um mistério ver que ele estava há tanto tempo cursando medicina e nenhum outro aluno tenha conseguido influenciá-lo a beber ou sair mais. Definitivamente ele era uma raridade. Uma raridade apaixonante e viciante.
Ambos terminaram de jantar e Junsu se levantou indo para a sala, para perto da música. Yoochun retirou a mesa, guardou o que sobrou da refeição e colocou as louças na máquina para lavá-las. Depois ficou zanzando pela sala, desligando algumas luzes e arrumando algumas almofadas no tapete para se acomodarem.
O ambiente ficou mais escuro, apenas a luz do corredor que dava acesso aos quartos e a luz da varanda da sala estavam acessas. Yoochun sentou-se no chão e colocou a sua taça que ainda estava pela metade na mesinha de centro e chamou Junsu que ainda estava parado em pé bebendo mais de sua taça que tinha servido a pouco.
— Vem, senta aqui. — Yoochun bateu de leve com a mão no tapete felpudo, bem ao seu lado.
Junsu se aproximou bem devagar, encarando os lábios do maior. Estava se sentindo meio zonzo e mal controlava seus próprios movimentos. Quando chegou mais perto para se sentar, perdeu o equilíbrio e se apoiou desajeitadamente sobre o colo do namorado, que o amparou imediatamente.
— Acho que você bebeu demais, não?
— Eu? – Junsu sussurrou se aproximando dos lábios de Yoochun. – Não sei, só sei que sua boca está tão bonita, me deu vontade de beijar, de morder e...
Junsu tomou os lábios do namorado com urgência, saboreando cada pedacinho daquela boca que estava louco para beijar. Inclinou-se sobre o maior, fazendo com que seu peso o fizesse deitar-se sobre o tapete.
— Junsu, você está bêbado. – Yoochun murmurou entre o a lábios do menor.
Junsu não respondeu, sentia que o calor aumentava dentro de si, o fazendo excitar-se mais ainda por ter o namorado ali ao seu alcance. A música mudou e uma melodia sensual com uma batida mais forte encheu a sala. Junsu se enroscava cada vez mais no corpo do maior, o beijando lascivamente, saboreando a pele daquele pescoço alvo, umedecendo aquele corpo com seus beijos molhados.
—Junsu... – Yoochun murmurava enquanto sentia seu corpo corresponder a cada carícia ousada. Não queria continuar, pois sabia que acabariam na cama, e isso poderia ser se aproveitar do estado insano que seu namorado se encontrava. Talvez Junsu pudesse pensar que ele estava se aproveitando da situação, mesmo que já tivessem transado tantas vezes. Mas a cada gemido do menor, cada arrepio que sentia quando Junsu o tocava daquela forma o incitavam a não impedi-lo.
Junsu levantou de repente assustando o namorado. Saiu cambaleando até a cozinha deixando um Yoochun confuso e com falta de ar no tapete da sala. Depois de poucos segundos respirando profundamente, o maior se levantou para ir atrás de Junsu, mas o menor já estava voltando com outra garrafa de vinho na mão.
— Junsu... – Yoochun tentou pegar a garrafa, mas Junsu não deixou.
— O que? – Fez uma expressão tão inocente que seria capaz de enganar o mais vil mentiroso. – Vem, bebe comigo e... – Abriu a garrafa e encheu as duas taças sem deixar de mexer seu corpo no ritmo da música fazendo Yoochun soltar uma risada exasperada. Não conseguiria resistir se aquilo continuasse. Junsu tinha um corpo lindo e tão bem desenhado, e vê-lo se movimentar daquela forma era tentador. – Dança comigo? – O menor entregou uma taça ao maior e pegou a outra, passando seus braços em volta do pescoço de Yoochun.
— Junsu, você está bêbado, pare com isso!
— Você já disse isso. – E agarrou o namorado, trazendo-o consigo para o meio da sala.
