For Every Bad Girl,a Good Boy.
4 All Stars .
Notas iniciais
tem uma parte baseada em Keith ,boa leitura esse capitulo ficou uma bagaça.
E SIM ; ERA A MÚSICA DELES *.*
- Eu não vou.Estou com medo.
Eu gritei,enquanto estava apavorado.Sara tinha me levado a uma pista de skate. Estávamos em uma rampa,e ela queria que eu descesse com seu skate.Não era um encontro.Mas eu já devia ter imaginado isso.
- Larga de ser babaca. -ela disse com as mãos na cintura,enquanto eu estava em cima do skate.- Eu já desci essa rampa várias vezes,e não caí.
- Mas você já está acostumada.
- Olha,se não quer descer,não desce tá b... — Sara parou de falar,quando nós dois escutamos uma música.Olhamos para rua ; e lá estava passando o carro do sorvete,com várias crianças correndo em volta. — Carro do sorvete !
Me surpreendi com Sara interessada nessas coisas de criança.Ela que estava ao meu lado ,passou por mim com rapidez ; e desajeitada do jeito que era,acabou me empurrando.Perdi o equilíbrio,e logo me vi descendo a rampa.No meio do caminho,eu caí do skate ; e terminei de descer a rampa rolando.
Fiquei deitado lá por alguns minutos,apenas gemendo de dor,quando ela voltou,com dois sorvetes na mão.
- Ah.Você desceu a rampa. — ela sorriu,enquanto sua boca estava coberta de sorvete.-
- Não ! -eu disse ainda deitado. — Eu caí,porque você é uma desajeitada e me empurrou !
- Desajeitada ? — ela disse incrédula. — Eu roubei o sorvete de uma criança pra você !
- Você é desajeitada,desastrada,mandona e sem educação !
Eu gritei,irritado.Ela pegou os sorvetes que estavam em sua mão ; e jogou no meu rosto.Me mostrou o dedo do meio,pegou o skate e foi embora.Eu continuei deitado,com o sorvete derretendo no meu rosto.Pensei "Ontem,eu achava que estava apaixonado.Hoje não tô nem aí pra ela." Mas não era bem assim.
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Eu estava em casa,no escuro ; deitado no sofá com um saco cheio de gelo em cima do meu pé.Já estava de noite,e eu ainda me sentia dolorido pela minha queda.Não estava pensando na Sara,como pensava antes.Só conseguia pensar que ela era uma babaca.
Estava quase pegando no sono,quando ouvi a campainha.Não era minha mãe,disso tenho certeza.Ela não voltaria tão cedo da viajem.
Com muito esforço,levantei do sofá ; e pus o saco de gelo na minha testa,onde tinha um galo.Ouvi a campainha tocar mais duas vezes ; quem estava do outro lado estava impaciente.Abri a porta,e Sara estava lá.Com os braços cruzados,e com a cara emburrada.Seus olhos pareciam até brilhar,quando olhavam para mim.
- Oi . — eu disse em tom interrogativo. -
- Desculpa por ter derrubado você. — Sara sabia pedir desculpas. -
- Desculpa ter te xingado.Não queria ter dito aquilo. -eu disse depois de alguns segundos de silêncio.-
- Não se desculpe. -ela disse com um sorriso de lado. — Tudo o que você disse,é verdade.
Ela disse,e ficamos mais alguns segundos em silêncio.Tirei o saco de gelo da testa, e encarei o nada por alguns instantes.
- Mas não mude. -eu disse com um sorriso de lado,enquanto a olhava nos olhos.- Eu gosto de você assim.-eu disse,e ela sorriu.Seu sorriso era o mais lindo de todos que já tinha visto.Era encantador . — Você quer jantar ?
Eu mal terminei de falar ; e ela me puxou para fora da casa.Eu já achava que estava apaixonado de novo.
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Estávamos no cinema.Fazia alguns minutos que estávamos alí.Eu já deveria saber que deveria ter voltado pra casa,quando ela me puxou.Mas o sorriso dela parecia ter me hipnotizado.
- Isso não é legal. — eu disse,relutante. -
- É sim ! Vai logo. — ela sorria ao meu lado.Nem me lembro que filme estava passando.-
- Tá bom.
Eu disse,e peguei meu celular.Liguei para o celular dela,e assim que começou a tocar,as pessoas já começaram a resmungar.Ela atendeu e eu desliguei.
