Notas iniciais
A música desse capítulo é: Never Forget You- Zara Larsson. Enjoy ♥

Acordo e vejo que já está escuro lá fora, Sarah provavelmente está atacando a geladeira ou vendo aquele seriado idiota que ela tanto ama. Me levanto da cama e vou procura-la, olho em todos os cômodos e não a encontro. Decido comer alguma coisa, ela deve ter ido comprar alguma coisa. Mas algo dentro de mim sabia que não, ela não sairia sem me avisar; Pego meu celular e decido ligar pra ela, no segundo toque ela atende, com a voz embargada e falha:

—Zayn... Você pode vir a-aqui no hospital, a minha m-mãe ela está m-morta.- meu coração aperta ao ouvir a voz da ruiva dessa forma:

—Eu tô indo, não saia daí.- troco de roupa rapidamente e pego o carro. Meus pensamentos estão completamente voltados pra ela, eu me lembro de cada detalhe do seu corpo, e de cada vez que ela gemeu meu nome. Agora ela precisava de mim e eu estaria lá por ela, mesmo que talvez ela não sinta o mesmo por mim.

Desço do carro rapidamente e vou até a recepção, a mulher me indica o quarto e pede para não mexermos no corpo até a chegada do legista- "A merda! Sarah estava sozinha com o corpo da mãe dela."- corro até lá e quando chego vejo a ruiva com as roupas sujas de sangue, lágrimas marcam seu delicado rosto e ela parece absurdamente atordoada. Vou até e a pego no colo antes que ela caia no chão:

—Ela está morta... E-ela cortou os próprios pulsos... E-ela me deixou.- sinto meu coração comprimir conforma ela sussurra assustada, abraço seu pequeno corpo e começo a dizer:

—Shh, está tudo bem pequena, eu estou aqui... Você vai ficar bem.- sinto seu corpo tremer e logo ela começa a dizer mais desesperada ainda:

—Não. Não. Não. Ela não pode me deixar! Me ajuda a acordar ela, ela tem que acordar! Por favor!- sua voz se altera até que se torna um grito desesperado. Vejo duas enfermeiras a segurarem e um médico lhe dá uma injeção fazendo a mesma desmaiar quase que instantaneamente:

—Isso vai mante-la calma por algum tempo, coloque-a naquela maca e não saia do lado dela.- apenas assinto atordoado pelo acontecido.

Fico observando enquanto ela dorme. Droga. Eu amo ela! Mais do que eu gostaria de admitir, eu realmente amo ela e eu não posso contar.

Após mais ou menos uma hora seus olhos se abrem, seus lindos olhos verdes parecem apagados agora. Ela se senta na cama e olha para as próprias roupas percebendo o que acabou de acontecer, abraço-a e digo:

—Vai ficar tudo, eu estou aqui.

Depois de virmos para casa eu não quis deixa-la sozinha em nenhum momento, não por medo dela fazer algo estúpido mas por medo dela se sentir sozinha. Eu sei o que é estar sozinho em uma situação dessas e eu não vou fazer isso com ela. Estamos deitados na minha cama enquanto eu a observo olhar para o teto, posso ver que ela está pensando em algo, ela fica mordendo os lábios de forma pensativa e mexendo na barra da minha camiseta:

—Eu achei que meu pai estaria lá... Mesmo sabendo que ele tem outra família, eu achei que ele estaria lá.- ouço-a dizer com a voz falha:

—Seu pai nunca mereceu vocês Sarah, não depois de tudo que ele fez. Eu sei que ele continua sendo seu pai e eu sei que você ama ele, mas nunca crie muitas expectativas sobre isso.- digo delicadamente, ela apenas assente e deita em meus braços, acaricio seus cabelos até perceber que ela dormir e eu acabo dormindo também.

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Abro os olhos e escuto um som vindo do banheiro, olho ao meu lado e não a vejo. Levanto lentamente e caminho em direção ao banheiro dando de cara com Sarah debruçada sobre a privada colocando tudo para fora, seguro seus cabelos a passo a mão sobre suas costas tentando acalma-la. Assim que ela melhora a coloco sentada na tampa da privada, sua palidez preocupante me assusta:

—Desculpe te acordar, eu estava tentando fazer o café mas o cheiro do bacon...- ela estremece e faz cara de nojo:

—Você sabe que só eu cozinho nessa casa pequena, você é um desastre nisso!- ela dá um sorriso fraco:

—Uh, acho que não é uma boa ideia eu comer.- reviro os olhos e digo:

—Você tem que comer se não você vai acabar pior, você sabe que saco vazio não para em pé.- ela apenas assente e vai em direção a sala a se joga no sofá.

Termino de arrumar a bagunça que ela fez e começo a fazer o café, enquanto faço algumas coisas a observo assistir um desenho em que ela canta a abertura:

—Kim Possible... lá lá- dou um pequeno sorriso e continuo cozinhando:

—Vamos comer!- exclamo e ela vêm desanimada:

—Eu não acho que seja uma boa idéia...- coloco uma torrada no seu prato e sirvo suco, ela bebe o suco lentamente e assim que ela pega a torrada vejo-a simplesmente correr para o banheiro.

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Depois dela quase desmaiar e quase vomitar todos os orgãos eu a trouxe para o hospital e agora estou a quase duas horas esperando por noticias. Droga eu estou me sentindo tão ansioso, tenho medo que seja algo grave, tenho medo de perde-la.

Vou em direção a médica assim que ela cita o nome de Sarah, ela me leva até a porta do quarto onde ela está com um soro ligado em seu braço:

—Ela está bastante desidratada, ainda há resquícios de drogas em seu organismo o que é preocupante considerando a situação atual da Senhorita Kolsch...-acho que a médico percebe que eu fiquei um tanto confuso com a noticia- Bem, Sarah está grávida de dois meses... Você não sabia?

Notas finais
Prometo que os próximos capítulos serão maiores!!! Love You all!!