Junsu se movimentava conforme a batida da música, se esfregando no corpo de Yoochun e parando a todo momento para beber mais vinho. Claro que a essa altura, Yoochun já estava tão envolvido quanto o namorado e já não sabia mais o que fazer. Resolveu deixar acontecer e ver o que Junsu pretendia. Pensou que em um momento de distração de Junsu, poderia até tentar pegar a taça do mesmo e impedi-lo de beber mais. Mas o desejo já era alucinante e aquele pequeno diabinho em forma de anjo já o tirara do controle.
Junsu puxava a camiseta de Yoochun, mostrando seu desejo de se livrar dela rapidamente. Separaram seus lábios apenas por um segundo para se livrarem da peça. Yoochun sentiu seu corpo ser empurrado para o sofá e logo Junsu estava sobre ele novamente, encaixando suas pernas em volta de sua cintura, beijando-o sem pudor algum. Suas línguas se enroscavam desesperadamente, fazendo aquele beijo tão necessário quanto respirar.
Yoochun se levantou com dificuldade, segurando Junsu que permanecia com suas pernas enroscadas em sua cintura. Caminhou rumo ao corredor desesperado para chegar logo ao quarto. Junsu agarrou a garrafa de vinho enquanto passavam perto do móvel que abrigava o aparelho de som e a levou com ele. Foram cambaleando entre beijos e amassos. Trombando com as paredes e gemendo baixinho até o destino desejado.
Quando entraram no quarto Yoochun colocou o menor no chão, sobre o tapete felpudo e macio, tratando de se livrar também da camisa do mesmo, beijando e mordendo seu ombros, o fazendo gemer alto pelo contato quente. Foi pego de surpresa novamente quando sentiu algo molhado escorrer pelo seu corpo. Então viu que Junsu estava jogando o vinho que ainda estava na garrafa sobre eles.
— Delícia... – Junsu sussurrou no ouvido do maior, descendo vagarosamente por sua pele, seguindo o rastro do vinho, pelo pescoço, por seus ombros e finalmente lambeu e sugou seus mamilos, brincado de capturar cada gotinha que derramara ali. Yoochun já estava louco, não pensava em mais nada, só queria se saciar naquele corpo que tanto desejava. Agarrou Junsu, tomando a garrafa das mãos dele e o empurrando contra o piano.
— Chunnie...
Junsu gemia alto e desesperado por mais, enquanto Yoochun o beijava por inteiro, se abaixando até chegar ao cós da calça que os separava. Baixou o tecido junto com a boxer preta, deixando exposto todo aquele corpo que tanto desejava. Tão lindo, tão quente, tão macio que levava o maior a pensar nas mais insanas maneiras de tê-lo para si, derramando um pouco de vinho no umbigo deste e lambendo cada gotinha que escorria vagarosamente por seu baixo ventre. Junsu enlouquecido pelo efeito da bebida junto com aquelas carícias ousadas, já não sabia mais nem seu próprio nome e gemia chamando o namorado tão alto que possivelmente os vizinhos estavam os ouvindo.
Tomou de volta a garrafa, bebeu mais um gole enquanto sentia as mãos hábeis de Yoochun acariciarem seu membro. Por fim deixou o desejo desenfreado lhe possuir tirando todo e qualquer vestígio de sanidade do namorado ao derramar o resto do vinho sobre seu próprio corpo, deixando a garrafa cair ao seu lado sobre o tapete. Yoochun entendeu o recado quando viu o liquido escuro escorrer por aquele corpo já marcado por suas carícias e abocanhou o membro rijo do menor, lambendo cada gota de vinho que o cobria. Um calor enlouquecedor os tomava e a brisa que entrava ela porta da sacada não surtia efeito algum. Só sentiam queimar.