- Alô ? -ela disse bem alto,e eu já comecei a rir. — Sim,é a Sara. — ela fingia estar falando com alguém,enquanto as pessoas começavam a encarar. — De novo,filho ? Espera aí. — ela disse e entregou o celular para mim. — Ele quer falar com você.
- Alô ? — eu disse alto ; igual a ela. — Outra vez ? Você já tentou vestir a cueca antes de fazer isso ? — Sara começou a rir,ao meu lado. — Você vestiu ? Como você conseguiu fazer isso ? Saiba que se fosse seu avô,você já teria levado uma surra com a frigideira. — eu disse,e as pessoas começaram a fazer "Shh",e gritarem para calarmos a boca ou desligar o celular.-
- Ei,calem a boca,estamos tentando resolver um problema. — Sara gritou.-
- É,nosso filho prendeu o pênis quando foi fechar o zíper da calça ! — eu gritei e Sara continuava rindo. -
- Senhores — o "lanterninha" disse,se aproximando de nós.- Vou ter que pedir que se retirem.
- Eu não vou sair. — Sara disse cruzando os braços. -
- Então vou chamar os seguranças.
Ele disse,e se virou ; fazendo um tipo de sinal para os seguranças.Sara se levantou,e quando ele se virou para nos olhar outra vez,ela deu um soco no olho dele.
- Você não sabe o quanto é difícil criar um filho!
Eu me levantei,e as pessoas começaram a nos vaiar.Os seguranças nos puxaram pelos braços. Estávamos saindo.
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Depois que fomos expulsos ; compramos alguns vidros de maionese em uma loja.Voltamos para o cinema , e fomos para o estacionamento.Foi ideia da Sara,jogar maionese nos carros.
- Isso é para eles aprenderem a não me vaiar. — ela dizia sorrindo,enquanto nós enchíamos as colheres que compramos de maionese,e jogávamos nos carros. -
- Acho que está bom. — eu disse,observando o estacionamento ; onde a maioria dos carros estavam cobertos de maionese. -
-É. — ela disse sorrindo. -
- E o que fazemos agora ?
Eu disse,olhando para ela.Sara ficou alguns segundos em silêncio,e então jogou o vidro de maionese longe,como tinha feito com os outros que tinham acabado.Em seguida ; se deitou no chão,no meio do estacionamento que era onde estávamos.
Sem pensar muito,eu fiz o mesmo ; e me deitei ao seu lado.Estávamos olhando para o céu.Foi nesse dia,que eu comecei a gostar das estrelas.Antes,eu só pensava em como elas ficavam longe,afastadas uma das outras e que seu brilho não era nada comparado ao da Lua.Mas ao lado de Sara,eu só conseguia pensar que existem milhares delas no céu ; e que vez ou outra,algumas ficavam bem próximas uma da outra,como se tivessem se encontrado.Era como o que tinha acontecido comigo.Entre tantas pessoas no mundo,eu encontrei Sara.
- Eu não gosto da lua. — ela disse,e eu virei meu rosto,para observá-la.Ela continuou encarando o céu,sorrindo. -
- Porque ? — eu continuava a olhando.-
- Ela é grande demais.Apaga o brilho das estrelas,e está sempre sozinha.E também se acha legal demais só porque é maior . — ela disse,e eu comecei a rir.-
- Você falou igual a uma criança.
Eu disse,e vi o sorriso dela aumentar.Ela virou o rosto,e ficou me encarando.Fiquei assim ; apenas olhando nos olhos dela,enquanto nós sorriamos.Eu podia ter várias garotas,mas Sara era diferente.Eu não podia tê-la.Nossos mundos eram totalmente opostos.
Então ela olhou para o céu.Depois de alguns segundos,eu também.Estava observando as estrelas,e me lembrava de como nunca consegui encontrar uma constelação,quando senti Sara segurando minha mão.Quando senti seu toque ; me arrepiei.Voltei a olhar para ela , e ela ainda encarava o céu.Fiz o mesmo,sem saber ao certo o que aquilo significava.Mas,sorri.
Ficamos em silêncio por alguns instantes,até eu ouvir um barulho.Soltei a mão de Sara ; e me sentei.Olhei para a direção do barulho,e estava vindo um carro.O homem falava no celular,enquanto tentava alcançar alguma coisa no chão do carro.
- Sara,está vindo um carro. -eu disse,já me levantando. -
- You can only be what you are ... — ela continuou deitada,cantando baixinho.