O maior se levantou cravando suas unhas naquela cintura tão alva, o levantando e o fazendo sentar sobre o imenso piano. Continuou a massagear o membro do menor, intercalando carícias com seus lábios descontroladamente desejosos e com sua mão tão habilidosa, que já conhecia tão bem aquele corpo em sua posse. Junsu deixou seu corpo escorregar sobre o instrumento, se deitando enquanto sentia seu corpo gritar que estava próximo ao ápice e Yoochun percebendo aumentou seu ritmo e não parou até ver o outro desmanchar-se entre seus dedos. O corpo sobre o piano se contorcia pelos espasmos de prazer, ofegando e chamando num sussurro quase inaudível pelo seu amante.
Yoochun nem mesmo esperou os tremores no corpo de Junsu cessarem, o puxando de volta para si o descendo do piano. Junsu mal se sustentava sobre as pernas, mas os beijos fogosos de Yoochun já o dominavam outra vez e se ajoelhou em frente a Yoochun desabotoando desajeitadamente o jeans do mais velho e abaixando a peça, levando junto a boxer branca já molhada. Yoochun chutou as peças para o lado enquanto levantava Junsu, o empurrando em direção ao piano novamente, mas dessa vez para o outro lado.
Yoochun sentou-se na banqueta disposta ali para acomodar-se enquanto se afundava em suas canções. Puxou Junsu que sentou-se em suas coxas, fazendo seus membros roçaram-se enquanto se beijavam, mordiam e chupavam cada pedacinho de pele ao alcance, saboreando o prazer que só haviam experimentado quando estavam juntos.
— Chunnie...
— Fala... – sussurrou no ouvido do menor enquanto mordia seu lóbulo. – Diz... O que você quer? Hã? Me diz meu amor...
— Chunnie...
Era abusar da sanidade do menor. Ele estava completamente tomado pela bebida e pelo prazer, Yoochun pensou que ele não responderia nada e que continuaria gemendo até ter seu corpo invadido pelo maior. Mas foi surpreendido pela voz baixa de seu pequeno anjinho enquanto ele lhe dominava.
— Eu quero você... Agora! Vem Chunnie... Eu quero sentir você dentro de mim... – e se levantou rapidamente, logo sentando-se sobre o membro do maior de uma só vez. Seu urro de dor e prazer misturou-se com o alto gemido de Yoochun, que foi pego de surpresa pelo ato do menor. Como ele sabia ser tão dissimilado assim, o maior não sabia responder, só poderia ser efeito da bebida.
Junsu não esperou seu corpo se acostumar com o volume de seu invasor, começou a mexer-se sobre o colo do outro, levantando e sentando lentamente, torturando o homem abaixo de si. Yoochun passou seus braços em volta do menor e o segurou firme, afundando o rosto na curva de seu pescoço, o guiando em movimentos mais rápidos e precisos. Junsu deixou-se levar pelo ritmo exigido pelo maior, cavalgando num ritmo frenético, sentindo suas forças se esvaírem lentamente de seu corpo. A essa altura, seu membro estava rijo novamente, chegava a ser dolorido, e era mais prazeroso ainda sentir aquela pressão que ambos os corpos faziam em si. Sua mente estava em branco, seu corpo estava totalmente concentrado nas sensações enlouquecedoras. Era impossível definir se era o paraíso ou o inferno. Estava feliz, completo e ao mesmo tempo queimava e o dominava totalmente. Começou a sentir pequenos tremores, bem sutis, fazendo cócegas bem lá no fundo, anunciando que estava chegando a seu limite. Aquela sensação foi crescendo, como uma bola de neve montanha abaixo. Seus braços e pernas ficaram dormentes e seu corpo começou a tremer, junto de um gemido alto e manhoso, que alastrou pelo quarto, reverberando nas paredes, e se fosse possível elas se abalariam, tamanha era a loucura que sentia dentro de si. Yoochun sentiu o líquido quente e viscoso molhar seu abdômen, e se afastando sutilmente pode ver o rosto de Junsu. Para ele não existia tesão maior do que ver seu amante se desmanchar em um prazer proporcionado por si. Seu corpo declarou aquilo como seu limite, fazendo-o jorrar todo o seu prazer dentro do corpo quente em seus braços, abraçando com força seu namorado, sentindo os tremores o possuírem e esgotarem suas forças.
Um silêncio aconchegante tomou conta do quarto, ouviam-se apenas as respirações pesadas de ambos. O menor deixou seu corpo cair contra o corpo de Yoochun, aconchegando-se em seus braços. Completamente esgotado.
— Eu te amo. – sussurrou o maior beijando-lhe a testa suada, coberta por seus fios escuros.
— Eu também te amo. – Junsu sussurrou antes de apagar. Adormeceu quase instantaneamente, com o rosto escondido na curva do pescoço de Yoochun, que ainda estava dentro de si. O maior sorriu ao ver sentir a respiração tranqüila e constante de Junsu em sua pele, revivendo aqueles últimos minutos em sua mente. Dormindo daquela forma, seu namorado parecia um anjo, mas tinha se comportado com um diabinho; sedento de prazer e tomado pela luxúria.
Definitivamente Junsu não podia beber. Permaneceram ali por um longo tempo e apesar do vinho, Yoochun ainda conseguia sentir o cheiro da pele do menor, e era o que o embriagava de verdade. Era um vício que o fazia cometer loucuras, abrindo mão de tudo o que era e de ter a satisfação de seu pai, abrindo mão de um noivado aparentemente perfeito, abrindo mão de seu orgulho e admitindo que realmente amava aquele homem. E claro, cedendo a todo e qualquer desejo daquele que agora repousava em seus braços. Era impossível se afastar dele, era impossível resistir aos seus encantos e aos seus desejos. Sentiu-se um pouco culpado por deixar o menor se embebedar e depois fazer amor com ele, mas não conseguiu resistir. Junsu o deixava enlouquecido, fora de si.
Sentiu Junsu tremer sutilmente quando uma brisa gelada entrou pela porta da varanda que estava aberta. Teria que sair dali, não poderiam passar a noite sentados na banqueta de um piano. Segurou firme nas pernas de Junsu e se levantou bem devagar, separando seus corpos antes de levá-lo até a cama. Suspirou, vendo o menor apagado, estava todo sujo, pelo vinho e pelo gozo de ambos. O relógio sobre o criado mudo indicava que era quase meia noite, não podia deixar Junsu dormir daquele jeito. Então foi até o banheiro e abriu as torneiras da banheira. Vestiu um roupão e foi até a cozinha, pegou um pano e voltou ao quarto para dar uma limpada na bagunça. Limpou o piano, o chão e levou a garrafa para a cozinha. Quanto ao tapete daria um jeito depois. Aproveitou a viagem para trazer uma jarra com água e um copo para Junsu, ele iria precisar, com certeza.
Depois que a banheira estava cheia com água morna, Yoochun tirou o roupão e entrou no chuveiro para tirar a sujeira que também estava grudada em si. Enxugou-se e foi para o quarto buscar Junsu.
— Su... Acorda meu amor. – Yoochun disse baixinho do ouvido do namorado. Junsu nem se mexeu.
— Aigo! Isso vai ser mais difícil do que eu pensei. – Yoochun levantou o tronco de Junsu e sentou-se na cama de forma que o menor pudesse apoiar-se em suas costas. Yoochun levantou o peso do namorado nas costas e ouviu um muxoxo mal humorado vindo do adormecido.
— Sinto muito meu amor, mas não posso deixar você dormir assim. – Yoochun disse entrando no banheiro. Yoochun desceu Junsu com muito cuidado e esforço, colocando o menor na banheira e entrando junto com ele. Junsu ficou meio deitado com a cabeça apoiada na borda da banheira, protegido por uma toalha dobrada que Yoochun colocara ali para que ele não machucasse o pescoço.
O maior pegou uma esponja, despejou um pouco do sabonete e começou a passá-la no corpo de Junsu, bem devagar, limpando cada centímetro daquela pele clara e rosada, que exibia marcas avermelhadas pelo ato consumado há pouco. Aos poucos Junsu abria os olhos, confuso e sem conseguir perceber onde se encontrava. A água morna o deixava mais mole do que já estava.