- Sara . — eu tentei alertá-la mais uma vez,enquanto o carro se aproximava e o motorista continuava distraído.-
- You've got the heart of a star ... - ela continuava deitada,observando as estrelas. -
- Levanta ! — eu disse já me desesperando.Peguei a mão dela,e tentei levantá-la.Foi em vão. -
- But the light never hits you ... — ela sorria,enquanto cantava. -
- Sara ! — eu gritei,enquanto tentava levantá-la ; e ela sorria. -
- And i said, come on,come on my brothers and sisters ...
- Sara !
Eu gritei mais uma vez,e ela finalmente se levantou.Eu imediatamente,num ato impulsivo ; a puxei , e ficamos encostados em um carro,no canto.O outro carro passou,com o motorista ainda distraído.Ele saiu do estacionamento,e eu imediatamente, me virei e fiquei de frente para Sara.A segurei pelos braços,como seguram crianças mimadas que estão fazendo birra.
- Você ficou doida ? — eu gritei,enquanto ela nem me olhava nos olhos. — Podia ter morrido !
Ela ficou segundos encarando o nada.Eu não entendia o que aquela garota tinha demais.
- Sara ? — eu a chamei,e pela primeira vez atraí sua atenção.Ela finalmente me olhou nos olhos.Ficou assim só por alguns segundos,e então se soltou.-
- Vou embora.
Ela disse saiu andando.Eu fiquei parado,observando ela ir.Eu tinha certeza,era ela louca.Queria ir atrás dela.Mas ao envés disso ; tomei meu caminho.Fiquei andando nas ruas escuras por horas,até chegar em casa.Subi as escadas,fui para o quarto e tentei dormir.Mas tudo que eu conseguia fazer era pensar nela ; e ficar me perguntando qual era o problema.Ela queria morrer ?
~~~~~~
Acordei.Tinha conseguido dormir,o que foi raro nos últimos dias.Desci as escadas,bagunçando meu cabelo.Cheguei na sala,e a Miss Piggy estava deitada no chão.
- Bom dia Miss Piggy.
Eu disse sorrindo,e caminhei em direção a cozinha.Vi alguém vasculhando minha geladeira.Não sabia porque ; mas já tinha certeza de quem era.
- Hei ! — eu gritei,e ela se virou.Olhou para mim,sorrindo.Aquele sorriso .um dia ainda causaria uma parada cardiorrespiratória em mim.-
- Foi mal.Mas é que eu prefiro comer a torta estranha que tá na sua geladeira -ela disse,de boca cheia. — Do que tomar o café com minha mãe.
- Não gosta de estar com sua mãe ? -eu disse,me sentando à mesa.Não queria nem saber como ela entrou na minha casa.-
- Não hoje. -ela disse se sentando ao meu lado.Ao meu lado.- Sabe,apesar de eu ser quem eu sou,minha mãe é totalmente diferente.Ela vai dar mais um daqueles jantares em família,onde milhares e milhares de Sidle's vão se reunir.
- Isso é legal. — eu disse sorrindo. -
- Não pra mim. — ela disse e pôs os pés em cima da mesa. — Todos tem que ir acompanhados.E o garoto que eu obriguei a me convidar o ano passado ... bom,digamos que ele teve um acidente.
Ela disse,e eu empurrei seus pés que saíram de cima da mesa.Fiquei alguns segundos em silêncio.Só de pensar na ideia,corei de vergonha.Peguei uma xícara e comecei a por o café,para disfarçar.
- Bom .. -eu disse,tentando fingir que não me importava.- Se você quiser,eu posso ir com você.
- E quanto você vai me pagar ?
- Pagar ?
- É.
- Eu,pagar pra ir nesse jantar ridículo com você ?
- Exatamente.
Ela disse e eu ri,incrédulo.Ela tentava se fingir de durona.Mas alguma coisa me dizia que ela queria ter minha companhia.
- Esse jantar é hoje a noite ?
- Sim.Vai checar sua agenda,frutinha ? -ela disse fazendo biquinho. -
- Tudo bem,eu te dou 50 dólares para ser seu acompanhante no jantar.
- Agora você começou a me entender.
Ela disse,e pegou uma torrada.Jogou na minha cara.Meio sem sentido,eu sei.Mas nesses poucos dias eu aprendi que era melhor não questionar.Ao envés de fazer milhares de perguntas do porque daquilo,eu simplesmente fiz o mesmo com ela.Esse jantar seria uma droga.Mas se fosse para passar por isso ao lado dela , eu passaria.
Foi nesse dia que eu pus na minha cabeça ; que aquela garota deveria ser minha.
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