— Hum... Chunnie? – chamou baixinho, como um gemido.
— Oi meu amor, estou aqui. Se sente mal?
— Não sei... Acho que estou com sede.
— Eu sei, já já você bebe água, ok? Assim que eu terminar seu banho.
— Uhum... Banho... – Ficou resmungando de olhos fechados até Yoochun terminar.
Yoochun levantou o menor da banheira e o enrolou num roupão, o levou de volta ao quarto e o deitou na cama, tirando o roupão e o vestindo em uma calça de moletom. O fez se sentar para beber um pouco de água.
— Chunnie... –Junsu disse assim que tomou o copo de água todo de uma vez. – Eu te amo. – E deitou, se aconchegando como uma criança e se entregando ao sono.
— Eu também te amo Su. – Yoochun disse sorrindo e acariciando os cabelos do menor.
Vestiu uma calça de moletom, fechou a porta da varanda e as cortinas e apagou as luzes. Aconchegou o namorado em seus braços e logo adormeceu.
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— Chunnie? – Junsu chamou assim que sentou-se na cama. O namorado não estava ali e sua cabeça estava rodando, tanto quanto seu estômago.
— Já vou. – ouviu a voz de Yoochun vir de algum lugar do apartamento.
Yoochun entrou alguns minutos depois com uma bandeja na mão.
— Bom dia meu amor. Como se sente? – Yoochun o olhou preocupado.
— Hum... Não sei. Minha cabeça está estranha...
— É enfeito da bebida. O senhor encheu a cara ontem né... Agora vamos ter que dar um jeito nisso.
Yoochun colocou sobre a cama uma bandeja com café a manhã. Deu um comprimido e uma xícara de chá para Junsu e sentou-se ao lado do menor para tentar faze-lo comer alguma coisa.
— Você não devia estar trabalhando? – Junsu perguntou observando a tranqüilidade de Yoochun.
— Sim, mas não podia deixar você aqui de ressaca. E não há nada de muito importante para fazer hoje. Eu não conseguiria mesmo deixar você acordar sozinho depois de ontem... – Yoochun olhou o namorado com um olhar sugestivo.
— O que? – perguntou confuso.
— Não se lembra de nada?
Junsu parou por um momento, forçando sua mente ainda preguiçosa a trabalhar. Pequenos flashs invadiram sua memória. Yoochun, vinho, piano, prazer... De repente seu rosto se tornou tão vermelho quanto a mancha de vinho no tapete do quarto.
— Acho que você lembrou, não é? – Yoochun perguntou sorrindo e acariciando a mão do menor.
— Ai que vergonha. Eu devo ter ficado fora de mim. Eu nunca bebi muito. Que vergonha! – Junsu escondia seu rosto entre as mãos fazendo o maior rir mais ainda.
— Não foi nada demais meu amor. Não se preocupe, não precisa se desculpar. Aliás... Eu adorei, sabia? – Yoochun disse acariciando a bochecha corada de Junsu com o polegar.
— Não fala assim Chunnie... Que vergonha!
— Não se preocupe, como eu disse, foi muito bom. – Yoochun disse com um olhar travesso para o namorado, se aproximando do seu ouvido e sussurrando. – Me deixou maluco ontem, sabia? – Se afastou e encarou o menor – Mas... Eu prefiro você sóbrio, para que se lembre de cada toque, de cada palavra e de cada momento em que você foi meu.
— Chunnie... – Junsu ralhou com o maior. Ele nunca perdia a oportunidade de constrangê-lo.
— Ok! Já parei! – Yoochun levantou as mãos em sinal de rendição. – Agora coma, você precisa se alimentar direito, senão não vai melhorar.
Yoochun sentou-se lado a lado com Junsu e pegou o garfo da bandeja, dando pequenos pedaços de frutas na boca do menor.
— Chunnie... – o menor chamou com a boca cheia.
— Diga.
— Eu te amo.
— Eu também te amo meu anjo. Te amo muito.
Continua....
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